Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

13 de fevereiro de 2026 Por Redação

Publicado às 9h20 – atualizado às 9h40

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) abriu em queda nesta sexta-feira, 13. Às 9h40 caía 1,35% aos 185.380 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h37 o dólar comercial tinha alta de 0,37% a R$ 5,220 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h13 o preço do barril de petróleo Brent caía 0,58% (US$ 67,1). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 2,36% a 746 iuanes (US$ 108,11). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h15 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,32% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,28%. Nasdaq futuro caía 0,30%.

Notícias corporativas

Vale reporta prejuízo de US$ 3,84 bilhões no 4T25; Ebitda cresce

Para a XP, a Vale (VALE3) apresentou resultados sólidos no quarto trimestre (4T25), com Ebtida proforma ajustado de US$ 4,8 bilhões, acima do consenso. Embora seus analistas reiterem a classificação “neutra” com base no valuation, reconhecem “um momentum” positivo para as ações.

A equipe da Genial Investimentos também destacou que o Ebitda proforma superou suas estimativas, com a companhia reportando geração robusta de Fluxo de Caixa Livre. Com relação ao prejuízo de US$ 3,8 bilhões, a Genial ressalta que esse movimento é amplamente explicado pelo impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da VBM no Canadá, após revisão para baixo das premissas de preço de longo prazo; e impacto adicional de US$ 2,8 bilhões relacionado a write-off de ativos fiscais diferidos acumulados em subsidiárias. “Ressaltamos que esses efeitos são não recorrentes e sem impacto caixa, não devendo gerar repercussões negativas relevantes na percepção dos investidores”, avaliam seus analistas.

A Vale teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo líquido (atribuível aos acionistas) de US$ 3,84 bilhões. No mesmo trimestre de 2024 (4T24) o prejuízo foi de US$ 694 milhões.

O resultado, segundo a companhia, reflete o impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, decorrente da revisão para baixo das premissas de preço de longo prazo do níquel com base em estimativas de mercado; e a redução de US$ 2,8 bilhões decorrente da baixa de imposto diferido de subsidiárias, registrada em Tributos sobre o lucro.

O lucro proforma (atribuível aos acionistas), que exclui os efeitos relacionados a Brumadinho e à descaracterização de barragens, e itens não recorrentes, foi de US$ 1,46 bilhão, alta de 68% na comparação com o 4T24.

O Ebitda ajustado ‌foi de US$ 4,58 bilhões no 4T24, contra US$ 3,78 bilhões no quarto trimestre de 2024, alta de 21%.

A receita líquida de vendas cresceu 9% na base de comparação anual, para US$ 11 bilhões no 4T25.

Usiminas reverte prejuízo e reporta lucro de R$ 129 milhões no 4T25

A Usiminas divulgou nesta sexta-feira, 13, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 129 milhões, ante prejuízo de R$ 117 milhões no mesmo trimestre de 2024 (4T24).

Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões, ante lucro líquido de R$ 3 milhões em 2024. A variação decorre, principalmente, do reconhecimento de perda por impairment de ativos no valor de R$ 2,2 bilhões, além do ajuste de R$ 1,4 bilhão relacionado à avaliação de recuperabilidade de impostos diferidos no 3T25, ambos sem efeito caixa. Sem esses efeitos extraordinários, o lucro líquido de 2025 teria sido de R$ 702 milhões.

A Usiminas registrou Ebitda ajustado consolidado de R$ 417 milhões no 4T25, queda de 19% em relação ao 4T24 e redução de 3,9% em relação ao 3T25. A margem Ebitda atingiu 6,8%, ante 6,6% no trimestre anterior.

A receita líquida no 4T25 alcançou R$ 6,2 bilhões, redução de -5% na base anual de comparação. Em relação ao 3T25 houve queda de 6%, refletindo a queda na Unidade de Siderurgia, parcialmente compensado pelo aumento registrado na Unidade de Mineração.

Raízen (RAIZ4) reporta prejuízo de R$ 15,6 bilhões

A Raízen (RAIZ4) divulgou na noite de quinta-feira, 12, que teve no terceiro trimestre da safra 2025/26 prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões. Segundo a companhia o resultado foi pressionado por um impairment contábil de R$ 11,1 bilhões após o rebaixamento de seu rating de crédito.

Desconsiderando esse efeito não recorrente e sem impacto de caixa, a Raízen reportou prejuízo de cerca de R$ 4,5 bilhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 3,15 bilhões no trimestre, queda de 3,3% na base anual de comparação.

A dívida líquida da companhia atingiu R$ 55,3 bilhões, crescimento de 43% na base anual. A alavancagem medida por dívida líquida pelo Ebitda ajustado em 12 meses subiu para 5,3 vezes, contra 3,0 vezes um ano antes.

Telefônica Brasil (VIVT3) anuncia distribuição de juros sobre o capital

O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou a declaração de juros sobre capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 325 milhões. Com retenção de imposto de renda na fonte, à alíquota de 17,5%, resulta no montante líquido estimado de R$ 268,12 milhões.

O valor líquido por ação é R$ 0,08390426431.

Tem direito quem tiver ações da Telefônica Brasil ao final do dia 23 de fevereiro. Após esta data as ações serão consideradas “ex -juros”. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser oportunamente definida pela diretoria da companhia.

IRB (IRBR3) reporta lucro de R$ 143,3 milhões no 4T25, alta de 27,4% na base anual

O IRB (IRBR3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 143,3 milhões, alta de 27,4% quando comparado ao mesmo período de 2024 (4T24). Segundo a companhia, a cifra deve-se ao resultado de subscrição de R$ 293 milhões, crescimento de 65% comparado a 2024; e ao resultado financeiro e patrimonial de R$ 164 milhões, alta de 51% em relação ao ano anterior.

Em 2025 o lucro líquido somou R$ 505 milhões, alta de 35% em relação a 2024.

Braskem diz estar ‘adimplente’ com Banco do Brasil 

A Braskem (BRKM5) se manifestou na noite de quinta-feira, 12, após notícias veiculadas na mídia a respeito de um suposto inadimplemento, pela companhia, de obrigações junto ao Banco do Brasil ocorrido no último trimestre de 2025.

A Braskem esclareceu que “não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil e que está adimplente com as obrigações financeiras mantidas com tal instituição financeira, não tendo ocorrido qualquer inadimplemento no referido período de 2025”.

O Banco do Brasil revelou em seus resultados do quarto trimestre (4T25) que um “caso específico” inflou o índice de atrasos acima de 90 dias para 5,17%. Sem esse evento pontual, o índice teria ficado em 4,88%.

O Broadcast informou que a companhia em questão seria a Braskem. As ações da companhia fecharam em queda de 11% nesta quinta-feira, 12.

Copasa (CSMG3): presidente do conselho de administração renuncia

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) recebeu de Hamilton Amadeo, presidente de seu conselho de administração,  pedido de renúncia como membro do colegiado. O pedido tem efeito imediato.

Usiminas (USIM5) usará o dólar como moeda funcional 

O conselho de administração da Usiminas (USIM5) aprovou a alteração da moeda funcional utilizada pela companhia do real para o dólar norte-americano, a ser efetivada em suas demonstrações contábeis elaboradas com data-base a partir de 1° de janeiro de 2026.

Segundo a siderúrgica, a alteração “visa a refletir de forma mais fidedigna a substância econômica das atividades da companhia, considerando o ambiente econômico no qual ela está inserida”.

Também na quinta-feira a Usiminas divulgou que Alberto Ono e Tatsuya Miyahara apresentaram suas renúncias aos cargos de membros titular e suplente, respectivamente, do conselho de administração da companhia.

Diante disso, o conselho de administração elegeu Elias de Matos Brito para exercer o cargo de presidente do colegiado, como substituto de Alberto Ono, até a próxima assembleia geral ordinária da Usiminas.

No dia 11 de fevereiro a siderúrgica informou que foi concluída a operação de compra, pela Ternium, da participação da Nippon Steel no grupo controlador da Usiminas. A Ternium adquiriu todas as ações ordinárias de emissão da companhia que eram de propriedade da Nippon Steel Corporation e da Mitsubishi Corporation. Essa operação foi anunciada em novembro do ano passado.

O Grupo Ternium passou a deter 92,9% do grupo controlador (71% das ações ordinárias), enquanto a Previdência Usiminas manteve 7,1%.

Jalles Machado (JALL3) reverte prejuízo no terceiro trimestre da safra 2025/26

A Jalles Machado (JALL3) informou que reverteu prejuízo e teve lucro líquido ‌de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26.

O Ebitda ajustado ​somou R$ 346,1 milhões, 10,3% menor na comparação anual. A ​receita líquida totalizou R$ 515,3 milhões no período, queda de 30,4% frente ao mesmo período do ano anterior.

Lucro líquido ajustado da XP (XPBR31) sobe 10% no 4T25, a R$ 1,33 bilhão

A XP (XPBR31) teve alta de 10% de seu lucro líquido ajustado no quarto trimestre de 2025 (4T25) em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24), a R$ 1,33 bilhão.

O EBT ajustado foi de R$ 1,55 bilhão, crescimento de 20% na comparação anual e aumento de 31,3% na margem EBT no período, 252 pontos-base mais altos em 12 meses.

O retorno sobre patrimônio líquido ajustado (ROAE) totalizou  22,8% no quarto trimestre, uma queda de 59 pontos-base frente ao 4T24.