Mercados nesta sexta, notícias da Petrobras, produção da Vale, provento da CSN Mineração e outros destaques

17 de abril de 2026 Por Redação

 

Publicado às 7h57 – atualizado às 9h25

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)

Alemanha (DAX): +0,60% 

Londres (FTSE 100): -0,24%

Japão (Nikkei 225): -1,57% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -0,10% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -0,89% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -3,27% (US$ 96,1). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -0,02% (US$ 75.382)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,02% (US$ 4.809)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,39% a 778,5 iuanes (US$ 114,1). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,32% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,17%. Nasdaq futuro subia 0,10%.

Notícias corporativas

Simpar (SIMH3) vende participação na Ciclus Amazônia por 121,5 milhões

A Simpar (SIMH3) anunciou nesta sexta-feira, 17, que sua subsidiária CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais assinou contrato com a Alvor para a venda de toda a sua participação na Ciclus Amazônia, correspondente a 45%, pelo valor de R$ 121,5 milhões. 

“A venda de 100% da participação da Simpar na Ciclus Amazônia está alinhada ao planejamento estratégico”, afirmou a companhia em um comunicado. 

A Ciclus Amazônia é responsável pela gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos de Belém, no Pará. 

O fechamento da transação está condicionado ao cumprimento de obrigações e condições precedentes usuais a esse tipo de operação, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade e autorização pelo poder concedente.

Petrobras anuncia aquisição de participação em novo bloco exploratório em São Tomé e Príncipe 

A Petrobras informou nesta sexta-feira, 17, que celebrou contrato para aquisição de participação e assunção da operação do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África, da empresa Oranto Petroleum Limited (Oranto).

O consórcio atual é formado pela Oranto, atual operadora com 90% de participação, e pela Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP), com 10%.

A Petrobras está adquirindo 75% e, com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela Petrobras (operadora, 75%), Oranto (15%) e ANP-STP (10%).

Desde 2024, a Petrobras retomou sua atuação no continente africano e já possui participação em blocos em São Tomé e Príncipe.

“A operação reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”, afirmou a petroleira estatal.

A conclusão da transação está condicionada ao cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis de São Tomé Príncipe.

Petrobras elege Guilherme Mello para presidir o novo conselho de administração

Guilherme Mello foi eleito na quinta-feira, 16, para a presidência do conselho de administração da Petrobras (PETR4, PETR3). Mello é atualmente secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

O ex-ministro Fernando Haddad chegou a defender Mello para a diretoria do Banco Central, mas a indicação nunca foi formalizada por Lula e enfrentava resistência dentro do próprio Banco Central.  Mello é professor da Unicamp e um dos arquitetos do novo arcabouço fiscal.

Petrobras atualiza valor por ação dos JCP anunciados em março. Confira:

A Petrobras (PETR3, PETR4) atualizou o valor por ação dos juros sobre o capital anunciados em março deste ano, relativos ao quarto trimestre de 2025, no valor total de 8 bilhões.

Considerando a atualização monetária somente até a data de corte, no próximo 22 de abril de 2026, o valor por ação a ser distribuído tem um acréscimo de R$ 0,02629910. Dessa forma o valor total bruto por ação atualizado é de R$ 0,65252818 (em março era de R$ 0,62622908).

A petroleira reiterou que esse valor continuará sendo atualizado pela taxa Selic até as datas dos pagamentos, os quais serão feitos em duas parcelas.

A primeira parcela, no valor de R$ 0,32626409 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de maio de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

A segunda parcela, no valor de R$ 0,32626409 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 22 de junho de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

Os valores finais atualizados de cada uma das parcelas serão comunicados ao mercado 5 dias úteis antes dos pagamentos

A Petrobras divulgou também que, em reunião realizada nesta quinta-feira, a assembleia geral ordinária (AGO) aprovou a remuneração aos acionistas relativa ao Exercício Social de 2025, no valor total de R$ 41.235.750.000,00, representando R$ 3,19936420 por ação ordinária e preferencial em circulação. Esse valor inclui as antecipações aprovadas ao longo de 2025, e já pagas até março de 2026, devidamente corrigidas pela taxa Selic desde a data de cada um dos pagamentos até 31 de dezembro de 2025, no valor de R$ 33.164.450.734,32, além da proposta de distribuição de remuneração aos acionistas relativa ao quarto trimestre de 2025 no montante de R$ 8.071.299.265,68.

CSN Mineração: assembleia aprova R$ 768,5 milhões em dividendos adicionais

A CSN Mineração (CMIN3) divulgou na quinta-feira, 16, que, em assembleia geral ordinária e extraordinária, foi aprovada a destinação do lucro líquido do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025, com a distribuição de dividendos adicionais ao dividendo mínimo obrigatório no montante de R$ 768.596.145,90. Esse valor corresponde a R$ 0,14149297572 por ação ordinária. Esses dividendos serão pagos de acordo com as posições acionárias existentes no encerramento do pregão da B3 nesta quinta-feira, 16 de abril. As ações da mineradora serão negociadas ex-dividendos a partir do dia 17 de abril. O pagamento desses dividendos será efetuado até 31 de dezembro de 2026, em data a ser informada.

Ourofino (OFSA3): assembleia aprova dividendo

A Ourofino (OFSA3) informou que sua assembleia geral ordinária e extraordinária, realizadas nesta quinta, aprovou a distribuição de dividendo. O montante é de R$ 19,3 milhões, equivalente a R$ 0,360039948 por ação de emissão da companhia. Terão direito acionistas registrados como tal na data da assembleia, ou seja, nesta quinta-feira, 16 de abril. A partir de 17 de abril as ações de emissão da Ourofino passarão a ser negociadas “ex-dividendos”. Esse dividendo será pago até 05 de maio de 2026.

A companhia reiterou, conforme deliberado na assembleia, que os juros sobre o capital próprio declarados em reunião do conselho de administração realizada em 16 de dezembro de 2025, no montante bruto de R$ 50 milhões, equivalente a R$ 0,929927957 por ação, sobre os quais incidiu a retenção de R$ 6.473.773,04 a título de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), resultando no montante líquido de R$ 43.526.226,96, equivalente a R$ 0,809525107 por ação, serão pagos até 05 de maio de 2026.

Tim (TIMS3) antecipa para 22 de abril pagamento de JCP aprovados em março/25 e março/26

A Tim (B3: TIMS3; NYSE: TIMB) antecipará para o dia 22 de abril de 2026, o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), no valor de R$ 490 milhões deliberado em 24 de março de 2025, e de R$ 390 milhões deliberado em 18 de março de 2026. Esses pagamentos, inicialmente previstos para ser realizados até dia 30 de abril de 2026, mantém as condições originalmente informadas. A ‘data com’ para ter direito o valor de R$ 490 milhões foi 31/03/2025; e a ‘data com’ para ter direito o valor de R$ 390 milhões foi 23/03/2026. As ações adquiridas após estas datas estão ex-direito de distribuição de JCP.

Vale: produção de minério de ferro sobe 3% no 1° trimestre de 2026

O mercado repercute nesta sexta-feira o relatório de produção e vendas do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Vale (VALE3).

A Genial Investimentos destaca como positivo as operações da VBM, onde tanto o cobre quanto o níquel entregaram números que superaram as estimativas de produção e preço; e também os embarques de finos de minério de ferro, que vieram acima de sua  estimativa, sustentados por uma desestocagem maior do que a esperada. No lado financeiro, essas surpresas operacionais contribuem para uma revisão para cima em do Ebitda Proforma para US$ 4,1 bilhões, avalia a Genial. 

Para o time de analistas da XP, aVale reportou mais uma performance operacional sólida no 1T26, com resultados levemente acima das suas estimativas e implicando 5% de upside para a projeção de Ebitda ajustado do 1T26 (US$ 4,2 bilhões versus estimativa anterior de US$ 4 bilhões).

A Vale reportou alta de 3% na produção do minério de ferro, em 69,67 milhões de toneladas, na comparação com o mesmo período de 2025.

O resultado foi suportado pelo recorde de produção em S11D e Brucutu, bem como pelo contínuo ramp-up dos projetos Capanema e VGR1, explicou a Vale.

Já a produção de pelotas somou 8,2 Mt, crescimento de 14% na base anual, devido ao melhor desempenho das plantas de pelotização de Tubarão.

A produção de cobre foi de 102,3 kt, 13% maior que a do mesmo período de 2025, impulsionado pela produção recorde em Salobo e Sossego, assim como o desempenho sólido das minas polimetálicas de Voisey’s Bay.

A produção de níquel totalizou 49,3 kt, alta de 12% (5,4 kt) maior na base anual, refletindo a operação do 2º forno de Onça Puma durante todo o trimestre e a estabilidade operacional das minas subterrâneas de Voisey’s Bay, que sustentaram um recorde de produção no primeiro trimestre na refinaria de Long Harbour.

As vendas de minério de ferro cresceram 3,9% na base de comparação anual, para 68,7 milhões de toneladas.

O preço médio realizado de finos de minério de ferro atingiu US$ 95,8/t, alta de 5,5%. O preço médio realizado das pelotas caiu 5%, para US$ 133,8/t.

Vale atualiza sobre negociações de contratos de concessão ferroviária

A Vale também informou na quinta-feira, 16, que seu conselho de administração aprovou a continuidade, pelo comitê executivo da companhia, das negociações relativas à otimização dos Contratos de Concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), junto ao Ministério dos Transportes (MT), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Infra, no âmbito de suas respectivas competências legais.

A Vale reafirmou seu compromisso com as diretrizes e bases gerais para a otimização, estabelecidas no acordo celebrado em 30 de dezembro de 2024, notadamente quanto à base de ativos e às obras de infraestrutura.

“A companhia encontra-se adimplente e continuará cumprindo integralmente todas as obrigações previstas nos contratos de concessão”, afirmou a mineradora, destacando que a conclusão da otimização dos contratos de concessão, quando aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), deverá conferir maior previsibilidade, segurança jurídica e definitividade às obrigações e aos investimentos associados às duas concessões ferroviárias da Vale, assegurando o adequado equilíbrio entre seus direitos e responsabilidades e contribuindo para a eficiência operacional de longo prazo da companhia.

Gerdau apresenta proposta vinculante para aquisição da totalidade da participação acionária na Dona Francisca Energética 

A Gerdau (GGBR4 / NYSE: GGB) apresentou proposta vinculante para aquisição da totalidade da participação acionária na Dona Francisca Energética (DFESA), correspondente a 23,03% do capital social, detida pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

A proposta considera um enterprise value de R$ 150 milhões, a qual foi aceita nesta data pela Celesc.

O preço de aquisição será pago à vista, na data do fechamento, com recursos próprios disponíveis.

A DFESA é uma sociedade anônima de capital fechado dedicada à geração de energia elétrica por meio da operação, mediante cota de 85% no consórcio da concessão da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, localizada no rio Jacuí, no estado do Rio Grande do Sul, entre os municípios de Agudo e Nova Palma.

A usina possui capacidade instalada de 125 MW e garantia física de 72,5 MW médios, dos quais aproximadamente 66 MW médios são destinados à DFESA.

Atualmente, a Gerdau é detentora de 53,94% do capital social da DFESA, equivalente a 35,6 MW médios de energia.

Com a aquisição, a companhia passará a deter 76,97% de participação acionária, totalizando cerca de 50 MW médios de energia assegurada.

“A aquisição está alinhada à estratégia da Gerdau de gerar maior competitividade no custo dos seus negócios, aumentando a autoprodução de energia limpa, e em linha com o processo de descarbonização já divulgado pela companhia”, afirmou a siderúrgica em um comunicado.

Trisul (TRIS3) anuncia prévia operacional do primeiro trimestre de 2026

A Trisul (TRIS3) anunciou a prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

As vendas líquidas (% Trisul) atingiram R$ 392,6 milhões no trimestre, alta de 34,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

No 1T26, a companhia lançou três empreendimentos, totalizando Valor Geral de Vendas (% Trisul) de R$ 436,1 milhões, em 1.591 unidades.

No trimestre, a Trisul entregou os empreendimentos Praça Omaguás, Mirant Ibirapuera e The Collection Moema, totalizando VGV (% Trisul) de R$ 560 milhões, em 643 unidades.

As informações divulgadas são preliminares, não auditadas e sujeitas à revisão.

Engie Brasil anuncia repactuação para duas usinas 

O conselho de administração da Engie Brasil (EGIE3) aprovou a adesão ao mecanismo de repactuação das parcelas vincendas a título de Uso do Bem Público (UBP) das usinas hidrelétricas Cana Brava e Ponte de Pedra.

A lei autoriza a quitação das obrigações futuras de UBP, do prazo original da concessão, por meio de um pagamento único, calculado como valor presente das parcelas vincendas, conforme apurado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo a Engie Brasil, após análise, a repactuação demonstrou criação de valor para as concessões das usinas Cana Brava e Ponte de Pedra.

O saldo repactuado a pagar é de R$ 1,71 bilhão no caso da hidrelétrica de Cana Brava e de R$ 653,2 milhões para Ponte de Pedra.

O valor final a ser pago será acrescido da variação da Selic desde 08/12/2025 até a data da efetiva liquidação financeira. Deste saldo corrigido serão descontadas as parcelas mensais pagas no mesmo período, também corrigidas pela Selic.

Os efeitos contábeis da operação devem ser reconhecidos nas demonstrações financeiras do 2° trimestre de 2026.

Agenda de proventos desta sexta, 17:

Isa Energia (ISAE4) 

A ‘data com’ para ter direito a terceira parcela do dividendo da Isa Energia anunciado em 24 de fevereiro, é nesta sexta-feira, 17. A partir de 20 de abril as ações serão negociadas ex-dividendo. O valor líquido da parcela é R$ 0,12 e será pago em 29 de abril.

IRB (IRBR3) 

O IRB paga nesta sexta-feira, 17, o dividendo que a assembleia geral ordinária e extraordinária aprovou em 31 de março. O valor por ação é R$ 0,59. Desde 7 de abril as ações de emissão da companhia são negociadas ex-dividendos na B3.

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