Ibovespa futuro, dólar, ADRs da Petrobras saltam em NY e outras notícias

Publicado às 9h26 – atualizado às 9h58
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em baixa nesta segunda-feira, 2. Às 9h58 caía 0,87% aos 189.755 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
O mercado monitora com atenção o impacto no preço do petróleo dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Para analistas, a duração do conflito será determinante para a definição do preço da commodity. Há especialistas de mercado apontando que, caso o conflito escale ainda mais e se prolongue, o preço poderia avançar para perto de US$ 100.
Os ataques levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. Pelo Estreito de Ormuz passam mais de 20% de todo o petróleo produzido no planeta.
No domingo, a Opep+, grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, concordou em elevar a produção de petróleo a partir de abril. De acordo com a Opep+, serão 206 mil barris produzidos a mais por dia a partir do dia 1º, que se somam aos 1,65 milhões já extraídos.
Para além das consequências geopolíticas, analistas tentam estimar o impacto do conflito no Oriente Médio na economia global. A alta prolongada do preço do barril de petróleo pressiona as cadeias produtivas no mundo todo e pode pressionar a inflação. O ouro e o bitcoin sobem nessa sessão.
Dólar
Às 9h58 o dólar comercial subia 1,24% cotado a R$ 5,198 na venda.
Petróleo, minério, ouro e bitcoin (9h20)
Petróleo Brent: +8,52% (US$ 79,08). O Brent é referência para a Petrobras.
Petróleo WTI: +8,34% (US$ 72,61)
Bitcoin futuro: +1,43% (US$ 66.522)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +2,96% (US$ 5.403)
Minério de ferro em Dalian
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,87% a 754,5 iuanes (US$ 109,7). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h24 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 1,19% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 1,11%. Nasdaq futuro caía 1,44%.
Notícias corporativas
ADRs da Petrobras sobem forte em NY
Os ADRs (American Depositary Receipts – recibos de ações negociados nos EUA) subiam em Nova York nesta segunda-feira na pré-abertura. Às 9h20 tinham alta de 4,15%.
Armac (ARML3) conclui aquisição da Braslift
A Armac (ARML3) informou nesta segunda-feira, 2, que, após o cumprimento das condições precedentes, concluiu a aquisição de 100% das ações da Braslift Equipamentos e Logística.
Essa aquisição foi anunciada em 28 de novembro do ano passado.
Fundada em 1999, com sede em Curitiba, a Braslift é uma das principais locadoras de empilhadeiras do sul do país. A companhia opera uma frota de mais de 1.000 ativos, com menos de 3 anos de idade média. Seus contratos são de longo prazo em clientes de alimentos, agroindustriais e de logística. Anualizando seus resultados recentes, e considerando contratos em implantação, a Braslift deve apresentar em 2026 uma receita bruta de locação de R$ 75 milhões e um Ebitda de aproximadamente R$ 45 milhões.
A operação aumenta a escala e fortalece o posicionamento da Unidade de Negócios de Empilhadeiras, que já ultrapassa a marca de R$150 milhões de Ebitda, afirmou a Armac.
Kepler Weber (KEPL3) avança em processo de fusão com a GPT
A Kepler Weber (KEPL3) divulgou nesta segunda-feira, 2, que seu conselho de administração aprovou a assinatura de um acordo vinculante para fundir suas operações com a Grain & Protein Technologies (GPT).
O fato relevante enviado ao mercado informa que a proposta final prevê um pagamento de R$ 11 por ação para acionistas que optarem por ações Classe A, além de um prêmio de R$ 1,00 por ação, condicionado a determinadas condições.
O conselho de administração aprova a minuta do acordo e aguarda a assinatura do compromisso de voto pela gestora Trígono e seu CIO, Werner Roger, para avançar com a transação.
“O conselho de administração da companhia se reuniu ontem, dia 01 de março, de forma extraordinária, tendo aprovado a assinatura da minuta do Acordo por parte da Kepler Weber, tendo cumprido, portanto, a condição que lhe cabia para o prosseguimento da transação. Em relação ao compromisso de voto, a companhia irá informar ao mercado assim que receber quaisquer informações sobre o tema”, afirma o fato relevante.
Acesse aqui a íntegra do fato relevante com mais detalhes.
Pague Menos (PGMN3) reporta lucro ajustado de R$ 132,7 milhões no 4T25, alta de 72,2%
A Pague Menos (PGMN3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 132,7 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 72,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). O Ebitda ajustado no 4T25 somou R$ 250,3 milhões, alta anual de 52,6%.
A Pague Menos informou nesta sexta-feira que está avaliando a possibilidade de realizar uma oferta pública subsequente de distribuição de ações, com volume estimado de 70 milhões de ações, a ser realizada no Brasil e destinada exclusivamente a investidores profissionais.
A companhia engajou inicialmente o BTG Pactual e o Itaú BBA, assim como seus respectivos agentes de colocação internacional, para a prestação de serviços de assessoria financeira no âmbito da potencial oferta, incluindo trabalhos preparatórios para a definição da viabilidade e dos termos e de suas condições. A companhia informou que engajará outros coordenadores caso decida por realizar a potencial oferta.
OceanPact (OPCT3) e CBO anunciam fusão
A Oceanpact Serviços Marítimos (OPCT3) celebrou com a CBO Holding e determinados acionistas de ambas as companhias um acordo de associação voltado a implementar uma operação de combinação de negócios das companhias por meio da incorporação da CBO pela OceanPact.
A CBO é uma sociedade holding que, em conjunto com suas controladas, opera uma frota de 45 embarcações (sendo 42 próprias).
“A combinação de negócios representa uma importante oportunidade de geração de valor para os acionistas de ambas as companhias, resultando na criação da mais completa empresa de apoio a operações no ambiente marinho no Brasil”, afirmou a Oceanpact em um fato relevante.
A companhia combinada contará com uma frota de 73 embarcações e contratos já firmados no valor aproximado de R$ 13,6 bilhões, posicionando-se como um dos principais players globais no setor de apoio marítimo.
A administração da OceanPact espera que, com a combinação de negócios, a companhia tenha
tenha o potencial de agregar novos contratos de alta rentabilidade e linhas de crédito com baixo custo.
A fusão está sujeita à verificação de determinadas condições suspensivas, incluindo a sua aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a obtenção de consentimentos de terceiros e a aprovação pelas assembleias gerais extraordinárias das companhias, convocadas para serem realizadas em 30 de março de 2026.
O BNDES Participações e a Finarge Armamento Genovese SRL, acionistas da CBO, manifestaram a expressa concordância com a operação e seu compromisso de aprová-la.
Fitch rebaixa ratings da Cosan (CSAN3)
A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou na sexta-feira, 27, os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local da Cosan (CSAN3) para ‘BB-‘, de ‘BB’, e seu Rating Nacional de Longo Prazo para ‘A+(bra)’, de ‘AAA(bra)’.
A agência também rebaixou o rating das notas perpétuas garantidas incondicional e irrevogavelmente pela Cosan para ‘BB-‘, de ‘BB’, e o rating de suas debentures sem garantias para ‘A+(bra)’, de ‘AAA(bra).
A Fitch colocou todos os ratings em observação “negativa”.
O rebaixamento reflete a contínua pressão sobre a estrutura financeira e a flexibilidade financeira da Cosan, que precisa vender ativos para amortizar dívidas de longo prazo, explicou a agência.
A Fitch reavaliou a estratégia de gestão e a tolerância a risco da Cosan, considerando-as fatores negativos, apesar de os recursos provenientes da recente oferta subsequente de ações (follow-on) terem sido utilizados para reduzir a dívida.
A observação negativa reflete o risco de execução da estratégia de desinvestimento da empresa para amortizar dívidas e melhorar seus indicadores de crédito.
O cronograma e as condições das vendas de ativos permanecem incertos, afirma a Fitch, destacando que a “falha na execução desta estratégia nos próximos meses pode resultar em rebaixamento adicional dos ratings da Cosan”.
Totvs conclui aquisição da Suri
A Totvs (TOTS3) concluiu, após terem sido atendidas todas as condições precedentes aplicáveis, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a aquisição da totalidade do capital social da Chatbot Maker Tecnologia da Informação (Suri).
A Suri é especializada em soluções de comércio conversacional, automatizando e humanizando as interações de WhatsApp, Facebook, Instagram e Webchat em única interface, permitindo fluxos completos de venda.
O negócio é avaliado em R$ 28 milhões. Fundada em 2008, a Suri possui mais de 1 mil clientes.
MBRF (MBRF3) aprova cancelamento de 35,7 milhões ações em tesouraria
O conselho de administração da MBRF (MBRF3) aprovou o cancelamento de 35,7 milhões ações ordinárias de emissão da companhia, mantidas em tesouraria, sem redução do valor do capital social. A informação foi divulgada na sexta-feira, 27, após o fechamento do mercado. Em função do cancelamento de ações em tesouraria, o capital social da MBRF passou a ser dividido em 1.401.916.108 ações ordinárias. O artigo 5º do Estatuto Social da companhia será ajustado para refletir o cancelamento.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Brav3, Prio3, Recv3, Mbrf3 e de Csmg3. Acesse o vídeo aqui.
Agenda de proventos desta segunda, 2:
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.
Itaú (ITUB4)
O Itaú paga nesta segunda-feira, 2, JCP mensal no valor líquido de R$ 0,0150 por ação. A data-base foi em 30 de janeiro.
Banestes (BEES3, BEES4)
O Banestes paga nesta segunda-feira, 2, JCP mensal no valor de R$ 0,02446013983 por ação ordinária e preferencial. A data-base foi em 2 de fevereiro.
Bradesco (BBDC4)
O Bradesco paga nesta segunda, 2, JCP mensal no valor líquido de R$ 0,014231106 por ação ordinária e R$ 0,015654217 por ação preferencial. A data-base foi em 3 de fevereiro.
BB Seguridade (BBSE3)
A BB Seguridade paga nesta segunda, 2, dividendo no valor de R$ 2,60 por ação. Esse dividendo foi anunciado em dezembro de 2025 e os detalhes foram informados em 9 de fevereiro. Para ter direito tinha que ter ações da seguradora em 12 de fevereiro de 2026. Os papéis da companhia são negociados ex-dividendos desde 13 de fevereiro de 2026.
Banco do Brasil (BBAS3)
A ‘data com’ para ter direito aos JCP do Banco do Brasil anunciados em 19 de fevereiro, é nesta segunda-feira, 2. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 3 de março. O valor por ação é de R$ 0,07 e será pago em 11 de março de 2026.







