Para o Safra, queda de tarifas dos EUA favorece WEG, Embraer, Frasle e Randoncorp

Donald Trump (Reprodução Internet)
Publicado às 14h30
Na avaliação de analistas do Banco Safra, a decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas globais implementadas pelo governo do presidente Donald Trump favorece as ações da WEG (WEGE3), Embraer (EMBJ3), Frasle (FRAS3) e Randoncorp (RAPT4).
Mas a equipe do banco destaca em relatório que Trump ainda poderia restabelecer a maior parte, senão todas, dessas tarifas por meio de outros instrumentos legais.
O presidente norte-americano já anunciou planos para uma tarifa global de 10% sob a Seção 122, que permite ao republicano impor tarifas de até 15% por 150 dias quando houver “grandes e sérios” problemas no balanço de pagamentos. Além disso, a Casa Branca avalia o uso da Seção 301, atualmente aplicada à China, que permite impor tarifas em resposta a práticas comerciais desleais, como roubo de propriedade intelectual ou transferência forçada de tecnologia. Ao contrário da Seção 122, a Seção 301 exige uma investigação formal, processo que pode levar vários meses.
Feito esse esclarecimento, o Safra comenta que, com relação à Embraer, o impacto é levemente positivo. A fabricante brasileira deve se beneficiar da remoção da tarifa recíproca de 10% sobre aeronaves. No entanto, a nova tarifa global de 10% anunciada por Trump substituiria a tarifa atual por outra equivalente, sem efeito líquido. Ainda assim, a Seção 122 só autoriza tarifas por até 150 dias, o que pode gerar alívio já em julho, se a medida expirar sem renovação.
Para a WEG, a avaliação é que a remoção da tarifa recíproca de 50% deve melhorar a competitividade, permitindo retomar exportações diretas do Brasil para os Estados Unidos, em vez de roteá‑las pelo México. No entanto, as tarifas da Seção 232 sobre aço e alumínio continuam sendo um fator negativo, embora o impacto seja simétrico entre concorrentes, explica o time do Safra.
Com relação à Frasle, o banco salienta que a companhia também deve se beneficiar da remoção das tarifas recíprocas, já que suas exportações do Brasil para os EUA eram diretamente afetadas. Ainda assim, as tarifas da Seção 232 sobre autopeças permanecem e continuarão pressionando os embarques ao mercado norte-americano.
Com relação à Randoncorp, o Safra observa que a atual estrutura tarifária tinha impacto significativo na demanda por caminhões e reboques nos EUA. A remoção pode sustentar uma recuperação mais forte do setor a partir de 2026.
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