Fundamentos: veja os 5 artigos que foram destaque nesta semana

Publicado às 19h30
Veja os 5 artigos análise de fundamentos que foram destaque nesta semana:
XP reitera preferência pela Randoncorp (RAPT4)
A XP atualizou as estimativas para a Randoncorp (RAPT4) e a Frasle (FRAS3), reiterando a preferência relativa pela primeira. A XP tem recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 11 para a Randoncorp (para o final de 2026). Para a Frasle a recomendação é “neutra” com preço-alvo de R$ 24. Em relatório, o time de analistas da XP destaca que, apesar das condições macroeconômicas continuarem desafiadoras, espera que o desenvolvimentos recentes da Randoncorp, como a conclusão do acordo com a Pátria e o contrato de R$ 770 milhões de vagões, ajudem a reduzir riscos para a tese e apoiem resultados melhores no curto prazo, além de uma trajetória de alavancagem menor.
A equipe continua vendo a resiliência de Frasle como adequadamente precificada, embora o valuation atual da Randoncorp continue atrativo sob diferentes perspectivas.
Nesse sentido, a XP reiterou a ação RAPT4 como o papel com maior assimetria de valuation em sua cobertura, com o possível corte na taxa de juros ajudando a restaurar a confiança nas ações, embora ainda dependa de melhores condições macroeconômicas internas.
Taesa (TAEE11): a avaliação do Bradesco BBI
O Bradesco BBI tem novo preço-alvo para as units da Taesa (TAEE11). Agora é R$ 38 (antes era de R$ 30 por ação). Esse novo preço-alvo estimado é para o fim de 2026. O time de analistas, no entanto, manteve a recomendação “underperform” (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à “venda”). Às 13h39 as units tinham queda de 1,62% a R$ 40,68.
Para o BBI, a transmissora de energia não deixa de ser uma companhia sólida e geradora de caixa, nem perde sua capacidade de distribuir dividendos relevantes nos próximos anos, mas o preço atual já reflete essa qualidade do ativo, o que reduz o retorno esperado do investimento.
A expectativa é de dividendos elevados entre 2026 e 2031, representando um rendimento entre 8% e 11%.
A equipe do banco chama atenção para o perfil de vencimento das concessões da Taesa. Uma parcela importante de seus contratos (concessões equivalentes a 40% da receita) expira entre 2030 e 2032, o que pode pressionar receitas e lucros no horizonte mais longo.
Entre os riscos positivos, o time do BBI menciona que a Taesa pode realizar fusões e aquisições vantajosas, adicionando novas instalações ou adquirindo ativos já existentes.
A alta do níquel e o impacto para a Vale (VALE3)
Em um relatório o BTG Pactual observa que o níquel teve alta relevante nas últimas semanas, passando de cerca de US$ 14.000/t para mais de US$ 18.000/t, o que representa valorização superior a 25% em um mês.
O time de analistas do banco explica que esse movimento contrasta com a percepção histórica de que o negócio de níquel da Vale (VALE3) vinha sendo um ponto negativo, inclusive com Ebitda negativo e consumo de caixa em diversos trimestres. Para o BTG, a recente alta de preços ainda parece pouco refletida nas discussões com investidores, apesar do potencial impacto positivo.
A incerteza em torno do novo marco regulatório de licenciamento de níquel na Indonésia, responsável por mais de 50% da oferta global, sustenta os preços no curto prazo, observa.
Para seus analistas, propostas de redução do volume de minério aprovado para 2026 reforçam expectativas de desaceleração da oferta, ainda que sem decisão formal. No cenário base, os metais básicos devem representar cerca de 15% a 20% do Ebitda consolidado da mineradora brasileira em 2026, avalia a equipe, ressaltando que, com os preços atuais, o ajuste a mercado indicaria potencial de alta de aproximadamente 8% no Ebitda consolidado.
A melhora operacional e o controle de custos no negócio de níquel já resultaram em economias anuais de US$ 240 milhões, segundo o relatório.
A administração mantém a meta de atingir breakeven de caixa até 2027, que pode ser antecipada com o atual nível de preços, calcula o time do banco.
O BTG observa ainda que a Vale negocia como um play puro de minério de ferro, apesar da exposição crescente em metais básicos. A avaliação sugere espaço para reprecificação relevante caso o desempenho operacional continue melhorando. O banco tem classificação de “compra” para a mineradora, com preço-alvo de R$ 80.
O que esperar da WEG (WEGE3) em 2026?
A equipe de analistas do BTG Pactual ressalta em relatório divulgado neste mês de janeiro, que em 2025 a WEG (WEGE3) apresentou resultados operacionais sólidos, mas o desempenho das ações foi volátil ao longo do ano.
Após atingir máximas em 2024, os papéis da companhia passaram por um período prolongado de performance abaixo do esperado devido a dúvidas sobre crescimento, riscos tarifários e valorização do real. Com a redução desses riscos e a melhora da percepção de crescimento, os papéis tiveram forte recuperação no final do ano, explica o time do banco.
A avaliação é que, no nível operacional, o período serviu para confirmar a exposição da companhia ao ciclo de investimentos em infraestrutura de energia nos Estados Unidos. Esse fator ajudou a compensar o crescimento mais fraco no mercado brasileiro.
Para 2026, o banco espera um ano “não linear”, especialmente em termos de crescimento na base anual. Para seus analistas, no início deste ano, a performance deve ser pressionada por base de comparação mais forte, menor crescimento doméstico e impactos tarifários.
Ao longo do segundo semestre, a entrada de nova capacidade em transmissão e distribuição deve acelerar o ritmo de crescimento, escreve a equipe, salientando que as margens tendem a permanecer resilientes, apoiadas por mix mais favorável e maior rentabilidade das operações internacionais.
Para o BTG o valuation não é tão atrativo como anteriormente, com um múltiplo de P/L considerado “elevado”. O P/L, sigla para preço/lucro permite identificar se um ativo está caro ou barato em relação à sua capacidade de gerar lucro. Mas a equipe explica que, ainda assim, fatores como cenário político doméstico incerto e fortalecimento do ciclo de energia nos Estados Unidos podem sustentar o interesse dos investidores. Entre os principais vetores a serem monitorados estão crescimento, rentabilidade e possíveis aquisições.
A avaliação do J.P. Morgan para Cogna, Ânima, Yduqs e Ser Educacional
O J.P. Morgan destacou em relatório que as companhias de educação iniciam o ano mais preparadas para capturar os benefícios de um ambiente de juros mais baixos, em meio à expectativa de início do ciclo de queda da Selic a partir de março. Veja abaixo a avaliação para a Cogna, Ânima, Yduqs e Ser Educacional.
Cogna (COGN3)
O JP Morgan elevou a Cogna (COGN3) de “neutro” para “overweight” (equivalente à compra). A mudança de classificação reflete, entre outros fatores, a expectativa do J.P. Morgan de um crescimento maior na receita para 2026, de em 12% em comparação com os 5% anteriores. O preço-alvo é projetado em R$ 6,50.
Ânima (ANIM3)
Com relação à Anima, o time de analistas do J.P. Morgan também elevou a recomendação de “neutra” para “overweight”. A ação é “top pick” (principal escolha) no setor. O preço-alvo foi elevado de R$ 5 para R$ 9. Para o banco americano a companhia é a maior beneficiária da possível redução dos juros básicos no Brasil a partir de março.
Yduqs (YDUQ3)
A equipe de analistas do J.P. Morgan avalia que os múltiplos da Yduqs já embutem boa parte das melhorias operacionais, o que limita o espaço para novas altas no curto prazo. O banco rebaixou a educacional de “overweight” para “neutro”. O preço-alvo também foi cortado. Passou de R$ 22 para R$ 21. Com a mudança de foco de geração de fluxo de caixa para lucro, o J.P. Morgan se tornou menos otimista com a Yduqs em relação a outras empresas do setor. O time vê probabilidade alta de a Yduqs não atingir o guidance de lucro por ação de R$ 1,70 a R$ 2 em 2025 e projeta expansão limitada em 2026.
Ser Educacional (SEER3)
A equipe do J.P. Morgan considera a Ser descontada, negociando a 4,7 vezes P/L 2026. Foi mantida a recomendação de “compra”. O preço-alvo foi elevado de R$ 18 para R$ 19,50. A avaliação é que a Ser deve continuar ampliando suas vagas em medicina.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.







