São Martinho, em parceria com Rumo, Necta e Transvale, lança projeto de operação multimodal sustentável

Publicado às 21h
São Martinho, em parceria com Rumo, Necta e Transvale, lança projeto de operação multimodal para transporte de açúcar
A São Martinho (SMTO3), em parceria com Rumo (RAIL3), Necta e Transvale, anunciou o projeto Rota Verde, considerado um marco para a logística sustentável no setor sucroenergético brasileiro.
A operação integra transporte rodoviário, movido a gás natural e biometano, e ferroviário para o transporte de açúcar da Unidade Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense, em São Paulo, garantindo eficiência e redução significativa de impactos ambientais.
Em um primeiro momento, a iniciativa prevê a utilização de veículos 100% movidos a gás natural, até a transição para uso integral de biometano em toda a frota responsável pelo transporte de açúcar da unidade. Os caminhões, equipados com tecnologia Scania G460 Gás, promoverão uma operação mais limpa e eficiente. Além disso, a operação contará com a conexão ferroviária já existente entre o terminal de transbordo da Rumo, localizado em Itirapina/SP, e o Porto de Santos, assegurando maior integração logística.
O diferencial do projeto é a possibilidade de utilização do excedente produzido pela planta de biometano da São Martinho, em Américo Brasiliense (SP), fortalecendo a economia circular. A unidade produtora de biometano entrou em operação em agosto de 2025 e recebeu R$ 250 milhões para sua implantação.
“A Rota Verde marca um avanço significativo na integração entre eficiência logística e responsabilidade ambiental. Com essa iniciativa, conectamos inovação e sustentabilidade, reduzindo emissões e aproveitando recursos renováveis como o biometano”, afirma Helder Gosling, Diretor Comercial e de Logística da São Martinho.
A operação deve transportar cerca de 350 mil toneladas de açúcar por ano, garantindo maior eficiência e redução de custos. Com essas medidas, o projeto proporcionará uma redução de até 87% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação aos veículos convencionais movidos a diesel, segundo estudo da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. De acordo com José Eduardo Moreira, CEO da Necta, a parceria mostra que é possível aliar sustentabilidade à economia operacional, comprovando que o biometano é competitivo em relação ao diesel.
O projeto terá início em maio de 2026 e será operado pela Transvale, que disponibilizará veículos e motoristas 24 horas por dia, 26 dias por mês, durante 10 meses por ano, até março de 2030. “O investimento inicial da transportadora é estimado em R$ 15 milhões, com 10 conjuntos rodotrem caçamba de 47 toneladas”, informa Ivo Ilário Riedi Filho, CEO da Transvale.
Com essa proposta, a expectativa é de um aumento de até 20% no índice de produtividade da operação da São Martinho, reduzindo o tempo médio e os custos de transporte.
Para Altamir Perottoni Junior, Vice-Presidente Comercial da Rumo, a iniciativa é fundamental por unir diferentes elos da cadeia em um projeto que contribui para a descarbonização, reforçando a importância da complementariedade entre o modal ferroviário, que por essência já tem menor pegada de carbono, e o modal rodoviário sustentável, que promove a substituição do diesel pelo biometano.
Mais do que um projeto logístico, o Rota Verde consolida a liderança da São Martinho em soluções sustentáveis para o setor sucroenergético. A iniciativa está alinhada às ambições ESG da companhia e às metas globais de descarbonização, promovendo práticas inovadoras que impulsionam uma economia de baixo impacto ambiental.







