Seis riscos que podem ameaçar o crédito em 2026

1 de fevereiro de 2026 Por Redação

Publicado às 22h29

Em relatório divulgado em fins de janeiro, a Moody’s examina seis cenários que podem ter impacto significativo no panorama de crédito neste ano. Esses exemplos destacam apenas uma seleção de choques potenciais, já que vários riscos econômicos, tecnológicos e climáticos ainda podem surgir inesperadamente.

  1. Fraturas geopolíticas. À medida que a polarização política se torna uma característica duradoura do cenário geopolítico, há um risco crescente de um evento específico desencadear choques que rapidamente se espalhariam pelos mercados de crédito por meio de prêmios de risco mais elevados e estresse financeiro.
  2. Os temores da inflação ressurgem. Em um ano em que haverá uma transição de liderança no Federal Reserve (Fed) dos EUA, caso a tendência de queda da inflação seja interrompida ou revertida, existe o risco de as expectativas de inflação se tornarem desancoradas, impulsionando a volatilidade dos rendimentos e distorcendo os preços do crédito.
  3. Correção de preços das ações de inteligência artificial (IA). Uma correção tecnológica baseada em IA atingiria startups , semicondutores, ativos de data center e imóveis comerciais (CRE, em inglês) de hubs de tecnologia. Isso poderia também provocar um aperto das condições de financiamento e um enfraquecimento do crescimento econômico.
  4. Choque de produtividade da IA impulsiona perda de empregos. Os ganhos rápidos de eficiência impulsionados pela IA podem desencadear demissões em larga escala de funcionários administrativos, enfraquecendo a demanda e as receitas fiscais, ao mesmo tempo em que sobrecarregam as finanças públicas e aumentam a instabilidade social e política.
  5. O estresse no crédito privado gera contágio. Uma queda generalizada na qualidade dos ativos revela fraquezas estruturais no crédito privado, juntamente com recuperações menores. O contágio por meio de seguradoras, bancos e fundos híbridos pode aumentar os prêmios de risco de forma mais ampla, à medida que o apetite pelo risco dos investidores diminui.
  6. Pico dos rendimentos soberanos. As fragilidades fiscais e necessidades recordes de refinanciamento estão elevando os prêmios e acentuando as curvas nas principais economias avançadas (EAs). Uma pressão persistente sobre o rendimento restringiria as condições financeiras e impactaria o crescimento global.

Acesse a íntegra do relatório aqui.