Taesa celebra contrato para comprar cinco transmissoras da Energisa

Publicado às 7h55
A Taesa (TAEE11, TAEE4) anunciou na madrugada desta quinta-feira, 21, que celebrou contrato com a Energisa Transmissão de Energia e a Energisa para aquisição de 100% do capital social das seguintes sociedades: Energisa Goiás Transmissora de Energia I (EGO I), Energisa Pará Transmissora de Energia I (EPA I), Energisa Pará Transmissora de Energia II (EPA II), Energisa Tocantins Transmissora de Energia (ETT), e Energisa Tocantins Transmissora de Energia II (ETT II).
A transação contempla cinco concessões de transmissão 100% em operação comercial localizadas nos estados de Goiás, Bahia, Pará e Tocantins, regiões onde a Taesa já opera.
Os ativos adicionam receita anual permitida (RAP) de aproximadamente R$ 291 milhões (referente ao ciclo 2025-2026), adicionado de PIS/COFINS, com prazo médio de concessão remanescente de cerca de 22 anos, 1.305 km de linhas de transmissão, 12 subestações e 4.494 MVA de potência de transformação.
A Receita Anual Permitida é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários.
Com esta aquisição, a capacidade de transformação da Taesa aumenta em aproximadamente 33%, atingindo cerca de 18 mil MVA após a conclusão da operação. A proximidade dos ativos com concessões existentes da Taesa possibilita a captura de sinergias, reforçando a presença da companhia em áreas estratégicas do setor de transmissão no Brasil, afirma a transmissora.
O preço da operação considera um enterprise value de R$ 2,293 bilhões, valor da dívida líquida de R$ 748 milhões, resultando em um equity value de R$ 1,545 bilhão, com data-base de 31 de dezembro de 2025, sujeito à correção pelo CDI até o fechamento e aos ajustes usuais neste tipo de transação.
A conclusão da operação está sujeita à implementação ou renúncia, conforme o caso, de condições precedentes usuais para esse tipo de negócio, incluindo, entre outras, a aprovação definitiva da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), credores dos ativos e aprovação em Assembleia Geral Extraordinária da Taesa, a ser convocada oportunamente.
“A operação reflete a estratégia da Taesa de crescimento com disciplina financeira, expectativa de manutenção do perfil de crédito, eficiência operacional e alocação de capital em ativos de transmissão de alta qualidade”, afirmou a companhia, destacando que, com a aquisição reforça sua posição como plataforma consolidadora do setor, agregando ativos operacionais com vencimento de longo prazo, sinergias e possibilidade de expansão futura por meio de reforços e melhorias, preservando sua estrutura de capital, e manutenção da prática de distribuição de proventos.







