Petrobras em alta, Alpargatas dispara, Lojas Renner rebaixada e outros destaques

7 de novembro de 2025 Por Redação

Gráfico diário do Ibovespa às 13h45

 

 

 

 

 

 

Publicado às 13h53

Ibovespa

Às 13h52 o Ibovespa tinha queda de 0,24% aos 152.966 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial caía 0,16% cotado a R$ 5,339 na venda.

Petrobras (PETR3, PETR4)

As ações da Petrobras começaram a sessão com leve alta e ganharam força no fim da manhã. Às 13h48 os papéis PN tinham valorização de 2,64% a R$ 31,83. O diretor financeiro da petroleira estatal, Fernando Melgarejo, afirmou na teleconferência realizada nesta sexta-feira, que a companhia não pretende propor alterações na política de dividendos em seu próximo ciclo de planejamento estratégico. O CFO também disse que a Petrobras mantém disciplina financeira e não vê necessidade de rever o teto de endividamento. Fernando salientou ainda que, dependendo da pressão do preço do Brent (referência para a Petrobras), é possível que investimentos não contratados sejam postergados.

Analistas chamaram a atenção para o aumento do capex (investimentos) nos resultados divulgados na véspera. 

O BTG Pactual avalia que a Petrobras apresentou resultados acima das já altas expectativas, com Ebitda superando suas projeções e as do consenso. Para o banco, o foco agora se volta ao plano estratégico 2026–2030, que será crucial para avaliar a sustentabilidade dos retornos aos acionistas. Para a XP, a Petrobras entregou resultados acima do esperado. O time de analistas salienta que o principal ponto de atenção foi o aumento do capex, que se concretizou em US$ 4,9 bilhões, alta de 20% na comparação trimestral. Apesar disso, a Petrobras atendeu às expectativas elevadas de geração de FCFE (Free Cash Flow to Equity, também conhecido como Fluxo de Caixa do Acionista) e anunciou distribuição de dividendos. A Petrobras anunciou dividendos intercalares no valor de R$ 12,16 bilhões. Já a Genial Investimentos ressalta que a empresa reportou um resultado acima de suas estimativas devido a produção recorde bom controle de custos no 3T25. A avaliação da equipe de analistas é que, apesar do resultado operacional acima das estimativas, o fluxo de caixa livre acabou sendo pressionado pelo maior volume de investimentos no trimestre. Em relatório, a Genial destaca que resta aguardar a divulgação do plano estratégico 2026-2030 a ser anunciado pela empresa no próximo dia 27 de novembro. 

Alpargatas (ALPA4) 

Às 13h48 as ações subiam 7,71%. Para a XP a Alpargatas apresentou resultados sólidos no 3º trimestre, com um Ebitda 24% acima da estimativa de seus analistas, impulsionado por melhores dinâmicas de receita e custos. A avaliação é que a companhia surpreendeu tanto no Brasil quanto no exterior, o que explica o forte desempenho do Ebitda no resultado.

A Alpargatas (ALPA4) divulgou que no terceiro trimestre de 2025 (3T25) teve lucro líquido de R$ 171,3 milhões. Esse valor corresponde à alta de 199,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (3T24). Desconsiderando o efeito dos itens extraordinários líquidos de IR e resultado de equivalência patrimonial, o lucro líquido ajustado seria de R$ 173,8 milhões, alta de 131,4% na comparação anual. O Ebitda ajustado da dona da Havaianas somou R$ 255,7 milhões no 3T25, crescimento de 86,8% em relação ao 3T24.

Lojas Renner (LREN3)

O JP. Morgan cortou a recomendação para a Lojas Renner após a companhia divulgar o resultado do terceiro trimestre (3T25). Passou de “compra” para “neutra”. O preço-alvo foi cortado de R$ 19 para R$ 17. Já a equipe de analistas do BTG ressalta que, após um primeiro semestre forte, a Lojas Renner apresentou desaceleração no 3T25, com crescimento de vendas menor e maior pressão de despesas, levando o Ebitda a ficar abaixo do esperado. O time de analistas afirma em relatório que a companhia segue enfrentando um ambiente competitivo e mudanças estruturais no varejo, mas deve mostrar recuperação no quarto trimestre (4T25) com normalização de temperaturas. O BTG manteve recomendação de “compra”. 

MBRF (MBRF3)

Às 13h47 as ações da MBRF saltavam 5,45%. Os papéis reagem à informação divulgada nesta sexta-feira, 7, de que a China suspendeu as barreiras sanitárias às exportações de aves brasileiras. A Administração Geral das Alfândegas da China suspendeu a proibição de importações de frango brasileiro imposta em maio depois de casos de gripe aviária em granjas comerciais.

Caixa Seguridade (CXSE3)

Às 13h47 as ações subiam 1,98%. A Caixa Seguridade reportou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre (3T25), 5% acima das estimativas, avalia o BTG, sustentado por forte desempenho do segmento de acumulação (previdência, consórcios e capitalização). Os prêmios de seguros cresceram 6%, com destaque para recuperação em seguro prestamista e aceleração em seguro habitacional e residencial. O banco ressalta que a seguradora reforçou tendência de aceleração e crescimento de dois dígitos, com yield de dividendos próximo a 9,5% em 2026. O time de analistas escreve em relatório que a gestão projeta expansão da originação imobiliária e recuperação do seguro prestamista conforme a queda dos juros, mantendo a ação como principal recomendação no setor de seguros.

SLC (SLCE3)

Às 13h47 as ações subiam 4,41%. A SLC informou na véspera uma transação que, na avaliação da XP, deve permitir à companhia reduzir seu endividamento, possibilitando avançar com mais confiança em seus projetos de irrigação. A SLC anunciou um acordo de associação com fundos de investimento em participações (FIPs) administrados pelo BTG Pactual para compra e arrendamento de terras agrícolas, investimentos em sistemas de irrigação, infraestrutura e celebração de contratos de parceria rural. Para a XP, à primeira vista, o negócio parece ter potencial de criação de valor, embora não seja transformacional.

Sanepar (SAPR11)

Para a Genial Investimentos, o resultado do terceiro trimestre (3T25) da Sanepar veio pressionado por itens não recorrentes (como provisões cíveis e regulatórias, despesas associadas ao início das PPPs e ajustes contábeis relacionados aos precatórios) que ofuscaram uma performance operacional estruturalmente sólida. A avaliação da equipe é que, a despeito do impacto temporário nas margens e no lucro líquido, a companhia segue executando com consistência sua estratégia central. Em relatório, seus analistas afirmam que a estrutura de capital “confortável” abre espaço para uma eventual distribuição extraordinária de dividendos, especialmente após o reconhecimento dos valores referentes aos precatórios.

Suzano (SUZB3)

Para o BTG, a Suzano apresentou resultados em linha com as expectativas, impactados pela combinação de real mais forte e preços de celulose em baixa.

Tenda (TEND3)

Às 13h46 as ações subiam 5,44%. Analistas da XP avaliam que a Tenda apresentou resultados positivos no terceiro trimestre de 2025. As receitas líquidas aumentaram 25% no ano, impulsionadas principalmente pelo segmento Tenda e por uma redução das provisões. No geral, apesar do cenário ainda desafiador na Alea, a equipe acredita que os resultados promovem uma perspectiva mais otimista para a Tenda, elevando as expectativas para 2026.

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil paga a partir desta sexta-feira, 7, juros sobre o capital próprio no montante bruto de R$ 2 bilhões. O valor líquido por unit SANB11 é R$ 0,45. Tem direito acionistas inscritos nos registros da companhia no final do dia 21 de outubro de 2025. Desde 22 de outubro (inclusive), as ações são negociadas “ex-juros sobre capital próprio”.

Klabin (KLBN11)

A ‘data com’ para ter direito ao dividendo anunciado em 4 de novembro, é nesta sexta-feira, 7. As ações passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir de 10 de novembro. O valor por unit corresponde a R$ 0,26. O valor por ações ordinárias e preferenciais é de R$ 0,05. O pagamento dos dividendos será realizado em 19 de novembro de 2025.

CSN Mineração (CMIN3)

A ‘data com’ para ter direito aos dividendos e JCP anunciados em 4 de novembro, é nesta sexta-feira, 7.  A partir do dia 10 de novembro as ações passarão a ser negociadas ex-dividendos/ex-direitos sobre juros sobre o capital próprio. São R$ 424,2 milhões a título de dividendos intercalares, correspondendo a R$ 0,07 por ação; e R$ 479 milhões na forma de juros sobre o capital próprio, correspondendo a R$ 0,08 por ação. Considerando a alíquota de 15%, o valor líquido de Imposto de Renda a ser pago será de R$ 0,07 por ação. Os dividendos e os juros sob capital próprio serão pagos a partir do dia 19 de novembro de 2025.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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