Ibovespa futuro, dólar, notícia da Moura Dubeux, Unifique e de outras companhias

28 de janeiro de 2026 Por Redação

Publicado às 9h31 – atualizado às 9h50

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) abriu em alta nesta quarta-feira, 28. Às 9h50 subia 0,62% aos 184.040 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Ocorre hoje a decisão sobre os juros no Brasil. O Comitê de Política do Banco Central, o Copom, divulga a decisão após às 18h30 desta quarta-feira, 28. Também será importante a decisão sobre os juros nos Estados Unidos. O Fomc, Comitê que decide sobre os juros na maior economia do mundo, vai revelar a decisão às 16h desta quarta-feira (hora de Brasília). Às 16h30 o presidente do Banco Central americano (Federal Reserve), Jerome Powell, começa a entrevista, que deverá ser o foco de atenção do mercado. O cenário-base é de manutenção na taxa de juros.

Dólar

Às 9h48 o dólar comercial tinha queda de 0,19% a R$ 5,190 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h20 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,48% (US$ 66,9). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,70% a 783 iuanes (US$ 112,5). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h25 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,03% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,23%. Nasdaq futuro subia 0,78%.

Notícias corporativas

Moura Dubeux (MDNE3) estuda reorganização societária com foco na otimização da estrutura societária e administrativa

A Moura Dubeux Engenharia (MDNE3) divulgou nesta quarta-feira, 28, que vem estudando a implementação de uma reorganização societária com foco na otimização de sua estrutura societária e administrativa, bem como no aprimoramento do posicionamento e da gestão de suas marcas.

Atualmente, a companhia atua com três marcas: Moura Dubeux, com foco em empreendimentos de alto padrão e luxo; Mood, voltada ao segmento de classe média; e Ún1ca, dedicada ao segmento de baixa renda, cada uma voltada a diferentes públicos e posicionamentos, mantendo operações em linha com sua estratégia de portfólio.

No contexto dos estudos em andamento, a companhia avalia alternativas para otimizar sua estrutura societária e administrativa, que irá contar com uma empresa mãe (“MDNE”: Moura Dubeux Negócios de Excelência) responsável pelas três marcas mencionadas.

“Ressalta-se que qualquer eventual implementação dessas medidas não resultará em alteração do controle societário”, afirmou a construtora em um comunicado ao mercado, destacando que o objetivo central dessas iniciativas é aprimorar a governança, a eficiência operacional e a gestão estratégica das marcas, assegurando a continuidade dos negócios e o pleno cumprimento das obrigações assumidas com clientes, fornecedores, instituições financeiras e demais stakeholders.

“Ainda que a reorganização esteja em fase de estudo e dependa das aprovações necessárias, a companhia poderá lançar novos projetos já alinhados à arquitetura de marcas prevista no plano estratégico, reforçando a diferenciação do portfólio e a clareza de posicionamento de cada segmento”, ressaltou.

Até a conclusão e efetiva implementação da reorganização, permanece inalterada a atual estrutura societária da Moura Dubeux Engenharia.

Unifique (FIQE3) anuncia acordo para aquisição da autorização de uso de radiofrequência na faixa de 3,5 GHz no Paraná

A Unifique (FIQE3) firmou acordo para a aquisição da autorização de uso de eadiofrequência, em caráter primário, referente ao bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz, no estado do Paraná. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 28. A referida radiofrequência é de titularidade da LIGGA Telecomunicações, vencedora, por meio do Consórcio 5G Sul, do Lote C6, correspondente à faixa de 3.620 MHz a 3.700 MHz, no leilão do 5G promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A autorização de uso de blocos de radiofrequências foi expedida pelo prazo de 20 anos, prorrogável, a título oneroso, conforme a regulamentação vigente à época de seu vencimento. Nos termos do acordo firmado, a Unifique assumirá os investimentos em infraestrutura de telecomunicações necessários ao cumprimento dos compromissos das obrigações de abrangência assumidos pela LIGGA em municípios do estado do Paraná, por meio de padrão tecnológico igual ou superior ao 5G NR, entre 2026 e 2030.

Os compromissos de investimento contemplam o atendimento de 336 municípios no estado do Paraná, todos com população inferior a 30 mil habitantes, por meio da instalação de 745 estações Rádio Base.

O valor da aquisição do direito de uso da radiofrequência é de R$ 20 milhões.

A aquisição da radiofrequência permite que a Unifique expanda sua área de atuação geográfica em aproximadamente 60%, na telefonia móvel com infraestrutura própria, passando a cobrir integralmente a região Sul do Brasil. Com a inclusão do Paraná, o mercado potencial da Unifique atinge a totalidade dos 1.191 municípios da região Sul, sendo 497 no Rio Grande do Sul, 295 em Santa Catarina e 399 municípios no Paraná.

Essa expansão eleva a população abrangida de aproximadamente 18,6 (dezoito vírgula seis) milhões de habitantes para mais de 30 milhões de pessoas, com a integração dos 11,4 milhões de paranaenses, consolidando a presença da companhia em áreas estratégicas e de alto potencial de crescimento, afirmou a Unifique em um fato relevante.

CSN (CSNA3) se manifesta sobre notícia na imprensa

A CSN (CSNA3) prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após uma matéria divulgada pelo Valor Econômico. A matéria reporta que a CSN fez contatos informais com concorrentes para sondá-los sobre o potencial interesse em seu negócio de aço. Ainda segundo o Valor, citando fontes, o grupo de Benjamin Steinbruch poderá vender até 100% de sua operação siderúrgica, dentro do plano de revisão estratégica de ativos colocado em curso na segunda metade do ano passado.

Em um comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira, 27, a CSN afirma que a informação de que já existem eventuais compradores e participações definidas a serem objeto de desinvestimento, “trata-se de mera especulação”, uma vez que não existe, por ora, avanço significativo para um projeto que acabou de ser anunciado.

No último dia 15 de janeiro a siderúrgica informou que seu conselho de administração aprovou um projeto de alienação estruturada de ativos importantes.

Vale: produção de minério cresce em 2025; no 4T25 aumentou 6% na base anual

A Vale (VALE3) divulgou seu relatório de produção e vendas no quarto trimestre de 2025 (4T25) e no ano de 2025.

A mineradora reportou fortes resultados operacionais em 2025 em todos os segmentos de negócios, superando os guidances de produção estabelecidos no início do ano.

A produção de minério de ferro e cobre atingiu seu nível mais alto desde 2018, 336 milhões de toneladas (Mt) e 382 kt, respectivamente, e a produção de níquel foi a mais alta desde 2022, 177 kt, suportadas pelo ramp-up dos projetos chave e a contínua estabilidade operacional.

A produção de minério de ferro totalizou 90,4 milhões de toneladas (Mt) no 4T25, 6% maior na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24), devido ao sólido desempenho de Brucutu e pelo contínuo ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. Na comparação com o 3T25 houve queda de 4,2%. No acumulado de 2025 a produção totalizou 336,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% na comparação com o ano de 2024.

A produção de pelotas totalizou 8,3 Mt no 4T25, 9% menor na base anual, refletindo as condições de mercado.

As vendas de minério de ferro atingiram 84,9 Mt no 4T25, 5% maiores na comparação com o 4T24, em linha com o maior volume de produção.

A Vale divulgará os resultados do 4T25 em 12 de fevereiro de 2026 (quinta-feira), após o fechamento do mercado. A teleconferência de resultados com webcast será em 13 de fevereiro de 2026 (sexta-feira), às 11h (hora de Brasília).

Vibra (VBBR3) realiza leilão de 25,6 mil ações nesta quarta, 28 

A Vibra Energia (VBBR3) realiza nesta quarta-feira, 28, um leilão de venda de ações ordinárias na B3 oriundas das frações de ações remanescentes no processo de bonificação aprovado no aumento de capital divulgado em novembro do ano passado.

Serão ofertadas 25.609 ações ordinárias. Segundo a companhia, o preço de referência é equivalente ao preço de fechamento do papel no último dia em que as ações ordinárias foram negociadas.

A Vibra explicou que, caso a oferta de venda não seja atendida na sua totalidade durante a realização do leilão, a intermediadora registrará o saldo não atendido no call de fechamento, até que a oferta seja atendida em sua totalidade ou por até cinco pregões consecutivos.

BlackRock eleva participação na Azzas (AZZA3)

A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, elevou participação na Azzas (AZZA3), conforme anunciado pela varejista.

A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de investimentos, adquiriu ações ordinárias emitidas pela Azzas, sendo que, em 23 de janeiro de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 10.344.777 ações ordinárias, representando aproximadamente 5,010% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a BlackRock.

Embraer encerra 4T25 com carteira de pedidos em US$ 31,6 bi, o maior nível já alcançado

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) que encerrou o quarto trimestre (4T25) com uma carteira de pedidos em US$ 31,6 bilhões, o maior nível já alcançado.

A Embraer entregou 91 aeronaves no 4T25 em todas as suas unidades de negócio. O resultado representa um aumento de 21% em relação às 75 entregas do quarto trimestre de 2024 (4T24) e ficou ainda maior do que as 62 aeronaves entregues no terceiro trimestre de 2025 (3T25). No total de 2025, a companhia entregou 244 aeronaves, um crescimento de 18% em comparação às 206 entregues em 2024.

A Aviação Comercial registrou carteira de pedidos de US$ 14,5 bilhões no 4T25, alta de 42% frente ao 4T24, mas com queda de 5% na comparação trimestral (4T25 x 3T25), em função da renegociação dos pedidos da Azul no âmbito de seu processo de recuperação judicial. No 4T25, a unidade de negócios entregou 32 novas aeronaves, totalizando 78 unidades no ano — resultado em linha com as estimativas de 77 a 85 aeronaves para o período. Como resultado, a Aviação Comercial encerrou 2025 com um sólido índice book-to-bill de 2,8x.

A Aviação Executiva registrou carteira de pedidos de US$ 7,6 bilhões no 4T25, alta de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior (4T24) e de 4% nos trimestres consecutivos (4T25 x 3T25), estabelecendo um novo recorde histórico. A unidade de negócios registrou 53 aeronaves entregues no trimestre, um aumento de 20% em comparação às 44 entregues no 4T24. As entregas do ano registraram um novo recorde histórico de 155 aeronaves, (atingindo o teto das nossas estimativas de 145– 155 para o período).

“A Embraer continuou a superar o mercado em 2025, com um crescimento superior a 19% ano a ano nas entregas de jatos executivos, capturando a crescente demanda global e reforçando seus alicerces para um crescimento sustentável de longo prazo”, destacou a companhia.

Na Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$ 4,6 bilhões no 4T25, alta de 10% na comparação anual e 18% na comparação trimestre contra trimestre. A unidade acelerou a produção, com a entrega de 3 aeronaves KC-390 Millennium e 8 A-29 Super Tucano ao longo do ano.

Gol: B3 prorroga prazo para reenquadramento do valor das ações 

A Gol (GOLL54) divulgou que a B3 prorrogou, para 30 de abril, o prazo para o reenquadramento da cotação unitária das ações preferenciais de emissão da companhia a patamar superior a R$ 1,00 por ação. O novo prazo foi concedido pela B3 em razão do já anunciado processo de incorporação da companhia e da Gol Investment Brasil pela Gol Linhas Aéreas, com a consequente saída da companhia do segmento especial de listagem denominado Nível 2 de Governança Corporativa da B3.

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