Prejuízo da Natura (NATU3) cresce para R$ 445 milhões no 1T26

11 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 19h40

A Natura (NATU3) divulgou nesta segunda-feira, 11, que teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo líquido de R$ 445 milhões, comparado ao prejuízo de R$ 50 milhões das operações continuadas no mesmo período do ano anterior (1T25). 

Segundo a companhia, a piora de R$ 395 milhões na base anual deve-se principalmente à queda de R$ 307 milhões no EBIT (sendo R$ -221 milhões referentes ao impacto das despesas extraordinárias), refletindo a pressão sobre a rentabilidade, bem como à deterioração dos resultados financeiros. “Estes últimos refletem, principalmente, as perdas com hedge da dívida em dólares, que foram parcialmente compensadas por menores despesas com imposto de renda”, destacou a Natura. 

O Ebitda somou R$ 346 milhões, queda anual de 46,8% com margem de 7,3%. Segundo a Natura, essa contração de -790 bps ano/ano se deve principalmente a despesas extraordinárias em meio à reorganização, que representaram -470 bps da receita líquida, ou cerca de R$ -221 milhões. 

A receita líquida atingiu R$ 4,74 bilhões no 1T26, queda de -7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Natura explicou que o desempenho continuou pressionado pelas receitas mais fracas no Brasil e pelos impactos persistentes (embora em lenta recuperação) nas operações da Argentina, mais do que compensando a sólida recuperação na Hispana ex-Argentina. 

A dívida líquida totalizou R$ 4,0 bilhões no 1T-26, aumento sequencial de R$ 565 milhões, explicado principalmente por desembolsos não recorrentes como pagamentos de ~R$ 240 milhões rescisões decorrentes da reorganização, despesas remanescentes de ~R$90 milhões do processo de simplificação da Companhia e o pagamento de R$367 milhões do acordo judicial com a Chapman, que foram parcialmente compensados pela entrada de caixa proveniente da venda da Avon Rússia. O índice de alavancagem atingiu 2,11x, um aumento em relação ao nível do 4T-25, impactado pelo consumo de caixa e pelo Ebitda reduzido registrado no 1T26.

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