Moody’s Local Brasil afirma ratings da Vale

Publicado às 12h22
A agência de classificação de risco Moody’s Local Brasil afirmou em 31 de março o rating corporativo AAA.br da Vale (VALE3). A perspectiva é “estável”. Ao mesmo tempo, afirmou os ratings AAA.br da 8ª, 10ª e 11ª Emissão de Debêntures, sem garantia real.
A afirmação dos ratings associados à Vale reflete sua escala como uma das maiores mineradoras do mundo em minério de ferro e com atuação relevante em metais de transição energética (cobre e níquel), explicou a Moody’s Local Brasil.
A posição competitiva é extremamente forte, estando posicionada no começo da curva de custos do setor. O rating também incorpora a diversificação geográfica de ativos, clientes e diferentes commodities.
Segundo a agência, a robustez do modelo de negócios da Vale está refletida em suas métricas de crédito, com destaque para baixa alavancagem, elevada cobertura de juros e forte geração de caixa.
Ainda segundo a Moody’s Local Brasil, a companhia mantém uma política financeira conservadora e proativa, com liquidez extremamente robusta, contribuindo para mitigar a exposição à volatilidade do mercado de commodities e aos riscos do setor.
“Ponderamos que o acordo definitivo de Mariana reduziu de forma relevante as incertezas das saídas de caixa das reparações”, ressalta a agência, destacando que, por outro lado, os litígios em Londres e Amsterdã podem resultar em saídas de caixa incrementais no curto ou médio prazo, porém sem alterar de forma substancial a liquidez da companhia, dadas as provisões existentes e o próprio acordo fechado no Brasil.
Bank of America eleva recomendação da Vale
Na quinta-feira, 2 de abril, foi divulgado que o Bank of America (BofA) elevou a recomendação para a mineradora Vale. Passou “neutro” para “compra”. O preço-alvo da companhia também foi elevado: de R$ 95 para R$ 100.
A equipe do banco americano ressalta que a queda recente dos papéis da Vale não reflete a valorização do minério de ferro.
A commodity subiu cerca de 8% desde o início da guerra no Irã. Já as ações da companhia caíram 6,6%. “A correção das ações, combinada com a alta do minério, cria uma oportunidade”, comenta o time do Bank of America avaliando que, com o minério a US$ 103 por tonelada (spot em US$ 108), a mineradora brasileira tem um fluxo de caixa livre (FCF) com yield de cerca de 10%, considerado atrativo.
Para seus analistas, a tese de investimento segue ancorada em três pilares principais: preços elevados do minério, execução operacional consistente e resiliência frente ao cenário geopolítico.
“A Vale parece mais protegida, com contratos de frete de longo prazo e menor exposição à volatilidade do diesel em comparação a pares australianos”, ressalta a equipe do Bank of America em relatório.
Receba notícias de empresas no Whatsapp: entre aqui
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.







