Mercados nesta quarta, minério, petróleo, notícia da Taesa, Metal Leve, Petrobras, Usiminas e de outras companhias

27 de maio de 2026 Por Redação

 

Publicado às 7h55 – 8h57

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h54)

Alemanha (DAX): +0,57% 

Londres (FTSE 100): +0,26%

Japão (Nikkei 225): +0,11% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -1,25% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -1,06% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -2,82% (US$ 96,7). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -0,21% (US$ 76.047)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,88% (US$ 4.495)

Minério de ferro em Dalian (7h50 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,32% aos 781,5 iuanes (US$ 115,16). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h53 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,44% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,30%. Nasdaq futuro subia 0,48%.

Notícias corporativas

Isa Energia e Axia acompanham desdobramentos de decisão do TRF1

A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília, julgou as apelações nos processos movidos pela CSN (CSNA3), Intercast, Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa, DMA Distribuidora e Tecnosider Siderurgia contra a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tendo havido a intervenção da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate) na qualidade de assistente simples.

A disputa judicial envolve uma portaria de 2016 do Ministério de Minas e Energia que permitiu às transmissoras de energia optarem pela prorrogação de contratos se incluídos nas tarifas os valores de ativos não depreciados da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE).

Em sessão realizada no dia 26 de maio de 2026, a 7ª Turma do TRF1 decidiu reconhecer a legalidade da incorporação dos ativos da RBSE à Base de Remuneração Regulatória; declarar a nulidade do §3º, do art. 1º, da Portaria MME n. 120/2016, determinando que os valores já pagos às transmissoras a título de remuneração do custo de capital próprio (Ke) sejam compensados via tarifa nos ciclos subsequentes, no mesmo prazo em que foram cobrados, por meio de instrumento de Parcela de Ajuste de modo a ressarcir os autores que arcaram com esse encargo; antecipar a Tutela para suspender a cobrança do Ke a partir do ciclo tarifário 2026/2027 relativamente aos autores.

A Isa Energia declarou em um fato relevante que, junto com seus assessores legais, segue acompanhando o tema e aguarda a publicação do acórdão para analisar o inteiro teor e aspectos processuais da decisão, que ainda está sujeita a recurso.

Já a Axia (AXIA3) afirmou em outro fato relevante, que, mesmo não sendo parte nos processos, “a legislação processual admite a interposição de recursos contra os referidos julgados e que manterá o mercado informado de novas decisões relevantes referentes aos processos citados”.

Petrobras esclarece informação divulgada em jornal

A Petrobras (PETR3, PETR4) prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários após uma matéria divulgada no Valor Econômico intitulada “RJ decide desapropriar terreno da Refit”.

A matéria divulgou que o governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, decidiu desapropriar o terreno onde está instalada a Refit, antiga refinaria de Manguinhos, na zona norte da cidade. O Valor reportou que a informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo, e, citando o colunista, informou que a desapropriação da Refit também foi tema de conversas entre Couto e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A petroleira teria interesse em ficar com o terreno para expandir a área de refino, segundo Jardim.

A respeito do tema, a Petrobras esclareceu que “analisa de forma contínua e permanente oportunidades de negócios alinhadas à sua estratégia corporativa, incluindo iniciativas relacionadas ao setor de refino, logística e infraestrutura energética”.

A petroleira estatal também explicou que, até a presente data, não há qualquer decisão ou informação relevante, a ser divulgada a respeito do tema.

BlackRock eleva participação na Usiminas 

A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, elevou a participação na Usiminas (USIM5), conforme divulgado pela siderúrgica na terça-feira, 26.

A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, adquiriu ações preferenciais emitidas Usiminas, sendo que, em 21 de maio de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 27.747.704 ações preferenciais e 12.632 American Depositary Receipts (ADRs), representativos de 12.632 ações preferenciais, totalizando 27.760.336 ações preferenciais, representando aproximadamente 5,067% do total de ações preferenciais; e 26.368.310 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais com liquidação financeira, representando aproximadamente 4,813% do total de ações preferenciais emitidas pela companhia.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a BlackRock.

Conselho da Grazziotin (CGRA3, CGRA4) aprova distribuição de JCP

O conselho de administração da Grazziotin (CGRA3, CGRA4) aprovou a distribuição de R$ 30 milhões em juros sobre o capital. O valor líquido é de R$ 24,7 milhões. O valor líquido por ação ordinária e preferencial é de R$ 1,047977. A data de corte será em 29 de maio de 2026. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 1 de junho.

O pagamento será realizado sem correção e a data do pagamento será fixada pela Assembleia Geral de acionistas, que será convocada para aprovar as demonstrações financeiras e a proposta da destinação do resultado do exercício de 2026.

Azul tem listagem aprovada na NYSE American 

A Azul (AZUL3) informou que as ações ordinárias de sua emissão e as American Depositary Shares, cada uma representando duas ações ordinárias (ADSs), tiveram a listagem aprovada na NYSE American.

Sujeita ao cumprimento das condições aplicáveis de listagem, a listagem das ADSs ocorrerá em 1º de junho de 2026, com início de negociação na NYSE American sob o código “AZUL” a partir da abertura do mercado na mesma data.

A partir da listagem na NYSE American, as ADSs deixarão de ser cotadas nos OTC Markets.

As ações ordinárias da companhia (AZUL3) permanecerão listadas e negociadas na B3, a Bolsa brasileira.

Os atuais titulares de ações ordinárias e de ADSs não precisam adotar quaisquer providências em decorrência da listagem na NYSE American.

“A nossa listagem na NYSE American marca um momento decisivo para a Azul, à medida que saímos do nosso processo de reestruturação com uma posição financeira mais sólida. Mantemos o plano de realizar o uplist (listagem) para a New York Stock Exchange no início de julho de 2026, quando esperamos satisfazer todos os requisitos e condições de listagem aplicáveis”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul.

Oncoclínicas (ONCO3) diz desconhecer eventual proposta de capitalização no valor de R$ 500 milhões

A Oncoclínicas (ONCO3) divulgou que não tem conhecimento sobre uma eventual proposta de capitalização de R$ 500 milhões informada em uma matéria do jornal Valor Econômico divulgada em 21 de maio.

Segundo o jornal, o plano, que está sendo estruturado pela BR Partners, ainda deve prever um alongamento e desconto no valor da dívida (haircut), cujo percentual está em discussão com credores.

“A administração da companhia esclarece que não possui conhecimento acerca de eventual proposta de capitalização da companhia no montante de R$ 500.000.000,00, tampouco de quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza”, afirmou a Oncoclínicas em um comunicado.

No que diz respeito às discussões com credores conduzidas pela BR Partners, na qualidade de assessoria financeira, a companhia esclareceu que as conversas mantidas até o momento são “preliminares, sem que haja até o momento qualquer definição acerca de eventual alongamento ou desconto na dívida”.

Agenda de proventos desta quarta, 27:

Taesa (TAEE11, TAEE4)

A Taesa paga nesta quarta-feira, 27, dividendo no valor por unit de R$ 0,90. O valor por ação ON e PN é R$ 0,30. A data com (data de corte) foi em 29 de abril. As units da companhia são negociadas “ex-dividendos” desde 30 de abril.

Mahle Metal Leve (LEVE3) 

A Mahle Metal Leve paga nesta quarta-feira, 27, juros sobre o capital próprio (JCP) anunciados em 11 de dezembro no valor líquido de R$ 0,17 por ação. A posição acionária para ter direito foi em 16 de dezembro de 2025. Desde 17 de dezembro de 2025 as ações de emissão da companhia são negociadas “ex” juros sobre o capital próprio. A Mahle Metal Leve também paga os dividendos aprovados pela assembleia em 29 de abril no montante total de R$ 275,9 milhões, correspondente a R$ 2,03 por ação. Tem direito a esse provento acionistas constantes da posição acionária da companhia em 29 de abril (data de corte). Desde 30 de abril as ações são negociadas “ex-direito” a esses dividendos.

Bemobi (BMOB3) 

A Bemobi paga nesta quarta-feira, 27, os juros sobre capital próprio anunciados em 12 de maio no valor líquido de R$ 0,16019908 por ação. Tem direito acionistas da companhia no fechamento do pregão de 15 de maio de 2026. As ações são negociadas na condição “ex-juros sobre o capital próprio” desde 18 de maio de 2026 (inclusive).

Telefônica Brasil (VIVT3)

A data de corte (data com) para ter direito aos JCP da Telefônica Brasil aprovados em 15 de maio, é nesta quarta-feira, 27. A partir de 28 de maio as ações serão negociadas ex-JCP. O valor líquido por ação é de R$ 0,15490018027. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser definida pela diretoria.

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