
Publicado às 9h48 – atualizado às 10h22
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em queda nesta segunda-feira, 23. Às 10h22 tinha baixa de 0,48% aos 192.790 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 10h21 o dólar comercial tinha queda de 0,01% a R$ 5,175 na venda.
Petróleo
Às 9h40 o preço do barril de petróleo Brent tinha alta de 0,22% (US$ 71,4). O Brent é referência para a Petrobras.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h41 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,50% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,47%. Nasdaq futuro caía 0,63%.
Notícias corporativas
Natura anuncia liquidação de litígio de antiga controlada não operacional nos EUA
A Natura Cosméticos (NATU3) tomou conhecimento de uma decisão da Corte de Apelação da Califórnia que confirmou a sentença de primeira instância desfavorável à Avon Products Inc. (API) no caso Chapman (Califórnia, EUA), relacionado a alegações de contaminação por amianto em produtos de talco.
O valor atualizado da condenação na data de hoje seria de aproximadamente US$ 68,8 milhões. Por ocasião e no âmbito do processo de Chapter 11 da API, a Natura, por meio de sua subsidiária Natura&Co Luxembourg Holdings, efetuou a contratação de um seguro garantia vinculado ao recurso de apelação da API no caso Chapman.
Para viabilizar a contratação deste seguro, a referida subsidiária assumiu a responsabilidade pelo pagamento de eventual condenação neste caso.
“Embora tal decisão não tenha sido oficialmente publicada, a companhia, com base na análise atualizada de seus assessores legais, optou por firmar um acordo para encerrar em definitivo o caso, mediante pagamento do montante de USD 67 milhões”, afirmou a Natura em um fato relevante enviado ao mercado nesta segunda-feira, 23, destacando que o valor está devidamente provisionado nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2025 da companhia, registrado na linha de operações descontinuadas.
Os impactos financeiros deste desembolso, que ocorrerá em 06/03/2026, serão majoritariamente compensados pelo recebimento de US$ 22 milhões referentes à venda da Avon Card (América Central e República Dominicana) e 26,9 milhões de euros referentes à venda da Avon Rússia.
“A realização deste acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares da companhia e/ou de suas controladas e atende aos seus melhores interesses, tendo em vista as peculiaridades da legislação norte-americana, bem como o estágio processual e os elevados encargos financeiros aplicáveis”, ressaltou a Natura.
O caso Chapman representa a última obrigação da companhia relacionada aos litígios da API, sendo este o único processo judicial sobre o qual possui algum tipo de responsabilidade financeira ou de qualquer natureza.
Vale atualiza projeções; companhia prevê investimentos de US$ 3,5 bi em cobre em Carajás até 2030
A Vale (VALE3) informou nesta segunda-feira, 23, que atualizou as estimativas referentes a sensibilidade de fluxo de caixa e ao cronograma de investimentos de capital de projetos de cobre, a ser apresentada na Conferência BMO Global Metals, Mining & Critical Minerals, na Flórida, nesta segunda-feira, 23.
A companhia prevê investimentos anuais destinados a projetos de cobre na região de Carajás no valor de US$ 0,3 bilhão em 2026; US$ 0,4 bilhões em 2027; US$ 0,8 bilhões em 2028; US$ 0,9 bilhão em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030, totalizando US$ 3,5 bilhões no período de 2026-2030. Essas estimativas consideram os investimentos planejados para o desenvolvimento dos projetos de crescimento de cobre na região de Carajás e incluem o projeto de Bacaba que se encontra em implementação.
A mineradora também atualizou suas estimativas de sensibilidade de fluxo de caixa livre da subsidiária Vale Base Metals para US$ 1,1 bilhão em 2026, em termos reais, baseado na curva futura de preços, com os preços de cobre variando entre US$ 12,738 e 12,870 por tonelada de março a dezembro e os preços de níquel variando entre US$ 17,133 e 17,691 por tonelada no mesmo período.
A Vale atualizou ainda a sensibilidade do Fluxo de Caixa Livre para o acionista (FCFE) para a faixa de US$ 4,6 bilhões a US$ 5,7 bilhões em 2026.
Cosan avalia IPO da Compass Gás e Energia
A Cosan (CSAN3; NYSE: CSAN) anunciou nesta segunda-feira, 23, que está avaliando a realização de uma oferta pública inicial de distribuição de ações de emissão da Compass Gás e Energia.
A efetiva realização da potencial oferta está sujeita, dentre outros fatores, às condições de mercado nacionais e internacionais e à obtenção das aprovações societárias competentes, não havendo, nesta data, qualquer decisão quanto à efetiva realização da oferta.
Criada em 2020, a Compass nasceu com o propósito de transformar e desenvolver o mercado de gás no Brasil. As operações da companhia são agrupadas em dois segmentos: Distribuição, onde atua através de dois veículos – a Comgás, maior distribuidora de gás natural do Brasil, e a Commit, uma parceria com a Mitsui, com um portfólio robusto de participação em 6 distribuidoras de gás, e Marketing & Serviços, tem um compromisso com o desenvolvimento do mercado livre de gás natural, proporcionando flexibilidade, segurança e solidez aos consumidores, por meio da Edge, que agrupa ativos estratégicos como o TRSP, contratos de Biometano e o GNL B2B.
Irani (RANI3) reporta lucro menor no 4T25; Ebitda ajustado sobe
A Irani (RANI3) divulgou nesta segunda-feira, 23, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 39 milhões, queda de 79,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24), quando ficou em R$ 189,8 milhões.
Segundo a companhia, a queda anual do lucro líquido do quarto trimestre reflete principalmente a ausência do efeito não recorrente registrado no 4T24 de um crédito tributário líquido de R$ 168,2 milhões.
O Ebitda ajustado da Irani somou R$ 129 milhões no 4T25, alta anual de 8,7%.
A receita líquida de vendas teve expansão de 2% na base anual de comparação, para R$ 415,9 milhões.
Telefônica Brasil (VIVT3) reporta lucro de R$ 1,87 bilhões no 4T25
A Telefônica Brasil (VIVT3), divulgou nesta segunda-feira, 23, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 1,87 bilhão, alta de 6,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).
O Ebitda ajustado totalizou R$ 6,69 bilhões no 4T25, alta de 8,1% em relação ao 4T24.
A receita líquida da companhia atingiu R$ 15,6 bilhões, expansão de 7,1% na base anual de comparação.
A Telefônica Brasil também anunciou nesta segunda-feira a criação de um novo programa de recompra de ações de emissão da companhia, para os anos de 2026 e 2027. Poderão ser compradas até o máximo de 42.861.656 ações ordinárias. O programa terá início no dia 23 de fevereiro de 2026 e término em 22 de fevereiro de 2027.
A companhia fixou a data de pagamento dos juros sobre capital próprio (JCP) que foram declarados no segundo, terceiro e quarto trimestres do exercício social de 2025 em reuniões do conselho de administração realizadas em 1° de abril de 2025, 12 de maio de 2025, 12 de junho de 2025, 14 de julho de 2025, 14 de agosto de 2025, 11 de setembro de 2025, 14 de outubro de 2025, 13 de novembro de 2025 e 16 de dezembro de 2025.
A companhia também anunciou a data de pagamento dos recursos decorrentes da redução de capital social a ser deliberada em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada em 12 de março de 2026.
Veja as tabelas com os detalhes:


Banco Pine contrata BTG Pactual Corretora como formador de mercado e anuncia oferta de ações [1]
O Banco Pine (PINE4) contratou o BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários para exercer a função de formador de mercado de suas ações preferenciais. A informação foi divulgada neste domingo, 22.
Segundo o Pine, o objetivo é a atuação no mercado de bolsa administrado pela B3, por meio da realização de ofertas de compra e de venda com o objetivo de fomentar a liquidez das ações preferenciais (PINE4) de emissão da companhia. O contrato foi celebrado com prazo indeterminado.
O Pine tem em circulação no mercado (free float) 46.179.490 ações preferenciais.
Nesta segunda-feira, 23, o Banco Pine anunciou que foi protocolado, em 22 de fevereiro, perante a Comissão de Valores Mobiliários, o pedido de registro de oferta pública de distribuição primária de, inicialmente, 21.860.095 ações preferenciais.
A quantidade de ações inicialmente ofertada poderá ser acrescida em até 45,45% do total de ações inicialmente ofertadas, ou seja, em até 9.936.406 ações preferenciais.
O Banco pretende utilizar os recursos líquidos provenientes da Oferta para otimizar sua estrutura financeira e de capital.
Grupo Ultra (UGPA3) contrata BTG para vender a Ipiranga, diz jornal [2]
O blog de Lauro Jardim, no O Globo, divulgou no domingo, 22, que o BTG Pactual foi contratado pelo grupo Ultra (UGPA3) para vender a Ipiranga, a segunda maior distribuidora de combustíveis do país. Ainda de acordo com o blog, a companhia francesa Total, a saudita Aramco e a holding J&F, dos irmãos Batista, “estão olhando o negócio”.
Dimed (PNVL3): Kinea se desfaz de participação e deixa de integrar acordo de acionistas [3]
O Kinea Private Equity IV Master Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (Kinea) vendeu a participação acionária de sua titularidade na Dimed – Panvel (PNVL3), representativa de aproximadamente 5,37% das ações ordinárias da companhia. A informação foi divulgada pela Dimed na sexta-feira, 20. Em decorrência da venda, o Kinea deixa de integrar o acordo de acionistas firmado em 15 de julho de 2020.
Metalúrgica Gerdau anuncia data de pagamento das frações de ações decorrentes de bonificação [4]
A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) divulgou que, como resultado da bonificação aprovada pelo conselho de administração da companhia em 15 de dezembro de 2025, as frações foram agrupadas em números inteiros e vendidas em leilão realizado no dia 18 de fevereiro na B3.
No total, foram vendidas 108.578 ações escriturais, sem valor nominal, das quais 16.234 são ordinárias e 92.344 preferenciais, com valores líquidos de R$ 9,22 para cada ação ordinária e R$ 9,69 para cada ação preferencial.
Os valores serão creditados aos acionistas em 24 de fevereiro, de acordo com a proporção das frações de cada tipo de ação a que detém direito conforme data-base de 30 de janeiro de 2026.
Vale: Fukunaga renuncia ao cargo de membro do conselho de administração [5]
A mineradora Vale (VALE3) informou que João Luiz Fukunaga apresentou sua renúncia ao cargo de membro do conselho de administração. Fukunaga, que deixou deixou a presidência da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) em outubro do ano passado, era conselheiro da mineradora desde 2023.
Em decorrência da renúncia e nos termos do Estatuto Social, o conselho de administração da Vale avaliará, nos próximos dias, com o suporte do comitê de indicação e governança da companhia, as providências necessárias.
A Previ detém 8,39% do capital total da Vale.
Após deixar a Previ, Fukunaga foi convidado a assumir a diretoria de Relações Governamentais e ASG da EloPar, holding criada em 2015 com objetivo de viabilizar o crescimento das empresas do grupo.
Braskem informa que controlada no México não pagou juros de títulos com vencimento em 2032 [6]
A Braskem (BRKM5) divulgou na sexta-feira, 20, que sua controlada no México, Braskem Idesa, anunciou o não pagamento de juros programado para o dia 20 de fevereiro de 2026 referente às suas notas seniores garantidas com vencimento em 2032. A Braskem Idesa informou ainda que segue nas negociações de estrutura de capital sustentável para a empresa.
Adani Defence & Aerospace e Embraer anunciam planos para instalar linha de montagem final do E175 na Índia [7]
A Adani Defence & Aerospace, empresa líder no setor aeroespacial e de defesa da Índia e principal companhia da Adani Enterprises Ltd, e a Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) consolidaram um Memorando de Entendimento (MoU) ampliado para estabelecer uma linha de montagem final para o jato regional E175, no âmbito do programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA) da Índia.
Esse avanço representa um passo significativo em relação ao MoU inicial, assinado em janeiro de 2026, e faz parte de um plano mais amplo para desenvolver o programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA) na Índia. O MoU também reforça o aprofundamento das relações estratégicas entre os dois países.
A parceria industrial tem como objetivo estruturar a produção do E175 na Índia. As duas empresas já trabalham em conjunto para avançar em todos os aspectos do MoU, incluindo oportunidades na fabricação de aeronaves, cadeia de suprimentos, serviços pós-venda, treinamento de pilotos e obtenção de encomendas que sustentem a proposta da linha de montagem final.
Como um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo em termos de tráfego de passageiros, a Índia tem demanda estimada de ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos. Essa projeção reflete o aumento da necessidade de conectividade regional e de curta distância, impulsionada pelo uso de jatos menores e mais eficientes.
Copasa (CSMG3) define coordenadores globais da potencial oferta subsequente de ações [8]
Mais um passo no processo de desestatização da Copasa (CSMG3). O acionista controlador da companhia, o Estado de Minas Gerais, informou à Copasa os coordenadores globais do sindicato de instituições financeiras que atuarão na potencial oferta pública subsequente de ações, a ser realizada no contexto do processo de desestatização.
São eles: Banco BTG Pactual, na qualidade de Coordenador Líder; Banco Itaú BBA; Bank of America Merrill Lynch Banco Múltiplo; Citigroup Global Markets Brasil, Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e UBS BB Corretora de Câmbio, títulos e valores mobiliários.
A Copasa esclareceu que nesta data não está sendo realizada qualquer oferta pública de distribuição de valores mobiliários.
“A efetiva realização da oferta permanece sujeita, dentre outros fatores, à obtenção das aprovações aplicáveis (inclusive societárias e de credores), às condições macroeconômicas e de mercado, à celebração dos contratos definitivos e ao cumprimento dos procedimentos previstos na regulamentação vigente”, afirmou a companhia em um fato relevante enviado ao mercado.
Azul anuncia saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos [9]
A Azul (B3: AZUL53; OTC: AZULQ) informou após o fechamento do mercado na sexta-feira, 20, que concluiu com sucesso, nesta data, seu processo voluntário de reestruturação financeira, com a consequente saída do Chapter 11 do U.S. Bankruptcy Code (recuperação judicial nos Estados Unidos), conduzido perante o United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, após o pagamento integral do financiamento DIP (debtor-in-possession) e a liquidação da oferta pública de ações.
Em um fato relevante enviado ao mercado, a companhia destacou que todas as condições precedentes para a eficácia (effective date) prevista no plano de reorganização da Azul foram cumpridas ou renunciadas nos termos nele previstos, e o Plano tornou-se eficaz e foi substancialmente consumado, culminando na saída do Chapter 11.
Como resultado da liquidação da oferta de saída e do grupamento de ações aprovado em assembleia geral extraordinária realizada em 12 de fevereiro de 2026, o novo capital social da Azul passa a ser de R$ 21.756.852.177,39, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias.
A reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo os detentores de títulos de dívida da companhia emitidos no mercado, seu maior arrendador de aeronaves, a AerCap, bem como com dois investidores estratégicos, a United Airlines, e a American Airlines.
No fato relevante a Azul ressalta a redução da dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$1,1 bilhão; a redução de dívida de arrendamentos de aeronaves em quase 40%; a redução estimada dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Chapter 11; a redução estimada de aproximadamente um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves; a alavancagem líquida proforma estimada após a implementação do plano de reorganização na saída abaixo de 2,5x; e a captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão através da emissão de Notas Seniors e US$ 950 milhões por meio de compromissos em equity.
Divulgam resultado do 4T25 nesta segunda-feira:
Gerdau, Metalúrgica Gerdau – após o fechamento do mercado.
Companhias que têm ‘data de corte’ para provento hoje:
Telefônica Brasil (VIVT3) [10]
A ‘data com’ (data de corte) para ter direito aos juros sobre o capital (JCP) da Telefônica Brasil anunciados em 12 de fevereiro, é nesta segunda-feira, 23. A partir de terça, 24, as ações serão negociadas ex-JCP. O valor líquido por ação é R$ 0,08. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser oportunamente definida pela diretoria da companhia.
Banco do Brasil (BBAS3) [11]
A ‘data com’ para ter direito aos JCP do Banco do Brasil anunciados em 11 de fevereiro, é nesta segunda-feira, 23. A partir de terça, 24, as ações serão negociadas ex-JCP. O valor por ação é R$ 0,21. Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31/12/2025) até a data do pagamento (05/03/2026).