A alta do níquel e o impacto para a Vale (VALE3)

7 de janeiro de 2026 Por Redação

Sede da Vale no Rio de Janeiro

 

Publicado às 15h51

Em um relatório o BTG Pactual destaca que o níquel teve alta relevante nas últimas semanas, passando de cerca de US$ 14.000/t para mais de US$ 18.000/t, o que representa valorização superior a 25% em um mês. 

O time de analistas do banco explica que esse movimento contrasta com a percepção histórica de que o negócio de níquel da Vale (VALE3) vinha sendo um ponto negativo, inclusive com Ebitda negativo e consumo de caixa em diversos trimestres. Para o BTG, a recente alta de preços ainda parece pouco refletida nas discussões com investidores, apesar do potencial impacto positivo. 

A incerteza em torno do novo marco regulatório de licenciamento de níquel na Indonésia, responsável por mais de 50% da oferta global, sustenta os preços no curto prazo, observa. 

Para seus analistas, propostas de redução do volume de minério aprovado para 2026 reforçam expectativas de desaceleração da oferta, ainda que sem decisão formal. No cenário base, os metais básicos devem representar cerca de 15% a 20% do Ebitda consolidado da mineradora brasileira em 2026, avalia a equipe, ressaltando que, com os preços atuais, o ajuste a mercado indicaria potencial de alta de aproximadamente 8% no Ebitda consolidado. 

A melhora operacional e o controle de custos no negócio de níquel já resultaram em economias anuais de US$ 240 milhões, segundo o relatório. 

A administração mantém a meta de atingir breakeven de caixa até 2027, que pode ser antecipada com o atual nível de preços, calcula o time do banco. 

O BTG observa ainda que a Vale negocia como um play puro de minério de ferro, apesar da exposição crescente em metais básicos. A avaliação sugere espaço para reprecificação relevante caso o desempenho operacional continue melhorando. O banco tem classificação de “compra” para a mineradora, com preço-alvo de R$ 80.

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