Ibovespa futuro, dólar, PIB do Brasil, notícia da Brava e outros destaques

Publicado às 9h25 – atualizado às 10h
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Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDV25 contrato com vencimento para 15 de outubro) abriu em queda nesta terça-feira, 2. Às 10h caía 1,35% aos 141.660 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Os futuros de ações nos Estados Unidos operavam em queda em meio a crescentes preocupações com déficit orçamentário. As Bolsas americanas retornam do feriado do Dia do Trabalho. Incertezas jurídicas envolvendo as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, também estão no radar. No Brasil, o destaque é o começo do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O mercado está atento a possíveis novas sanções do governo norte-americano.
Dólar
Às 10h o dólar comercial subia 1,09% cotado a R$ 5,499 na venda.
Petróleo e minério
Às 9h40 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,56% (US$ 68,5). O Brent é referência para a Petrobras. Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,13% a 772 iuanes (US$ 108,26). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
PIB do Brasil
No segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) variou 0,4% frente ao primeiro trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da produção, houve alta nos Serviços (0,6%) e na Indústria (0,5%) enquanto a Agropecuária (-0,1%) não mostrou variação significativa. Em relação ao 2º trimestre de 2024, o PIB avançou 2,2%, com crescimento na Agropecuária (10,1%), na Indústria (1,1%) e nos Serviços (2,0%).
O número foi levemente acima do esperado. A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters era de uma expansão de 0,3% entre abril e junho sobre o primeiro trimestre. Na base anual, era esperada alta de 2,2%.
Notícias em destaque nesta manhã:
Cosan (CSAN3) avalia em conjunto com Shell potenciais investidores para uma transação de capitalização em Raízen
A Cosan (B3: CSAN3; NYSE: CSAN) informou nesta terça-feira, 2, que tem avaliado em conjunto com Shell potenciais investidores para uma transação de capitalização em Raízen (RAIZ4), conforme já comentado na teleconferência de resultados do segundo trimestre pela companhia e pela Raízen. “Não há, entretanto, quaisquer aprovações ou eventos vinculantes até o momento”, afirmou a Cosan. A companhia reforçou que eventuais desenvolvimentos relevantes serão prontamente divulgados, em conformidade com a regulamentação aplicável.
A Bloomberg publicou que a Mitsubishi avalia comprar participação na Raízen. A informação é atribuída a fontes.
Brava (BRAV3) renova pelo segundo mês consecutivo seu recorde histórico de produção
A Brava Energia (BRAV3) informou nesta terça-feira, 2, os dados de produção preliminares e não auditados do mês de agosto de 2025. A companhia alcançou produção média diária de 92,4 mil boe em agosto, um aumento de 1,6% em relação ao mês anterior, renovando pelo segundo mês consecutivo seu recorde histórico de produção. Destaque para Atlanta que atingiu o maior nível de produção desde o início da operação no campo. Com relação ao campo de Papa-Terra, a produção do ativo teve vazão reduzida de forma programada durante a primeira quinzena de agosto. Segundo a petroleira, foram realizados ajustes na operação de offloading nesse período, reduzindo de forma pontual a média de produção. A Brava afirmou que a produção foi normalizada após a conclusão da intervenção, voltando para os níveis observados em julho.
Notícias corporativas da noite de segunda:
GPA (PCAR3): Família Coelho Diniz informa nomes que integram chapa para eleição do conselho
O Grupo Pão de Açúcar – GPA (PCAR3) informou que os acionistas André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz (Família Coelho Diniz), submeteram à companhia proposta de chapa de candidatos à eleição do conselho de administração. A chapa é formada por André Luiz Coelho Diniz, Gustavo Lobato, Leandro Assis Campos, Luiz Henrique Cunha, Christophe José Hidalgo, Marcelo Ribeiro Pimentel, Helene Esther Bitton, Rafael Ferri e Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho.
Diante do recebimento das informações relativas aos candidatos indicados pelos acionistas da Família Coelho Diniz, o GPA informou que será convocada uma reunião do conselho de administração para deliberar sobre a convocação da assembleia geral extraordinária .
Em 22 de agosto o GPA informou que a Família Coelho Diniz pediu a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para eleger novos membros para o colegiado.
Sanepar (SAPR11) recebe valor bilionário de precatório
A Sanepar (SAPR11) divulgou que foi depositado, nesta data, o valor relativo à quitação do precatório originário do processo de ação judicial movida contra a União sobre Imunidade Tributária Recíproca de Imposto de Renda Pessoa Jurídica.
Em um fato relevante enviado após o fechamento do mercado, a Sanepar informou que o montante depositado, em favor da companhia, foi de R$ 4,048 bilhões, já líquido de honorários advocatícios e Imposto de Renda (3%).
A Sanepar divulgou ainda que informará à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) sobre o referido evento e aguardará a definição da Agência quanto ao tratamento regulatório específico solicitado em relação à ação de imunidade tributária.
Rede D’Or (RDOR3) celebra acordo para incluir hospital no RJ na rede Atlântica D’Or
A Rede D’Or São Luiz (RDOR3) celebrou com a Atlântica Hospitais um acordo tendo por objeto a inclusão do Hospital Glória D’Or, na cidade do Rio de Janeiro, à rede hospitalar “Atlântica D’Or”.
A Atlântica Hospitais é uma companhia direcionada ao investimento em hospitais, controlada indireta da Bradseg Participações, que por sua vez é controladora do Grupo Bradesco Seguros.
Já a Atlântica D’Or é uma parceria societária detida na razão de 50,01% pela Rede D’Or e 49,99% pela Atlântica Hospitais. A gestão médica do Hospital Glória D’Or será de responsabilidade da Rede D’Or.
O Bradesco afirmou em um comunicado ao mercado que a expansão da parceria “está alinhada com a estratégia da Atlântica de investir na cadeia de valor do setor de saúde por meio de parcerias com players estabelecidos na operação de hospitais”.
A consumação da transação está sujeita ao cumprimento de certas condições suspensivas usuais em operações desta natureza, incluindo as aprovações regulatórias.
EUA preparam medidas contra o Banco do Brasil, diz site
De acordo com informações do jornalista Lourival Sant’Anna, da CNN Brasil, os Estados Unidos preparam medidas contra o Banco do Brasil (BBAS3). A informação, divulgada na noite desta segunda-feira, 1°, é atribuída a diversas fontes consultadas pela CNN em Washington. Segundo o site da CNN, as medidas dependem do aval do presidente norte-americano, Donald Trump, que pode mudar de planos.
Segundo uma matéria divulgada em 21 de agosto pelo Valor Econômico, o Banco do Brasil teria bloqueado um cartão de crédito de bandeira americana do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em razão das sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. Ainda de acordo com o jornal, como alternativa, o banco estatal já teria oferecido a Moraes um cartão de bandeira Elo, que não tem operação em território norte-americano.
Em agosto, o colega de Moraes no STF, o ministro Flávio Dino, suspendeu a eficácia de decisões judiciais, leis, decretos e ordens executivas de Estados estrangeiros no Brasil.
Na prática, a decisão judicial significa que qualquer ação tomada por bancos brasileiros com base em regras envolvendo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos Estados Unidos, que supervisiona sanções americanas, precisará de aprovação do Supremo.
Bancos brasileiros que têm operações no exterior e dependem de provedores de infraestrutura norte-americanos poderão se ver em uma situação delicada: cumprir uma ordem do STF e descumprir uma decisão do governo de Donald Trump, o que pode resultar em sanções pesadas.
PetroReconcavo (RECV3) passa a integrar pela 1° vez Índice de Dividendos da B3
As ações da PetroReconcavo (RECV3) passaram a integrar na véspera, pela primeira vez, a carteira do Índice de Dividendos (IDIV) da B3. Além disso, pelo segundo ano consecutivo, a petroleira permanece na carteira de 2025 do Índice de Diversidade (IDVR). O IDIV mede o desempenho das ações de empresas listadas na B3 que se destacam pelo histórico consistente de distribuição de dividendos e/ou juros sobre capital próprio, reunindo empresas reconhecidas por sua recorrente e sólida política de remuneração aos acionistas. Já o IDVR, primeiro índice de diversidade da América Latina, seleciona empresas listadas com melhor desempenho em diversidade e inclusão.
Desta forma, as ações da PetroReconcavo passam a integrar as carteiras de quinze índices da B3, abrangendo categorias de Índices amplos, setoriais, de sustentabilidade e governança. “A presença da companhia nesses dois índices, assim como nos demais índices da B3, reforça seu compromisso com a geração de valor e a entrega consistente de resultados aos acionistas”, afirmou a PetroRecôncavo, destacando o esforço contínuo em ampliar sua relevância no mercado de capitais, contribuindo para o aumento da liquidez de suas ações e para o fortalecimento de sua visibilidade institucional.
Ultrapar (UGPA3) contrata Itaú corretora como formador de mercado
A Ultrapar Participações (B3: UGPA3; NYSE: UGP) celebrou contrato de prestação de serviços de formador de mercado com a Itaú Corretora de Valores para exercer a função de formador de mercado das ações ordinárias. O contrato vigorará por prazo indeterminado e tem como objetivo fomentar a liquidez das ações da Ultrapar. A companhia informou que não celebrou qualquer contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de sua emissão com o formador de mercado e que possui 1.067.779.023 ações ordinárias em circulação.
Invesco eleva participação na Bradespar (BRAP4)
A gestora norte-americana Invesco elevou participação na Bradespar (BRAP4), conforme um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 1°, pela companhia brasileira.
A Invesco, em nome de alguns de seus clientes e de suas subsidiárias, incluindo Invesco Advisers e Invesco Capital Management, adquiriu ações preferenciais emitidas pela Bradespar. Dessa forma sua participação alcançou, de forma agregada, 26.038.092 ações preferenciais de emissão da Bradespar, representando aproximadamente 10,2% do total das ações preferenciais emitidas pela companhia.
A gestora afirmou que o objetivo das participações societárias é “estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da Bradespar”.
Camil (CAML3) anuncia conclusão da aquisição da Rice Paraguay e da Villa Oliva Rice
A Camil Alimentos (CAML3) informou que foi concluída, nesta data a reorganização societária para permitir que sua subsidiária Camilatam, se torne detentora, direta ou indiretamente, exclusivamente dos ativos industriais e operacionais necessários para manutenção da atual atividade da Villa Oliva Rice no mercado de arroz no Paraguai, em cumprimento do plano estratégico da companhia e das exigências legais da República do Paraguay aplicáveis à titularidade de imóveis, e após cumprimentos de demais condições precedentes, a aquisição pela Camilatam da totalidade, direta ou indiretamente, das ações da Villa Oliva Rice. “A conclusão da operação consolida a entrada da companhia no mercado de arroz do Paraguai, ampliando sua presença no segmento de alimentos na América do Sul”, afirmou a Camil em um fato relevante.
UBS BB eleva ação da Alpargatas (ALPA4) para compra
O time de analistas do UBS BB elevou a ação da Alpargatas (ALPA4) para “compra”. Antes a recomendação era “neutra”. O preço-alvo para os próximos 12 meses é de R$ 12. A avaliação é que a administração já executou um ‘turnaround’ bem-sucedido no Brasil. Agora o time de analistas vê um roteiro tangível para melhoria internacional.
A equipe do banco cita em relatório um ambiente mais favorável para a Havaianas na Europa, com crescimento de vendas de dois dígitos em junho e um crescente interesse do consumidor pela marca nos principais países da União Europeia.
A equipe do UBS BB destaca ainda o acordo com a Eastman, anunciado em junho, que deve colaborar com as operações de distribuição da Alpargatas nos Estados Unidos. A expectativa é transformar um impacto negativo para um negócio lucrativo a partir do ano que vem.







