Ibovespa futuro, dólar, ADRs Cosan em queda em NY e outros destaques

22 de setembro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

Publicado às 9h25 – atualizado às 9h41

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Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDV25 contrato com vencimento para 15 de outubro) abriu em queda nesta segunda-feira, 22. Às 9h40 caía 0,60% aos 145.935 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h39 o dólar comercial subia 0,29% cotado a R$ 5,336 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h20 o preço do barril de petróleo Brent caía 0,66% (US$ 66,2). O Brent é referência para a Petrobras. Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,37% a 808,5 iuanes (US$ 113,5). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Notícias corporativas

Randoncorp e Frasle divulgam a receita líquida de agosto/25

A Randoncorp (RAPT4) divulgou nesta segunda-feira, 22, que em agosto teve receita líquida consolidada de R$ 1,144 bilhão, alta de 4% em relação a agosto de 2024. A Frasle (FRAS3), controlada da Randoncorp, reportou receita líquida consolidada de R$ 468,5 milhões em agosto de 2025, alta de 28,3% em relação ao mesmo mês de 2024. As companhias divulgam mensalmente a receita visando manter uma relação de transparência com seus investidores.

ADRs Cosan em queda em NY

Na pré-abertura do mercado nesta segunda-feira em Nova York os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Cosan tinham queda de 8,13% às 9h07. A Cosan (CSAN3) anunciou na noite de domingo ofertas de ações com aporte de até R$ 10 bi; BTG e Perfin lideram aporte (leia mais abaixo).

Marfrig e BRF concluem fusão nesta segunda, 22

A Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3) concluem a fusão nesta segunda-feira, 22. Os papéis da nova empresa, a MBRF, será negociada sob o ticker MBRF3 no dia 23, terça-feira, na B3. Esta segunda-feira é o último de negociação das ações de emissão da BRF na B3.

Embraer: Latam faz pedido firme para 24 aviões E195-E2 e 50 opções de compra

A Latam Airlines Group (NYSE: LTM; SSE: LTM) e suas afiliadas anunciaram nesta segunda-feira, 22, um acordo com a Embraer (B3: EMBR3; NYSE: ERJ) e planos para expandir a conectividade na América do Sul, por meio da aquisição de até 74 aeronaves Embraer E195-E2 de corredor único. O pedido inclui 24 entregas firmes e 50 opções de compra. As entregas das 24 aeronaves começarão no segundo semestre de 2026, inicialmente para a Latam Airlines Brasil e, posteriormente, com o potencial de incluir outras afiliadas do grupo. A nova frota aumentará a flexibilidade nos hubs do Grupo Latam, permitindo ao grupo atender novos destinos e ampliar as opções de viagem para seus clientes. O pedido firme das 24 aeronaves está avaliado em aproximadamente US$ 2,1 bilhões (preço de tabela).

“A decisão do grupo Latam é baseada na excelente eficiência do Embraer E195-E2 e sua versatilidade, que nos permitirão seguir em nossa trajetória de crescimento com rentabilidade, ampliando essa conectividade por meio da abertura de novos destinos, oferecendo ainda mais opções aos nossos passageiros, aproximando comunidades e impulsionando também o desenvolvimento econômico e social”, afirma Roberto Alvo, CEO do Latam Airlines Group.

Os E195-E2 integrarão a frota do grupo Latam, que atualmente é composta por 362 aeronaves: 283 Airbus narrow-bodies, 3 Airbus wide-bodies em leasing de curto prazo, 56 Boeing wide-bodies e 20 cargueiros Boeing. Desde 2021, a Latam ampliou sua malha aérea de 129 para 160 destinos de passageiros, um aumento de 24%.

GPA (PCAR3) informa sobre indicação de candidato para a eleição do conselho

O GPA (PCAR3) recebeu de seus acionistas José Carlos Gonçalves Francisco e Rodolfo Costa Neves Francisco, titulares, em conjunto, de 1,456% do capital social da companhia, a indicação de Rodolfo Costa Neves Francisco como candidato para a eleição do conselho de administração, em caso de adoção do procedimento de voto múltiplo, a ser deliberada na Assembleia Geral Extraordinária, convocada para o dia 6 de outubro de 2025. 

Cosan (CSAN3) anuncia ofertas de ações com aporte de até R$ 10 bi; BTG e Perfin lideram aporte

Em um fato relevante enviado ao mercado no domingo, 21, a Cosan (CSAN3) anunciou um acordo para levantar cerca de R$ 10 bilhões.

A companhia afirmou no documento que fechou um acordo de investimento com veículos ligados ao BTG Pactual e à gestora Perfin Infra, além de seus controladores, a Aguassanta Investimentos e Queluz Holding, veículos da família de Rubens Ometto, para estruturar duas ofertas públicas primárias de ações.

“Os recursos arrecadados pela companhia nas ofertas públicas serão utilizados pela companhia exclusivamente para renegociação e repagamento de suas dívidas financeiras, de forma a efetivamente reduzir a sua alavancagem financeira”, afirmou a Cosan no fato relevante.

A Cosan explicou que a primeira oferta pública deverá resultar em uma distribuição primária de 1,45 bilhão de ações ordinárias, podendo ser aumentada em até 25%, após a conclusão do procedimento de bookbuilding. Os investidores âncora se comprometeram a subscrever integralmente essa oferta, com um aporte de R$ 7,25 bilhões, ao preço de R$ 5 por ação.

O BTG Pactual Holding vai investir R$ 4,5 bilhões, enquanto o fundo Perfin aportará outros R$ 2 bilhões.

A Cosan convocará, em até três dias úteis contados deste domingo, 21, a assembleia geral extraordinária para deliberar sobre os temas.

Vivara (VIVA3) confirma projeto piloto para lojas de rua

A Vivara (VIVA3) confirmou que planeja um projeto piloto para lojas de rua e que há um potencial de dobrar o número de lojas da marca Life em shoppings.

A informação consta em um comunicado onde a Vivara presta esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários após o jornal Valor Econômico divulgar em uma matéria que a Vivara vai testar loja de rua para a marca Life.

“A expansão de lojas Life no comércio de rua configura uma consequência natural da estratégia de crescimento já divulgada pela companhia, sendo razoável que se avaliem diferentes formatos de operação, incluindo lojas de rua, como parte da atuação estratégica”, afirmou a Vivara.

Ainda segundo a Vivara, a menção ao potencial de mais do que dobrar as lojas Life em shoppings mencionado na notícia, trata de uma perspectiva mercadológica respaldada pelo número de shoppings existentes no Brasil e pelo número de Lojas Life existentes.

Embraer apresenta aeronave demonstradora KC-390 Millennium com nova identidade visual

A Embraer (NYSE: ERJ/ B3: EMBR3) apresentou a nova identidade visual da aeronave de demonstração KC-390 Millennium. “Esta nova identidade visual representa um marco importante na história do KC-390 Millennium, a aeronave multimissão do século 21. Sua combinação imbatível de velocidade, agilidade, robustez, confiabilidade, tecnologia e eficiência, única no segmento, não só fortalece as capacidades de defesa dos seus operadores, mas também promove a interoperabilidade estratégica entre as nações aliadas”, afirmou Bosco da Costa Júnior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. Até o momento, a aeronave foi escolhida por 11 Forças Aéreas em todo o mundo, incluindo oito países europeus e sete membros da Otam.

Suzano (SUZB3) anuncia resgate antecipado facultativo de debêntures da 8ª emissão (SUZB18)

A Suzano (B3: SUZB3 / NYSE: SUZ) informou sobre o resgate antecipado facultativo total das debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, da 8ª emissão, identificadas pelo código SUZB18, com vencimento originalmente previsto para 15 de setembro de 2028. O resgate será efetuado mediante o pagamento do valor total de principal remanescente de R$ 750 milhões. As debêntures resgatadas serão canceladas.

“Este resgate antecipado está alinhado à estratégia de gestão ativa de passivos da companhia, voltada à otimização da estrutura de capital e à redução do custo da dívida”, explicou a Suzano em um comunicado ao mercado.

JHSF (JHSF3) conclui captação da 18ª emissão de debêntures

A JHSF (JHSF3) concluiu a captação da 18ª emissão de debêntures simples, em distribuição pública voltada para investidores profissionais, no montante de R$ 300 milhões, com prazo médio 4,3 anos.

“Essa emissão é continuidade ao trabalho estratégico iniciado em 2024, voltado ao alongamento do perfil da dívida e à redução do custo de capital”, afirmou a JHSF em um comunicado divulgado na noite de sexta-feira, 19.

Segundo a companhia, com essa última operação, alcançou a marca de aproximadamente R$ 3,2 bilhões captados no mercado de capitais, em condições inéditas, ao longo de cerca de 14 meses. “O sucesso dessas operações reafirma a confiança dos agentes de mercado na companhia e na condução da continuidade dos seus negócios únicos”, ressaltou a JHSF.

Cemig (CMIG4) homologa acordo em dissídio coletivo sobre plano de saúde 

A Cemig (CMIG4) divulgou que foi homologado o acordo celebrado com as entidades representativas Sindsul – Sindicato dos Eletricitários do Sul de Minas Gerais e Ftiumg – Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas de Minas Gerais. O acordo prevê o pagamento de indenização compensatória (buyout) no valor total máximo de R$ 1,250 bilhão, a ser pago ‘pro rata’, em seis parcelas, sendo a última em 2030, e considera a totalidade de 15.496 aposentados e pensionistas titulares, ativos e inscritos no plano de saúde PSI da Cemig Saúde, em fevereiro de 2025.

A Cemig destacou que continua empenhada em firmar acordo com as entidades representativas remanescentes.

Azul (AZUL4) atualiza sobre o andamento do processo de chapter 11 

A Azul (AZUL4) informou que, no contexto de seu processo de chapter 11, como é chamada a recuperação judicial no EUA, foi realizada na sexta-feira, 19, audiência perante o United States Bankruptcy Court of the Southern District of New York com o objetivo de avaliar diversas petições protocoladas pela companhia, que buscam, entre outros temas, prorrogar os períodos de exclusividade para apresentação e votação do plano de reorganização, estender o prazo para assumir ou rejeitar contratos de locação de imóveis não residenciais, e aprovar procedimentos para otimizar a análise e reconciliação de créditos.

A Azul também busca aprovação de medidas para sigilo e redação de informações confidenciais, autorização para emendar, assumir ou rejeitar determinados contratos de arrendamento de aeronaves e motores, além de celebrar novos ou aditar contratos de financiamento com contrapartes estratégicas.

Foi solicitada a ampliação do escopo dos serviços profissionais prestados por seus auditores independentes para apoiar o processo de reorganização.

“As petições, ainda sujeitas à aprovação judicial, visam proporcionar à Azul mais tempo e flexibilidade para negociar com stakeholders, alinhar sua frota e obrigações financeiras ao plano de negócios, otimizar a administração de créditos e proteger informações sensíveis, apoiando assim o processo de reorganização em andamento”, ressaltou a companhia aérea.

A avaliação do BTG para a Petrobras (PETR4)

Em relatório divulgado na semana passada o BTG Pactual destaca que mantém visão fora do consenso sobre a Petrobras, destacando assimetria positiva com potencial de revisão para cima na produção e revisão para baixo em capex (investimentos) e opex.

A avaliação é que o o Plano de Negócios 2026–30 será um marco importante, ainda que com validade limitada pelo ciclo eleitoral de 2026. O time de analistas do BTG calcula que cada redução de US$ 1 bilhão em capex/opex poderia elevar o yield de dividendos em 0,5% em 2026, enquanto os desembolsos previstos para 2025 (US$ 2,5 bilhões em etanol e pré-sal) devem reduzir o yield para 8%.

Com relação ao preço do petróleo, a equipe de analistas comenta que o pano de fundo global mostra crescimento de demanda acima da oferta, mas com preços sustentados por riscos geopolíticos. Para a Petrobras, cada variação de US$ 5/bbl no barril do Brent, referência para a estatal, implica acréscimo de 1,3 p.p. no yield de dividendos.

O time do BTG destaca ainda que a ação deve ser vista também como um player eleitoral, já que maior clareza fiscal e estabilidade macro em 2026 podem reduzir o custo de capital e contribuir para valorização.

Com pares regionais negociando a prêmio de 20% em EV/Ebitda, a convergência implicaria potencial de valorização de 30%, calcula o banco, ressaltando que o primeiro gatilho segue sendo a confiança dos investidores na sustentabilidade dos dividendos, capazes de compensar o risco político.

O EV/Ebitda é um indicador da análise de fundamentos que relaciona o valor da companhia (EV) e o seu Ebitda (geração de caixa). Em tese, mostra quantos “Ebitdas” seriam necessários para chegar ao valor de empresa.

O BTG mantém recomendação de “compra” para a Petrobras, com preço-alvo de R$ 44.

Companhias que pagam provento e as que têm ‘data com’ nesta segunda, 22:

Confira abaixo as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta segunda-feira, 22. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado. Clique nos links abaixo para ler os detalhes das informações de cada empresa.

Segunda, 22

Petrobras (PETR3, PETR4) 

A Petrobras paga nesta segunda-feira, 22, a segunda parcela do provento anunciado em maio deste ano. Essa segunda parcela tem o valor de R$ 0,45458309 por ação ordinária e preferencial. Será pago o valor R$ 0,30844749 sob a forma de dividendos e R$ 0,14613560 sob a forma de juros sobre capital próprio. A data de corte (data com) foi 2 de junho de 2025 para detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3. Para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE) a record date foi em 4 de junho de 2025.

Vulcabras (VULC3) 

A Vulcabras paga nesta segunda-feira, 22, dividendos intermediários no valor de R$ 300 milhões. O valor por ação é R$ 1,10. A data de corte foi em 08/09/2025.

M.Dias Branco (MDIA3) 

A ‘data com’ para ter direito ao dividendo extraordinário da M.Dias Branco anunciado em 29 de agosto, é nesta segunda-feira, 22. As ações da companhia serão consideradas “ex-dividendos” a partir de 23 de setembro. O pagamento ocorrerá em 30 de setembro de 2025. O valor total por ação é de R$ 0,10.

Telefônica Brasil (VIVT3) 

A ‘data com’ para ter direito aos juros sobre o capital (JCP) da Telefônica Brasil, é nesta segunda-feira, 22. A partir de terça, 23, as ações serão consideradas “ex-juros”. O valor líquido por ação é R$ 0,10. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2026, devendo a data ser oportunamente definida pela diretoria da companhia.

Copasa (CSMG3)

A ‘data com’ para ter direito aos juros sobre o capital (JCP) da Copasa,  é nesta segunda-feira, 22. A partir de 23 de setembro as ações serão negociadas ex-JCP. O valor por ação é R$ 0,44. A data de corte é 22 de setembro de 2025. A data de pagamento será 10 de novembro de 2025.

Romi (ROMI3)

A ‘data com’ para ter direito aos juros sobre o capital (JCP) da Romi,  é nesta segunda-feira, 22. A partir de 23 de setembro as ações da companhia serão negociadas “ex-juros”. O valor bruto por ação é R$ 0,18 (o valor líquido é R$ 0,153 por ação). Esses JCP serão pagos em 10 de abril de 2026.