
Publicado às 21h
Segunda, 23
Movida, Even – após o fechamento do mercado.
Terça, 24
Boa Safra, JSL, Helbor, Enjoei – após o fechamento do mercado.
Quarta, 25
Equatorial, Vamos, Cruzeiro do Sul, Ser Educacional, Americanas, Allied, Orizon, Multi, Armac – após o fechamento do mercado.
Quinta, 26
Braskem, Dasa, União Pet, Syn, Tecnisa, Gafisa – após o fechamento do mercado.
Sexta, 27
Bradespar, Azul – antes da abertura do mercado.
Vamos – após o fechamento do mercado.
Confira também os artigos com análises de fundamentos que foram destaque nesta semana:
Cyrela (CYRE3): a avaliação do resultado do 4T25 [1]
O time de analistas do BTG avalia que os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) da Cyrela (CYRE3) foram sólidos, com expansão do resultado ano/ano em linha com as estimativas, apoiada por receitas fortes, e geração de fluxo de caixa livre ligeiramente acima do esperado, favorecida por dividendos relevantes de subsidiárias.
O banco destaca que o trimestre combinou forte crescimento de receita líquida, ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 27% e geração de caixa um pouco acima do esperado, embora parte da expansão do resultado tenha sido explicada pelo ajuste contábil no reconhecimento de receitas.
Para a XP, a Cyrela divulgou resultados positivos, sustentados por um forte reconhecimento de receita. O Ebitda atingiu R$ 823 milhões (+27% ano/ano), apoiado por maiores receitas; margem bruta mais forte; mas parcialmente compensado por despesas gerais e administrativas mais altas. A XP manteve a visão positiva para o nome, com preço‑alvo para o final de 2026 de R$ 42, sustentado por execução sólida e valuation atrativo.
Bemobi (BMOB3): a avaliação do resultado do 4T25 [2]
Na avaliação do BTG, a Bemobi (BMOB3) apresentou mais um conjunto forte de resultados no quarto trimestre de 2025, com receita líquida de R$ 199,2 milhões, alta de 20,5% ano/ano, ou 23% em base neutra de câmbio, e de 6% trimestre/trimestre, ficando 4% acima da estimativa.
Segundo o banco, a companhia combina crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista, negociando a 11x lucro líquido projetado para 2026.
Para a XP, a Bemobi divulgou resultados sólidos no 4T25, acima das expectativas, com lucro como principal destaque, reforçando sua execução consistente e trajetória de crescimento. Foi mantida a recomendação de “compra”.
Dimed – Panvel (PNVL3): a avaliação do resultado do 4T25 [3]
A Dimed – Panvel (PNVL3) reportou um conjunto sólido de resultados no quarto trimestre de 2025 (4T25), em linha com as estimativas, com forte crescimento de vendas mesmas lojas, desempenho operacional consistente, nova rodada de ganhos de margem e geração saudável de caixa, comenta a equipe do BTG em relatório.
Ainda segundo o time do BTG, a tese segue apoiada em densidade de lojas, espaço para ganho de margem, penetração de marca própria, proposta multicanal e valuation de 12x P/L 2026. O banco tem classificação de “compra” para o ativo com preço-alvo de R$ 19.
Cemig (CMIG4): a avaliação do resultado do 4T25 [4]
A Cemig (CMIG4) reportou um resultado forte no quarto trimestre de 2025, impulsionado por itens não recorrentes que elevaram os números sob o padrão contábil internacional, comenta o Banco Safra. O Ebitda, sem equivalência patrimonial, foi de R$ 2,90 bilhões.
Ao excluir efeitos extraordinários e a equivalência patrimonial, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,77 bilhão, com queda de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o número veio 6% acima da projeção do banco e também acima do consenso de mercado.
A avaliação da equipe do Safra é que o principal fator de suporte ao trimestre foi o reconhecimento de um acordo ligado ao encerramento de obrigações pós-emprego na área de saúde. Esse efeito gerou uma reversão positiva de R$ 1,1 bilhão nos custos gerenciáveis.
Ao mesmo tempo, a Cemig também registrou ganhos de R$ 134 milhões relacionados a ativos vendidos e adquiridos no trimestre. Por outro lado, houve um efeito negativo de R$ 193 milhões ligado a provisões de encargos trabalhistas.
Com isso, o lucro líquido também ganhou força no período. O resultado foi beneficiado não apenas pelos itens extraordinários, mas também por um desempenho mais forte da equivalência patrimonial, apesar de uma alíquota efetiva de imposto mais elevada.
Na leitura operacional, o trimestre trouxe sinais mistos, ressalta o Safra. A receita líquida, desconsiderando linhas de construção, ficou estável na comparação anual.
Esse desempenho refletiu, primeiro, o avanço de 12,8% nos volumes vendidos nas áreas de geração e comercialização. Também contou com o reajuste tarifário da distribuidora, de 7,78% para os consumidores.
Já a operação de distribuição ainda sentiu a fraqueza do mercado cativo. Os volumes totais da distribuidora recuaram 1,4% na comparação anual, já considerando a compensação da geração distribuída.
Os custos de compra de energia ficaram estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior, mas vieram bem acima do esperado. Segundo a análise do Safra, o número ficou 68% acima da projeção, pressionado por um nível ainda elevado de exposição hidrológica e pela posição vendida no mercado de curto prazo.
A alavancagem da Cemig encerrou o trimestre em 2,3 vezes dívida líquida sobre Ebitda, acima das 1,8 vez registradas no trimestre anterior. O movimento mostra uma piora na estrutura de capital, embora ainda em nível administrável para a companhia.
O Banco Safra manteve recomendação “neutra” para a Cemig.
O conselho de administração da Cemig deliberou, na quinta-feira, 19 de marõ, pela declaração de juros sobre capital próprio no valor de R$ 657,9 milhões. O valor bruto por ação é R$ 0,23. Para ter direito tem que ter ações da companhia em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março as ações da Cemig serão negociadas ex-JCP. O pagamento será em duas parcelas iguais: a primeira até 30.06.2027 e a segunda até 30.12.2027.
MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) : a avaliação do resultado do 4T25 [5]
Em relatório o BTG Pactual comenta que a Minerva (BEEF3) encerrou 2025 com receitas e Ebitda recordes de R$ 55 bilhões e R$ 4,8 bilhões, respectivamente, apoiados pela aquisição dos ativos da Marfrig, que já parecem totalmente integrados. Ainda assim, o último trimestre foi mais fraco, avalia. O Ebitda somou R$ 1,17 bilhão, 9% abaixo da estimativa, com margem de 8,2%, também abaixo no ano/ano, trimestre/trimestre e frente à projeção. O capital de giro voltou a consumir caixa no trimestre, com aumento de forfait (risco sacado), queda nos adiantamentos de clientes e alguma formação de estoques, resultando em consumo de R$ 600 milhões.
A equipe de analistas do banco ressalta que a alavancagem encerrou o período em 2,8x dívida líquida/Ebitda, ou 4,7x na base expandida, após um ano marcado por forte geração de caixa, mas também por maior dependência de financiamento de capital de giro.
Para a XP, a Minerva entregou resultados abaixo das suas estimativas, o que provavelmente levará a revisões negativas de lucro, especialmente devido a margens mais fracas do que o esperado e queima de caixa acima do previsto no trimestre.
O time de analistas observa que os volumes de carne bovina caíram 8% na comparação trimestral e ficaram 4% abaixo da sua estimativa, principalmente devido a resultados mais fracos no Brasil, que interpretam como ligados a um ambiente de consumo doméstico mais deteriorado.
MBRF (MBRF3)
Em relatório, o BTG comenta que a MBRF encerrou 2025 com resultados operacionais muito fortes, com margens robustas em BRF e na operação de bovinos na América do Sul compensando o ano fraco em bovinos nos Estados Unidos, além de crescimento consistente de volumes ao longo do ano.
No 4T25 o Ebitda reportado foi de R$ 3,4 bilhões, em linha com o esperado, mas 9% abaixo ano/ano por uma base de comparação mais forte, enquanto o lucro líquido ficou em apenas R$ 91 milhões, pressionado por despesas financeiras elevadas de R$ 2,1 bilhões.
A avaliação é que, apesar do bom desempenho operacional, a geração de caixa permaneceu fraca, com queima de caixa de R$ 328 milhões no trimestre e dívida líquida IFRS 16 de R$ 50,4 bilhões ao fim do ano, equivalente a 3,8x o Ebitda dos últimos 12 meses.
Na Marfrig, a operação na América do Sul permaneceu resiliente, com volumes subindo 24% ano/ano e margem Ebitda de 10,5%, enquanto a América do Norte registrou margem ajustada de apenas 0,8%, refletindo um ambiente ainda bastante desafiador. A visão do banco se mantém “neutra” para o ativo, apoiada na combinação entre elevado endividamento e expectativa de margens operacionais mais baixas em 2026 do que em 2025.
Para a XP, a MBRF reportou um 4T25 pouco inspirador, com uma surpresa positiva em receitas, Ebitda ajustado em linha e leve decepção em margens.
No entanto, a equipe destaca que os resultados no acumulado de 2025 da MBRF foram sólidos considerando o primeiro caso de gripe aviária no Brasil no 2T25. A BRF reportou uma margem Ebitda ajustada de 16,1% no ano, confirmando a tese da XP de uma margem saudável no setor de frango.
Ainda de acordo com a XP, o trimestre ainda foi negativamente impactado pelas restrições às exportações de frango brasileiro, apenas parcialmente compensadas por margens sazonalmente mais altas em produtos comemorativos.
Sabesp (SBSP3): a avaliação do resultado do 4T25 [6]
O BTG Pactual comenta em relatório que a Sabesp (SBSP3) reportou no quarto trimestre de 2025 (4T25) Ebitda ajustado de R$ 3,37 bilhões, 6% acima das estimativas e crescimento de 10% ano/ano, impulsionado principalmente por controle de custos, enquanto a receita atingiu R$ 5,68 bilhões, em linha com as estimativas e alta de 2% ano/ano, com aumento de volumes faturados e retirada de descontos compensados por mix tarifário mais fraco devido a tarifas sociais.
Ainda segundo a equipe, o capex totalizou R$15,2 bilhões em 2025, com avanço do plano de universalização e cumprimento antecipado das metas de 2024-2025, incluindo 97 mil novas conexões, além de progresso relevante nas metas de água e esgoto para o período 2024-2026, evidenciando execução consistente do plano operacional.
O lucro líquido ajustado alcançou R$ 1,9 bilhão, acima das estimativas, com lucro reportado de R$ 2,68 bilhões, destaca o banco, que tem recomendação de “compra” para a Sabesp com preço-alvo de R$ 155.
Para o time de analistas da XP, a Sabesp reportou um Ebitda 6% acima de suas estimativas e do consenso, o que vê como um fator de conforto para a tese de investimento em um momento em que o mercado começou a levantar algumas preocupações relacionadas a riscos hidrológicos.
Do lado de custos, a Sabesp reportou números em linha com suas estimativas, enquanto a inadimplência de R$ 90 milhões no trimestre ficou bem abaixo da projeção de R$ 171 milhões.
O conselho de administração da Sabesp em reunião realizada nesta segunda-feira, 16, aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio aos acionistas titulares de ações de emissão da companhia na data base de 19 de março de 2026. As ações de emissão da companhia passarão a ser negociadas “ex-proventos” na B3 a partir de 20 de março de 2026 (inclusive). O montante bruto é de R$ 583,5 milhões, correspondente a R$ 0,833399490 por ação. Esse JCP será pago em 30 de abril de 2026.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [8].