Casas Bahia (BHIA3) anuncia criação de comitê investigação após operação do MP

Publicado às 22h10
Uma operação do Ministério Público de São Paulo apura um esquema estruturado de corrupção destinado à manipulação indevida de procedimentos fiscais envolvendo ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro.
Suspeitas em créditos de empresas como a Casas Bahia (BHIA3) estão sob investigação, reportou a imprensa.
Em um fato relevante enviado ao mercado na noite desta quinta-feira, 26, a Casas Bahia afirmou que, até o momento, a companhia não foi notificada ou informada por quaisquer autoridades a respeito de qualquer investigação relacionada aos fatos mencionados nas referidas matérias.
A varejista reiterou que colaborará integralmente com quaisquer apurações que eventualmente venham a ser instauradas pelas autoridades competentes; repudia veementemente qualquer ato em violação à legislação aplicável, mantendo políticas robustas de integridade e compliance, assim como análise prévia de fornecedores; e promove treinamentos contínuos junto aos seus colaboradores e terceiros, com o objetivo de assegurar o estrito cumprimento das normas legais e regulatórias aplicáveis.
O conselho de administração deliberou pela constituição de um comitê independente de investigação. Esse comitê será presidido pelo conselheiro independente Jackson Schneider e estará incumbido de conduzir a investigação interna abrangente, com plena autonomia e acesso irrestrito a documentos, sistemas e colaboradores da companhia.
“Para assegurar o mais elevado padrão de rigor e independência, o Comitê contará com o suporte de assessores externos de primeira linha, incluindo escritório de advocacia e auditores especializados, a serem contratados em caráter de urgência”, afirmou a Casas Bahia, destacando que a investigação seguirá os melhores padrões nacionais e internacionais aplicáveis a processos dessa natureza.
Operação Fisco Paralelo
O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC), deflagrou na manhã desta quinta-feira, 26, a Operação Fisco Paralelo, destinada a cumprir mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.
A ação decorre de investigações que apuram a existência de um esquema estruturado de corrupção, destinado à manipulação indevida de procedimentos fiscais envolvendo ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro.
As diligências foram realizadas em endereços vinculados a servidores lotados em diferentes órgãos da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
A Operação Fisco Paralelo envolveu o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão.







