Usiminas (USIM5) reporta prejuízo de R$ 3,5 bi no 3T25; Ebitda tem leve alta

Publicado às 8h37
A Usiminas (USIM5) divulgou nesta sexta-feira, 24, que teve prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25). Dessa forma a companhia reverte o lucro de R$ 185 milhões obtido no mesmo período do ano passado (3T24).
“A administração efetuou análise de recuperabilidade de seus ativos conforme previsto nas normas contábeis, com premissas baseadas no ambiente macroeconômico e na situação de mercado, resultando em perda por impairment de ativos no valor de R$2,2 bilhões, além de R$1,4 bilhão pela avaliação de recuperabilidade de impostos diferidos. Esses lançamentos não têm efeito no caixa”, explicou a Usiminas no release de resultados. Sem o efeito mencionado, o lucro líquido teria sido R$108 milhões.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 434 milhões no período, um avanço de 2% na base anual de comparação e de 6% na base trimestral. A margem Ebitda ajustada atingiu 7%, um avanço de 0,3 ponto percentual ante o terceiro trimestre de 2024.
“A Usiminas apresentou evolução positiva no Ebitda e na geração de caixa no 3T25, apesar da pressão cada vez maior das importações em condição de competição desleal, principalmente de origem chinesa”, afirmou a companhia.
“Os menores custos e redução de despesas na unidade de Siderurgia, junto com os maiores volumes e preços de vendas na unidade de Mineração, foram os principais fatores que levaram à melhora dos resultados”, explicou a siderúrgica, destacando que as ações tomadas para o controle do capital de giro resultaram em uma forte geração de caixa e redução da alavancagem.
A receita líquida caiu 3% na comparação com o 3T24, para R$ 6,6 bilhões no 3T35.
“Perante todas as evidências de um cenário de competição desleal, demonstrada inclusive nas investigações preliminares de antidumping conduzidas pelo governo brasileiro, e todo o dano já causado à indústria e ao emprego nacional, a Usiminas segue confiante que as autoridades responsáveis aplicarão uma medida efetiva para corrigir essas distorções e proporcionar um cenário de isonomia competitiva e que contenha o dano causado pelos produtos subsidiados. As medidas tomadas em mercados como Estados Unidos, Europa e México, evidenciam a necessidade de garantir um ambiente competitivo justo para a preservação de sua indústria e empregos”, afirmou a Usiminas no release de resultados.
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