BB Seguridade (BBSE3): BTG vê perspectivas favoráveis para 2025, mas 2026 mais desafiador

26 de setembro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

 

Publicado às 14h18

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O BTG Pactual destacou em relatório a reunião da gestão da BB Seguridade (BBSE3) com investidores em São Paulo. A avaliação do time de analistas do banco é que a seguradora demonstrou otimismo com 2025, ressaltando que o ambiente de juros ainda elevados deve continuar favorecendo os resultados financeiros, enquanto a performance operacional segue resiliente, mesmo com os desafios no agronegócio. 

Segundo a equipe de analistas, o diretor financeiro da companhia esclareceu que a deterioração recente no crédito rural se deve mais ao endividamento excessivo dos produtores durante o boom de preços da pandemia do que a eventos climáticos. O programa governamental de R$ 12 bilhões (MP 1.314) deve ajudar o Banco do Brasil na gestão de risco, com impactos indiretos positivos para a BB Seguridade ao fomentar o volume de negócios. 

No relatório, o BTG destaca que, por outro lado, 2026 tende a ser mais desafiador para a companhia, diante da provável queda da Selic e da menor diferença entre índices de inflação, que atualmente favorece a BB Seguridade. 

A gestão da empresa ressaltou que há margem para mitigar a desaceleração do crédito com maior penetração de seguros ligados ao capital de giro, investimentos e financiamento de grãos. 

No segmento de previdência, o aumento do IOF impactou negativamente as contribuições, mas a empresa busca reverter isso incentivando planos com pagamentos periódicos e diversificando a base de clientes. 

A equipe do BTG salienta que, apesar da pressão recente, a empresa reforçou sua visão positiva de longo prazo, com espaço relevante para ganho de penetração no seguro rural e potencial de recuperação do fluxo de caixa dos produtores com a normalização climática. 

O time do banco vê a seguradora com valuation seja atrativo (P/L para 2025 de 7,4x e yield de 12%). Mas reiterou a recomendação “neutra”, citando a ausência de gatilhos relevantes no curto prazo, como a renovação do contrato de distribuição com o Banco do Brasil, ainda sem negociações em andamento.