Ibovespa futuro abre em alta; dólar cai

Publicado às 9h31 – atualizado às 9h45
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) abriu em alta nesta quarta-feira, 21. Às 9h45 subia 1,01% aos 169.395 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 9h45 o dólar comercial tinha queda de 0,41% cotado a R$ 5,359 na venda.
Petróleo e minério
Às 9h20 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,25% (US$ 65,06). O Brent é referência para a Petrobras.
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,32% a 784 iuanes (US$ 112,62). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h21 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,11% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,07%. Nasdaq futuro caía 0,23%.
Notícias corporativas
BC decreta liquidação extrajudicial da Will Financeira
O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira, 21, a liquidação extrajudicial da empresa Will Financeira (Will Bank), que faz parte do conglomerado do banco Master.
A decisão foi tomada em extensão ao comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse do Banco Master, que também foi liquidado em novembro de 2025. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, é um dos controladores da Will Financeira.
“Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira. Tal solução, contudo, não se mostrou viável, verificando-se no dia 19 de janeiro de 2026 o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard (Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda.) e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo”, afirmou o BC. O RAET é o Regime Especial de Administração Temporária.
Azul: aporte adicional de credores pode antecipar saída da recuperação judicial nos EUA
Em um fato relevante enviado ao mercado nesta quarta-feira, 21, a Azul anunciou que determinados credores e stakeholders concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões para apoiar a saída antecipada da companhia do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
“Tal investimento incremental de US$ 100 milhões, juntamente com a garantia firme de subscrição de US$ 650 milhões no contexto da oferta pública de saída do Chapter 11 e dos US$ 200 milhões a serem investidos por investidores estratégicos, elevará o montante total de investimentos a serem captados pela companhia de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões”, afirma a companhia aérea no fato relevante.
Dexco (DXCO3) vende 1,2 milhão de metros cúbicos de ativos florestais
A Dexco (DXCO3) celebrou contrato de venda de madeira em pé, referente a aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de ativos florestais para “um player” do setor de madeira.
“A operação está em linha com a estratégia da companhia de desalavancagem, constantemente buscando oportunidades no mercado para geração de resultados positivos”, afirmou a Dexco em um fato relevante.
Ainda segundo a companhia, a venda desse excedente de madeira foi gerada através da maior produtividade das florestas e de aquisições adicionadas ao seu ativo florestal, não impactando o maciço florestal dedicado à produção de painéis de madeira.
O ativo florestal adicional foi adquirido em parte através da utilização de terras próprias como pagamento, terras essas que permanecerão sob gestão e propriedade da Dexco na produção de floresta nos próximos anos.
A Dexco esclareceu também que a operação não compromete sua autossuficiência florestal; não reduz a base necessária para a produção de painéis de madeira, preservando integralmente sua capacidade operacional; e está alinhada à estratégia de desalavancagem financeira, uma vez que gera impactos positivos em fluxo de caixa.
A consumação da operação está condicionada a obtenção das aprovações concorrenciais aplicáveis perante o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Tenda (TEND3) anuncia reorganização estratégica na diretoria executiva
A construtora Tenda (TEND3) anunciou a reorganização estratégica em sua diretoria executiva. Luis Gustavo S. Martini, anteriormente diretor executivo da Alea, assume a nova diretoria executiva da Holding (Tenda e Alea) de digital e marketing. Com trajetória de mais de 20 anos liderando unidades de negócio e inovação em empresas como Wine, Natura e Amazon, Martini é Engenheiro Mecânico pela USP, Mestre pelo ITA e pós-graduado em Marketing pela FGV.
Os demais diretores da Alea passam a se reportar diretamente ao CEO da Tenda, Rodrigo Osmo, promovendo uma gestão integrada e ainda mais ágil entre as duas unidades de negócio.
Segundo a Tenda, os principais objetivos dessa reorganização são reforçar a área de marketing, especialmente em um momento em que produtos com atributos diferenciados e a Faixa 3 ganham relevância no portfólio; fortalecer a área de tecnologia, pela maior relevância assumida pelas ferramentas digitais no dia-a-dia do nosso negócio e visando alavancar as oportunidades trazidas pela inteligência artificial; acelerar o processo de verticalização da mão de obra na Alea, para maior controle e eficiência, promovendo a estabilização operacional.
“Esta movimentação visa potencializar a eficiência operacional das unidades de negócio (Tenda e Alea), além de acelerar a captura de sinergias corporativas, garantindo maior agilidade na execução do plano de negócios da companhia”, explicou a Tenda.
Simpar (SIMH3) divulga a prévia operacional do 4T25
A Simpar (SIMH3) divulgou a prévia dos resultados do quarto trimestre (4T25) e do ano de 2025.
A receita líquida consolidada no 4T25 somou R$ 11,2 bilhões, alta de 4,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025 a receita líquida foi de R$ 43,7 bilhões, crescimento de 6,6% em relação a 2024.
Ainda segundo a companhia, a alavancagem financeira consolidada do grupo Simpar atingiu o menor patamar dos últimos 15 anos. No 4T25, a alavancagem financeira consolidada (dívida líquida/Ebitda) reduziu para 3,1x, melhora de 0,5x na base anual de comparação, resultado de avanços em eficiência operacional; menor necessidade de investimentos; e conclusão da venda da Ciclus Rio.
Netflix supera previsões mas ações caem em NY
A Netflix (Nasdaq: NFLX; B3: NFLX34) divulgou que teve no quarto trimestre de 2025 lucro líquido de US$ 2,42 bilhões, acima dos US$ 1,87 bilhão apurados no mesmo período de 2024.
A receita da companhia americana atingiu US$ 12,05 bilhões no período, superando as estimativas de US$ 11,97 bilhões e representando um crescimento de 17,6% na base anual de comparação.
Mas o guidance decepcionou os investidores. Para o trimestre atual a gigante do streaming projeta lucro de US$ 0,76 por ação e receita de US$ 12,16 bilhões. As expectativas dos analistas eram de lucro de US$ 0,81 por ação, com faturamento de US$ 12,19 bilhões.
Nas negociações pré-abertura do mercado em Nova York as ações operavam em queda. Às 8h os papéis NFLX caíam 6,65%.
Oncoclínicas (ONCO3): diretor executivo de estratégia deixa o cargo
A Oncoclínicas (ONCO3) informou que João Carlos Figueiredo Padin deixará o cargo de diretor executivo de estratégia. O executivo permanecerá nessa posição até 1° de fevereiro de 2026. A companhia agradeceu João pelos serviços prestados durante seu mandato.
Cade e Aneel aprovam transferência de controle da Emae para a Sabesp (SBSP3)
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em reunião realizada nesta terça-feira, 20, aprovou a anuência prévia para a transferência do controle societário da Emae para a Sabesp (SBSP3).
Já o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em julgamento no Tribunal Administrativo (Circuito Deliberativo Virtual), negou, por unanimidade, recurso interposto pela Phoenix Água e Energia, mantendo a aprovação, sem restrições, do ato de concentração relacionado à aquisição do controle da Emae pela Sabesp, cuja decisão foi divulgada também nesta terça-feira.
A efetiva consumação da transferência do controle societário para a Sabesp depende de formalidades adicionais previstas nos respectivos contratos celebrados com a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e a Axia Energia (AXIA3), afirmou a Sabesp em um fato relevante enviado ao mercado após o pregão desta terça, ressaltando que estão em fase de implementação.
A operação é vista como uma derrota para o empresário Nelson Tanure. O fundo Phoenix, do empresário, comprou a Emae em leilão em 2024, no processo de privatização da companhia, e tentava barrar a operação.







