Mercados nesta sexta, minério, petróleo, lucro da Cemig, prejuízo da Tupy e da Unipar, notícia da Isa e da Axia e outros destaques

20 de março de 2026 Por Redação

 

Publicado às 7h57

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)

Alemanha (DAX): -0,56% 

Londres (FTSE 100): -0,22%

Japão (Nikkei 225): -3,38% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -1,24% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -0,88% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: +1,23% (US$ 109,9). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: +0,23% (US$ 95,7)

Bitcoin futuro: +0,09% (US$ 70.640)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +1,02% (US$ 4.652)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,05% a 815,5 iuanes (US$ 118,18). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,35% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,45%. Nasdaq futuro caía 0,61%.

Notícias corporativas

Braskem (BRKM5): publicado no Diário Oficial lei sobre majoração de 0,73% para 5,8% do Reiq

A Braskem (BRKM5) informou que foi publicada nesta sexta-feira, 20, no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 228, dispondo sobre a majoração, de 0,73% para 5,8%, do benefício do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

O benefício terá limite orçamentário de R$ 2 bilhões para o setor e vigência de março até 31 de dezembro de 2026, sendo que, a partir de abril, estará sujeito a uma redução de 10%, conforme previsto na legislação aplicável.

Para o ano de 2026, foi ainda estabelecido teto setorial de R$ 1,1 bilhão para a utilização do crédito incremental (Reiq Investimento”) de 1,5%, vinculado à realização de investimentos.

“A companhia reforça o seu compromisso com o país por meio de iniciativas que buscam o fortalecimento da competitividade da indústria química e petroquímica brasileira, com foco na mitigação dos relevantes impactos decorrentes do prolongado ciclo de baixa de toda a indústria”, destacou a Braskem em um comunicado.

Em relatório divulgado em 26 de fevereiro o time de analistas da XP comentou que entre as ações sob sua cobertura, a Braskem seria uma clara beneficiária da lei. A XP estima um aumento no Ebitda de cerca de US$ 230 milhões em 2026.

Yduqs (YDUQ3) anuncia programa de recompra de ações

O conselho de administração da Yduqs (YDUQ3) aprovou nesta sexta-feira, 20, um programa de recompra de ações ordinárias de sua emissão.

O programa terá duração de até 18 meses. Durante este período poderão ser adquiridas até R$ 100 milhões em ações, que correspondem, pela cotação do fechamento de 19 de março de 2026, a 9.871.668 ações ordinárias.

“O programa de recompra tem por objetivo gerar valor para os acionistas da companhia, por meio da utilização de recursos disponíveis na compra de ações em bolsa de valores, a preços de mercado”, afirmou a Yduqs.

Randoncorp (RAPT4) e Frasle (FRAS3) divulgam a receita líquida de fevereiro

A Randoncorp (RAPT4) divulgou nesta sexta-feira, 20, que teve em fevereiro de 2026 receita líquida consolidada de R$ 995,8 milhões, queda de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2025.

A Frasle (FRAS3), controlada pela Randoncorp, teve em fevereiro receita líquida consolidada de R$ 409,2 milhões, queda de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2025.

Ambas as companhias divulgam mensalmente a receita visando manter uma relação de transparência com seus investidores.

Cemig reporta lucro R$ 1,88 bi no 4T25, alta de 88%

A Cemig (CMIG4) teve lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 88% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). Já o lucro ajustado no 4T25 somou R$ 1,022 bilhão, 12,3% menor que no mesmo período de 2024. 

No 4T25 o Ebitda consolidado da companhia mineira atingiu R$ 2,95 bilhões, crescimento de 53,9% em relação ao 4T24.

No 4T25 a receita líquida da Cemig no quarto trimestre cresceu 2,9% na base anual, para R$ 11,5 bilhões.

Cemig anuncia pagamento de R$ 657,9 milhões em juros sobre o capital

O conselho de administração da Cemig (CMIG4) deliberou pela declaração de juros sobre capital próprio no valor de R$ 657,9 milhões. O valor bruto por ação é R$ 0,23. Para ter direito tem que ter ações da companhia em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março as ações da Cemig serão negociadas ex-JCP. O pagamento será em duas parcelas iguais: a primeira até 30.06.2027 e a segunda até 30.12.2027.

Celesc (CLSC3, CLSC4) anuncia pagamento de JCP

O conselho de administração da Celesc (CLSC3, CLSC4) aprovou o crédito de juros sobre o capital próprio (JCP), referentes ao 1º trimestre de 2026. O montante aprovado é de R$ 77,6 milhões e corresponde a R$ 1,898840927 por ação ordinária e R$ 2,088725019 por ação preferencial. Terão direito os detentores de ações de emissão da companhia em 25 de março de 2026, sendo as ações da companhia negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 26 de março de 2026. A data e a forma de pagamento serão deliberadas oportunamente pelo conselho de administração e/ou pela assembleia geral de acionistas. O pagamento será realizado em duas parcelas: a primeira parcela (50%), no valor de R$ 38.808.545,42, correspondente a R$ 0,9494204635 por ação ordinária e R$ 1,0443625095 por ação preferencial, a ser paga até 30 de junho de 2027; e a segunda parcela (50%), no valor de R$ 38.808.545,42, correspondente a R$ 0,9494204635 por ação ordinária e R$ 1,0443625095 por ação preferencial, a ser paga até 30 de dezembro de 2027.

Lojas Renner (LREN3) anuncia pagamento de R$ 217,4 milhões em juros sobre o capital

O conselho de administração da Lojas Renner (LREN3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) relativo ao exercício de 2026, no valor bruto de R$ 217.426.238,53. Essa quantia corresponde a R$ 0,222698 por ação. O pagamento será efetuado a partir do dia 14 de abril de 2026. Terão direito acionistas da companhia detentores de ações em 24 de março. Dessa forma, a partir de 25 de março (inclusive), as ações da companhia serão negociadas “ex – JCP”.

Unipar (UNIP3) reverte o lucro e tem prejuízo no 4T25

A Unipar (UNIP3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo líquido de R$ 7 milhões. Dessa forma reverte o lucro de R$ 293 milhões do mesmo período de 2024 (4T24).

No acumulado de 2025 a empresa teve lucro líquido de R$ 482 milhões, redução de 13% em relação a 2024.

O Ebitda no 4T25 somou R$ 125 milhões, queda de 71% na base anual de comparação.

A receita líquida da Unipar somou R$ 1,23 bilhão no 4T25, queda de 24% no ano.

Tupy (TUPY3) amplia prejuízo no 4T25

A Tupy (TUPY3) teve prejuízo líquido de R$ 626,5 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25). No mesmo trimestre de 2024, o prejuízo havia sido de R$ 97,7 milhões.

O Ebitda ajustado somou R$39 milhões, queda de 84,5% na comparação anual.

A receita líquida foi de R$ 2,18 bilhões no período, 12,4% menor que a reportada no 4T24.

Lucro líquido da Cyrela (CYRE3) sobe no 4T25

A Cyrela (CYRE3) teve lucro líquido de R$ 682 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 37% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).

A receita líquida totalizou R$ 3,2 bilhões no período, alta de 29% na comparação anual.

A dívida líquida ajustada da companhia fechou em R$ 2,3 bilhões, 135% maior do que um ano antes. A relação da dívida líquida sobre patrimônio líquido ajustado da incorporadora ficou em 21,5%, ante 10,3% um ano antes.

Axia obtém aprovação do conselho da Isa Energia para converter 19,7 milhões de ações ON em PN

A Axia (AXIA3) solicitou e obteve aprovação do conselho de administração da Isa Energia Brasil (ISAE3, ISAE4) para a conversão de 19.766.499 ações ordinárias (ON) de emissão da Isa Energia Brasil em ações preferenciais (PN), com base na relação de conversão de 1 ação preferencial para cada 1 ação ordinária, conforme previsto no Estatuto Social da Isa Energia.

“A operação reforça o compromisso da Axia Energia com a otimização de participações minoritárias, com disciplina de capital, e simplificação de sua estrutura”, afirmou a companhia.

Axia e Isa Energia anunciam o descruzamento de participações na IE Madeira e IE Garanhuns

A Axia Energia (AXIA3) e a Axia Energia Nordeste informam na quinta-feira, 19, que concluíram a assinatura do contrato de compra e venda de ações (CCVA) com a Isa Energia Brasil (ISAE4) para descruzamento das participações societárias nas SPEs Interligação Elétrica do Madeira e Interligação Elétrica Garanhuns, por meio da alienação das participações acionárias detidas pela Axia Energia e Axia Energia Nordeste de 49% na IE Madeira para a ISA Energia; aquisição pela Axia Energia Nordeste da participação acionária detida pela ISA Energia Brasil de 51% na IE Garanhuns.

No âmbito do descruzamento de participações, a Isa Energia pagará à Axia R$ 1,174 bilhão.

Com a conclusão da transação, a Axia Energia passará a consolidar 100% da participação na IE Garanhuns. Por outro lado, a Axia aliena sua participação minoritária na IE Madeira.

Dimed – Panvel (PNVL3) reporta lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões, alta de 35%

A Dimed – Panvel (PNVL3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões, crescimento de 35% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).

“O resultado reflete o forte desempenho operacional do período, que mais do que compensou o efeito negativo das despesas financeiras, causado pelo aumento das taxas de juros no Brasil”, afirmou a companhia.

No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado somou R$ 135,3 milhões, avanço de 15,3% frente a 2024.

No 4T25 a Dimed apurou Ebitda ajustado de R$ 104,8 milhões, crescimento de 27,9% em relação ao 4T24, com uma margem equivalente a 6,2% da receita bruta (+0,5 p.p. vs 4T24), a maior margem Ebitda da companhia nos últimos 5 anos.

A receita bruta consolidada, que contempla todas as unidades de negócio da companhia, totalizou R$ 1,685 bilhão no 4T25, representando um crescimento de 16,3% em relação ao 4T24.

Gilson Finkelsztain, CEO da B3, será o novo diretor-presidente do Santander Brasil  

O Santander Brasil (SANB11) divulgou que seu diretor presidente, Mario Roberto Opice Leão, anunciou que deixará o cargo até o mês de julho de 2026.

Mario Leão atuou no banco por 11 anos. Além de diretor presidente, e membro do conselho de administração, também exerceu os cargos de vice presidente e diretor dos segmentos corporate e corporate and investment banking.

O Santander Brasil informou, que, nos termos do plano de sucessão da alta administração, e após recomendação favorável por parte do comitê de nomeação e governança, foi escolhido para assumir a posição de CEO do Santander Brasil, sujeito às devidas aprovações regulatórias, Gilson Finkelsztain. Diretor presidente da B3, o executivo possui amplo reconhecimento no setor, tendo acumulado experiência em instituições como Citibank e J.P. Morgan, além do próprio Santander Brasil.

“A sucessão será conduzida de forma transparente e organizada e contará com a participação direta do Sr. Mario Leão, que seguirá liderando o Santander Brasil até a conclusão do processo, prevista para meados de 2026, garantindo, assim, uma transição cuidadosa e estruturada”, afirmou o banco em um fato relevante.

Em outro fato relevante, a B3 (B3SA3) destacou que Gilson Finkelsztain deixará o cargo no final do primeiro semestre de 2026. O executivo lidera a B3 desde 2017.

“A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência, em linha com as práticas de governança da companhia”, afirmou a B3, destacando que informará oportunamente ao mercado o nome do sucessor, uma vez concluído o processo em curso.

Riachuelo suspende estudos sobre potencial oferta de ações 

A Riachuelo (RIAA3) informou na noite de quinta-feira, 19, que diante da recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais, decidiu suspender os estudos a respeito da realização de oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de sua emissão.

A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, destacou a Riachuelo.

BlackRock reduz participação na Gerdau 

A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, reduziu participação na Gerdau (GGBR4). A informação foi divulgada pela siderúrgica na quinta-feira, 19.

A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de investimentos, alienou ações preferenciais emitidas pela Gerdau, sendo que, em 16 de março de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 116.609.714 ações preferenciais e 10.533.193 American Despositary Receipts (ADRs), representativas de 10.533.193 ações preferenciais, totalizando 127.142.907 ações preferenciais, representando aproximadamente 9,969% do total de ações preferenciais emitidas pela companhia e 1.037.771 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais com liquidação financeira, representando aproximadamente 0,081% do total de ações preferenciais.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a gestora.

Pagam provento nesta sexta, 20:

Petrobras (PETR3, PETR4) 

A Petrobras paga nesta sexta-feira, 20, a segunda parcela dos dividendos anunciados em novembro de 2025. Essa parcela é no valor de R$ 0,48 por ação ordinária e preferencial. Será pago R$ 0,17 sob a forma de JCP e R$ 0,29 sob a forma de dividendos. A data de corte (data com) foi dia 22 de dezembro de 2025. Vale lembrar que a primeira parcela já foi paga em 20 de fevereiro integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP).

Irani (RANI3) 

A Irani paga nesta sexta-feira, 20, dividendos intercalares. O valor total é de R$ 9,58 milhões, correspondente a R$ 0,04 por ação ordinária. Tem direito quem detinha ações da companhia em 5 de março de 2026. As ações são negociadas ex-dividendo desde 6 de março de 2026.

Multiplan (MULT3) 

A Multiplan pagará nesta sexta-feira, 20, juros sobre o capital aprovados pelo conselho de administração em 26 de março de 2025. O valor total bruto é de R$ 110 milhões e corresponde a R$ 0,22 por ação. Tem direito acionistas inscritos nos registros da companhia no dia 31 de março de 2025. As ações passaram a ser negociadas “ex juros” desde 1° de abril de 2025.

WEG (WEGE3)

A ‘data com’ (data de corte) para ter direito aos JCP da WEG aprovados nesta terça-feira, 17 de março, é nesta sexta-feira, 20. De 23 de março de 2026 em diante, as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio”. O valor total é de R$ 420.091.554,01, correspondente a R$ 0,10 por ação. O pagamento dos JCP está previsto para ocorrer em 10 de março de 2027 e será feito pelo valor líquido de R$ 0,08 por ação, já deduzido o imposto de renda na fonte de 17,5%.

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