Mercados nesta segunda, aversão ao risco nas Bolsas, minério, petróleo e notícias corporativas

19 de janeiro de 2026 Por Redação

Publicado às 7h56

Trump agita mercados

Os mercados sentem os efeitos da nova ofensiva tarifária do governo dos Estados Unidos. As Bolsas de valores repercutem a ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas contra a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia a partir de 1º de fevereiro caso esses países sejam contrários ao plano dos Estados Unidos de comprar a Groenlândia. Há a possibilidade de elevação para 25% a partir de junho. A promessa de Trump se reflete em aversão ao risco nos mercados globais com as Bolsas em queda na Europa, o ouro em alta e os futuros de ações em Nova York em queda forte. Vale lembrar que nesta segunda-feira, 19, é feriado do ‘Dia de Martin Luther King’ nos Estados Unidos. As Bolsas estarão fechadas no país. Por isso, a liquidez poderá ser menor em mercados emergentes como o Brasil.

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h54)

Alemanha (DAX): -1,25% 

Londres (FTSE 100): -0,57%

Japão (Nikkei 225): -0,61% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): +0,29% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -1,05% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -0,73% (US$ 63,6). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: -0,62% (US$ 58,9)

Bitcoin futuro: -2,82% (US$ 93.005)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +1,57% (US$ 4.667)

Minério de ferro em Dalian (7h50 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 2,58% a 794 iuanes (US$ 113,9). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h55 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,91% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 1,16%. Nasdaq futuro caía 1,58%.

PIB da China

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,5% no quarto trimestre, uma desaceleração em relação aos 4,8% registrados no terceiro trimestre. Com relação ao ano de 2025, houve avanço de 5% em relação a 2024. Dessa forma, a economia do país asiático atingiu a meta de crescimento estabelecida pelo governo para 2025.

Notícias corporativas

Prévia operacional da Eztec (EZTC3): vendas têm alta de 41% no 4T25

A Eztec (EZTC3) divulgou a prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25). As vendas líquidas somaram R$ 557,4 milhões, crescimento de 41% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24).

A companhia reportou um valor geral de vendas (VGV) de lançamentos de R$ 783 milhões no 4T25, crescimento de 198,9% em relação ao 4T24.

No acumulado de 2025, a Eztec teve o maior volume de vendas ​de sua história, ⁠com vendas ⁠brutas de R$ 2,2 bilhões e vendas líquidas de R$ 1,9 bilhão.

A construtora encerrou 2025 ‍com um estoque total de R$ 2,9 bilhões em valor geral de vendas, dos quais 41% correspondem a empreendimentos prontos, 28% a projetos em construção e 31% empreendimentos em fase de lançamento.

A Eztec divulga os resultados do 4T25 em 12 de março.

Banese (BGIP4) anuncia pagamento de juros sobre o capital

O conselho de administração do Banese (BGIP4) aprovou na sexta-feira, 16 de janeiro, a proposta da diretoria para pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) relativo ao primeiro trimestre de 2026. O valor soma R$ 20 milhões.

O valor bruto é de R$ 0,883952919 por ação ordinária e R$ 0,972348211 por ação preferencial. Com retenção de 17,5% de imposto de renda na fonte, resulta em juros líquidos de R$ 0,729261158 por ação ordinária e R$ 0,802187274 por ações preferencial. Para ter direito tem de estar na base acionária em 21 de janeiro de 2026. As ações passarão, a partir de 22 de janeiro, a serem negociadas na Bolsa de Valores “ex” esses juros sobre o capital próprio. Esses JCP serão pagos em 6 de fevereiro de 2026.

Totvs (TOTS3) elege vice-presidente de negócios para eficiência operacional 

A Totvs (TOTS3) informou que o seu conselho de administração elegeu Gustavo Mendes ao cargo de diretor vice-presidente de negócios para eficiência operacional. Competirá ao executivo liderar iniciativas voltadas ao aprimoramento da eficiência operacional da companhia, com foco na evolução dos principais indicadores de desempenho, afirmou a Totvs.

Suas principais atribuições compreenderão a otimização dos processos operacionais e a atuação transversal na estratégia de expansão da Totvs, fortalecimento dos resultados operacionais e da oferta integrada de soluções nos múltiplos canais da companhia, além da captura de eficiências por meio da utilização de tecnologias de produtividade e de inteligência artificial.

Gustavo Mendes é graduado em administração pela Florida International University, com formação executiva pela Harvard Business School. Com mais de 20 anos de experiência em liderança financeira e estratégica, consolidou sua carreira em empresas globais e de tecnologia, como iFood, Prosus e Walmart.com.

Sua trajetória é marcada pela gestão de operações financeiras complexas, planejamento estratégico e expansão de negócios em mercados dinâmicos, tendo liderado iniciativas de peso como a captação de recursos para a criação da vertical de logística do iFood.

Além de sua atuação executiva, possui experiência em conselhos de administração, provendo orientação estratégica com foco em crescimento, rentabilidade e eficiência operacional.

BTG reduz participação na MBRF (MBRF3)

O BTG Pactual reduziu participação na MBRF (MBRF3). A informação consta em um comunicado da MBRF divulgado na sexta-feira, 16.

O banco, em conjunto com suas subsidiárias, reduziu a posição para, aproximadamente, 54.362.192 ações ordinárias emitidas pela companhia, equivalendo a, aproximadamente, 3,78% do total de ações ordinárias.

O BTG possui instrumentos derivativos referenciados em ações ordinárias emitidas pela MBRF que por meio de liquidação física garantem uma exposição vendida de, aproximadamente, 54.622.225.

Além disso, o BTG possui instrumentos derivativos referenciados em ações ordinárias emitidas pela companhia que por meio de liquidação financeira que garantem uma exposição comprada de, aproximadamente, 1.180.400 e possui instrumentos derivativos referenciados em ações ordinárias emitidas pela companhia que por meio de liquidação financeira que garantem uma exposição vendida de, aproximadamente, 37.056.

O BTG ressaltou que a redução da participação acionária tem por objetivo a mera realização de operações financeiras e não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia.

Banco Inter obtém aprovação do BC americano para estabelecer agência bancária nos EUA 

O Inter&Co (Nasdaq: INTR; B3: INBR32) informou na noite de sexta-feira, 16, que recebeu aprovação do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano e do Florida Office of Financial Regulaeon para estabelecer uma agência bancária internacional em Miami, na Flórida.

A autorização permitirá ao Banco Inter otimizar sua franquia global com uma estrutura de captação mais eficiente, redução nos custos de serviços, melhoria na experiência dos clientes e maior agilidade no lançamento de novos produtos, afirmou o Inter em um comunicado.

Ainda segundo a companhia, essa aprovação permite que o Inter amplie seus serviços financeiros nos Estados Unidos para clientes pessoa física e jurídica, fortalecendo sua presença global.

“A agência nos Estados Unidos fortalece nossa posição no sistema financeiro internacional e apoia nossa ambição de nos tornarmos uma plataforma global”, afirmou João Vitor Menin, CEO Global.

Moody’s Local Brasil afirma ratings AAA.br da Sanepar

A agência de classificação de risco Moody’s Local BR, afirmou o rating corporativo ‘AAA.br’ da Sanepar (SAPR4, SAPR11). A perspectiva é “estável”. Ao mesmo tempo, a agência afirmou os ratings AAA.br da 10ª, 13ª e 14ª emissões de debêntures da companhia.

A afirmação do rating corporativo da Sanepar reflete seus contratos de concessão de longo prazo, aliados a uma demanda resiliente e à geração de caixa estável e previsível, explicou a agência, destacando que incorporou à análise a área de concessão economicamente atraente da companhia e seu desempenho operacional sólido, com índices de cobertura de água e esgoto mais elevados frente aos pares nacionais e índice de perdas abaixo da média nacional.

A forte política financeira da Sanepar se traduz em uma posição de liquidez confortável nos últimos anos, ressaltou a Moody’s Local.

Por outro lado, ponderou o alto volume de investimentos do setor de saneamento, apesar de considerar que a Sanepar possui um forte fluxo de caixa e amplo acesso ao mercado de capitais.

Cogna (COGN3) encerra programa de recompra 

A Cogna (COGN3) encerrou o programa de recompra de ações de sua emissão. Desde a aprovação do programa, a companhia adquiriu, a preços de mercado, o total de 24.895.100 ações ordinárias em circulação no mercado negociadas na B3.

Recrusul (RCSL4): assembleia vai deliberar sobre desdobramento de ações

A Recrusul (RCSL3, RCSL4), holding operacional de negócios industriais no segmento de implementos de transportes rodoviários, refrigeração de transportes/industrial e tratores, informou na última sexta-feira, 16, que seu conselho de administração aprovou a submissão aos acionistas, em assembleia geral extraordinária (AGE), da proposta de desdobramento da totalidade das ações de emissão da companhia, na proporção de 1 (uma) ação ordinária para 4 (quatro) ações ordinárias e de 1 (uma) ação preferencial para 4 (quatro) ações preferenciais, sem modificação no valor do capital social. A AGE será realizada em 2 de março de 2026.

O desdobramento de ações tem por finalidade aumentar a liquidez das ações ordinárias e preferenciais de emissão da companhia no mercado e possibilitar um ajuste na cotação das ações, tornando o preço por ação mais atrativo e acessível a um maior número de investidores, afirmou a Recrusul.

As ações resultantes do desdobramento conferirão integralmente aos seus titulares os mesmos direitos das ações ordinárias e preferenciais então existentes, inclusive em relação aos dividendos e/ou juros sobre capital próprio que vierem a ser declarados posteriormente à data em que o desdobramento for aprovado.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Cyre3, Tots3, Klbn11, Suzb3, Ugpa3 e de Tasa4. Acesse o vídeo aqui.

Agenda de proventos desta semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.

Segunda, 19

Copel (CPLE3) 

A Copel paga nesta segunda-feira, 19, juros sobre capital próprio (JCP) no montante total bruto de R$ 1 bilhão e 100 milhões. O valor bruto por ação é R$ 0,37. A data com direito (data de corte) foi em 30.12.2025. Desde 2 de janeiro de 2026 as ações são negociadas ex-JCP.

Terça, 20

Santander Brasil (SANB11) 

A ‘data com’ para ter direito aos JCP do Santander Brasil anunciados em 9 de janeiro, é na terça, 20. A partir de 21 de janeiro as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio”. Esses JCP serão pagos a partir do dia 5 de fevereiro de 2026. O valor líquido por unit SANB11 é de R$ 0,44. O valor líquido por ação ON é R$ 0,21. E o valor líquido por ação PN é R$ 0,23.

Quarta, 21

TIM (TIMS3) 

A TIM paga na quarta-feira, 21, JCP no valor de R$ 0,19 por ação. Esses JCP foram anunciados em setembro do ano passado. As ações são negociadas ex-provento desde 29/09/2025.

Allos (ALOS3) 

A ‘data com’ para ter direito a 2° parcela do dividendo da Allos anunciado em 16 de dezembro, é na quarta-feira, 21. A partir de 22 de janeiro as ações serão negociadas ex-direito a essa segunda parcela. O valor é de R$ 0,29 por ação. Essa segunda será paga em 03/02/2026. Vale lembrar que a terceira parcela será paga em 03/03/2026 com data de corte em 19/02/2026 (data ex-direito em 20/02/2026).

Banese (BGIP4) 

A ‘data com’ para ter direito ao JCP do Banese anunciado em 16 de janeiro, é na quarta, 21. As ações passarão, a partir de 22 de janeiro, a serem negociadas na Bolsa de Valores “ex” esses juros sobre o capital próprio. O pagamento será em 6 de fevereiro de 2026. O valor líquido é de R$ 0,72 por ação ordinária e de R$ 0,80 por ações preferencial.

 

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