Ibovespa futuro abre em queda, dólar sobe, notícia da Petrobras, JSL, Taurus e de outras companhias

2 de abril de 2026 Por Redação

 

Publicado às 9h33 – atualizado às 9h53

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em queda nesta quinta-feira, 2. Às 9h53 caía 1,30% aos 186.175 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

As Bolsas na Ásia fecharam em queda e na Europa operam no negativo com os mercados reagindo ao pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump. As esperanças de um fim rápido da guerra do Irã caem após fala de Trump. O preço do barril de petróleo sobe com força e os índices futuros de ações nos EUA caem.

Dólar

Às 9h52 o dólar comercial subia 0,33% cotado a R$ 5,174 na venda.

Petróleo e minério (9h29)

Petróleo Brent: +7,58% (US$ 108,8). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -3,09% (US$ 66.300)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -3,35% (US$ 4.652)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1,29% a 805 iuanes (US$ 117,14). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h28 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 1,50% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 1,67%. Nasdaq futuro caía 2,10%.

Notícias corporativas desta manhã:

Petrobras informa sobre liquidação financeira referente à redeterminação da Jazida Compartilhada de Tupi 

A Petrobras (PETR3, PETR4) informou nesta quinta-feira, 2, que foram realizadas as liquidações financeiras relacionadas à primeira redeterminação da Jazida Compartilhada de Tupi, localizada na Bacia de Santos, decorrente da aprovação do Quarto Termo Aditivo ao Acordo de Individualização da Produção (AIP) da Jazida, que alterou as parcelas de participações da Petrobras de 67,216% para 67,457% a partir de 1/12/2025. Neste sentido, em 31/03/2026, a Petrobras recebeu o montante aproximado de R$ 3 bilhões das demais empresas privadas e pagou aproximadamente R$ 600 milhões à União, representada pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). A petroleira estatal ressaltou que os valores foram reconhecidos nas demonstrações financeiras do quarto trimestre (4T25). A compensação financeira compreende os gastos incorridos e as receitas referentes aos volumes produzidos até a data da efetividade deste aditivo ao AIP, conforme o Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV) vigente.

Taurus (TASA3) formaliza proposta não vinculante para aquisição do controle acionário da turca Mertsav

A Taurus (TASA3, TASA4) divulgou nesta quinta-feira, 2, que formalizou proposta não vinculante para aquisição do controle acionário da empresa turca Mertsav, especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas de armas de médio calibre. 

“A proposta apresentada não implica obrigação para as partes e não há, até o momento, definição final quanto aos termos e condições da potencial transação, inclusive quanto ao preço e à estrutura da operação”, afirma a Taurus. 

A companhia destaca que a potencial transação está alinhada a sua estratégia de expansão e diversificação de seu portfólio no segmento de defesa, com foco no desenvolvimento e oferta de soluções para as Forças Armadas no mercado internacional, especialmente em sistemas de maior calibre, até .50. 

“A efetivação da operação está sujeita à conclusão das negociações, à realização de auditorias, à celebração de documentos definitivos e à obtenção das aprovações regulatórias e demais aprovações aplicáveis, não havendo garantia de sua efetivação”, destaca a companhia. 

O mercado global de armamentos de médio e grande calibre apresenta relevante escala e crescimento consistente. Estimativas indicam que esse segmento movimentou cerca de US$ 45,8 bilhões em 2025, com projeção de atingir aproximadamente US$ 74 bilhões até 2032, refletindo crescimento anual médio superior a 7%, impulsionado por programas de modernização militar e aumento dos investimentos em defesa em diversas regiões do mundo. 

JSL (JSLG3) nomeia novo CEO para a Intralog

A JSL (JSLG3) anunciou a nomeação de Brunno Matta como novo diretor presidente (CEO) da Intralog, empresa que consolidará todas as operações de gestão de armazéns e intralogística provenientes da JSL e TPC.

Com mais de 25 anos de experiência em logística e supply chain, o executivo atuou em empresas globais do setor, em diferentes países. Brunno Matta irá substituir Luís Chamadoiro, que ocupava a presidência da Intralog interinamente desde a sua criação, em dezembro de 2025, e antes ocupava a presidência da TPC.

Chamadoiro irá participar da transição nos próximos 60 dias para, em seguida, integrar o conselho consultivo da Intralog.

“A chegada do novo CEO contribuirá para a execução do planejamento estratégico da Intralog, a consolidação das operações da JSL e da TPC, que somam mais de 16 mil colaboradores, e foco na captura de oportunidades em um mercado estimado em R$ 415 bilhões anuais no Brasil”, afirmou a JSL.

Em carta, Squadra pede mudanças no conselho da Hapvida

A gestora Squadra divulgou uma carta na noite de quarta-feira, 1° de abril, onde pede mudanças no conselho de administração da Hapvida (HAPV3).

A Squadra exige a adoção de voto múltiplo para a eleição do conselho de administração, que será decidida em assembleia marcada para o fim do mês. Na prática, o voto múltiplo viabiliza a eleição de conselheiros por acionistas minoritários.

A Squadra detém 6,98% das ações da Hapvida. Na carta, a gestora, com sede no Rio de Janeiro, critica o que considera “uma das maiores destruições de valor da história do mercado de capitais brasileiro” e o “pacote de remuneração portentoso para o CEO” da Hapvida.

A gestora indicou três nomes para o conselho: Eduardo Parente, Tania Sztamfater Chocolat e Bruno Magalhães e Silva.

Leia aqui a íntegra da carta da Squadra.

Notícias da noite de quarta, 1°:

Prio reporta alta na produção em março

A Prio (PRIO3) informou seus dados operacionais preliminares e não auditados referentes ao mês de março de 2026. A produção atingiu 161,3 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd) em março, alta de 8,6% em relação a fevereiro, quando produziu 148,5 mil barris.

Segundo a companhia, no cluster Valente, o primeiro poço produtor do campo de Wahoo iniciou produção em 18 de março e o segundo, em 25 de março.

No cluster Bravo, a produção foi impactada pela parada do poço OGX -44 HP em razão de falha na Bomba Centrífuga Submersa (BCS), com workover previsto para abril.

Com o início da produção de Wahoo, a Prio passará a divulgar as informações de óleo e gás exportado de forma segregada.

IRB (IRBR3) anuncia pagamento de juros sobre o capital um dia após aprovar dividendo

O conselho de administração do IRB-Brasil Resseguros (IRBR3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP). A informação foi divulgada na noite de quarta-feira, 1° de abril.

O valor total é de R$ 77.948.011,15 e corresponde a R$ 0,954977384591 por ação, sujeito à retenção do Imposto de Renda na Fonte à alíquota de 17,5%.

Os JCP serão creditados em três pagamentos. O primeiro, no valor de R$ 25,9 milhões (R$ 0,31 por ação), será pago em 29/05/26. A ‘data com’ (data de corte) será em 30/04/26.

O segundo, no valor de R$ 25,9 milhões (R$ 0,31 por ação), será pago em 30/06/26. A ‘data com’ será em 29/05/26.

O terceiro, no valor de R$ 25,9 milhões (R$ 0,31 por ação), será pago em 31/07/26. A ‘data com’ será em 30/06/26.

Vale lembrar que na terça-feira, 31 de março, o IRB divulgou que a assembleia geral ordinária e extraordinária aprovou o pagamento de dividendo. O montante é de R$ 48.557.777,44. O valor por ação é R$ 0,59. O pagamento será em 17 de abril de 2026, com base na posição acionária ao final do pregão do dia 6 de abril de 2026. A partir do pregão de 7 de abril as ações de emissão da companhia serão negociadas ex-dividendos na B3.

Axia Energia inicia procedimentos para a deslistagem de seus ADRs na NYSE

A Axia Energia (AXIA3) informou que seu conselho de administração aprovou o início dos procedimentos para a deslistagem de seus American Depositary Receipts (ADRs) na New York Stock Exchange (NYSE).

“A deslistagem tem como objetivo a consolidação da liquidez em um único mercado, considerando que os ADRs atualmente representam apenas 2,5% da base acionária da companhia”, explicou a Axia em um fato relevante enviado ao mercado.

A companhia destacou que os avanços nas práticas de governança corporativa, bem como no fortalecimento dos controles internos e da gestão de riscos, permanecem assegurados.

Axia: acionistas reunidos em assembleia aprovam migração para Novo Mercado 

Acionistas da Axia Energia (AXIA3), reunidos em assembleia extraordinária, aprovaram na quarta-feira, 1° de abril, a proposta da companhia de migração para o Novo Mercado da B3.

A companhia deixará de ter em sua estrutura as ações preferenciais PNA1 e PNB1, que serão convertidas em ações ordinárias, com direito a voto.

A razão de conversão será de 1,1 ação ordinária para cada 1 ação PNA1 ou PNB1.

O Novo Mercado é o segmento da Bolsa brasileira que reúne as empresas com mais elevada governança corporativa.

A estrutura acionária da Axia manterá as ações PNC, uma classe temporária criada para a bonificação de R$ 30 bilhões aprovada em 2025, e as golden share, ações detidas pela União.

Em 4 de maio de 2026, se encerra o prazo para exercício do direito de recesso por parte dos acionistas PNA1 e PNB1, que não tenham aprovado as respectivas conversões nas assembleias especiais.

Após a confirmação, pela companhia, do montante de ações a serem eventualmente reembolsadas, a totalidade das ações PNA1 e PNB1 serão convertidas em ações ordinárias.

A companhia explicou ainda que a efetiva migração para o Novo Mercado, permanece sujeita, dentre outros, à análise e ao deferimento pela B3, nos termos da regulamentação aplicável e aos procedimentos operacionais para a conversão das ações PNA1 e PNB1.

“A migração para o Novo Mercado representa uma etapa relevante na simplificação da estrutura de capital da companhia”, afirmou a Axia.

GPA (PCAR3): negociações sobre novas condições de pagamento com os credores ‘seguem em curso’

O GPA (PCAR3), dono do Pão de Açúcar, informou que as negociações acerca das novas condições de pagamento com os credores sujeitos à recuperação extrajudicial “seguem em curso, não havendo até o momento qualquer definição a esse respeito”.

A afirmação consta em um comunicado onde a companhia prestou esclarecimentos após uma matéria divulgada no site da Veja.

Segundo a Veja, o rumor de que o Grupo Pão de Açúcar estaria negociando um desconto de até 70% em sua dívida com bancos, de 4,6 bilhões de reais, ganhou força nos últimos dias. Ainda segundo a Veja, a companhia nega essa possibilidade, e o que estaria na mesa é o alongamento do tempo para pagar.

Em 10 de março de 2026, o GPA protocolou pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial com o apoio de credores titulares de 46,26% dos créditos sujeitos.

“Desde então, a companhia segue negociando a adesão ao plano de credores titulares de mais da metade dos créditos sujeitos, incluindo ajustes na proposta de pagamento, que sejam compatíveis com suas condições econômico-financeiras e que deverão ser apresentados no prazo legal de 90 dias contados do pedido”, destacou o GPA no comunicado.

J.P. Morgan e Citi elevam participação na MBRF

O J.P. Morgan Chase e o Banco Citi elevaram participação na MBRF (MBRF3), conforme anunciado na quarta-feira, 1°, pela processadora de proteína animal.

Certas empresas controladas pelo J.P. Morgan adquiriram um total de 23.573.156 ações ordinárias da companhia em 24 de março de 2026. A participação do grupo econômico J.P. Morgan aumentou para 5,52% do total das ações ordinárias. O J.P. Morgan declarou que o aumento da participação teve motivação exclusiva de investimento e de proteção de riscos financeiros assumidos em operações celebradas com clientes e não visa, portanto, alterar a composição do controle ou da estrutura administrativa da companhia.

O Citi informou que sua participação direta passou para 211.096.900 ações ordinárias, representando aproximadamente 15,06% do total de ações ordinárias de emissão da MBRF. A participação do Citi é composta por 205.096.414 ações ordinárias detidas fisicamente, 486 American Depositary Receipts (ADRs) e 6.000.000 instrumentos financeiros derivativos com liquidação física referenciados em ações ordinárias de emissão da companhia.

O Citi declarou que o aumento da participação teve como motivação exclusiva a realização e manutenção de operações financeiras com clientes, bem como a realização e manutenção de hedge dos riscos financeiros assumidos em tais operações financeiras, e que não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia.

Americanas (AMER3) celebra contrato com a BandUP! para a venda da UPI Uni.Co

A Americanas (AMER3) celebrou contrato com a Fan Store Entretenimento (BandUP!) para a venda da UPI Uni.Co, conforme decisão do Juízo da 4ª Vara Empresarial da comarca da capital do estado do Rio de Janeiro. A conclusão da alienação, com o pagamento do preço de aquisição final da UPI Uni.Co e a efetiva transferência da UPI Uni.Co, está sujeita ao cumprimento das condições precedentes previstas no contrato, incluindo a obtenção da aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A UPI Uni.Co é a dona da Imaginarium e da Puket.

A Americanas protocolou na Justiça em 25 de março o pedido de encerramento de sua recuperação judicial.

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