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7 artigos com análises de fundamentos de empresas que foram destaque nesta semana

 

Publicado às 19h55

Artigos com análises de fundamentos que foram destaque nesta semana:

Confira abaixo 7 artigos com análises de fundamentos que foram destaque nesta semana no Finance News.

Allos (ALOS3): entenda por que analistas consideram a tese de investimento mais atrativa [1]

O BTG revisou as estimativas da Allos (ALOS3) para incorporar novo guidance de dividendos e projeções atualizadas. Para a equipe, a Allos passou a adotar uma estratégia mais orientada em geração de valor, com ênfase em dividendos elevados, tornando sua tese de investimento mais atrativa. Considerando múltiplo atrativo, menor capex e foco em remuneração ao acionista, a recomendação do BTG é de “compra” com preço-alvo de R$ 39 por ação.

Segundo relatório do banco, a geração de fluxo de caixa tende a crescer com menor capex, maturação dos ativos e redução de despesas administrativas.

Vale lembrar que a Allos paga nesta terça-feira, 3, a segunda parcela do dividendo intermediário no valor de R$ 0,29 por ação. A data de corte foi em 21 de janeiro.

A projeção do BTG para o dividendo da Petrobras do 4T25 [2]

As estimativas do time de analistas do BTG Pactual indicam que os dividendos do quarto trimestre de 2025 (4T25) da Petrobras (PETR3, PETR4) podem ficar abaixo do consenso de mercado, que projeta US$ 1,7 bilhão.

Em relatório, a equipe escreve que a divulgação dos próximos dados operacionais deverá fornecer melhores insumos para revisar as projeções trimestrais.

Ainda assim, a expectativa de dividendos é considerada otimista diante de possível aceleração do capex no fim do ano e saídas de caixa não recorrentes relacionadas ao leilão da PPSA e ao acordo Jubarte AIP.

Considerando Ebitda entre US$ 10,5 bilhões a 11,5 bilhões e capex caixa entre US$ 5,2 bilhões a R$ 5,8 bilhões, os dividendos mais prováveis seriam de cerca de US$ 1,3 bilhão, equivalentes a yield trimestral de aproximadamente 1,4%, calcula a equipe do banco.

A recomendação permanece “neutra”, refletindo perspectiva financeira apertada e baixa visibilidade macroeconômica e política, avaliam os analistas. O preço-alvo é R$ 40.

Além disso, projeções pouco atrativas de fluxo de caixa para o acionista e yield em 2026 limitam o potencial de valorização no curto prazo, destaca o segundo o relatório.

Vale lembrar que a Petrobras divulgará os resultados do 4T25 em 5 de março.

A avaliação do resultado do 4T25 do Bradesco (BBDC4) [3]

Analistas avaliam que o guidance do Bradesco (BBDC4), divulgado junto com os resultados do quarto trimestre (4T25) no dia 5 de fevereiro, veio abaixo do que o mercado esperava. Para o JP Morgan foi um trimestre “razoável” diante de um guidance mais fraco que o esperado.

Já a equipe do BTG ressaltou em relatório que o guidance para 2026 indica lucro líquido próximo de R$ 27,5 bilhões no ponto médio, alta de 12% ano/ano, mas cerca de 5% abaixo das estimativas internas e do mercado.

O lucro líquido recorrente do Bradesco foi de R$ 6,51 bilhões, alta anual de 20,6%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 15,2%, avanço de 2,5 pontos percentuais, em linha com as expectativas do mercado.

Para o BTG, o Bradesco encerrou o ano em condição melhor, com recuperação gradual de resultados, porém a velocidade de melhora pode limitar valorização adicional das ações. Foi mantida a recomendação “neutra”.

Já para o time de analistas da Genial Investimentos, o guidance para 2026 aponta crescimento de lucro de 11,4% ano/ano, para R$ 27,5 bilhões, com ROE de 15,3%. “Em um ano eleitoral, no qual o cenário macro pode mudar de forma mais abrupta, entendemos que os bancos tendem a divulgar guidances mais conservadores no início do ciclo”, escreve a equipe em relatório, destacando que o Bradesco possui espaço para superar essas projeções, dado que está aproximadamente seis meses adiantado em seu plano de reestruturação, com potencial para uma redução mais agressiva de custos em 2026.

A avaliação de analistas do resultado do 4T25 do Itaú (ITUB4) [4]

O BTG Pactual ressaltou em relatório que o Itaú encerrou o ano com resultados sólidos e em linha com as projeções. A qualidade dos ativos foi o principal destaque, com inadimplência, custo do crédito e demais indicadores estáveis ou melhores, sustentando um balanço patrimonial “saudável”.

O ROE no Brasil subiu para 26%, com melhora relevante no varejo, enquanto as operações na América Latina foram pressionadas por maiores provisões. O banco sinaliza 2026 como ano de transição, com aceleração da transformação digital e foco em eficiência, mantendo perspectiva de desempenho superior no médio prazo, observa o BTG.

Para a Genial Investimentos, o Itaú entregou mais um trimestre “sólido e consistente” com a rentabilidade voltando a avançar, mantendo ampla vantagem competitiva frente aos principais pares.

“Após um ciclo intenso de investimentos em tecnologia e capital humano, o Itaú entra agora em uma fase mais madura de captura de eficiência, com redução de footprint e headcount, maior customização da oferta e aprofundamento das estratégias de cross-selling via o Super App (One Itaú) — fatores que devem sustentar a geração de valor recorrente”, escrevem seus analistas em relatório.

Já para a XP, o Itaú entregou um sólido 4T25, com resultados em linha com as expectativas e ROE acima de 24%. O NII permaneceu resiliente, apoiado pela margem com clientes. A XP atualizou as estimativas para o Itaú, incorporando os resultados do 4T25, o guidance para 2026 e as projeções macroeconômicas. Como resultado, o novo preço-alvo para 2026 é de R$ 51 (antes era R$ 45).

O Itaú teve lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25). Esse valor corresponde à alta de 13,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025 o resultado recorrente gerencial ficou em R$ 46,8 bilhões, crescimento de 13,1% em relação a 2024.

BR Partners (BRBI11): a avaliação dos resultados do 4T25 [5]

O time de analistas da XP avalia que o BR Partners (BRBI11) entregou resultados positivos no quarto trimestre (4T25), impulsionados por um sólido movimento sequencial de recuperação em Investment Banking e Capital Markets e pela disciplina contínua de custos, resultando em um ROE (Retorno sobre Patrimônio) robusto de 22%.

Também destacaram a agilidade do banco em capturar oportunidades de mercado por meio de operações de warehousing de títulos, emissões de letras financeiras, pré-pagamentos de dividendos e ADRs para aumentar a liquidez das ações.

No geral, a equipe da XP vê 2025 como um ano construtivo, já que o desempenho fortaleceu a visão positiva sobre a franquia e confirmou sua capacidade de execução mesmo em cenários macro mais difíceis, além de deixar o banco melhor posicionado para capturar alta quando as condições se tornarem mais favoráveis.

O BR Partners divulgou na quinta-feira, 5, que teve lucro líquido de R$ 44,5 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 5,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025 o lucro líquido somou R$ 175,1 milhões, queda de 9,6% em relação a 2024.

Santander Brasil (SANB11): a avaliação do 4T25 [6]

Para a XP o Santander reportou um 4T25 sólido, em linha com suas estimativas. Por outro lado, a NII (Margem de Juros Líquida) de Mercado veio abaixo do esperado, representando o principal vetor negativo de receita no trimestre, avalia o time de analistas.

A equipe comenta que, no geral, os resultados reforçam um ROE acima do custo de capital, hoje bem estabelecido nesse patamar, sugerindo que ganhos adicionais devem depender mais da normalização das margens e das condições macroeconômicas do que de novas melhorias de balanço ou de custos.

Já para o time de analistas do BTG, o lucro da instituição financeira foi sustentado por uma alíquota de imposto baixa, enquanto o lucro antes de impostos ficou abaixo do esperado, sinalizando menor poder de geração recorrente.

Ainda de acordo com o BTG, embora o crédito e a margem com clientes tenham vindo em linha, houve fraqueza nos resultados de tesouraria e receitas com tarifas abaixo das estimativas. Esse quadro, reforça a leitura de um trimestre um pouco mais fraco no conjunto.

Para a equipe, o Santander Brasil segue avançando no plano de tornar a operação menos cíclica e mais eficiente.

Já para o Citi, a qualidade dos ativos do Santander Brasil segue como um dos principais desafios, tanto no segmento de pessoas físicas quanto no de empresas, e aponta que a inadimplência segue em alta tanto nas faixas de 15 a 90 dias quanto acima de 90 dias. Em relatório, o Citi destaca que, no geral, os resultados do Santander parecem mais estáveis em termos de receitas e rentabilidade. Ainda assim, a postura cautelosa em um ambiente desafiador pode limitar novas expansões do ROE no curto prazo.

Para a Genial Investimentos o lucro veio em linha com o projetado, mas com qualidade abaixo do esperado. Segundo a equipe, o resultado foi beneficiado por uma alíquota efetiva de imposto excepcionalmente baixa e por menores provisões, enquanto as receitas ficaram aquém do esperado e a inadimplência continuou em trajetória de alta. A rentabilidade permaneceu praticamente estável no trimestre, com ROE de 17,2%, ainda abaixo da ambição estrutural do banco de atingir patamares próximos a 20%.

Charles Wicz: Bitcoin virou refém das IAs? Por que o BTC desabou? [7]

O mercado de ativos digitais amanheceu em ‘banho de sangue’ na última quinta-feira, 5 de fevereiro, com o Bitcoin (BTC) registrando uma desvalorização acentuada que ultrapassou a marca de 10% em poucas horas. O movimento, que varreu mais de US$ 200 bilhões do mercado cripto, não é um evento isolado das criptomoedas. Segundo o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e criador do canal Economista Sincero, o fenômeno reflete um nervosismo profundo que atinge as gigantes da tecnologia.

Para Mendlowicz, a natureza do Bitcoin mudou aos olhos do investidor institucional. Se antes era visto apenas como uma reserva de valor alternativa, hoje opera como um ativo tecnológico. “O Bitcoin está migrando de um refúgio seguro para um ativo tecnológico na questão de como os investidores estão enxergando. No momento em que as ações de tecnologia começam a cair muito, o Bitcoin acaba indo junto. Essa visão é muito forte”, explica o economista.

O “x” da questão: o medo da IA

Embora os balanços de empresas como Microsoft, Google (Alphabet) e Amazon tenham apresentado lucros bilionários, as ações despencaram. O motivo? O mercado está punindo o alto custo de capital (Capex) destinado à inteligência artificial (IA).

Mendlowicz destaca que investidores estão colocando uma lupa nos gastos. A Microsoft, por exemplo, viu suas ações sofrerem o pior dia desde o início da pandemia em 2020, apesar de um salto de 60% no lucro.

“O mercado está preocupado porque as empresas estão gastando demais em IA. Se isso aqui não der dinheiro agora, no próximo trimestre o resultado vai despencar. Estamos diante da maior queima de capital da história em um negócio que, para alguns analistas, pode não dar o retorno esperado”, afirma Mendlowicz.

Oportunidade ou cilada?

Apesar do cenário de pânico e do índice de medo estar em níveis extremos, o economista mantém a calma e enxerga o recuo como um ponto de entrada estratégico. Ele confirmou que aproveitará a queda para aumentar sua posição pessoal no ativo.

“A queda do Bitcoin não é novidade. Eu já vi quedas dessa proporção em 2017 e 2018. O problema não é a queda, mas o comportamento do investidor. Quedas fortes costumam criar ótimas oportunidades. Eu disse que compraria abaixo de US$ 65 mil e sou um cara de palavra: já vou comprar”, garante o Economista Sincero.

Para Mendlowicz, o momento exige estômago e, acima de tudo, evitar a alavancagem, prática de investir dinheiro emprestado para maximizar lucros, que causou liquidações em massa nesta madrugada.

“Não entre alavancado. Tem muita gente perdendo tudo porque o mercado cai, a corretora te elimina e você perde o patrimônio da família. Se você é investidor de longo prazo, não é para sair vendendo tudo nem comprando tudo desesperadamente. Olhar a janela de curto prazo engana muito”, conclui o economista.

Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller “18 princípios para você evoluir”. Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.

 

 

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [8].

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