Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas

27 de janeiro de 2026 Por Redação

Publicado às 9h23 – atualizado às 9h40

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) abriu em alta nesta terça-feira, 27. Às 9h40 subia 1,54% aos 182.515 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h38 o dólar comercial tinha baixa de 0,14% cotado a R$ 5,273 na venda.

IPCA-15 abaixo do esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,20% em janeiro, 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do resultado de dezembro (0,25%). A estimativa de analistas da agência Reuters era alta de +0,22%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, abaixo dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,11%.

Petróleo e minério

Às 9h18 o preço do barril de petróleo Brent caía 0,12% (US$ 64,7). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,51% a 788 iuanes (US$ 113,31). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h16 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,33% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,25%. Nasdaq futuro subia 0,66%.

Notícias corporativas

Hapvida (HAPV3) anuncia rescisão de contrato vinculante para aquisição de hospital da Oncoclínicas

A Hapvida (HAPV3), em referência ao comunicado ao mercado divulgado em 25 de agosto de 2025 sobre a celebração de contrato vinculante para aquisição de 100% do capital social do Hospital de Oncologia do Méier, de propriedade da Oncoclínicas, no Rio de Janeiro, informou nesta terça-feira, 27, que a transação não será concluída. 

Segundo a Hapvida, nos termos do instrumento celebrado, a consumação estava condicionada, entre outros fatores, à realização de diligência e à negociação e assinatura dos contratos definitivos, bem como ao cumprimento das condições de fechamento usuais. 

“Concluídas as etapas aplicáveis, as partes não alcançaram termos e condições satisfatórios e, por isso, a companhia decidiu rescindir o contrato vinculante, encerrando as tratativas”, afirmou a Hapvida em um comunicado ao mercado. 

A companhia reforçou seu momento de disciplina e rigor na alocação de capital e seguirá avaliando oportunidades alinhadas aos seus objetivos. Nessa linha, revisou o cronograma de planejamento e obras do seu novo hospital no Rio de Janeiro, da Cidade Nova, para antecipar sua inauguração (prevista para o primeiro semestre de 2027). O novo hospital, de alta complexidade, terá capacidade de até 250 leitos e deverá ampliar a oferta assistencial e suportar a demanda da Hapvida na região.

Embraer e Adani Defence & Aerospace anunciam parceria para desenvolvimento da aviação regional na Índia

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) e a Adani Defence & Aerospace, uma das líderes do setor aeroespacial indiano e a principal companhia do Grupo Adani, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) para desenvolver na Índia um ecossistema integrado de aeronaves com foco na aviação comercial regional. As companhias planejam cooperar na fabricação de aviões, na cadeia de suprimentos, nos serviços de pós‑venda e no treinamento de pilotos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 27.

A parceria tem como objetivo instalar uma unidade de produção de aeronaves na Índia e ampliar, de forma gradual, o conteúdo produzido localmente, apoiando o programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA, na sigla em inglês). A iniciativa também se alinha aos programas Aatmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), que busca fortalecer a capacidade industrial no país, e ao UDAN — política nacional dedicada à ampliação da conectividade aérea regional.

“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer, e esta parceria reúne nossa experiência no setor aeronáutico às sólidas capacidades industriais da Adani e ao seu compromisso com o desenvolvimento da indústria local”, afirma Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Juntos, avaliaremos as soluções mais viáveis, avançadas e eficientes para apoiar o desenvolvimento do programa RTA na Índia e os próximos passos para sua implementação.”

A parceria se apoiará na ampla experiência da Embraer em engenharia e fabricação de aeronaves, somada à presença da Adani em toda a cadeia de valor da aviação, incluindo infraestrutura aeroportuária, produção aeroespacial, serviços de MRO e treinamento de pilotos.

“A aviação regional é essencial para o crescimento econômico. Com a ampliação da conectividade aérea em metrópoles regionais e cidades do interior do país, a criação de uma estrutura robusta para a aviação regional tornouse ainda mais necessária na Índia”, afirma Jeet Adani, Diretor da Adani Defence & Aerospace.

O ecossistema proposto tem como objetivo atender à demanda doméstica e gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos nas áreas de engenharia, fabricação, logística e serviços de suporte.

“Estamos contribuindo para estruturar o futuro da aviação regional na Índia — um movimento decisivo para impulsionar a capacidade industrial do país, reduzir desigualdades entre regiões, criar empregos altamente qualificados e fortalecer a posição da Índia no cenário aeroespacial global”, afirma Ashish Rajvanshi, Presidente & CEO da Adani Defence & Aerospace.

A Embraer tem uma presença consolidada e em expansão na Índia, onde quase 50 aeronaves da companhia — distribuídas em 11 modelos — operam na aviação comercial, de defesa e executiva. Na Força Aérea Indiana, destacam se o Legacy 600 e o ‘Netra’ AEW&C, desenvolvido a partir da plataforma ERJ145. Já a Star Air conta com uma frota de 13 aeronaves, composta pelos jatos E175 e ERJ145.

Prefeitura de Congonhas suspende alvarás de funcionamento das atividades da Vale atreladas a permissões nas unidades de Fábrica e Viga

A Vale (VALE3) recebeu ofício da prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, por meio do qual foram determinadas a suspensão de alvarás de funcionamento das atividades da Vale atreladas às referidas permissões nas unidades de Fábrica e Viga, bem como a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela companhia.

Em um comunicado enviado ao mercado na noite de segunda-feira, 26, a Vale reiterou seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, esclarecendo que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A mineradora informou que suspendeu operações nas unidades mencionadas e irá se manifestar “tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários”.

A Vale reforçou ainda que seus guidances seguem inalterados.

Em outro comunicado enviado ao mercado na tarde desta segunda-feira, 26, a Vale explicou que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo, 25, foram contidos. A mineradora esclareceu, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra). A companhia destacou que realiza periodicamente “ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras”.

A empresa informou que reforçou esses procedimentos durante o intenso período chuvoso.

Kepler Weber (KEPL3) confirma projeto de armazenagem de milho na Venezuela

A Kepler Weber (KEPL3) prestou esclarecimentos sobre notícias veiculadas na imprensa, em especial a matéria publicada em 21/01/2026 pelo Globo Rural, que menciona projeto de armazenagem de milho na Venezuela.

A companhia confirmou a veracidade das informações divulgadas na matéria jornalística. O projeto mencionado refere-se à instalação de unidade de armazenagem e beneficiamento de milho no mercado venezuelano, conduzido no âmbito do segmento de Negócios Internacionais, em linha com a estratégia de diversificação geográfica da Kepler.

“O referido contrato insere-se no curso normal dos negócios da Kepler Weber, não representando, de forma individual, operação com impacto material sobre a situação econômico-financeira da companhia, tampouco sendo, de forma isolada, suficiente para influenciar a decisão de investimento dos acionistas ou do mercado em geral”, afirmou a companhia em um comunicado ao mercado.

Ainda de acordo com a Kepler, o valor do projeto corresponde a percentual imaterial da receita líquida consolidada da companhia.

Inter (INBR32) aprova descontinuação de BDRs Patrocinados e novo programa de BDRs Não Patrocinado

O Banco Inter (B3: INBR32; NASDAQ: INTR) informou que seu conselho de administração aprovou o início do processo para descontinuar seu programa de BDRs Patrocinados Nível II e, simultaneamente, criar um programa de BDRs Não Patrocinados Nível I.

“A proposta para a descontinuidade do programa de BDRs Patrocinados Nível II tem como objetivo maximizar a eficiência e minimizar redundâncias consequentes da manutenção da condição de companhia aberta em mais de uma jurisdição”, afirmou o Banco no fato relevante.

Ainda segundo o Inter, sua administração afirma que a presente deliberação não afeta o compromisso de longo prazo do Grupo Inter com o Brasil, tampouco com o mercado de capitais brasileiro.

O plano para descontinuidade do Programa de BDRs Patrocinados Nível II será submetido à aprovação da B3 e, se aprovado no formato proposto, oferecerá aos detentores de BDRs Patrocinados Nível II as seguintes opções, a serem definidas pelos investidores em até 30 dias do lançamento do plano: manter-se como acionista do Banco Inter, mediante o recebimento de ações ordinárias classe A negociadas na Nasdaq, na proporção dos BDRs Patrocinados Nível II detidos por cada titular, sendo que cada BDR Nível II representa uma de ação ordinária classe A (para que seja possível ao detentor de BDRs Patrocinados Nível II escolher esta opção, o investidor deverá manter uma conta de custódia ativa em corretora habilitada pela Nasdaq; realizar a venda das ações ordinárias Classe A subjacentes aos BDRs Patrocinados Nível II detidos pelo investidor, na Nasdaq, em processo de venda facilitado, a ser instituído pela companhia; ou manter-se como detentores de BDRs da companhia mediante o recebimento de BDRs Não Patrocinados Nível I, na proporção de 1:1 para os BDRs Patrocinados Nível II detidos por cada titular, sendo que cada BDR Patrocinado Nível II tem a mesma composição que os BDRs Não Patrocinados Nível I.

“O plano para descontinuidade do Programa de BDRs Patrocinados Nível II, atualmente sujeito à aprovação da B3 e CVM, contempla a adoção de procedimento diferenciado aplicável aos acionistas que não manifestarem ativamente sua escolha entre as opções disponíveis. Os detalhes do referido plano serão divulgados ao mercado oportunamente, após sua aprovação pelas referidas autoridades”, explicou o Banco Inter.

Moody’s eleva nota de crédito da Prio (PRIO3)

A agência de classificação de risco Moody’s elevou de Ba3 para Ba2 o rating corporativo da Prio (PRIO3) e o rating das notas seniores não garantidas de US$ 700 milhões da Prio Luxembourg Holding (PetroLux) com vencimento em 2030, após a aquisição de uma participação adicional de 40% em Peregrino, um campo produtor de petróleo e gás no Brasil, que aumentará materialmente a produção e o tamanho das reservas de suas reservas.

Ao mesmo tempo, a agência elevou de Ba3 para Ba1 o rating das notas seniores garantidas da PetroLux de US$ 169 milhões com vencimento em 2026, para refletir a posição privilegiada dos credores garantidos na estrutura de capital da Prio.

Ambas as perspectivas foram alteradas de positiva para estável.

A elevação da classificação da Prio ocorre após a conclusão da aquisição de uma participação adicional de 40% em Peregrino da Equinor por aproximadamente US$ 1,5 bilhão. Isso elevará a participação da Prio no ativo para 80% e sua operação, visto que ela adquiriu inicialmente 40% de Peregrino em dezembro de 2024 por US$ 1,9 bilhão. Com essa aquisição, a Prio adicionará mais de 40 mil barris por dia de produção de petróleo, aumentando a produção total para mais de 150 mil barris por dia (bbl/d), um aumento de cerca de 58,8% em relação aos níveis de setembro de 2025.

A recente aquisição é apenas a primeira parte da transação. A segunda parte deverá ser concluída até meados de 2026 com a aquisição dos 20% restantes do campo, destaca a agência.

Historicamente, a Prio tem apresentado índices de alavancagem extremamente baixos, observa a Moody’s. Embora, para financiar a aquisição, a petroleira tenha captado dívida, elevando a alavancagem bruta ajustada para 3,8x nos doze meses encerrados em setembro de 2025, a agência espera que esse indicador diminua para níveis mais compatíveis com a categoria de rating nos próximos 12 a 18 meses, atingindo cerca de 1,5x a 2,0x, à medida que a empresa se beneficia do Ebitda adicional de Peregrino.

União Pet (AUAU3) anuncia pagamento de dividendo intermediário

A União Pet Participações (AUAU3), companhia resultante da fusão entre a Petz e a Cobasi, informou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos intermediários. O valor é de R$ 25.967.993,74. Essa quantia corresponde à R$ 0,03027700405 por ação ordinária. Terão direito aos dividendos declarados as pessoas inscritas como acionistas nos registros da companhia no encerramento do pregão da B3 de 14 de maio de 2026 (data-base), respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive. As ações de emissão da União Pet serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 15 de maio de 2026. O pagamento dos dividendos será realizado em 29 de maio de 2026.

Itaú (ITUB4) ajusta valor bruto de JCP mensal após mudança no IR; confira o cronograma de pagamento

O Itaú (ITUB4) atualizou o valor bruto dos juros sobre o capital (JCPs) mensal referente ao exercício de 2026, divulgado no aviso aos acionistas de 9 de dezembro de 2025, em decorrência da promulgação da Lei Complementar nº 224/2025, com vigência a partir de 01.01.2026, que alterou a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP), passando de 15% para 17,5%.

Em um aviso aos acionistas divulgado após o fechamento do mercado na segunda-feira, 26, o banco informou que o valor líquido de R$ 0,015 por ação (ordinária e preferencial) será mantido para os JCPs mensais relativos ao ano de 2026.

Com isso, o valor bruto passa a ser R$ 0,018182 por ação (antes era R$ 0,01765). O cronograma de pagamento de JCPs mensais permanece inalterado. Confira aqui a tabela com os detalhes.

Siga o canal no Whatsapp com notícias de empresas: entre aqui