Boa Safra (SOJA3): recuperação de margens em 2026?

27 de dezembro de 2025 Por Redação

Publicado às 18h09

Em um relatório divulgado no último dia 17 de dezembro, o time de analistas do BTG escreve que, após o IPO em 2021 e o follow-on em 2024, a Boa Safra (SOJA3) passou por um forte ciclo de capex, elevando sua capacidade de processamento de sementes de soja para 280 mil big bags em 2025. Antes, a expectativa era de expansão adicional da capacidade para 360 mil big bags nos próximos anos. 

Ainda de acordo com a equipe do banco, essa estratégia foi revista, com a administração passando a priorizar rentabilidade em vez de crescimento de volume. 

A avaliação é que o rápido crescimento trouxe ineficiências operacionais, com a taxa de utilização caindo para 67% em 2024. 

Para o banco, a empresa enfrenta perdas maiores por questões de qualidade e de portfólio, o que levou à decisão de pausar novas expansões. 

Além disso, o mercado de sementes também passa por correção, com excesso estrutural de oferta e queda de preços. Estima-se que cerca de 30% do volume de sementes no Brasil tenha permanecido sem venda ao fim da safra, comenta a equipe, destacando que mudanças no canal de distribuição tornaram as vendas mais pulverizadas e elevaram os custos comerciais. Como resultado, o Ebitda por big bag caiu significativamente e as margens recuaram. 

A Boa Sofra passou a focar em eficiência, com expectativa de leve recuperação de margens em 2026, afirma o time do BTG. Seus analistas salientam no relatório que diante do novo posicionamento e de um valuation considerado justo, a recomendação foi revisada para “neutro”, com preço-alvo de R$ 12 por ação.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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