Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

4 de setembro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

Publicado às 9h29 – atualizado às 9h37

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Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDV25 contrato com vencimento para 15 de outubro) operava entre perdas e ganhos nesta quinta-feira, 4. Às 9h37 tinha alta de 0,18% aos 142.035 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem  sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h36 o dólar comercial subia 0,03% cotado a R$ 5,454 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h20 o preço do barril de petróleo Brent caía 0,99% (US$ 66,9). O Brent é referência para a Petrobras. Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,67% a 791,5 iuanes (US$ 110,8). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Notícias desta manhã:

Raízen (RAIZ4) encerra parceria com a Femsa em rede de conveniência

A Raízen (RAIZ4) divulgou nesta quinta-feira, 4, que, em comum acordo com a Femsa Comercio S.A de C.V. (Femsa), decidiu encerrar a parceria societária estabelecida em 2019 por meio da joint venture Rede Integrada de Lojas de Conveniência e Proximidade (Grupo Nós). O Grupo é a operadora brasileira das lojas de conveniência Oxxo.

O acordo para encerramento da joint venture foi estruturado com base em troca de participação societária, sem qualquer pagamento entre as partes, conforme descrito a seguir:

  • A Raízen receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café e seguirá desenvolvendo a oferta por meio do modelo prioritário de franquias, integrado à sua rede de postos Shell;
  • A Femsa receberá 611 mercados de proximidade Oxxo e o Centro de Distribuição (CD), localizado na cidade de Cajamar – SP, além das dívidas e caixa disponíveis no Grupo Nós.

Como parte do acordo, o Grupo Nós continuará a prestar serviços de suprimentos e logística relacionados ao portfólio de produtos atualmente disponibilizado pelo seu CD, dentro de sua área de cobertura, para as lojas Shell Select e Shell Café.

“Essa decisão está alinhada à estratégia de reciclagem e simplificação do portfólio de negócios da Raízen, permitindo maior foco e agilidade na execução de sua Oferta Integrada Shell”, afirmou a Raízen.

A conclusão da operação está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), bem como ao cumprimento das demais condições precedentes estabelecidas nos contratos.

Cade mantém condenação da Rumo-ALL por abuso de posição dominante e fixa nova multa de R$ 20,1 milhões

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu, na sessão de quarta-feira, 3, o rejulgamento do processo administrativo instaurado a partir de representação da Agrovia contra a Rumo Logística Operadora Multimodal (RAIL3) e a América Latina Logística.

A investigação, iniciada em 2016, a partir de denúncia feita ao Cade pela Agrovia, apurou que a Rumo praticou abuso de posição dominante ao interditar injustificadamente o pátio ferroviário de Santa Adélia, em São Paulo, considerado essencial para o escoamento de açúcar pelo Porto de Santos, restringindo o acesso de concorrentes à infraestrutura.

Em decisão anterior, anulada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), o Conselho votou pela condenação e determinou o pagamento de multa. No novo julgamento, o Tribunal confirmou a condenação da empresa e procedeu à revisão da dosimetria da pena.

A Rumo apresentou uma proposta de acordo, que foi homologada pelo presidente do Cade e relator do caso, Gustavo Augusto, propondo que o cálculo da multa fosse feito exclusivamente sobre a receita obtida com transporte ferroviário de açúcar na Malha Paulista, resultando em valor de R$ 20,1 milhões (atualizado até agosto de 2025), a ser pago no prazo de 30 dias corridos a contar da publicação da decisão no Diário Oficial da União.

O presidente destacou a possibilidade de desconto de 10% sobre a multa, reduzindo para R$ 18,1 milhões, desde que a empresa assine termo de desistência de ação judicial e de quaisquer outros recursos, além de efetuar o pagamento integral em parcela única no prazo máximo de 30 dias.

Notícias corporativas da véspera:

Banco Central reprova compra do Banco Master pelo BRB (BSLI3)

O Banco Central rejeitou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília – BRB (BSLI3). O BRB divulgou em um fato relevante na noite de quarta-feira, 3, que foi informado pelo Banco Central sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master.

“O BRB apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”, afirmou a instituição financeira. O BRB reiterou seu posicionamento de que a transação representa uma “oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional”.

BrasilAgro (AGRO3) reporta lucro de R$ 61,2 milhões no 4T25 e propõe dividendo

A BrasilAgro (B3: AGRO3; NYSE: LND) divulgou os resultados do trimestre encerrado em 30 de junho de 2025 (4T25). O lucro líquido foi de R$ 61,2 milhões no 4T25, queda de 74% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24), quando o lucro somou R$ 232,8 milhões.

No 4T25 o Ebitda ajustado total foi de R$ 72 milhões, queda anual de 73%. No 4T25 o Ebitda ajustado das operações foi negativo em R$ 111 mil, impactado principalmente pela reversão nos ganhos com derivativos realizados, que passaram de R$ 13,1 milhões no 4T24 para uma perda de R$ 3,9 milhões, explicado principalmente pelas perdas com operações de swap de dívidas.

No release de resultados do 4T25, a companhia informa que sua administração propõe dividendo de R$ 0,75 por ação. A proposta será submetida à aprovação na próxima Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em outubro de 2025. Leia mais aqui.

Prio (PRIO3) divulga a produção de agosto

A Prio (PRIO3) divulgou os dados operacionais preliminares e não auditados referentes ao mês de agosto. A companhia produziu 91,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em agosto, queda em relação aos 100,8 mil barris (boed) em julho.

Segundo a companhia, no cluster de Polvo e Tubarão Martelo, a produção foi impactada pela parada do poço TBMT-6H, devido à falha na bomba centrífuga submersa, que estava em funcionamento desde o início da produção do campo. O workover do poço já foi iniciado e deve ser finalizado no mês de setembro.

No campo de Peregrino, a produção foi afetada devido à interdição temporária do navio-plataforma (FPSO) após auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Prio informou que, no papel de consorciada e futura operadora, segue auxiliando a Equinor (atual operadora do campo) em relação ao atendimento dos requisitos regulatórios, dentro do prazo previamente estipulado.

Azzas (AZZA3) inicia processo de transição da liderança da marca Hering 

A Azzas (AZZA3) iniciou o processo de transição da liderança da marca Hering. Thiago Hering deixará de atuar como diretor estatutário da companhia e como CEO da Unidade de Negócio Basic do Azzas 2154, a partir de 1º de outubro de 2025, assegurando assim a adequada transferência de conhecimento e continuidade das operações. Nesse sentido, foi constituído um comitê de transição, composto por Alexandre Birman, diretor-presidente e de operações, Roberto Jatahy, diretor da unidade de negócio Fashion & Lifestyle, sob a liderança de Gustavo Rudge Fonseca, que está no grupo há mais de onze anos e, atualmente, ocupa a posição de diretor não estatuário de operações da unidade de negócio Fashion & Lifestyle. Gustavo passa a ocupar a mesma posição, diretor não estatuário de operações da unidade de negócio Basic. A Azzas contratou a consultoria da Heartman House que atuará no fortalecimento e aceleração das iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da marca Hering.

GPA (PCAR3): assembleia para eleger novos membros do conselho será em 6 de outubro

O Grupo Pão de Açúcar – GPA (PCAR3) convocou assembleia geral extraordinária para o dia 6 de outubro, às 10h. O objetivo é deliberar sobre a destituição do conselho de administração e eleger novos membros para o colegiado.

A administração do GPA recebeu solicitação da Família Coelho Diniz para convocação da assembleia. No dia primeiro de setembro a família apresentou a proposta de chapa composta por nove candidatos à eleição do conselho de administração. A chapa é formada por André Luiz Coelho Diniz, Gustavo Lobato, Leandro Assis Campos, Luiz Henrique Cunha, Christophe José Hidalgo, Marcelo Ribeiro Pimentel, Helene Esther Bitton, Rafael Ferri e Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho.

IRB (IRBR3): agência de classificação de risco afirma ratings com perspectiva ‘estável’

Em relatório divulgado na quarta-feira, 3, a agência de classificação de riscos A.M. Best afirmou o rating de Força Financeira A- (Excelente) e o rating de Crédito de Emissor de Longo Prazo “a-” (Excelente) do IRB (IRBR3).

A AM Best atribuiu ao IRB a classificação de Escala Nacional do Brasil (NSR) “aaa.BR” (Excepcional). A perspectiva dessas classificações de crédito (ratings) é “estável”. De acordo com o press release da AM Best, “os ratings refletem a solidez do balanço patrimonial do IRB, que a AM Best avalia no nível mais forte, bem como seu desempenho operacional adequado, perfil de negócios neutro e uma gestão de riscos corporativos (ERM) apropriada.”

A AM Best é uma agência global de classificação de risco com foco exclusivo no setor de seguros e resseguros.

Também nesta quarta-feira, o IRB anunciou o encerramento em 28 de agosto, do mandato de José Octávio Vianello de Mello na qualidade de membro do comitê de auditoria estatutário da companhia, em razão do atingimento do prazo máximo de cinco anos permitido pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Moody’s local eleva ratings da Cemig (CMIG4)

A agência de classificação de risco Moody’s Local Brasil elevou o rating corporativo da Cemig (CMIG4) e das suas subsidiárias integrais Cemig Distribuição e Cemig Geração e Transmissão na escala nacional, passando de “AA+” para “AAA”, com perspectiva estável. Desta forma, a Cemig  passa a ser classificada como “AAA”, por duas das principais agências de rating, Moody’s e Fitch, sendo que esta última já havia realizado a elevação em outubro de 2024.

O upgrade incorpora a expectativa da Moody’s de que a Cemig continuará com uma gestão financeira prudente, buscando um perfil de liquidez alongado e manutenção de uma geração de caixa operacional estável e previsível. Essa ação também reflete a contínua melhora do seu perfil de liquidez, sustentada por uma política financeira que vem se mostrando conservadora, combinada com métricas de crédito adequadas.

Méliuz (CASH3) anuncia aquisição de 9,01 Bitcoins e passa a deter, no total, 604,69 Bitcoins

O Méliuz (CASH3) realizou a aquisição de 9,01 Bitcoins por aproximadamente US$ 1,01 milhão (R$ 5,51 milhões) a um preço médio de US$ 112.172 por bitcoin. A compra foi realizada a partir de recursos próprios originados pelo negócio operacional da companhia. O excedente ao caixa operacional mínimo mantido pelo Méliuz foi integralmente convertido em Bitcoin. No total, a companhia passa a ter em posse 604,69 Bitcoins, adquiridos a um preço médio de US$ 103.323 por bitcoin.

De acordo com o Israel Salmen, fundador e presidente do conselho de administração do Méliuz, essa compra é importante para mostrar o potencial do valor gerado pelas operações. “A compra foi realizada com recursos 100% originados pelo core business o que evidencia, mais uma vez, a importância da nossa operação – que integra a experiência de shopping, e-commerce e serviços financeiros em um produto para mais de 43 milhões de usuários – como um importante pilar na estratégia de compra e acumulação de Bitcoin”, afirmou.

Com a aquisição, a companhia gerou um Bitcoin Yield de 1,43% em relação ao fechamento do segundo trimestre (2T25), o BTC Gain foi de 8,54 Bitcoin, o BTC US$ Gain foi de US$ 0,96 milhão em 65 dias.

Sanepar (SAPR11) recebeu precatório: quanto pode ser destinado a dividendo?

Na última segunda-feira, 1°, a Sanepar (SAPR11, SAPR4) informou que foi depositado o valor relativo à quitação do precatório originário do processo de ação judicial movida contra a União sobre Imunidade Tributária Recíproca de Imposto de Renda Pessoa Jurídica. A quantia soma R$ 4,048 bilhões, já líquido de honorários advocatícios e Imposto de Renda (3%).

O que muitos acionistas estão se perguntando é: qual parte desse valor pode vir a ser destinado ao pagamento de proventos?

A resposta não é simples e passa, primeiro, pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná, a Agepar.

O analista da Genial Investimentos, Vitor Sousa, escreveu em relatório que existe uma discussão sobre o quanto do valor vai ser de fato apropriado pelo acionista da companhia e quanto deverá apropriado para modicidade tarifária, ou seja, desconto em tarifas para usuário final com os recursos recebidos.

O analista destaca que a Sanepar reconheceu apenas R$ 845 milhões como lucro em seu balanço com intuito de refletir o valor a ser apropriado de fato pelo acionista. Vitor ressalta que resta aguardar a decisão da Agepar.

Considerando as estimativas da Genial Investimentos para a companhia, a Sanepar teria condição de distribuir 100% dos recursos no formato de dividendos, implicando em um rendimento em dividendos extraordinário de 8,3%, explica Vitor Sousa em seu relatório.

No fato relevante da última segunda-feira, a Sanepar divulgou que informará à Agepar sobre o depóstivo e aguardará a definição da Agência quanto ao tratamento regulatório específico solicitado em relação à ação de imunidade tributária.