Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

Publicado às 9h19 – atualizado às 9h55
Ibovespa futuro
Às 9h55 desta quarta-feira, 11, o Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) tinha queda de 1,10% aos 183.390 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 9h54 o dólar comercial tinha alta de 0,42% cotado a R$ 5,179.
Petróleo e minério (8h05)
Petróleo Brent: +3,79% (US$ 91,2). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: -1,43% (US$ 69.365)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,81% (US$ 5.199)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,90% a 787,5 iuanes (US$ 114,51). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h12 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,12% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,05%. Nasdaq futuro caía 0,07%.
Notícias corporativas
SmartFit reporta lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões no 4T25, alta anual
A SmartFit (SMFT3) divulgou nesta quarta-feira, 11, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões, alta de 19% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).
Considerando apenas o lucro líquido, o valor atingiu R$ 241,5 milhões, crescimento de 23% na base anual.
O Ebitda somou R$ 620,5 milhões no 4T25, crescimento de 27%. Já o Ebitda ajustado cresceu 25%, chegando a R$ 609,8 milhões no quarto trimestre de 2025.
A receita líquida da SmartFit atingiu R$ 1,9 bilhão no 4T25, expansão de 26% na comparação anual.
Raízen anuncia pedido de recuperação extrajudicial
A Raízen (RAIZ4) informou nesta quarta-feira, 11, que protocolou seu pedido de recuperação extrajudicial, distribuída na comarca da capital de São Paulo.
A recuperação extrajudicial foi consensualmente estruturada entre o Grupo Raízen e seus principais credores financeiros quirografários, signatários do Plano de Recuperação Extrajudicial, com objetivo de assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen no montante aproximado de R$ 65,1 bilhões, bem como outros créditos intercompany (créditos sujeitos), explicou a companhia em um fato relevante enviado ao mercado.
A Raízen destacou que conta com a adesão expressa ao plano dos credores signatários titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias, percentual suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial e que demonstra apoio relevante aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras do Grupo Raízen.
Nos termos da legislação aplicável, o Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da recuperação extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no plano.
O plano poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen pelos seus acionistas; a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia; a substituição de parte dos créditos sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen; e venda de ativos do Grupo Raízen.
A companhia esclareceu que a recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente nos termos dos respectivos contratos.
“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios”, afirmou a companhia.
Banrisul (BRSR6) anuncia o pagamento de R$ 90 milhões em juros sobre o capital
O Banrisul (BRSR6) informou que em reunião de sua diretoria ocorrida em 10 de março de 2026, foi deliberado o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao 1º trimestre de 2026. Será distribuído o valor total de R$ 90 milhões, sendo que o valor bruto unitário por tipo e classe de ação será de R$ 0,22006263 por ação ON, R$ 0,22006263 por ação PNA e R$ 0,22006263 por ação PNB havendo incidência de Imposto de Renda conforme legislação vigente. O pagamento ocorrerá no dia 26 de março de 2026 a acionistas que estiverem inscritos nos registros da Sociedade na data de 13 de março de 2026 (data da declaração), passando as ações a serem negociadas “ex-direito” aos juros intermediários a partir de 16 de março de 2026.
Lupatech (LUPA3) anuncia contrato de R$ 68,4 milhões com a Petrobras
A Lupatech (LUPA3) firmou contrato com a Petrobras (PETR3, PETR4). A informação foi divulgada nesta terça-feira, 10.
O objetivo será a prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva em válvulas do tipo fire-safe e atuadores manuais, hidráulicos e pneumáticos, bem como fornecimento de partes e peças. O valor do contrato é de R$ 68,4 milhões, sem obrigação de compra de volume mínimo pela Petrobras e com vigência de 760 dias contados da data de sua celebração, prorrogáveis por igual período mediante celebração de termo aditivo ao contrato.
Cosan diz que não há ‘qualquer engajamento para a venda’ de sua participação na Rumo
A Rumo (RAIL3) se manifestou sobre as notícias veiculadas na imprensa nos últimos dias. Os rumores são de uma suposta negociação envolvendo a participação detida por seu acionista de referência Cosan (CSAN3) na Rumo.
A Rumo informou que questionou a Cosan sobre o teor das referidas matérias. Em resposta, a Cosan esclareceu que sua “prioridade estratégica permanece voltada à desalavancagem e simplificação, com avaliação de inciativas que podem incluir, entre outras medidas, eventual alienação de participação em suas investidas”.
Ainda segundo a Rumo, a Cosan destacou “não haver, no momento, qualquer engajamento para a venda da totalidade de sua participação na Rumo, tampouco negociação em curso com qualquer potencial interessado em específico”.
Ultrapar (UGPA3) se manifesta sobre informação de que a Chevron negocia a compra de 30% da Ipiranga
A Ultrapar Participações (B3: UGPA3; NYSE: UGP) prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o site Brazil Journal divulgar em 9 de março que a Ultrapar está em conversas avançadas com a Chevron para vender uma participação de 30% na Ipiranga.
A Ultrapar não negou nem confirmou a informação e se limitou a comunicar que é uma “holding estratégica responsável por alocação de capital e geração de valor de longo prazo, como é de conhecimento”.
Também destacou que, “nesse sentido e visando em todos os momentos o melhor interesse da companhia”, está sempre atenta a “oportunidades de negócio”.
“Nesse contexto, reafirmamos nosso compromisso de sempre divulgar, caso e se aplicável, qualquer fato relevante ou decisão que exija comunicação ao mercado, em conformidade com a legislação e regulamentação aplicáveis”, afirmou a companhia.
O Brazil Journal atribui suas informações a duas fontes a par do assunto. Segundo o site, as conversas começaram há cerca de um ano e foram facilitadas pelo fato das duas empresas já serem sócias na ICONIC, o negócio de lubrificantes em que a Ultrapar tem 54% do capital e a Chevron, 46%.
Ainda de acordo com o Brazil Journal, suas fontes citaram que os dois lados já chegaram a um acordo sobre preço e estão agora na fase de discussão da governança.
Cury (CURY3) reporta lucro de R$ 270 milhões no 4T24, alta anual
A Cury (CURY3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 270 milhões, crescimento de 62,9% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).
O Ebitda ajustado somou R$ 359,3 milhões, alta de 50,6% na base anual de comparação.
A geração de caixa da Cury mais que dobrou, para de R$ 321,1 milhões no quarto trimestre.
A receita líquida da construtora teve expansão de 37,2% no 4T25, para R$ 1,42 bilhão.
Prio (PRIO3) reverte lucro e reporta prejuízo no 4T25
A Prio (PRIO3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo líquido de US$ 185,3 milhões, refletindo principalmente o aumento na linha de depreciação e amortização, além do ajuste da base tributável em função da valorização do real frente ao dólar no período, impactando o valor apresentado dos ativos imobilizados e intangíveis.
Dessa forma reverte o lucro líquido de US$ 1,074 bilhão no 4T24 (4º trimestre de 2024).
O lucro líquido (ex-IFRS 16) do ano de 2025 totalizou US$ 405 milhões, representando uma redução de 77% em relação a 2024.
Segundo a companhia, essa variação é explicada, principalmente, pelo impacto positivo registrado no 4T24, decorrente do reconhecimento integral do crédito fiscal relacionado ao prejuízo fiscal da Prio Forte (antiga Dommo Energia), em função da transferência dos ativos para a referida sociedade, o que suportou a realização do crédito. Adicionalmente, o aumento na linha de depreciação e amortização, decorrente das aquisições do campo de Peregrino, também impactou o lucro líquido no período.
A receita líquida da petroleira atingiu US$ 586,1 milhões no 4T25, expansão de 20% na base anual de comparação.
Allos (ALOS3) reporta lucro de R$ 252 milhões no 4T25, alta de 62,1%
A Allos (ALOS3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 252 milhões, alta de 62,1% na comparação com o mesmo período de 2024.
No quarto trimestre de 2025, a Allos teve Ebitda ajustado de R$ 619,4 milhões, crescimento de 7,4% sobre o quarto trimestre de 2024, refletindo a forte performance operacional e a redução das despesas de vendas, gerais e administrativas.
A Allos teve receita líquida de R$ 798 milhões no 4T24, expansão de 4,6% sobre um ano antes.
A companhia divulgou ainda que a estimativa de atingimento de Ebitda para 2026 é entre R$ 2,17 bilhões e R$ 2,24 bilhões.
Companhias que divulgam resultado do 4T25 nesta quarta, 11:
CSN, CSN Mineração, Vibra, SLC, Brava, Cogna, Frasle, Azzas, Braskem, Lavvi, Login, Moura Dubeux, Grupo Casas Bahia, Yduqs, Plano&Plano, Grupo Mateus, CSU, Espaçolaser – após o fechamento do mercado.
Paga provento nesta quarta, 11:
Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil paga nesta quarta-feira, 11, R$ 400,3 milhões sob a forma de juros sobre o capital próprio. O valor por ação é de R$ 0,07. Esse JCP será pago tendo como base a posição acionária de 02/03/2026, sendo as ações negociadas “ex” a partir de 03/03/2026.







