Atualização: Vale e Petrobras pressionam negativamente Ibovespa

Gráfico diário do Ibovespa às 13h55
Publicado às 14h07
Ibovespa
A queda das ações da Vale e da Petrobras, papéis com peso no índice, pressiona negativamente o Ibovespa. O índice abriu em alta nesta terça-feira e chegou a cruzar os 127 mil pontos, mas virou para queda. Às 14h06 caía 0,75% aos 124.651 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial subia 1,36% cotado a R$ 5,992 na venda. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou na tarde desta terça-feira que as tarifas de 104% dos Estados Unidos contra a China começarão a ser cobradas na quarta-feira, 9. O anúncio levou os principais índices de ações nos EUA a devolver os ganhos registrados pela manhã.
Vale (VALE3)
Às 14h05 as ações da Vale tinham queda de 4,62% cotadas a R$ 49,75. A queda segue a desvalorização do minério de ferro na China. O contrato futuro para setembro de 2025 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em baixa de 2,6%. Como a Vale tem peso de aproximadamente 11% na carteira teórica do Ibovespa, a desvalorização dos papéis pressiona o índice.
Petrobras (PETR3, PETR4)
As ações da Petrobras viraram para queda. Às 14h05 caíam 1,71% a R$ 32,63. Na véspera os papéis PN caíram 4,12% devido aos efeitos do tarifaço americano e também a rumores de que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, teria pedido à presidente da Petrobras, Magda Chambriard, para que a companhia analisasse um novo corte no valor médio do diesel vendido às distribuidoras no Brasil.
CSN Mineração (CMIN3)
Outra mineradora afetada é a CSN Mineração, cujos papéis caíam 4,03% às 14h04.
Bradespar (BRAP4)
As ações da Bradespar, holding que tem ações da Vale, caíam 2,16% às 14h03.
CPFL (CPFE3)
A Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel – adiou a decisão sobre o reajuste anual das tarifas da distribuidora CPFL Paulista, após pedido de vista de um diretor. A decisão ocorre em meio à discussão sobre incorporação de R$ 4,67 bilhões no processo tarifário. Em fato relevante enviado ao mercado nesta terça-feira, 8, a CPFL Energia afirmou que o valor é referente a uma ação judicial proposta contra a Aneel para afastar a aplicação de alguns critérios quanto ao contrato de compra e venda de energia elétrica celebrado entre a CPFL Brasil e a distribuidora CPFL Paulista. “O montante do crédito em favor da CPFL Brasil, conforme critério adotado pela Advocacia-Geral da União – AGU, é de R$ 4.678.104.219,24, atualizado até março de 2025, sendo que tal montante deverá ser pago pela CPFL Paulista para a CPFL Brasil”, afirmou a companhia no fato relevante. Ainda segundo a CPFL, o tema foi objeto de reunião da diretoria da agência nesta terça e a incorporação de tais valores na tarifa da CPFL Paulista encontra-se em processo de deliberação pela Aneel.
Minerva (BEEF3)
Às 14h01 as ações tinham baixa de 3,70% após a Minerva anunciar na véspera um aumento de capital de R$ 2 bilhões. O time de analistas do BTG Pactual afirma que, apesar de a oferta implicar em uma diluição relevante, o atual alto custo financeiro da Minerva faz com que a operação possa gerar valor ao lucro líquido. Para a equipe do banco, o aumento de capital fortalecerá materialmente o balanço patrimonial da Minerva.
Brava Energia (BRAV3)
As ações viraram para queda acompanhando o preço do petróleo. Às 14h caíam 1,54%. A Brava divulgou nesta terça-feira os dados de produção preliminares e não auditados do mês de março de 2025. A petroleira teve produção total bruta de 71.757 boed (barris de óleo equivalente por dia) em março, queda em relação aos 73.793 boed de fevereiro.
PetroReconcavo (RECV3)
O preço do barril de petróleo virou para queda e as ações da PetroReconcavo também. Às 13h59 caíam 1,22%. A produção média da companhia no mês de março foi de 27,7 mil boe/dia, crescimento de 1,6% em relação a fevereiro de 2025.
Randoncorp (RAPT4)
Às 13h59 as ações tinham valorização de 1,77% com o mercado repercutindo a reestruturação societária e um acordo envolvendo os negócios de corretagem de seguros e consórcios da companhia. A gestora KMP, da Patria Investimentos, passará a ser acionista dessa unidade de negócios da Randoncorp.
Jalles Machado (JALL3)
A Jalles Machado (JALL3) iniciou a Safra 2025/26 em todas as suas unidades. Na safra 2024/25, a Jalles alcançou a moagem de 7,9 milhões de toneladas de cana; com produção de 357 mil metros cúbicos de etanol; e de 9,2 milhões de sacas de açúcar. As três unidades da companhia obtiveram recorde de moagem no período.
Banese (BGIP4)
O conselho de administração do Banese (BGIP4) aprovou a proposta da diretoria para pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) relativo ao segundo trimestre de 2025 no montante de R$ 16.858.784,56. O valor líquido é R$ 0,699062215 por ação ordinária e R$ 0,768968437 por ação preferencial, com base na posição acionária de 10 de abril de 2025, passando as ações, a partir de 11 de abril de 2025, a serem negociadas “ex” esses JCP.
Telefônica Brasil (VIVT3)
A Telefônica Brasil (VIVT3) paga nesta terça-feira, 8, juros sobre o capital próprio declarados nos terceiro e quarto trimestres de 2024 em reuniões do conselho de administração realizadas em 15 de julho de 2024, 14 de agosto de 2024 e 12 de dezembro de 2024.
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