Moody’s eleva nota de crédito da Prio (PRIO3)

26 de janeiro de 2026 Por Redação

Publicado às 21h04

A agência de classificação de risco Moody’s elevou nesta segunda-feira, 26, de Ba3 para Ba2 o rating corporativo da Prio (PRIO3) e o rating das notas seniores não garantidas de US$ 700 milhões da Prio Luxembourg Holding (PetroLux) com vencimento em 2030, após a aquisição de uma participação adicional de 40% em Peregrino, um campo produtor de petróleo e gás no Brasil, que aumentará materialmente a produção e o tamanho das reservas de suas reservas. 

Ao mesmo tempo, a agência elevou de Ba3 para Ba1 o rating das notas seniores garantidas da PetroLux de US$ 169 milhões com vencimento em 2026, para refletir a posição privilegiada dos credores garantidos na estrutura de capital da Prio. 

Ambas as perspectivas foram alteradas de positiva para estável.

A elevação da classificação da Prio ocorre após a conclusão da aquisição de uma participação adicional de 40% em Peregrino da Equinor por aproximadamente US$ 1,5 bilhão. Isso elevará a participação da Prio no ativo para 80% e sua operação, visto que ela adquiriu inicialmente 40% de Peregrino em dezembro de 2024 por US$ 1,9 bilhão. Com essa aquisição, a Prio adicionará mais de 40 mil barris por dia de produção de petróleo, aumentando a produção total para mais de 150 mil barris por dia (bbl/d), um aumento de cerca de 58,8% em relação aos níveis de setembro de 2025. 

A recente aquisição é apenas a primeira parte da transação. A segunda parte deverá ser concluída até meados de 2026 com a aquisição dos 20% restantes do campo, destaca a agência. 

Historicamente, a Prio tem apresentado índices de alavancagem extremamente baixos, observa a Moody’s. Embora, para financiar a aquisição, a petroleira tenha captado dívida, elevando a alavancagem bruta ajustada para 3,8x nos doze meses encerrados em setembro de 2025, a agência espera que esse indicador diminua para níveis mais compatíveis com a categoria de rating nos próximos 12 a 18 meses, atingindo cerca de 1,5x a 2,0x, à medida que a empresa se beneficia do Ebitda adicional de Peregrino. 

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