Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

Publicado às 9h29 – atualizado às 9h51
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em alta nesta terça-feira, 14. Às 9h51 subia 0,31% aos 198.610 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 9h49 o dólar comercial caía 0,33% cotado a R$ 4,980 na venda.
Petróleo, minério, bitcoin e ouro (9h20)
Petróleo Brent: -1,13% (US$ 98,2). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: +1,52% (US$ 74.480)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,44% (US$ 4.788)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em leve queda de 0,07% a 758,5 iuanes (US$ 111,05). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h25 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,05% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,27%. Nasdaq futuro subia 0,42%.
Notícias corporativas desta manhã:
Banco Pine (PINE4) anuncia pagamento de juros sobre o capital
O conselho de administração do Banco Pine (PINE4) aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP). A informação foi divulgada nesta terça-feira, 14. O valor bruto total é de R$ 57,2 milhões. O valor bruto é de R$ 0,222941 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. A distribuição de juros sobre o capital próprio no montante citado contempla a distribuição recorrente e trimestral da companhia, no valor de R$ 32.050.906,30 acrescido de R$ 25.208.112,33 calculados a partir de reservas de lucros de exercícios anteriores. O crédito dos JCP ocorrerá em 30 de abril de 2026 e considerará a posição acionária do dia 20 de abril de 2026. A partir de 22 de abril (inclusive), as ações de emissão da companhia serão negociadas “ex” direitos a juros sobre capital próprio.
Ajustes contábeis da Aegea geram redução no patrimônio líquido da Itaúsa de R$ 700 milhões, ‘imateriais’, segundo a holding
A Itaúsa (ITSA4) informou nesta terça-feira, 14, que, considerando sua participação acionária detida na Aegea, uma investida da holding, os ajustes contábeis anunciados pela companhia de saneamento geram redução no patrimônio líquido em aproximadamente R$ 700 milhões. A Itaúsa destacou que esse valor é considerado “imaterial”, já que a holding encerrou o exercício de 2025 com um patrimônio líquido de R$ 89 bilhões. As informações estão em um fato relevante divulgado pela Itaúsa nesta terça-feira, 14.
A Itaúsa esclareceu ainda que possui participação minoritária na Aegea e não atua em sua gestão operacional e financeira, exercendo sua influência por meio dos órgãos de governança.
A Aegea Saneamento e Participações divulgou em 10 de abril suas demonstrações financeiras auditadas referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2025, nas quais foram refletidos ajustes contábeis decorrentes de revisões de políticas contábeis e reavaliações de estimativas que demandaram a reapresentação de exercícios anteriores.
A Aegea informou, ainda, que tais ajustes são de natureza exclusivamente contábil e não impactam sua posição de liquidez, sua geração de caixa operacional, tampouco implicam descumprimento de suas obrigações financeiras ou vencimento antecipado de suas dívidas.
Representantes da Itaúsa na governança da Aegea solicitaram o diagnóstico do ocorrido e a apresentação, pela administração da Aegea, de plano de ação robusto voltado ao contínuo fortalecimento das práticas de governança, gestão de riscos e controles internos, objetivando suportar os planos de crescimento da empresa com as esperadas capturas de valor.
Porto (PSSA3) decide encerrar tratativas envolvendo potencial operação com a Oncoclínicas
A Porto (PSSA3) informou à Oncoclínicas (ONCO3) que decidiu encerrar as negociações visando a implementação de uma potencial operação, ficando a Oncoclínicas liberada da exclusividade prevista no term sheet celebrado em 13 de março de 2026.
A Oncoclínicas assinou em março um acordo não vinculante (não configurando compromisso ou obrigação de concluir a operação pretendida) com a Porto, que previa a criação de uma nova companhia somente com as clínicas do grupo, com a seguradora detendo uma fatia de 30%.
Notícias da noite de segunda, 13:
Fleury (FLRY3) anuncia encerramento das tratativas envolvendo potencial operação com Porto e Oncoclínicas
O Fleury (FLRY3) anunciou a decisão por encerrar as tratativas relativas a uma potencial operação envolvendo a companhia, a Porto (PSSA3) e a Oncoclínicas (ONCO3). Em 23 de março o Fleury divulgou a adesão ao term sheet não vinculante originalmente assinado entre a Oncoclínicas e a Porto.
O Fleury divulgou ainda que manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre o assunto, caso seja concretizado qualquer fato novo que deva ser divulgado. Além disso, reiterou que analisa constantemente as condições do mercado, à luz dos seus planos de investimentos, buscando manter-se permanentemente em condições de beneficiar-se de eventuais oportunidades de mercado compatíveis com seus planos e objetivos estratégicos.
Prévia operacional da Mitre (MTRE3) no 1T26
A Mitre (MTRE3) divulgou na segunda-feira, 13, que encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com vendas líquidas de R$ 329 milhões, leve crescimento de 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025 (1T25).
Foram lançadas 365 unidades no 1T26, redução de 31,1% sobre os 530 imóveis lançados no 1T25.
O valor dos lançamentos no 1T26 (VGV) foi de R$ 916,8 milhões, alta de 195,3% em relação ao valor de lançamentos no mesmo trimestre do ano passado.
Aura Minerals: conselho aprova desenvolvimento do Projeto Era Dorada
Aura Minerals (Nasdaq: AUGO; B3: AURA33) informou que seu conselho de administração aprovou o desenvolvimento do Projeto Era Dorada, na na Guatemala. Os investimentos totais (Capex) estimados para o Projeto Era Dorada somam aproximadamente US$ 382 milhões, e o início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2028. A produção média anual de ouro é estimada em cerca de 111.000 onças nos primeiros quatro anos de operação, com uma vida útil da mina estimada em 17 anos.
A Aura também obteve autorização orçamentária para a implantação de um sistema avançado de tratamento de água, com o compromisso de buscar todas as licenças e autorizações governamentais necessárias.
A iniciativa permitirá o fornecimento de água potável, devidamente tratada, à comunidade local, reforçando o compromisso contínuo da companhia com a gestão ambiental responsável, a geração de impacto social sustentável e a adoção das melhores práticas de mineração responsável, afirmou a Aura.
“Após mais de um ano e mais de 1.000 horas de diálogo com comunidades locais, autoridades e reguladores federais, promovemos a conversão do Projeto para mineração exclusivamente subterrânea e aprovamos investimentos adicionais relevantes. Essa decisão assegura que não apenas evitemos impactos negativos, mas que avancemos além, gerando valor positivo para as comunidades e para o meio ambiente”, comentou Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura.
Cyrela (CYRE3) divulga a prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26)
A Cyrela (CYRE3) divulgou a prévia de seus resultados operacionais do primeiro trimestre de 2026 (1T26). A companhia lançou 12 empreendimentos no trimestre totalizando um volume de R$ 2,42 bilhões, 50% inferior ao realizado no primeiro trimestre de 2025 (1T25), e 46% abaixo do quarto trimestre de 2025 (4T25).
As permutas nos lançamentos foram R$ 38 milhões no 1T26 vs. R$ 266 milhões no 1T25 e R$ 180 milhões no 4T25. A participação da Cyrela nos lançamentos do trimestre atingiu 73%, abaixo do 1T25 (75%) e inferior ao 4T25 (76%).
Ao se excluir as permutas, e tomando como base apenas o %CBR, o volume lançado no 1T26 foi de R$ 1,74 bilhão, 48% inferior ao mesmo período do ano anterior e 47% abaixo do 4T25.
As vendas líquidas contratadas neste trimestre somaram R$ 2,942 bilhões, 3% abaixo do valor registrado no 1T25 e 12% inferiores ao 4T25. A participação da companhia nas vendas contratadas foi de 75% no 1T26, inferior aos 78% do mesmo trimestre do ano anterior e em linha com o 4T25 (75%).
Das vendas líquidas realizadas no trimestre, R$ 271 milhões se referem à venda de estoque pronto (9%), R$ 1,58 bilhão à venda de estoque em construção (54%) e R$ 1,091 bilhão à venda de lançamentos (37%). Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (VSO) de lançamentos de 45% no trimestre.
Ao se excluir as permutas e tomando como base apenas o %CBR, o volume vendido atingiu R$ 2,164 bilhões no 1T26, 2% superior ao mesmo período do ano anterior e 9% abaixo do 4T25.
Os resultados operacionais apresentados estão sujeitos à revisão da auditoria. A Cyrela irá divulgar os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 em 14 de março.
Sanepar: Agepar decide homologar índice de reajuste tarifário anual 2026
A Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar (SAPR11, SAPR4) informou que o Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) decidiu homologar o Índice de Reajuste Tarifário Anual 2026 (IRT 2026) de 2,4993%, a ser aplicado sobre a tarifa de equilíbrio, resultando na tarifa média de R$ 7,0032/m³.
O referido reajuste será aplicado a partir de 17 de maio de 2026.
BrasilAgro (AGRO3) celebrou acordo para rescisão do contrato de venda de parte da Fazenda Rio do Meio
A BrasilAgro (AGRO3) celebrou acordo para a rescisão do contrato de venda de parte da Fazenda Rio do Meio, localizada no município de Correntina, na Bahia.
Considerando o inadimplemento do comprador, atualmente em recuperação judicial, as partes optaram, de forma consensual e sem litígio, pela rescisão integral do contrato, explicou a BrasilAgro.
A implementação do referido acordo permanece sujeita ao cumprimento de condições precedentes.
O contrato original, firmado em 1° de setembro de 2021, previa a venda de 4.559 hectares, dos quais 3.212,12 hectares úteis, pelo valor equivalente a 746.579 sacas de soja. Da área total objeto do contrato, 365,75 hectares úteis já foram pagos e escriturados em nome do comprador e 627,87 hectares úteis poderão ser escriturados, observadas as condições suspensivas previstas no acordo. Uma vez implementado o acordo, a companhia espera que a operação resulte na redução dos recebíveis anteriormente reconhecidos, cujo valor presente era de R$ 47,1 milhões em 31/12/2025, e na reincorporação da área remanescente de 2.218,5 hectares úteis como propriedade para investimento.
IRB (IRBR3) atualiza valor por ação de dividendo anunciado em 31 de março
O IRB-Brasil Resseguros (IRBR3) atualizou o valor por ação dos dividendos aprovados em 31 de março. O valor atualizado pela taxa Selic é R$ 0,619215297409 por ação (o anunciado em 31 de março era R$ 0,594903944527). O pagamento desse dividendo será no próximo dia 17 de abril de 2026, com base na posição acionária ao final do pregão do dia 6 de abril de 2026. Desde o pregão de 7 de abril as ações de emissão da companhia são negociadas ex-dividendos na B3.
Petrobras: conselho aprova retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados
A Petrobras (PETR3, PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
“A decisão fundamenta-se em uma rigorosa reavaliação do projeto, alinhada às diretrizes do Plano de Negócios 2026-2030”, afirmou a petroleira estatal em um comunicado divulgado na noite desta segunda-feira, 13.
Ainda segundo a companhia, a “atratividade econômica do ativo foi confirmada, atestando sua viabilidade (Valor Presente Líquido – VPL positivo) em todos os cenários previstos pela sistemática de aprovação de investimentos da companhia”.
O investimento estimado para a conclusão da UFN-III é de cerca de US$ 1 bilhão, com o início das operações comerciais previsto para o ano de 2029.
“Todo processo de aprovação final de investimentos foi submetido às análises requeridas, respeitando rigorosamente as práticas de governança corporativa e os normativos internos vigentes”, explicou a petroleira.
Com a deliberação final pelas autoridades competentes da Petrobras, a companhia dará andamento à fase final de contratação e posterior assinatura dos contratos, com previsão de retomadas das obras no primeiro semestre de 2026.
A unidade encontrava-se hibernada desde 2015 e, em 2023, a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, conforme Plano de Negócios vigente à época.
Segundo a Petrobras, o retorno dos investimentos nesse segmento se deu a partir de estudos de viabilidade técnica e econômica, com o objetivo de ampliar o mercado de gás da companhia e contribuir para a redução da dependência da importação de fertilizantes no Brasil.
A capacidade nominal da UFN-III está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.
BlackRock eleva participação na Prio
A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, elevou participação na Prio (PRIO3), conforme informado pela petroleira na segunda-feira, 13.
A BlackRock, na qualidade de administrador de investimentos, adquiriu ações ordinárias emitidas pela Prio, sendo que, em 9 de abril de 2026, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 65.615.328 ações ordinárias e 8.424 American Depositary Receipts (ADRs), representativas de 8.424 ações ordinárias, totalizando 65.623.752 ações ordinárias, representando aproximadamente 7,521% do total de ações ordinárias emitidas pela petroleira e 9.117 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ordinárias com liquidação financeira, representando aproximadamente 0,001% do total de ações ordinárias.
“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a BlackRock.
Vale paga juros das debêntures incentivadas da 10ª emissão
A Vale (VALE3) informou que realizará o pagamento de juros remuneratórios das debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, da 10ª emissão, séries 1ª, 2ª e 3ª (“debêntures incentivadas”) em 15 de abril de 2026, no valor total de R$ 199.987.459,84, aos detentores com posição em custódia na B3 e/ou no Banco Itaú Unibanco, banco escriturador e liquidante das debêntures incentivadas, no fechamento do dia 14 de abril de 2026. Veja aqui a tabela com os detalhamentos das remunerações do período por série e por debênture.
Agenda de provento desta terça, 14:
Iguatemi (IGTI11)
A ‘data com’ para ter direito a 2° parcela do dividendo da Iguatemi anunciado em 22 de dezembro/25, é nesta terça-feira, 14. O pagamento dessa parcela será em 29 de abril e o valor é de R$ 0,16 por unit, R$ 0,02 por ação ON e R$ 0,07% por ação PN.
Telefônica Brasil (VIVT3)
A Telefônica Brasil paga nesta terça, 14, os JCPs declarados em 2025. Serão pagos os proventos declarados no segundo, terceiro e quarto trimestres do exercício social de 2025 em reuniões do conselho de administração realizadas em 1° de abril de 2025, 12 de maio de 2025, 12 de junho de 2025, 14 de julho de 2025, 14 de agosto de 2025, 11 de setembro de 2025, 14 de outubro de 2025, 13 de novembro de 2025 e 16 de dezembro de 2025. O valor total soma R$ 0,79 por ação.







