Ibovespa futuro abre em baixa, dólar sobe e notícias corporativas

19 de março de 2026 Por Redação

 

Publicado às 9h32 – 10h04

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em queda nesta quinta-feira, 19. Às 10h04 caía 1,59% aos 178.020 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

O mercado repercute nesta quinta-feira, 19, a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central de cortar a taxa básica de juros em 0,25p.p. para 14,75% ao ano. Os membros do comitê destacaram o aumento da incerteza em relação ao cenário internacional derivado do conflito no Oriente Médio. “No cenário doméstico, o documento trouxe poucas novidades, com o comitê destacando o processo de desaceleração da economia e, por outro lado, a resiliência do mercado de trabalho. Assim, o Copom julgou apropriado dar início ao ciclo de calibração da política monetária com um ajuste mais modesto. Como o esperado, o BC não sinalizou o próximo movimento, e a magnitude deste dependerá da evolução do cenário prospectivo”, afirma Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg. Ele avalia que um novo ajuste de 25bps ou uma eventual aceleração para 50bps estão condicionados aos desdobramentos da guerra entre EUA e Irã.

Nos mercados globais a aversão ao risco predomina nesta sessão. O preço do barril de petróleo Brent tem forte alta nesta sessão com o Irã atacando o setor energético do Golfo após Israel atingir o campo de gás iraniano. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou explodir um campo de gás iraniano caso o país não pare de atacar as instalações de gás do Catar. As Bolsas na Ásia fecharam em baixa e na Europa os principais índices operam no negativo.

Dólar

Às 10h02 o dólar comercial subia 0,75% cotado a R$ 5,286 na venda.

Petróleo e minério (9h25)

Petróleo Brent: +5,43% (US$ 113,4). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -2,25% (US$ 69.637)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -5,83% (US$ 4.610)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,55% a 807,5 iuanes (US$ 117,4). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h29 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,44% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,48%. Nasdaq futuro caía 0,55%.

Notícias corporativas desta manhã:

CSN está estruturando um empréstimo ponte com um sindicato de bancos 

A CSN (CSNA3) se manifestou sobre a matéria veiculada pelo Broadcast, em 17 de março, sob o título “Para liberar US$ 1,5 bi à CSN, bancos cobram venda de negócio de cimentos”. 

A siderúrgica afirmou que a notícia faz alusão às informações que vêm sendo veiculadas na mídia acerca de uma eventual contratação de dívida por parte da companhia. 

“Essa é uma operação que se encontra em fase final de negociação e está inserida no âmbito do Fato Relevante publicado no dia 15 de janeiro de 2026, no qual a CSN anunciou o início de um projeto de alienação estruturada de ativos com o propósito de equacionar em definitivo a sua estrutura de capital”, explicou a companhia. 

“Com o intuito de antecipar parte dos recursos provenientes dessa alienação, a companhia está estruturando um empréstimo ponte com um sindicato de bancos com o objetivo de iniciar o reperfilamento das suas obrigações de curto e médio prazos, colocando parte dos ativos a serem alienados como garantia da operação”, ressaltou a siderúrgica. 

A companhia esclareceu, ainda, que tem sido transparente acerca da evolução desse negócio, tendo, inclusive, apresentado uma atualização do andamento desse empréstimo na última teleconferência de resultados ocorrida em 12 de março de 2026. 

Desde então, houve aprovações internas por parte de diversas instituições financeiras envolvidas no sindicato. Ou seja, embora tenha sido divulgado pela imprensa o andamento dessa negociação, a transação ainda não está plenamente concluída, e assim que isso ocorrer, a CSN disse que informará prontamente aos seus acionistas e ao mercado em geral os detalhes da operação. 

A CSN esclarece também que incluiu a CSN Cimentos como garantia da estrutura como forma de obter condições mais vantajosas para a transação, além de reforçar o comprometimento da administração em relação ao processo de venda. 

A companhia ressaltou que não pode confirmar, no momento, as informações veiculadas na reportagem acerca dos custos da operação, pois ainda estão sob negociação e, portanto, somente poderão ser divulgados após a sua conclusão. 

Moody’s Local Brasil atribui rating ‘AAA.br’ à Allos; perspectiva estável

A agência de classificação de risco Moody’s Local Brasil, atribuiu, pela primeira vez, o rating de emissor ‘AAA.br’ à Allos (ALOS3). A perspectiva é “estável”.

Em relatório a agência destaca que o rating de emissor AAA.br atribuído à Allos reflete sua posição competitiva como a maior operadora de shopping centers do Brasil em Área Bruta Locável (ABL), com extenso histórico de atuação, ampla abrangência geográfica no território nacional, base de locatários pulverizada e uma das mais baixas taxas de vacância. 

Para a Moody’s Local Brasil, a companhia mantém uma política financeira previsível, com robusta geração de caixa, alavancagem em níveis adequados, baixo Loan to Value (LTV; dívida bruta / valor dos ativos) e um sólido perfil de liquidez – sustentado por um cronograma de amortização longo e equilibrado, elevada posição de caixa e liquidez adicional proveniente da capacidade de alienar ativos desonerados. 

“Por outro lado, a métrica de cobertura de fluxo de caixa retido (RCF; FFO após pagamento de dividendos) por dívida bruta se mantém pressionada ao longo dos anos pelos robustos pagamentos de dividendo”, escreve o time de analistas da agência, destacando que, no entanto, entende que a forte e recorrente geração de caixa e o perfil de liquidez permitem os pagamentos sem pressão no perfil de crédito.

Prio anuncia abertura do primeiro poço produtor do Campo de Wahoo

A Prio (PRIO3) informou nesta quinta-feira, 19, que abriu o primeiro poço produtor do Campo de Wahoo. “Após a estabilização da produção e conclusão dos procedimentos de medição fiscal, a companhia divulgará novo comunicado informando a produtividade do poço, bem como a previsão de entrada dos demais poços produtores”, afirmou a companhia em um fato relevante sem relevar mais detalhes.

Notícias da noite de quarta, 18:

TIM anuncia pagamento de R$ 390 milhões em juros sobre o capital

A TIM (TIMS3; NYSE: TIMB) informou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 390 milhões a título de juros sobre capital próprio (JCP). O valor bruto por ação é de R$ 0,1632708888. O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026, sendo a data de 23 de março de 2026 como aquela que servirá para identificar os acionistas com direito a receber esses valores. Desta forma, as ações adquiridas após a referida data estarão ex-direito de distribuição de JCP.

Smartfit (SMFT3) anuncia pagamento de juros sobre o capital

O conselho de administração da Smartfit (SMFT3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP). O montante total bruto é de R$ 40 milhões, correspondente ao valor de R$ 0,06512391838 por ação. O pagamento do JCP será realizado em parcela única no dia 30 de abril de 2026. A data base para o direito ao recebimento será 23 de março de 2026, sendo certo que, a partir de 24 de março, inclusive, as ações da companhia serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” na B3.

PetroReconcavo reporta lucro líquido de R$ 50,7 milhões no 4T25, alta anual de 56%

A PetroReconcavo (RECV3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 50,7 milhões, alta de 56% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).

Na base ajustada, o lucro no 4T25 foi de R$ 61,4 milhões, queda de 66% em relação ao 4T24.

O Ebitda da petroleira foi de R$ 295 milhões, queda de 27% na base anual de comparação. A margem Ebitda diminuiu 5,9 pontos porcentuais (p.p.), para 41,9%.

A receita líquida somou R$ 704,1 milhões, redução de 17% em relação ao 4T24.

Minerva (BEEF3) reverte prejuízo, lucra R$ 85 milhões no 4T25 e propõe dividendo

A Minerva (BEEF3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 85 milhões. Dessa forma, reverte o prejuízo de R$ 1,56 bilhão no mesmo trimestre de 2024 (4T24).

No acumulado de 2025, a companhia teve lucro de R$ 848,3 milhões, contra prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2024.

O Ebitda somou R$ 1,17 bilhão no 4T24, alta de 24,1% na base anual de comparação.

No 4T25 a receita líquida somou R$ 14,2 bilhões, expansão de 32,6% em relação ao 4T24.

No release de resultado a Minerva informou que sua administração propõe a distribuição de dividendos complementares no valor de R$ 30,8 milhões a serem aprovados na assembleia geral de acionistas que será realizada em abril, que somados a distribuição antecipada de R$ 162,1 milhões ao final de 2025, totaliza R$ 192,9 milhões em dividendos relativos ao ano-fiscal 2025 (dividendo mínimo obrigatório).

MBRF (MBRF3) reporta lucro de R$ 91 milhões no 4T25, queda na base anual

A MBRF (MBRF3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 91 milhões. No mesmo trimestre de 2024 (4T24) o lucro foi de R$ 1,125 bilhão.

“O desempenho do trimestre foi impactado pelo aumento das despesas financeiras e pelos custos associados à reestruturação e ao processo de fusão”, afirmou a companhia.

O resultado líquido consolidado atribuído ao controlador foi de R$ 358 milhões em 2025, queda de 77,9% em relação ao lucro de R$ 1,619 bilhão em 2024.

O Ebitda ajustado da MBRF no 4T15 foi de R$ 3,41 bilhões, queda de 9,1% no ano.

No 4T25, a receita líquida consolidada da MBRF somou R$ 43,9 bilhões, alta 4,8% em relação ao 4T24.

Lucro da Vivara (VIVA3)

A Vivara (VIVA3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 264,8 milhões, crescimento de 28,5% versus o 4T24.

“Além dos resultados operacionais que impulsionaram o crescimento do Ebitda, o lucro líquido ajustado foi beneficiado pela melhor alíquota efetiva (+5,4% em 2025 versus +4,3% em 2024) dado o pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 41,2 milhões em 2025”, afirmou a Vivara.

Sem ajustes, o lucro líquido foi de R$ 177,5 milhões, queda de 40,7%.

No 4T25, o Ebitda ajustado somou R$ 286,1 milhões, 4,8% menor que o do 4T24.

A Receita Bruta (líquida de devoluções) do 4T25 atingiu R$ 1,365 bilhão, 17,5% superior à registrada no 4T24.

A Vivara projeta abrir entre 55 e 65 lojas das marcas Vivara e Life em 2026, segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira, 18, pela companhia.

CVC (CVCB3) reduz prejuízo no 4T25

A CVC (CVCB3) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 3,6 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25). No mesmo período de 2024, o prejuízo havia sido de R$ 12,8 milhões. O Ebitda subiu 107,5% na comparação anual, a R$ 171,5 milhões. A receita líquida somou R$ 362,1 milhões, queda de 1,2% em relação ao 4T24.

Hapvida (HAPV3): lucro líquido ajustado menor

A Hapvida (HAPV3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), 64,9% menor em relação ao 4T24. Sem ajuste, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 29,1 milhões no 4T25, revertendo o lucro de R$ 167,8 milhões do 4T24.

No consolidado de 2025, o lucro líquido ajustado somou R$ 1,234 bilhão, recuo de 32,3% ante 2024. O Ebitda ajustado somou R$ 713,8 milhões, queda de 32,8% na comparação anual. A receita líquida totalizou R$ 7,914 bilhões, crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024. A dívida líquida encerrou o quarto trimestre em R$ 5,183 bilhões, alta de 14,3% em relação ao reportado um ano antes.

Mills (MILS3): alta no lucro líquido

A Mills (MILS3) reportou lucro líquido de R$ 78,6 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 3,8% em relação ao 4T24. O Ebitda ajustado totalizou R$ 252,9 milhões, 20,3% maior na comparação anual. A receita líquida somou R$ 492,7 milhões, alta de 13,9% frente ao 4T24.

Unifique (FIQE3) reporta alta no lucro líquido no 4T25

A Unifique (FIQE3) registrou lucro líquido de R$ 62 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), crescimento de 25% em relação ao 4T24. O Ebitda somou R$ 165,5 milhões, 31,1% maior na comparação anual. A receita operacional líquida foi de R$ 323,5 milhões, alta de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Valid (VLID3): lucro líquido sobe no 4T25

A Valid (VLID3) registrou lucro líquido de R$ 61,9 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 42,8% na comparação com o 4T24. O Ebitda somou R$ 109,6 milhões, 10,3% maior na comparação anual. A receita operacional líquida totalizou R$ 589,2 milhões, queda de 9,8% em relação ao quarto trimestre de 2024.

Brisanet (BRST3) reverte lucro no 4T25

A Brisanet (BRST3) reportou prejuízo líquido de R$ 24,2 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), revertendo lucro de R$ 4,5 milhões do 4T24. O Ebitda foi de R$ 159,4 milhões, frente aos R$ 167 milhões reportados no mesmo trimestre de 2024. A receita líquida subiu de R$ 382,2 milhões no 4T24 para R$ 441,9 milhões no 4T25.

Melnick (MELK3): lucro líquido estável no 4T25

A Melnick (MELK3) reportou lucro líquido de R$ 34,38 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), resultado praticamente estável (0,5% de alta) em relação ao 4T24. A receita líquida de vendas e serviços totalizou R$ 310,5 milhões, 21,9% menor na comparação anual.

Méliuz (CASH3): lucro líquido ajustado sobe no 4T25

A Méliuz (CASH3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,8 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), saltando 772% em relação ao mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado foi de R$ 34,6 milhões, 64% maior na comparação anual. A receita líquida subiu a R$ 138,3 milhões, alta de 32% na comparação com o 4T24.

Divulgam resultado nesta quinta, 19:

Cemig, Cyrela, Unipar, Dimed, Bemobi, Armac, Tupy, Wiz – após o fechamento do mercado.

Receba notícias de empresas no Whatsapp: entre aqui