8 artigos sobre fundamentos de empresas que foram destaque nesta semana

Publicado às 20h55
Artigos que foram destaque nesta semana:
Confira abaixo os artigos com análise de fundamentos que foram destaque nesta semana no Finance News. Importante lembrar que o Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. Os textos têm por objetivo informar.
Eztec (EZTC3): a avaliação da prévia do 4T25
Para o time de analistas do BTG Pactual, a Eztec (EZTC3) reportou resultados operacionais sólidos no quarto trimestre (4T25), com lançamentos fortes e vendas líquidas acima das estimativas. Os número trimestrais foram divulgados na sexta-feira, 16.
As vendas brutas atingiram R$ 650 milhões, com cancelamentos de R$ 93 milhões, resultando em vendas líquidas de R$ 557 milhões, alta de 41% na base anual.
Foram lançados três projetos no trimestre, totalizando R$ 783 milhões, crescimento de 200% ano/ano.
O banco destacou em relatório que a companhia acelerou lançamentos em 2025 para aumentar o giro de ativos e ainda enfrenta desafios para reduzir estoques prontos, que somavam R$ 1,1 bilhão.
As vendas líquidas ficaram 5% acima das estimativas, reporta a equipe de analistas, que manteve a recomendação de “compra” para o ativo.
Já a XP considerou os resultados operacionais da Eztec no 4T25 positivos, apoiados pela forte aceitação de seus projetos recém-lançados para a classe média. A avaliação de seus analistas é que isso impulsionou uma sólida expansão da VSO (Vendas sobre Oferta) e pode potencialmente gerar efeitos positivos no resultado do 4T25, uma vez que as cláusulas suspensivas já foram superadas.
Fitch eleva ratings da Guararapes (GUAR3)
A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou para ‘AA-(bra)’, de ‘A+(bra)’, o Rating Nacional de Longo Prazo da Guararapes (GUAR3) e de sua sétima emissão de debêntures quirografárias com vencimento final em 2028. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.
Segundo a agência, a elevação reflete a expectativa de que a Guararapes preservará perfil financeiro fortalecido nos próximos anos, com margem de Ebitdar na operação de varejo em torno de 15%, alavancagem reduzida e fluxos de caixa livre (FCFs) positivos a partir de 2026.
A Fitch estima alavancagem financeira de 2,6 vezes em 2026 e próxima a 2,2 vezes em 2027, apesar dos maiores investimentos.
A agência acredita que a companhia continuará eficiente na gestão de capital de giro, e que manterá perfil de liquidez robusto no horizonte do rating. O rating reflete o adequado posicionamento da Guararapes no setor de moda brasileiro e a força da marca Riachuelo. A volatilidade inerente ao setor e a expectativa de desaceleração no ambiente de consumo em 2026 também foram contemplados na avaliação.
O resultado do Enamed e o impacto nas educacionais
O Ministério da Educação divulgou os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 304 cursos de medicina sujeitos à regulação federal.
Do total, 204 cursos obtiveram notas entre 3 e 5, enquanto 99 cursos, ou 33%, ficaram na faixa insatisfatória entre 1 e 2. Apenas um curso não recebeu nota.
Em relatório, o time de analistas do BTG Pactual destaca que, entre os cursos com notas 1 e 2, há exposição relevante de grupos listados como Yduqs (YDUQ3), Cogna (COGN3), Ânima (ANIM3), Afya, Ser Educacional (SEER3), Cruzeiro do Sul (CSED3) e Vitru.
Segundo o time de analistas do banco, proporcionalmente, Yduqs e Ser aparecem como os mais afetados, com até 15% e 13% das vagas potencialmente impactadas, respectivamente.
Ainda de acordo com o relatório, sinais do Ministério da Educação indicam possíveis restrições de vagas conforme as notas, mas a legislação formal não prevê penalidades econômicas automáticas.
Diante disso, grupos educacionais tendem a buscar vias administrativas e judiciais para garantir período de transição e tempo de adaptação, avalia a equipe do BTG.
Safra inicia cobertura do Banco Pine (PINE4)
O Banco Safra iniciou a cobertura do Banco Pine (PINE4) com recomendação de “compra” e preço alvo de R$ 19. Às 13h as ações do PINE tinham alta de 0,68% a R$ 13,29.
A tese do Safra para o Banco Pine gira em torno da decisão recente do banco de voltar o foco para o varejo, agora com uma oportunidade significativa a ser capturada após a rápida expansão do consignado privado no Brasil.
O Safra espera que o banco aumente rapidamente o peso de ativos de maior retorno em seu portfólio, criando uma “janela de resultados de alto impacto”.
A avaliação é que isso deve ficar mais evidente em 2026, traduzindo-se em retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) acima de 30%.
A interação entre maiores margens, alavancagem operacional e um patrimônio ainda contido torna 2026 um ano especialmente forte para o retorno sobre patrimônio, marcando um
pico de ROE de 33%, seguido por uma normalização gradual para níveis na casa dos 20% ao longo do tempo.
As estimativas do Safra são de lucro líquido de R$ 511 milhões e R$ 582 milhões para 2026 e 2027, 13% e 10% acima do consenso, respectivamente.
O Safra vê a ação PINE4 negociando a 6,3x P/L 2026 e 5,5x P/L 2027.
Entre os principais riscos da tese, os analistas destacam a deterioração do ambiente macroeconômico; riscos de execução, especialmente relacionados ao consignado privado (maior inadimplência, menores taxas); maior competição dos grandes bancos; e mudanças regulatórias desfavoráveis.
Prio (PRIO3): a avaliação do Goldman Sachs
O time de analistas do Goldman Sachs elevou a recomendação da Prio (PRIO3) de “neutro” para “compra”, com preço-alvo de R$ 58,45.
A avaliação é que 2026 pode ser um ano de crescimento orgânico relevante para a petroleira, com o primeiro óleo de Wahoo e um poço adicional em Frade sendo capazes de mais do que compensar o declínio natural da produção.
Ainda de acordo com a equipe do Goldman Sachs, a expectativa é de alta de 68% na produção média anual, ou cerca de 40% em termos comparáveis, excluindo a recente aquisição de participação adicional em Peregrino.
Além disso, apesar dos riscos de execução, o time de analistas destaca o histórico sólido da companhia em campanhas de perfuração, o que favorece uma relação risco-retorno positiva.
O banco destaca também que a Prio poderá fornecer mais detalhes sobre a política de remuneração aos acionistas, com possível anúncio até o primeiro semestre deste ano. O Goldman Sachs vê espaço para retorno total ao acionista de cerca de 7% em 2026.
Com relação à PetroRecôncavo, a recomendação foi cortada de “neutro” para “venda”, com preço-alvo de R$ 9,50.
A equipe do Goldman Sachs manteve a recomendação de “venda” para a Brava com preço-alvo de R$ 15.
Gerdau (GGBR4): a avaliação do BTG
O time de analistas do BTG Pactual continua com a visão de que a Gerdau (GGBR4) é a melhor operadora do segmento de aço do Brasil, mas destaca em relatório que após uma alta de 40% em seis meses, o risco-retorno ficou menos atrativo.
O banco tem recomendação “neutra” para a siderúrgica, principalmente devido ao valuation, com poucas mudanças no modelo. O preço-alvo foi elevado de R$ 20 para R$ 25 por ação.
A avaliação é que a Gerdau continua com dois caminhos opostos: forte desempenho nos Estados Unidos e fundamentos fracos no Brasil. No Brasil, não se observam benefícios relevantes de antidumping em 2026, o que limita a perspectiva de recuperação doméstica, comenta a equipe do BTG, salientando que a divisão norte-americana permanece forte, mas o potencial de revisões positivas já está amplamente precificado.
O acordo USMCA em 2026 surge como risco, podendo comprimir spreads regionais, explica a equipe. O USMCA é a sigla para United States-Mexico-Canada Agreement (T-MEC em espanhol). É um acordo de livre comércio entre Estados Unidos, México e Canadá que substituiu o NAFTA.
Ainda de acordo com o relatório, no Brasil, preços pressionados, importações elevadas e fraca precificação devem persistir.
As estimativas de 2026 foram elevadas em 8%, levando o Ebitda consolidado a R$ 11,9 bilhões.
Sabesp (SBSP3): Safra vê potencial de valorização limitado
O time de analistas do Safra rebaixou a recomendação para a Sabesp de “compra” para “neutro”. Após os papéis da Sabesp subirem 51% em 2025, a equipe do banco vê um potencial de valorização limitado para as ações. O banco elevou o preço-alvo de R$ 144,10 para R$ 146.
No entanto, o time de analistas destaca em relatório que acredita que a companhia ainda pode encontrar novos vetores de crescimento e surpreender positivamente com novas medidas de eficiência.
A nova gestão da Sabesp implementou iniciativas significativas de eficiência no ano passado, permitindo reduzir custos gerenciáveis ajustados em 25%. Como resultado, o Ebitda ajustado dos 9M25 cresceu 21% na base anual. A companhia já anunciou um novo programa de desligamento voluntário, que, segundo as estimativas, pode reduzir custos trabalhistas em 30%.
Na visão do Safra, a conclusão da primeira revisão tarifária pós-privatização no final de 2025 foi positiva, já que os principais elementos da revisão (opex e RAB) ficaram próximos das estimativas, sustentando um Ebitda regulatório de longo prazo saudável e reduzindo a percepção de risco.
A equipe do Safra também comenta que a hidrologia reduz parte do ímpeto da Sabesp. O mês de janeiro se mostrou desafiador em termos de afluências hídricas. Como resultado, o banco revisou o modelo do Sistema Cantareira e, embora as afluências possam melhorar em fevereiro e março (que normalmente representam 25% do total anual), o Safra vê um cenário desafiador que pode demandar medidas adicionais para garantir o abastecimento até o final de 2026.
Direcional (DIRR3): ações ensaiam recuperação após queda de mais de 20% desde dezembro
O time de analistas do Safra considera a queda recente dos papéis da Direcional (DIRR3), desde o pico das ações em dezembro de 2025, como excessiva, o que trouxe o ativo para um patamar de valuation considerado atrativo (6,6x P/L). O múltiplo Preço/Lucro permite identificar se um ativo está caro ou barato em relação à sua capacidade de gerar lucro.
Da máxima em dezembro até a sexta-feira, 23 de janeiro, as ações registravam queda de 18%. O Safra tem recomendação de “compra” para a DIRR3 com preço-alvo de R$ 15,45, destacando que a companhia seguirá se beneficiando do forte dinamismo do segmento de baixa renda, à medida que continua a escalar sua operação com execução consistente e acelerar o ritmo de lançamentos, mantendo uma trajetória sólida de crescimento.
Na semana passada as ações da Direcional voltaram a cair com força após a divulgação da prévia do quarto trimestre (4T25). A equipe do BTG observou em relatório que as vendas líquidas da Direcional no 4T25 ficaram abaixo do esperado, totalizando R$ 1,52 bilhão, queda de 4% no ano, 11% abaixo da estimativa. A companhia encerrou o trimestre com R$ 5,7 bilhões em estoques, equivalentes a aproximadamente 11 meses de vendas. A leitura foi de vendas mais fracas do que o esperado, mas influenciadas pela concentração de lançamentos em dezembro, com expectativa de melhora no primeiro trimestre (1T26), avalia o BTG.
A Direcional vai divulgar os resultados do 4T25 no dia 9 de março.






