Mercados nesta quinta, minério, petróleo, notícia do GPA, Allied, Dexco, PetroReconcavo e de outras empresas
Publicado às 8h
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)
Alemanha (DAX): -0,01%
Londres (FTSE 100): -0,25%
Japão (Nikkei 225): -1,59% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): -0,07% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): -1,17% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: +1,10% (US$ 60,6). O Brent é referência para a Petrobras.
Petróleo WTI: +1,16% (US$ 56,6)
Bitcoin futuro: -1,02% (US$ 90.445)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,51% (US$ 4.439)
Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,37% a 813 iuanes (US$ 116,19). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h55 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,28% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,19%. Nasdaq futuro caía 0,29%.
Notícias corporativas
GPA (PCAR3) contrata A&M Performance para dar suporte no ‘plano de eficiência 2026’
O GPA (PCAR3) anunciou nesta quarta-feira, 7, a contratação da A&M Performance, braço de melhoria de performance da Alvarez & Marsal. O objetivo é dar suporte à companhia no processo de seu Plano de Eficiência 2026. “Considerando os objetivos apresentados de redução de Capex e de despesas administrativas e custos operacionais, foram contratados os serviços da A&M Performance”, afirmou o GPA em um comunicado.
Na última segunda-feira, 5, o GPA elegeu Alexandre de Jesus Santoro como CEO.
Espaçolaser (ESPA3): B3 dá prazo para companhia reenquadrar cotação das ações
A B3 identificou que desde 19 de dezembro de 2025 a cotação das ações de emissão da MPM Corpóreos – Espaçolaser (ESPA3) passou a oscilar e, em determinados pregões, apresentou preço de fechamento inferior a R$ 1,00 (um real). A B3 informou que caso a cotação de suas ações permaneça, de forma ininterrupta, em valor igual ou superior a R$ 1,00 por 30 pregões consecutivos, no período compreendido entre 6 de janeiro de 2026 (inclusive) e 18 de fevereiro de 2026 (inclusive), o eventual desenquadramento será considerado sanado, nos termos da regulamentação aplicável. No entanto, caso, durante esse período, a cotação das ações venha a encerrar a negociação abaixo de R$ 1,00 (um real) em qualquer pregão, a Espaçolaser deverá adotar as medidas cabíveis para o reenquadramento do valor de cotação de suas ações até 18 de março de 2026.
Dexco (DXCO3) investidor vai subscrever novas ações PN da controlada Jatobá Florestal
O conselho de administração da Dexco (DXCO3) aprovou a celebração de acordo de acionistas com um investidor institucional que subscreverá 100% das novas ações preferenciais a serem emitidas pela controlada indireta da companhia, Jatobá Florestal, sociedade de propósito específico cuja atividade engloba operações de exploração e comercialização de ativos florestais e arrendamento.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 7, em um fato relevante.
O acordo de acionistas estabelecerá regras para o exercício do direito de voto e restrições à transferência de ações da Jatobá. As ações preferenciais serão integralizadas mediante o aporte de aproximadamente R$ 200 milhões, passando esse investidor institucional a deter participação minoritária no capital social da Jatobá.
O fechamento da operação ainda está sujeito à celebração dos documentos definitivos, incluindo o acordo de acionistas, bem como ao cumprimento de condições precedentes.
“A operação está alinhada à estratégia de investimento da Dexco, e tem o objetivo atrair investidores para maximizar a eficiência econômica de suas atividades de base florestal, incluindo exploração e comercialização de ativos florestais e arrendamento de terras”, afirmou a companhia, destacando que, com essa iniciativa, reafirma seu compromisso com a geração de valor através do fortalecimento de sua estrutura de capital e da adoção de modelos de otimização financeira de seus ativos de terras e florestas.
Allied (ALLD3) ajusta valor por ação de JCP
A Allied (ALLD3) informou nesta quarta-feira, 7, que ajustou o valor por ação dos juros sobre capital próprio (JCP) anunciados em 15 de dezembro. Passou de R$ 0,42135900393 para R$ 0,42082241071 bruto por ação. O pagamento será realizado em parcela única, em 31 de março de 2026, com base na posição acionária constante dos registros da companhia ao final de 30 de janeiro de 2026. As ações serão negociadas “ex-juros sobre o capital próprio” a partir de 2 de fevereiro de 2026.
A Allied também recebeu nesta quarta-feira, 7, correspondência da BRL Trust Investimentos, na qualidade de administradora do Brasil Investimentos 2015 I FIP Multiestratégia (FIP I) e do Brasil Investimentos 2015 II FIP Multiestratégia (FIP II), informando que os Fundos alienaram ações ordinárias de emissão da companhia. Os Fundos passaram a deter, conjuntamente, 52.195.000 ações ordinárias, representando 54,91% do capital social da Allied, considerando o aumento de capital aprovado pela companhia em 6 de janeiro de 2026, que elevou o total de ações para 95.051.972.
Tem ‘data com’ nesta quinta, 8:
PetroReconcavo (RECV3)
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da PetroReconcavo, é nesta quinta, 8. A partir de sexta, 9, as ações serão negociadas ex-provento. O valor de R$ 1,02 por ação ordinária será pago em 3 etapas. O primeiro pagamento no valor de R$ 0,34 por ação em dezembro de 2026. O segundo pagamento no valor de R$ 0,34 por ação, em dezembro de 2027. E o terceiro, correspondente a R$ 0,34 por ação, em dezembro de 2028.
Armac (ARML3)
A ‘data com’ para ter direito aos JCP e dividendos da Armac anunciados em 26 de dezembro, é na quinta-feira, 8. A partir de sexta, 9, as ações serão negociadas ex-proventos. Os dividendos são no valor total de R$ 105,1 milhões, equivalentes a R$ 0,30 por ação. O pagamento será até o dia 30 de dezembro de 2026. Serão pagos aos acionistas JCP no montante bruto de R$ 34,9 milhões, equivalentes a R$ 0,10 por ação. O pagamento será em data a ser definida pela diretoria executiva.
Banco Pine (PINE4)
A ‘data com’ para ter direito aos JCP e dividendo o Banco Pine, anunciados em 26 de dezembro, é na quinta, 8. A partir de sexta, 9, as ações serão negociadas ex-proventos. Os JCP são no valor bruto total de R$ 23,7 milhões e a distribuição de dividendos é no valor de R$ 6,3 milhões. A distribuição de JCP representa um valor bruto de R$ 0,10 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. A distribuição de dividendos representa um valor de R$ 0,02 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. O crédito dos juros sobre o capital próprio e dos dividendos ocorrerá em 16 de janeiro de 2026.
Vittia (VITT3)
A ‘data com’ para ter direito aos JCP da Vittia, anunciados em 31 de dezembro, é na quinta, 8. A partir de sexta, 9, as ações serão negociadas ex-provento. O valor bruto é de R$ 0,03 por ação. O pagamento será realizado até 31/12/2026.
Economia
Preços globais do petróleo permanecem praticamente inalterados com operação dos EUA na Venezuela
A captura do líder de longa data da Venezuela, Nicolás Maduro, terá apenas um efeito limitado nos preços globais de petróleo em 2026 porque não mudará materialmente a oferta da commodity, de acordo com o último relatório da Moody’s. No longo prazo, esse evento pode facilitar a reentrada de empresas petrolíferas norte-americanas e internacionais na Venezuela, que possui algumas das maiores reservas de petróleo pesado subdesenvolvidas do mundo. No entanto, a magnitude do investimento e o prazo necessários para aumentar significativamente a produção do país tornarão improvável até mesmo um impacto de médio prazo nos preços globais do petróleo.
A administração Trump supervisionou, em 3 de janeiro de 2026, uma operação que resultou na captura de Maduro. O impacto imediato desse desdobramento geopolítico nos mercados globais de petróleo permanece pequeno. A Venezuela exportou cerca de 950.000 barris por dia (bpd) em novembro de 2025, o que representa menos de 1% da oferta global. Os volumes de exportação caíram para cerca de 500.000 bpd em dezembro, após bloqueios parciais de embarques e apreensões de navios-tanque nos EUA. Mesmo que a produção retornasse rapidamente à capacidade nacional estimada de 1.1 milhão de bpd, isso só aumentaria o superávit predominante no mercado global de petróleo até 2027.
No curto prazo, qualquer petróleo venezuelano adicional que chegar aos EUA expandirá os diferenciais nos preços de petróleo pesado, beneficiando moderadamente as refinarias da Costa do Golfo dos EUA que estão particularmente equipadas para lidar com petróleo pesado, incluindo Valero Energy, Marathon Petroleum e CITGO Petroleum. No entanto, diferenciais mais amplos para o petróleo pesado pressionariam moderadamente os produtores canadenses, como a Canadian Natural Resources.
Se levar a uma eventual abertura da indústria petrolífera da Venezuela, o evento beneficiará mais facilmente os produtores dos EUA com envolvimento atual ou passado no país, como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil. As empresas europeias que mantiveram ativos na Venezuela, como Eni e Repsol, também estariam bem-posicionadas para capitalizar a melhora do acesso aos recursos, junto com provedores globais de serviços para campos petrolíferos, como SLB e Halliburton.
No entanto, a atratividade da Venezuela para grandes investimentos dependeria de mudanças significativas em sua governança e de uma melhora sustentada na situação de segurança do país e na confiança na inviolabilidade dos contratos. Serão necessários grandes investimentos apenas para manter a capacidade de produção atual do país, com investimentos enormes e muitos anos para elevar a produção de petróleo aos patamares anteriores. Portanto, qualquer benefício para as empresas de petróleo e gás provavelmente ocorrerá no longo prazo e dependerá do tamanho e do momento desses investimentos. Um aumento material da produção venezuelana provavelmente limitaria futuras altas dos preços do petróleo ou até pressionaria os preços, dependendo de como as fontes globais de oferta se ajustarem no longo prazo.
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