Ibovespa futuro, dólar, Eneva vende térmica Pecém II e outros destaques corporativos

27 de março de 2026 Por Redação

Publicado às 9h44

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em queda nesta sexta-feira, 27. Às 9h44 caía 0,56% aos 183.200 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h40 o dólar comercial tinha alta de 0,15% cotado a R$ 5,264 na venda.

Petróleo e minério (9h35)

Petróleo Brent: +2,15% (US$ 104,1). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -3,32% (US$ 66.780)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +1,18% (US$ 4.461)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,49% a 812 iuanes (US$ 117,4). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h40 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,39% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,38%. Nasdaq futuro caía 0,59%.

Notícias corporativas desta manhã:

Eneva (ENEV3) anuncia venda da Pecém II

A Eneva (ENEV3) celebrou contrato para vender para a Diamante Geração de Energia ações representativas de 100% do capital social da Pecém II Geração de Energia. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 27.

A Pecém II tem como principal ativo operacional a UTE Porto do Pecém II, uma usina termelétrica a carvão, com capacidade instalada de 365 MW, localizada no município de São Gonçalo do Amarante, estado do Ceará, na região Nordeste do país, a qual tem contratos de comercialização de energia no Ambiente Regulado até 2 de setembro de 2028 e recentemente se sagrou vencedora no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026) na forma de Potência de 2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica no produto 2031, garantindo contratação de disponibilidade de potência pelo prazo de 10 anos a partir de 01 de agosto de 2031.

Pecém II foi avaliado com um enterprise value de R$ 872,3 milhões, considerando dívida líquida de R$ 186,3 milhões.

Também foi negociada uma parcela adicional e contingente de preço em valor que pode chegar a até R$ 149 milhões, condicionada ao êxito na antecipação do início dos contratos de reserva de capacidade da UTE Porto do Pecém II referentes ao LRCAP 2026. A conclusão da operação de venda de Pecém II está sujeita a determinadas condições precedentes usuais a este tipo de transação, incluindo, entre outras, a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econõmica.

Bradespar reporta prejuízo de R$ 669 milhões no 4T25

A Bradespar (BRAP4) divulgou nesta sexta-feira, 27, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo de R$ 669,3 milhões. No mesmo trimestre de 2024 (4T24) a companhia teve prejuízo de R$ 86,9 milhões.

Segundo a Bradespar, o resultado do 4T25 é reflexo da equivalência patrimonial após impairments que a Vale fez de determinados ativos por revisão periódica do valor recuperável.

Como companhia de investimentos, a Bradespar tem sua receita operacional originada do resultado de equivalência patrimonial e juros sobre o capital próprio da Vale.

A mineradora Vale reconheceu no 4T25 ajustes por impairments em determinados ativos após revisão periódica do valor recuperável, sem impacto relevante em caixa. Contudo, tal ajuste impactou negativamente o resultado do período. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) da Bradespar também foi afetado pelo mencionado ajuste, alcançando 6,1%.

Em 2025, a Bradespar apresentou lucro líquido de R$ 547 milhões, reflexo do forte desempenho operacional obtido em todos os segmentos de negócios apresentados pela Vale. Em relação ao ano de 2024, quando o lucro somou R$ 1,19 bilhão, a queda foi de 54,1%.

Telefônica Brasil (VIVT3): conselho elege novo CFO

A Telefônica Brasil (B3: VIVT3; NYSE: VIV) informou nesta sexta-feira, 27, que seu conselho de administração elegeu Rodrigo Rossi Monari para o cargo de diretor de finanças e de relações com investidores (CFO), com um mandato que se iniciará em 2 de abril de 2026 e se encerrará na data da primeira reunião do conselho de administração a se realizar após a assembleia geral ordinária do ano de 2028. O executivo vai substituir David Melcon Sanchez-Friera, que deixará de exercer a função a partir de 2 de abril de 2026, em razão das novas responsabilidades assumidas como chief financial officer na VMED 02 UK Limited (Virgin Media 02 UK), uma joint venture entre a Telefónica, S.A. e a Liberty Global, no Reino Unido.

Braskem (BRKM5) reporta prejuízo de  R$ 10,28 bilhões no 4T25

A Braskem (BRKM5) divulgou nesta sexta-feira, 27, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25)

prejuízo de R$ 10,28 bilhões. No mesmo trimestre de 2024 (4T24) a companhia teve prejuízo de R$ 5,65 bilhões no mesmo período de 2024.

No 4T25 o Ebitda recorrente da petroquímica foi de R$ 589 milhões, alta de 6% em relação ao mesmo período no ano anterior.

A receita líquida de vendas teve baixa de 16% na base de comparação anual, para R$ 16,1 bilhões no 4T25.

“No 4T25, a dinâmica da indústria petroquímica seguiu impactada pelas incertezas do cenário externo considerando os conflitos geopolíticos e a guerra tarifária que, combinada com a sazonalidade do período pressionou ainda mais os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional”, afirmou a Braskem no release de resultados.

Notícias da noite de quinta, 26:

B3 (B3SA3) anuncia pagamento de R$ 372,5 milhões em juros sobre o capital

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou na quinta-feira, 26, o pagamento de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 372,5 milhões. O valor bruto é de R$ 0,07434043 por ação. O valor líquido é de R$ 0,06133086 por ação, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 17,5%. Tem direito quem detiver ações da B3 em 31 de março de 2026. As ações da companhia serão negociadas na condição “ex” juros sobre capital próprio a partir do dia 1º de abril de 2026. O pagamento será realizado em 13 de abril de 2026.

Hypera (HYPE3) anuncia R$ 185 milhões em juros sobre o capital

O conselho de administração da Hypera (HYPE3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no montante total bruto de R$ 185.049.157,93. Essa quantia corresponde a um provento de 0,26304 por ação ordinária. Terão direito aos juros sobre o capital próprio os titulares de ações de emissão da companhia na data-base de 31 de março de 2026. A partir de 1º de abril de 2026 as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio”. O pagamento está sujeito à retenção de imposto de renda retido na fonte. O pagamento dos juros sobre capital próprio será realizado até o final do exercício social de 2027, em data a ser oportunamente definida pela companhia.

A Hypera também informou nesta quinta-feira, 26, que foram subscritas 70.588.236 novas ações no âmbito do aumento de capital aprovado em 3 de fevereiro de 2026. O número de ações subscritas corresponde à integralidade do aumento e representa o valor de R$ 1,5 bilhão. O aumento de capital será homologado no dia 31 de março de 2026, após a prática dos atos operacionais pertinentes, de modo que o capital social passará a ser de R$ 11,2 bilhões, representado por 704.009.059 ações ordinárias, a ser refletido no Estatuto Social oportunamente.

Dasa (DASA3) reporta prejuízo no 4T25

A Dasa (DASA3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo líquido de R$ 948 milhões, frente a um prejuízo no mesmo trimestre de 2024 (4T24) de R$ 832 milhões.

No acumulado de 2025, o prejuízo líquido totalizou R$ 1,1 bilhão, redução de 5,1% em relação a 2024.

O Ebitda consolidado foi negativo em R$ 111 milhões no 4T25, com margem de -4,9%, refletindo impactos relacionados à equivalência patrimonial da Rede Américas e pelo efeito não recorrente associado ao desinvestimento do Hospital São Domingos, cujo resultado contábil negativo foi de aproximadamente R$ 0,4 bilhão. No 4T24 a companhia reportou Ebitda de R$ 403 milhões.

Syn (SYNE3) reporta lucro líquido de R$ 6,25 milhões no 4T25, queda anual

A Syn prop e tech (SYNE3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 6,25 milhões, queda de 89,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).

Já o lucro líquido ajustado no 4T25 somou R$ 7,63 milhões, redução de 53,8% em relação ao 4T24.

O Ebitda Ajustado, que exclui efeitos não recorrentes, foi de R$ 23,2 milhões no período, queda de 18,4% em relação ao 4T24.

Azul anuncia novo programa de recompra de ações

A Azul (AZUL53; OTC: AZLUY) anunciou um novo programa de recompra de ações. A companhia poderá adquirir até 2,5% das ações ordinárias de sua emissão em circulação na presente data, equivalente a 1.368.270.610.967 ações ordinárias, antes do grupamento de ações aprovado na assembleia geral realizada em 25 de março, e à aproximadamente 9.121.804 ações ordinárias após a implementação do referido grupamento.

O  prazo máximo para a liquidação das operações autorizadas é de 18 meses contados a partir do dia 26 de março de 2026.

“O programa de recompra visa conferir maior flexibilidade estratégica à gestão de seu capital social, permitindo a aquisição de ações ordinárias de sua própria emissão, em ambiente de bolsa de valores, a preços de mercado, sem redução do capital social”, afirmou a Azul.

Itaú realiza emissões de Letras Financeiras Subordinadas Nível 2

O Itaú Unibanco (ITUB4) realizou emissões de Letras Financeiras Subordinadas Nível 2 no montante total de R$ 3,3 bilhões, em negociações com investidores profissionais. As Letras Financeiras possuem vencimento em 2036, com opção de recompra a partir de 2031 sujeita à prévia autorização do Banco Central do Brasil. Nos termos das Resoluções BCB Nº 122 e Nº 5.007 estas Letras Financeiras contribuirão para o Capital Nível 2 do Patrimônio de Referência da Companhia, com impacto estimado de 0,22 ponto percentual no seu índice de capitalização Nível 2.

Mahle Metal Leve (LEVE3) indica novo CEO

A Mahle Metal Leve (LEVE3) divulgou que seu acionista controlador indicou Sergio Pancini de Sá, atual diretor presidente da companhia, para integrar o conselho de administração no próximo mandato.

Em decorrência dessa movimentação e como resultado de um plano de sucessão e transição, o novo ciclo de gestão deverá ser conduzido sob a liderança de Eduardo Luiz Spilla, executivo com trajetória profissional consolidada no Grupo Mahle, cuja eleição para diretor presidente da companhia será submetida à deliberação do conselho de administração na mesma data da assembleia 2026.

Com mais de 20 anos de experiência no setor automotivo, Eduardo Luiz Spilla ingressou no Grupo Mahle em 2017 liderando a operação de gerenciamento térmico. A partir de 2021, assumiu o Aftermarket da Mahle Metal Leve na América do Sul, fortalecendo a participação de mercado e orientando a área para uma estratégia centrada no cliente e em ganhos operacionais consistentes.

Em 2024, tornou-se o responsável pelo Aftermarket na América do Norte.

A companhia também afirmou que a proposta da administração para a assembleia 2026 contempla a recomposição do conselho de administração, com a indicação de novos membros. Foram indicados para o colegiado, além de Sergio Pancini de Sá e Eduardo Pocetti, Michael Macht e Markus Kapaun, em substituição a Peter Grunow, Heinz Junker e Wolfgang Fritzemeyer, que tiveram um papel relevante no Brasil e no exterior.

Casas Bahia (BHIA3) anuncia criação de comitê investigação após operação do MP

Uma operação ⁠do Ministério Público de São Paulo apura um ‌esquema estruturado de corrupção destinado à manipulação indevida de procedimentos fiscais envolvendo ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro.

Suspeitas em créditos de empresas como a Casas Bahia (BHIA3) estão sob investigação, reportou a imprensa.

Em um fato relevante enviado ao mercado na noite de quinta-feira, 26, a Casas Bahia afirmou que, até o momento, a companhia não foi notificada ou informada por quaisquer autoridades a respeito de qualquer investigação relacionada aos fatos mencionados nas referidas matérias.

A varejista reiterou que colaborará integralmente com quaisquer apurações que eventualmente venham a ser instauradas pelas autoridades competentes; repudia veementemente qualquer ato em violação à legislação aplicável, mantendo políticas robustas de integridade e compliance, assim como análise prévia de fornecedores; e promove treinamentos contínuos junto aos seus colaboradores e terceiros, com o objetivo de assegurar o estrito cumprimento das normas legais e regulatórias aplicáveis.

O conselho de administração deliberou pela constituição de um comitê independente de investigação. Esse comitê será presidido pelo conselheiro independente Jackson Schneider e estará incumbido de conduzir a investigação interna abrangente, com plena autonomia e acesso irrestrito a documentos, sistemas e colaboradores da companhia.

“Para assegurar o mais elevado padrão de rigor e independência, o Comitê contará com o suporte de assessores externos de primeira linha, incluindo escritório de advocacia e auditores especializados, a serem contratados em caráter de urgência”, afirmou a Casas Bahia, destacando que a investigação seguirá os melhores padrões nacionais e internacionais aplicáveis a processos dessa natureza.