Notícia da Alpargatas, Brisanet, Sanepar, agenda de proventos, dólar no radar e outros destaques

19 de abril de 2026 Por Redação

 

Publicado às 11h40

Notícias corporativas

Sanepar entra com mandado de segurança contra atos da Agepar relativos ao precatório

A Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar (SAPR11, SAPR4) anunciou nesta sexta-feira, 17, após o fechamento do mercado, que entrou com um mandado de segurança para suspender medida da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) que propôs destinar R$ 3,9 bilhões em precatórios para os usuários.

Em um fato relevante enviado ao mercado, a companhia informou que ingressou junto ao Juízo de Direito da Vara da Fazenda Pública de Curitiba, com mandado de segurança, requerendo a concessão de medida liminar para determinar a imediata suspensão dos efeitos jurídicos e procedimentais, consistente na instauração da Consulta Pública nº 1/2026 e da audiência pública nº 1/2026, ambas da Agepar, bem como para determinar que a mesma se abstenha de implementar o entendimento consubstanciado na Nota Técnica nº 01/2026-GTI até o julgamento final da presente impetração.

Na hipótese de não acolhimento do pedido anterior, a Sanepar pede a suspensão imediata de todos os atos subsequentes de natureza processual e/ou decisória advindos das referidas consulta e audiência públicas.

A companhia pede ainda a concessão da segurança, para declarar a nulidade do ato impugnado, preservando-se o regime jurídico aplicável à destinação dos valores nos termos vigentes à época de sua incorporação patrimonial.

Em março a Agepar propôs que os R$ 3,94 bilhões recebidos pela Sanepar via precatório fossem integralmente destinados aos usuários. Esse precatório refere-se a uma vitória judicial da Sanepar contra a União, finalizada em setembro do ano passado, envolvendo imunidade tributária.

A previsão era que a proposta da Agepar seria submetida a um processo de consulta pública em fins de abril.

Alpargatas pagará em 15 de maio JCP anunciado em dezembro/25

A Alpargatas (ALPA3, ALPA4) definiu nesta sexta-feira, 17, a data de pagamento dos juros sobre o capital anunciados (JCP) anunciados em 11 de dezembro de 2025. No próximo dia 15 de maio a companhia pagará, em parcela única, o montante bruto de R$ 106 milhões, correspondente ao valor bruto de R$ 0,148942 por ação ordinária (ALPA3) e R$ 0,163836 por ação preferencial (ALPA4). Tem direito a esses JCP titulares de ações de emissão da companhia ao final do pregão do dia 16 de dezembro de 2025.

Brisanet (BRST3) divulga dados operacionais de março/26

A Brisanet Serviços de Telecomunicações (BRST3) divulgou na sexta-feira, 17, os dados operacionais correspondentes ao mês de março de 2026.

Ao final de março de 2026, a companhia consolidou sua base de clientes em 1.567.284, com 1.529.614 deles conectados por FTTH (Fiber to the Home).

A presença da Brisanet abrange os nove estados do Nordeste do Brasil, com cobertura em 159 municípios e potencial para atender 7,2 milhões de lares.

Em março a companhia alcançou crescimento orgânico de 4,2 mil HCs.

A Agility Telecom, franqueadora da Brisanet, conta com 56 franqueados que atendem principalmente cidades menores e áreas rurais, totalizou ao fim do período 127.733 clientes. Somando as operações diretas e as franquias, a base de banda larga fixa alcança quase 1,7 milhão de clientes em todo o Nordeste.

Com quase 40 mil novos clientes em março, a base móvel da companhia chegou a 953.547 chips ativos.

Embraer destaca a inovação no Hannover Messe 2026

A Embraer (NYSE: EMBJ/ B3: EMBJ3) participará do Hannover Messe 2026, o maior evento de tecnologia industrial do mundo, que acontece de 20 a 24 de abril em Hannover, Alemanha. O objetivo é apresentar as inovações da empresa, iniciativas relacionadas à sustentabilidade e novas tecnologias, além de fortalecer parcerias estratégicas.

Também estará presente no espaço de exposições da empresa a Eve Air Mobility, uma subsidiária da Embraer responsável pelo design de uma inovadora aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), além do desenvolvimento de seu portfólio abrangente de serviços e soluções operacionais para o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana.

No evento, a Embraer organizará uma Maratona de Startups baseada em desafios tecnológicos, reunindo empreendedores interessados em apresentar e acelerar ideias nas áreas de inteligência artificial, robótica e automação com potenciais aplicações no setor aeroespacial.

“Estamos entusiasmados com a oportunidade de discutir o desenvolvimento de novas tecnologias, avaliar parcerias e colaborar rumo a uma maior integração entre o Brasil e um ecossistema global de inovação”, afirma Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da Embraer.

A Embraer liderou diversas iniciativas sobre transição energética, manufatura avançada e digitalização na indústria aeronáutica, além de promover o ecossistema de inovação por meio de parcerias globais que contribuem para o desenvolvimento do futuro da aviação sustentável.

Neste ano, o Brasil é o país parceiro da Hannover Messe 2026 e a Embraer realizará sua exposição na área da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil), com uma área de 2.000 m² em pavilhões temáticos dedicados às áreas de automação, máquinas e equipamentos, indústria digital, robótica, energia e sustentabilidade. O evento reúne mais de 130.000 visitantes e 4.000 expositores de mais de 60 países.

Vitru Educação realiza oferta subsequente de ações na B3

A Vitru Educação (VTRU3), controladora das marcas UNIASSELVI e UniCesumar, realizou uma oferta subsequente de ações na B3, a bolsa do Brasil, para a captação de recursos no mercado de capitais. A oferta consistiu na distribuição primária de 13.614.704 ações ordinárias de emissão da companhia, destinada exclusivamente a investidores profissionais. A coordenação da oferta foi realizada pelo BTG Pactual (coordenador líder), Itaú BBA e Bradesco BBI.

“Do ponto de vista estratégico, o follow-on reforçará a estrutura de capital da Vitru, contribuindo ainda mais para o seu crescimento orgânico, como a abertura das novas faculdades presenciais — relacionadas a área da saúde, capturando as oportunidades abertas pelo novo marco regulatório”, afirma Aroldo Alves, CEO da Vitru Educação.

A Vitru fez seu IPO em 2020, na bolsa americana Nasdaq e, em junho de 2024, realizou a migração de suas ações para a B3. Esta foi a primeira oferta de ações da companhia realizada no Brasil.

“É uma grande satisfação acompanhar o crescimento de uma empresa do setor de educação, que tem um papel tão fundamental para a economia e para a sociedade. Essa oferta mostra, na prática, a força do mercado de capitais como fonte de financiamento para empresas que geram impacto positivo no Brasil”, disse Flavia Mouta, diretora de Listagem e Relacionamento na B3.

Gabriel Lobo, CFO da Vitru, acrescenta que trata-se do primeiro movimento de mercado da empresa desde a migração para a B3. “O mercado de equities continua sendo uma importante ferramenta estratégica para as companhias. Essa operação é um marco na nossa trajetória, qualifica ainda mais nossa base acionária e reforça a percepção positiva do mercado em relação à companhia e a nossa capacidade em transformar a educação no Brasil”, finaliza.

As ofertas subsequentes, também conhecidas como follow-on, são novas ofertas públicas de ações realizadas por empresas que já realizaram seu IPO (Oferta Pública Inicial) na bolsa. As empresas podem voltar ao mercado para realizar novas ofertas de ações sempre que desejarem e as operações precisam ser aprovadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Agenda de proventos desta semana:

Segunda, 20

Santander Brasil (SANB11) tem data com para juros sobre o capital

Mills (MILS3) tem data com para dividendo extraordinário de dez/25

Banco Pine (PINE4) tem data com para juros sobre o capital

Data com da Motiva (MOTV3) para dividendo

Quarta, 22

Petrobras tem data com para provento anunciado em março 

Allos (ALOS3) tem data com para 1° parcela de dividendo

Tim (TIMS3) paga JCP aprovados em março/25 e março/26

Quinta, 23

Grendene tem data com para dividendo

Sexta, 24

Magazine Luiza (MGLU3) tem data com para dividendo

Data de corte para JCP da Marcopolo 

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Brav3, Prio3, Recv3, Pine4, Abcb4, Brsr6 e de outros ativos. Acesse aqui o vídeo.

Resultados do 1T26: a expectativa para os resultados do Banco ABC Brasil, Pine e Banrisul

ABC Brasil (ABCB4)

A expectativa do BTG Pactual é de um primeiro trimestre (1T26) mais fraco, com lucro líquido de aproximadamente R$ 255 milhões e Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 15%, abaixo das estimativas de mercado. O desempenho deve ser impactado por menor geração de receitas de tarifas e maior custo de risco. Ainda segundo o time de analistas, a carteira de crédito deve apresentar leve retração na base trimestral, enquanto a margem financeira tende a recuar após base elevada no trimestre anterior. Para o BTG as provisões devem aumentar diante de um cenário macro mais desafiador, com deterioração das condições de crédito corporativo. A rentabilidade deve seguir pressionada. A avaliação é que o valuation se tornou menos atrativo após forte valorização recente. O BTG tem recomendação “neutra” com preço-alvo de R$ 29 para o Banco ABC Brasil.

Banco Pine (PINE4)

O BTG espera que o Banco Pine reporte um trimestre forte, com lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 140 milhões e ROE de 35,6%, acima das estimativas de mercado. O crescimento da carteira deve atingir entre 10% e 15% na base trimestral, impulsionado por segmentos de maior retorno, como crédito consignado privado. A margem financeira ajustada ao risco deve ser destaque, apoiada pelo crescimento de volumes e melhora no mix, comenta o banco. O desempenho também reflete efeitos de timing na carteira de crédito. As projeções de longo prazo foram revisadas positivamente, com crescimento sustentado em linhas de crédito específicas, ressalta a equipe do BTG em relatório. As condições de funding melhoraram após upgrades de rating. Segundo o time de analistas, o valuation permanece atrativo, com forte momentum operacional. A recomendação é de “compra” com preço-alvo de R$ 18.

Banrisul (BRSR6)

Para o banco gaúcho Banrisul a expectativa do BTG é de um primeiro trimestre fraco, com lucro líquido de aproximadamente R$ 210 milhões e ROE de 7,5%, significativamente abaixo das estimativas de mercado. Segundo o banco, o desempenho reflete deterioração da qualidade de ativos, com aumento da inadimplência e maior custo de crédito. O crescimento da carteira de crédito deve permanecer limitado, enquanto as provisões aumentam diante de menor recuperação de créditos. A margem financeira deve crescer marginalmente, mas não suficiente para compensar o impacto das provisões, avalia a equipe de analistas. A rentabilidade estrutural segue baixa, com ROE projetado próximo a 10% em 2026. A avaliação é que há riscos adicionais relacionados ao agronegócio e à renovação de contratos. Vale lembrar que na semana passada o BTG alterou a recomendação do Banrisul para “venda” com preço-alvo de R$ 15 para o ativo BRSR6.

Economia:

Dólar abaixo de R$ 5: oportunidade histórica ou calmaria antes da tempestade?

O dólar à vista fechou na sexta-feira, 19, em queda de 0,2% cotado a R$ 4,983. Na semana a moeda acumulou baixa de 0,53%. O movimento, impulsionado por um misto de otimismo externo e atratividade dos juros locais, levanta a questão: até onde vai essa queda? Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o momento é de aproveitar a “maré baixa”, mas com os pés no chão e foco na estratégia de longo prazo.

Efeito Trump e o cenário global

Segundo Mendlowicz, a perda de fôlego da moeda americana não é um fenômeno isolado do real. Ele aponta o chamado Efeito Trump e as tensões geopolíticas como motores desse enfraquecimento global do dólar.

“As tensões geopolíticas reduzem a confiança no dólar. O investidor está buscando ativos fora dos Estados Unidos e o mundo começou a testar uma proteção longe da moeda americana, principalmente no ouro”, analisa o economista.

Charles destaca que o próprio cenário político americano influencia o câmbio: “O Trump tem interesse no dólar mais fraco. Com a moeda menos valorizada, o consumo de produtos e serviços americanos tende a aumentar”.

O Brasil como ímã de capital

Internamente, a combinação de juros elevados (Selic) e recordes no Ibovespa tem atraído capital estrangeiro. Charles explica que, embora haja pressão política para a queda dos juros, o diferencial em relação aos Estados Unidos ainda é muito atraente. “O pessoal no exterior olha o quanto o Brasil está pagando de juro e traz o dólar para cá. Se o juro diminuir no Brasil, diminuirá a atratividade”, acredita o Economista Sincero.

Os três cenários para o dólar

Mendlowicz traça três caminhos possíveis para o dólar nos próximos meses:

  1. Otimista (R$ 4,00 a R$ 4,50): depende de queda de juros nos EUA, fim de conflitos globais e manutenção da atratividade brasileira;
  2. Base/realista (R$ 5,00): manutenção da estabilidade do Federal Reserve e Brasil seguindo como porto atrativo para emergentes;
  3. Pessimista (R$ 5,50 ou mais): causado por estresse global, escalada de guerras ou piora acentuada na economia doméstica.

DCA e diversificação: as estratégias do investidor

Apesar da queda recente, Charles Mendlowicz alerta contra a tentativa de prever o futuro exato da cotação. Para ele, o investidor inteligente utiliza o DCA (Dollar Cost Averaging), comprando aos poucos para formar um preço médio.

“Não interessa para onde vai o dólar. Você tem que montar uma carteira equilibrada com ativos aqui, no exterior, cripto e fundos imobiliários. O dólar abaixo de R$ 5 abre uma janela para investir lá fora”, orienta o Economista Sincero.

Mendlowicz finaliza reforçando que o que o país realmente precisa não é de um dólar barato ou caro, mas de previsibilidade. “O melhor para o Brasil não é o dólar ser cotado a R$ 4 ou R$ 7, é ter estabilidade. Volatilidade no câmbio impede o planejamento de quem produz e de quem exporta”, conclui o sócio da Ticker Wealth.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. Os textos acima têm por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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