Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

22 de outubro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

 

 

Publicado às 9h27 – atualizado às 10h05

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDZ25 contrato com vencimento para 17 de dezembro) abriu em leve queda nesta quarta-feira, 22, mas virou para alta. Às 10h5 subia 0,14% aos 147.385 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 10h05 o dólar comercial tinha queda de 0,06% cotado a R$ 5,387 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h10 o preço do barril de petróleo Brent subia 1,96% (US$ 62,5). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,65% a 774 iuanes (US$ 108,6). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Notícias corporativas desta manhã:

Copel (CPLE6) divulga o desempenho do mercado de energia no 3T25 

A Copel divulgou nesta quarta-feira, 22, o desempenho do mercado de energia no terceiro trimestre de 2025. O consumo de energia elétrica no mercado fio (que considera a energia compensada de mini e micro geração distribuída) da Copel Distribuição cresceu 1,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Segundo a companhia, esse aumento se deve, principalmente, às temperaturas mais baixas, que impulsionaram o consumo residencial para aquecimento, e à maior atividade econômica, que favoreceu o desempenho dos segmentos comercial e industrial na área atendida pela Copel. O mercado fio faturado, que deduz parte da energia compensada de Mini e Micro Geração Distribuída (MMGD), também teve aumento de 1,7%. 

ADRs da Vale em alta em NY; veja a avaliação do relatório de produção

Para a Genial Investimentos, a Vale (VALE3) reportou números operacionais, em sua maioria, levemente acima das suas estimativas no terceiro trimestre. A Vale divulgou na terça-feira seu relatório de produção e vendas do 3T25. O time de analistas da Genial elevou o preço-alvo para as ações da Vale de R$ 66 para R$ 70. 

Já a equipe da XP destaca que a Vale reportou um sólido desempenho operacional no 3T25, refletindo um desempenho “decente” de produção/precificação das divisões de minério de ferro e cobre. A avaliação é que a mineradora “parece estar no caminho certo para entregar seu guidance de produção 2025 para minério de ferro e metais básicos”, na opinião de seus analistas.

Os ADRs (American Depositary Receipts – recibos de ações) da Vale subiam no pré-market em Nova York. Às 9h30 tinham alta de 1,11%. 

Para o BTG, a Vale apresentou resultados operacionais robustos no 3T25. O banco ressalta que o resultado reforça a consistência operacional e a disciplina de capital da companhia, com potencial de superar o Ebitda estimado de US$ 4,2 bilhões no trimestre. Apesar da melhora estrutural e dos avanços de governança, o BTG mantém posição “neutra”, avaliando que o potencial de alta é limitado frente à dependência da demanda chinesa e a riscos macro para o minério de ferro. A avaliação é que o papel negocia a cerca de 4,5x Ebitda 2026 e yield de fluxo de caixa livre inferior a 10%, patamar considerado apenas razoável, ainda sem margem de segurança para uma recomendação mais construtiva, escreve a equipe de analistas em relatório.

Os ADRs (American Depositary Receipts – recibos de ações) da Vale subiam no pré-market em Nova York. Às 10h tinham alta de 1,15%.

WEG (WEGE3) reporta lucro líquido de R$ 1,65 bi no 3T25, leve alta anual

A WEG (WEGE3) divulgou nesta quarta-feira, 22, que teve lucro líquido no terceiro trimestre de 2025 (3T25) de R$ 1,65 bilhão, um aumento de 4,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (3T24) e aumento de 3,7% em relação ao segundo trimestre deste ano (2T25). A margem líquida atingiu 16,1%, 0,1 ponto percentual superior ao 3T24 e 0,5 ponto percentual superior ao 2T25.

No terceiro trimestre de 2025, o Ebitda atingiu R$ 2,275 bilhões, 2,3% superior ao do 3T24 e 0,7% superior ao do 2T25, enquanto a margem Ebitda de 22,2% foi 0,4 ponto percentual menor do que no 3T24 e 0,1 ponto percentual maior do que o trimestre anterior.

A Receita Operacional Líquida foi de R$ 10,2 bilhões no 3T25, 4,2% superior a do 3T24 e 0,6% superior a do 2T25.

O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC) atingiu 32,4% no 3T25, redução de 4,7 pontos percentuais em relação ao 3T24 e redução de 0,5 ponto percentual em relação ao 2T25.

Notícias corporativas da noite de terça, 21:

Vale (VALE3) reporta alta na produção de minério no 3T25, atingindo maior nível desde 2018

A Vale (VALE3) afirmou na véspera que, no minério de ferro, a produção atingiu seu maior nível desde 2018. A mineradora divulgou o relatório de produção e vendas no terceiro trimestre de 2025 (3T25), após o fechamento do mercado.

A produção de minério de ferro totalizou 94,4 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro no 3T25, alta de 4% em relação ao mesmo trimestre de 2024, impulsionado por um novo recorde trimestral do S11D (complexo de de mineração e Canaã dos Carajás, no Pará) e pelo avanço do ramp-up dos principais projetos.

O S11D alcançou sua maior produção para um terceiro trimestre, atingindo 23,6 milhões de toneladas (1,5 Mt maior no ano), suportado por melhorias contínuas de desempenho e na confiabilidade dos ativos.

“Esse aumento compensou a produção menor, porém esperada, em Serra Norte (1,5 Mt menor na base anual), ainda impactada pela disponibilidade de run-of-mine, que foi parcialmente compensada pelos efeitos positivos do ajuste no portfólio de produtos no plano de lavra.

No Sistema Sudeste a produção aumentou 1,1 Mt ano/ano, devido ao comissionamento da quarta linha de processamento de Brucutu e pelo ramp-up do projeto Capanema, que atingiu 2,9 Mt de produção no trimestre, em linha com o planejado. “Esses efeitos positivos compensaram parcialmente a menor produção no Complexo Itabira, impactada pelo aumento das atividades de manutenção”, afirmou a Vale.

As vendas de minério de ferro atingiram 86 Mt, 5% maiores na base anual de comparação, com melhora da realização de preços, suportada por prêmios mais elevados de finos de minério de ferro, explicou a mineradora. Acesse aqui a íntegra do relatório.

Sanepar (SAPR11): Agepar suspende regra sobre compartilhamento de ganhos fiscais

A Agepar (Agência Reguladora do Paraná) suspendeu a regra sobre compartilhamento de ganhos com recuperação de créditos fiscais da Sanepar (SAPR11). A informação consta em um fato relevante enviado ao mercado na noite de terça-feira, 21, pela Sanepar. A Suspensão provisória atende solicitação do Tribunal de Contas do Paraná e aguarda análise técnica antes de decisão final da Agepar. A Sanepar informou que “envidará todos os esforços para resguardar seus interesses”.

Valid (VLID3) anuncia R$ 78,2 milhões em juros sobre o capital

O conselho de administração da Valid (VLID3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 78.291.548,00 correspondentes a R$ 1,00 por ação. Terão direito acionistas da companhia detentores de ações em 28 de novembro de 2025. A partir de 1° de dezembro as ações serão negociadas ex-JCP. O cronograma de pagamento será informado posteriormente com base em estudos a serem desenvolvidos pela diretoria executiva, explicou a Valid.

Romi (ROMI3): lucro cresce no 3T25

O lucro líquido da Romi (ROMI3) no terceiro trimestre de 2025 (3T25) foi de R$ 27,4 milhões, representando um aumento de 15,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (3T24), reflexo da evolução do resultado da Unidade de Máquinas Burkhardt+Weber. O lucro ajustado cresceu 103,3% na base anual para R$ 27,4 milhões.

No 3T25, a geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda ajustado foi de R$ 38 milhões, alta anual de 60,8%. A Receita Operacional Líquida somou R$ 349,2 milhões, alta de 31,9%.

JSL (JSLG3) elege Guilherme Sampaio como CEO

O conselho de administração da JSL (JSLG3) elegeu Guilherme de Andrade Fonseca Sampaio para, interinamente, assumir o cargo de CEO a partir de 1º de janeiro de 2026, em substituição a Ramon Peres Martinez Garcia de Alcaraz.

Em linha com o planejamento estratégico da companhia, Ramon Alcaraz conduzirá o processo de transição por 60 dias, contados a partir de 1º de novembro e, a partir de 2 de janeiro de 2026, seguirá como acionista e conselheiro consultivo da JSL.

Em um fato relevante, a JSL afirmou que Guilherme Sampaio assume com o objetivo de empreender um novo ciclo de desenvolvimento, agregando ainda mais valor aos serviços oferecidos aos nossos clientes com eficiência, inovação, customização e extração de todo potencial construído na JSL nos últimos anos: escala, capilaridade, diversificação e expertise em diferentes segmentos onde opera com o mais completo portfólio logístico do país. Ao assumir como CEO, o executivo irá acumular as atuais funções de CFO e diretor de relação com investidores.

Americanas (AMER3) fecha 9 lojas em setembro

A Americanas (AMER3) divulgou o relatório mensal sobre suas operações. A varejista fechou 9 lojas em setembro. A companhia possui 1.551 lojas. “O movimento segue a dinâmica de sazonalidade do varejo, somada ao plano de transformação da companhia, que prevê revisões de curto e médio prazos, incluindo fechamentos de unidades, reduções, aumentos de áreas de vendas e eventuais aberturas”, afirmou a Americanas. A companhia explicou que, com base em sua estratégia de eficiência operacional, prevê, ainda para este ano, a abertura de uma nova unidade. Ainda de acordo com o relatório, a base de clientes ativos encerrou setembro em 44,5 milhões ante 45,3 milhões em agosto e 46,3 milhões em julho.

3tentos (TTEN3) anuncia criação de diretoria governança, riscos e compliance

A 3tentos (TTEN3) anunciou a contratação de Karine Olczevski para o cargo de diretora de governança, riscos e compliance. Ao longo de sua carreira profissional Karine acumulou experiências nas áreas de governança, jurídica, compliance e riscos, como na Kepler Weber (KEPL3), em que desde 2005 passou por diversas funções até ocupar sua última posição como diretora jurídica, governança, riscos e compliance.

Netflix tem lucro por ação abaixo do esperado e atribui resultado ao Brasil

A Netflix (Nasdaq: NFLX; B3: NFLX34) reportou nesta terça-feira, 21, lucro de US$ 2,54 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 7,7% na comparação anual, com receita de US$ 11,5 bilhões. A gigante do streaming teve lucro por ação de US$ 5,87, abaixo da expectativa do mercado de US$ 6,97.

A companhia afirmou em um comunicado que o resultado veio pior que o previsto devido a uma despesa de US$ 619 milhões envolvendo uma disputa fiscal no Brasil.

“A receita no terceiro trimestre cresceu 17%, em linha com nossa projeção. A margem operacional de 28% ficou abaixo da nossa projeção de 31,5% devido a uma despesa relacionada a uma disputa em andamento com as autoridades fiscais brasileiras, que não estava em nossa projeção. Sem essa despesa, teríamos superado nossa projeção de margem operacional para o terceiro trimestre de 2025. Não esperamos que esse assunto tenha um impacto material nos resultados futuros”, afirmou a companhia norte-americana.

Nas negociações após o pregão regular (after market) as ações tinham queda forte. Às 20h50 caíam 6,39% em Nova York.

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