Previ se posiciona sobre notícias de auditoria do TCU

Publicado às 11h45
Após o Tribunal de Contas da União determinar que seja feita uma auditoria nas contas da Previ (Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), o fundo de previdência emitiu um comunicado. “Em respeito aos associados, a Previ esclarece que embora o ano de 2024 tenha apresentado grande volatilidade, os planos continuam em equilíbrio”, afirmou a Previ, destacando que “não há nenhum risco de equacionamento, nem de pagamento de contribuições extraordinárias pelos associados ou pelo Banco do Brasil”. O pedido de auditoria é do ministro Walton Alencar. Ele considerou gravíssimo o déficit de R$ 14 bilhões registrado de janeiro a novembro de 2024. A Previ tem participações em várias companhias com ações negociadas na Bolsa, como por exemplo, na Vale. O Fundo de Previdência detém 8,75% das ações da mineradora.
No comunicado, a Previ afirma que o déficit de um determinado período não pode ser confundido com prejuízo. “São conceitos bem distintos. A Previ não precisou vender nenhum ativo em 2024 para recompor suas reservas ou cumprir com suas obrigações. Pelo contrário, segue saudável pagando mais de R$ 16 bilhões em benefícios por ano, inclusive com recursos oriundos de dividendos das empresas que possui em seu portfólio”. Por se tratar de uma entidade fechada de Previdência Complementar, a Previ é fiscalizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e regulada pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).
Na sexta-feira, 7, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) também se manifestou. Em nota, afirmou que, no caso da Previ-BB, a fiscalização constatou que o resultado negativo de R$ 14 bilhões, até novembro/2024 (ainda sujeito a auditoria externa independente para fechamento do ano), possui em sua composição duas causas: a performance dos investimentos, representando mais de R$ 10 bilhões; e cerca de R$ 4 bilhões referentes à variação das provisões matemáticas. “Não há déficit a equacionar e o plano 1 permanece com resultado positivo cumprindo suas obrigações previdenciárias. E déficit atuarial não é prejuízo financeiro, pois o valor dos ativos que compõem o portfólio da Entidade pode voltar a se valorizar no médio prazo”, explica a Previc.
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