Ibovespa futuro abre em alta, dólar e notícias corporativas

24 de fevereiro de 2026 Por Redação

 

Publicado às 9h25 – atualizado às 10h

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu em alta nesta terça-feira, 24. Às 10h subia 0,47% aos 193.345 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 10h o dólar comercial tinha alta de 0,08% cotado a R$ 5,173 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h15 o preço do barril de petróleo Brent tinha queda de 0,11% (US$ 71,03). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1,79% a 740,5 iuanes (US$ 107,18). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h21 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,27% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,20%. Nasdaq futuro subia 0,41%.

Notícias corporativas

Mercado digere resultado da Gerdau

Para o BTG, a Gerdau reportou resultados do 4T25 amplamente em linha com o consenso, porém 3% abaixo das suas estimativas, refletindo sazonalidade mais fraca. O Ebitda atingiu R$ 2,37 bilhões, queda de 13% na base trimestral e estável na comparação anual, evidenciando a diferença recorrente entre o forte desempenho nos Estados Unidos e a fraqueza no Brasil, explica o banco. 

A operação americana destacou-se com margem Ebitda de 21,1%, acima das estimativas, enquanto o Brasil permaneceu em níveis deprimidos com margem de 7%. Mais de 70% do Ebitda passou a vir dos Estados Unidos, reforçando a diversificação regional como vantagem competitiva, observa a equipe de analistas. 

A geração de fluxo de caixa foi sólida, com yield anualizado de 13%, mas considerada de baixa qualidade devido à liberação de capital de giro e outras entradas de caixa. 

A companhia anunciou dividendos de R$ 0,10 por ação e novo programa de recompra equivalente a 2,9% das ações, além de impairment de R$ 2 bilhões em ativos no Brasil. 

No balanço, houve redução relevante da dívida bruta e da posição de caixa, com alavancagem líquida estável em 0,76x Dívida Líquida/Ebitda, considerada saudável. 

Gerdau (GGBR4) reporta lucro ajustado de R$ 670 milhões no 4T25 e anuncia recompra de ações

A Gerdau (GGBR4) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 670 milhões, leve alta de 0,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).

No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado somou R$ 3,38 bilhões, queda de 21,1% frente aos R$ 4,28 bilhões registrados em 2024.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,37 bilhões no quarto trimestre, leve recuo de 0,7% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 14%, leve baixa frente aos 14,2% de um ano antes.

A receita líquida somou R$ 16,97 bilhões no 4T25, alta de 0,9% em relação ao 4T24.

A Gerdau anunciou também que seu conselho de administração aprovou nesta segunda-feira, 23, o cancelamento de 418.800 ações ordinárias (GGBR3) e de 7.700.000 ações preferenciais (GGBR4), sem redução do valor do capital social. Em decorrência deste cancelamento de ações, o capital social da Companhia passou a ser dividido em 717.363.819 ações ordinárias e 1.275.397.330 ações preferenciais, sem valor nominal.

O conselho de administração aprovou um novo programa de recompra de ações de emissão da companhia. Poderão ser adquiridas até 55 milhões de ações preferenciais, representando aproximadamente 4,4% das ações preferenciais (GGBR4) e/ou de ADRs lastreados em ações preferenciais (GGB) em circulação e até 1.441.120 de ações ordinárias, representando aproximadamente 10% das ações ordinárias (GGBR3) em circulação. O programa vai até 24 de agosto de 2027, inclusive.

Segundo a Gerdau, o objetivo é maximizar a geração de valor a longo prazo para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital e atender os programas de incentivo de longo prazo da companhia e de suas subsidiárias; permanência em tesouraria; cancelamento; ou posterior alienação no mercado.

Metalúrgica Gerdau reporta lucro ajustado de R$ 669 milhões no 4T25, leve alta de 0,3% no ano

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) divulgou nesta segunda-feira, 23, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 669 milhões, leve alta de 0,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24). O Ebitda ajustado somou R$ 2,37 bilhões no 4T25, queda de -0,7% na base anual de comparação. A receita líquida atingiu R$ 16,9 bilhões no 4T25, leve expansão de 0,9% em relação ao 4T24.

Gerdau e Metalúrgica Gerdau anunciam pagamento de dividendo

Os conselhos de administração das empresas Gerdau (B3: GGBR4; NYSE: GGB) e Metalúrgica Gerdau (B3: GOAU) aprovaram na segunda-feira, 23, o pagamento de dividendos. A Metalúrgica Gerdau vai pagar R$ 0,05 por ação no dia 19 de março de 2026. A Gerdau vai pagar R$ 0,10 por ação ordinária e preferencial em 18 de março de 2026. A ‘data com’ (data de corte) para ter direito ao dividendo tanto da Gerdau quanto da Metalúrgica Gerdau será em 10 de março de 2026. Os papéis das empresas passam a ser negociados ex-dividendo a partir de 11 de março.

BTG Pactual faz proposta para comprar 26% da Windsor, da Tecnisa (TCSA3)

Em um fato relevante enviado ao mercado na noite de segunda-feira, 23, a Tecnisa (TCSA3) informou que recebeu do Grupo BTG Pactual, proposta vinculante para a compra de quotas de titularidade da companhia correspondentes à participação de 26,09% do capital social da Windsor Investimentos Imobiliários, por R$ 260,9 milhões a serem pagos à vista.

A Tecnisa esclareceu que é titular de quotas representativas de 52,5% do capital social da Windsor, sociedade que desenvolve o empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes, em São Paulo.

A companhia também afirmou que está analisando a proposta e que a operação poderá ou não ser concretizada, a depender de diversos fatores a serem negociados e estará sujeito a condições precedentes, o que inclui a obtenção das aprovações prévias necessárias, tais como consentimentos de credores e autoridades aplicáveis, em especial do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A concretização da operação pelo Grupo BTG Pactual poderá se realizar por quaisquer sociedades coligadas ao Grupo BTG Pactual, inclusive fundos de investimento.

Riachuelo (RIAA3) avalia oferta pública de ações de R$ 400 milhões

A Riachuelo (RIAA3) está avaliando a possibilidade de realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias com valor estimado de, inicialmente, R$ 400 milhões, a ser realizada no Brasil e destinada exclusivamente a investidores profissionais.

Para tanto, a companhia engajou o Itaú BBA Assessoria Financeira, o BTG Pactual Investment Banking, o Banco Bradesco BBI e o UBS BB Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, assim como seus respectivos agentes de colocação internacional, para a prestação de serviços de assessoria financeira no âmbito da potencial oferta, incluindo trabalhos preparatórios para a definição da viabilidade e dos termos e condições da potencial oferta.

A companhia esclareceu que, caso a oferta seja implementada, será concedido direito de prioridade aos acionistas para subscrição das ações a serem emitidas, cujo procedimento para participação será objeto de nova comunicação ao mercado.

Os recursos da potencial oferta serão destinados a iniciativas de expansão e fortalecimento operacional da companhia, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e indústria, expansão das operações da Midway Financeira, e reforço do capital de giro.

BB Seguridade informa valor atualizado de dividendo 

A BB Seguridade (BBSE3) informou o valor atualizado do dividendo por ação pela taxa Selic até 2 de março de 2026, data programada para o pagamento. O valor é R$ 2,60680664179 (o valor informado inicialmente era R$ 2,54996501627).

Esse dividendo foi anunciado em dezembro de 2025 e os detalhes foram informados em 9 de fevereiro. Para ter direito tinha que ter ações da seguradora em 12 de fevereiro de 2026. Os papéis da companhia são negociados ex-dividendos desde 13 de fevereiro de 2026.

Smartfit deixa de ter controlador definido; família Corona se mantém como acionista de referência

A Smartfit (SMFT3) divulgou que o acordo de acionistas celebrado em 17 de outubro de 2019 entre o Patria Private Equity Co-Investimento Smartfit Partners Fund, o Patria Private Equity Co-Investimento Smartfit e membros da família Corona, dispondo sobre regras de governança corporativa e exercício do poder de controle da companhia, deixou de produzir efeitos nesta data.

O encerramento do acordo de acionistas decorre da alienação, pelos Fundos Pátria, da totalidade das ações ordinárias de emissão da Smartfit por eles detidas, correspondentes a, em conjunto, 42.384.339 ações ordinárias, representativas de 6,88% do capital social, por meio de “block trade” realizado na B3 na segunda-feira, 23.

Nos termos do acordo de acionistas, a redução da participação acionária dos Fundos Pátria abaixo do número de ações nele previsto implicaria sua automática resilição, condição que se verificou com a conclusão da alienação”, afirmou a Smartfit em um fato relevante enviado ao mercado.

A companhia, portanto, deixa de ter controlador definido, mantendo-se a família Corona como acionista de referência, titular de 14,88% do capital social.

Divulgam resultado nesta terça-feira, 24:

Isa Energia, Iguatemi, C&A Modas, Pão de Açúcar – após o fechamento do mercado.

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