
Publicado às 14h25
Veja os artigos sobre fundamentos que foram destaque na semana que passou.
IRB (IRBR3): a avaliação do J.P. Morgan [1]
O time de analistas do J.P. Morgan elevou a recomendação para as ações do IRB. Passou de “underweight” (equivalente à venda) para “overweight” (equivalente à compra). O preço-alvo também foi elevado: de R$ 54 para R$ 64. O IRB é agora a ação preferida do banco-americano entre as seguradoras.
Mesmo que o negócio não consiga entregar crescimento, o J.P. Morgan acredita que os investidores serão bem remunerados por meio de dividendos. A estimativa é que o IRB poderá distribuir 50% dos lucros em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, gerando dividendos com rendimentos de 8%, 13% e 18%, respectivamente.
Além disso, a avaliação é que a companhia ainda oferece espaço razoável para reprecificação, negociando a 5,5 vezes o P/L ( Preço/Lucro) em caixa para uma CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de lucro estimado em 16% entre 2025 e 2027.
Totvs (TOTS3): a avaliação do BTG [2]
A Totvs (TOTS3) figura entre as dez ações de melhor desempenho do Ibovespa desde o fim de 2018, período em que uma nova gestão reposicionou a estratégia e impulsionou alta de cerca de 470% no papel, contra 87% do índice, ressalta o time de analistas do BTG em relatório.
O banco destaca que a companhia se consolidou como favorita de investidores estrangeiros, que detêm 92% do free float, por ser uma das poucas empresas do índice capazes de crescer receita líquida organicamente perto de 20% ao ano, com expansão de margens.
Após anos em que o papel ficou praticamente estabilizado em torno de R$ 30, o rali de quase 80% neste ano aproximou a cotação dos níveis sugeridos pelos fundamentos, avalia o time de analistas.
O BTG tem classificação de “compra” para o ativo com preço-alvo de R$ 55.
A equipe explica que a tese se apoia em um crescimento de longo prazo, com drivers estruturais que permanecem intactos, o que reforça a qualidade da tese.
Fitch afirma rating ‘AAA(bra)’ da Totvs [3]
A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou na sexta-feira, 12, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ da Totvs (TOTS3) e de sua quinta emissão de debêntures. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.
Segundo a agência, o rating da Totvs reflete a sua liderança no competitivo setor de serviços de software de gerenciamento de empresas no Brasil, sua elevada base de receitas recorrentes, sua ampla rede de distribuição e seu diversificado portfólio de produtos e clientes.
Ainda de acordo com a Fitch, a classificação também se baseia no perfil financeiro conservador da companhia, bem como em sua forte capacidade de geração de fluxo de caixa livre (FCF), com boas margens em ambientes econômicos diversos.
A perspectiva “estável” incorpora a expectativa de que, caso a anunciada aquisição da Linx seja concluída nos próximos meses, a Totvs gerenciará prudentemente sua estratégia de aquisições e de remuneração aos acionistas, mantendo a alavancagem líquida abaixo de 2,0 vezes, destaca a Fitch.
“A capacidade da empresa de gerar FCFs robustos, combinada ao seu já comprovado acesso aos mercados de ações e de crédito, tem permitido a redução da alavancagem poucos trimestres após aquisições financiadas por dívida”, afirmou a agência.
Aura (AURA33): XP avalia o investor day da mineradora [4]
Em relatório, o time de analistas da XP comenta sobre o investor day da Aura Minerals. Dentro dos tópicos principais, destaca que a mineradora divulgou o estudo de viabilidade atualizado para a Era Dorada [5], confirmando fundamentos robustos e sugerindo potencial de upside nas estimativas da XP. Foi mantida a visão positiva sobre as ações da Aura, apoiada por uma perspectiva construtiva sobre os preços do ouro, uma forte história “bottom-up” com múltiplos catalisadores em níveis de valuation atrativos.
A Aura Minerals anunciou na segunda-feira, 8 de novembro, os resultados do estudo de viabilidade do Projeto Era Dorada (anteriormente conhecido como projeto Cerro Blanco), elaborado nos Estados Unidos em conformidade com a norma S-K 1300. O projeto está localizado no sudeste da Guatemala, no departamento de Jutiapa.
Era Dorada será uma mina subterrânea de ouro, com produção estimada de 111 koz de GEO nos primeiros quatro anos de produção plena, além de potencial adicional de aumento de produção.
Em janeiro de 2025, a Aura concluiu a aquisição da Bluestone Resources, que era a detentora de 100% do Era Dorada.
A mineradora destaca recursos minerais indicados exclusivos de 523 mil GEO, considerando 2,46 milhões de toneladas com teor de 6,61 gramas por tonelada equivalente de ouro e reservas minerais Provadas e Prováveis de 1,75 milhão de GEO, considerando 8,75 milhões de toneladas com teor de 6,23 gramas por tonelada equivalente de ouro.
A produção total estimada é de, aproximadamente, 1,75 milhão de GEO ao longo de 16,8 anos de vida útil da mina (LOM).
A produção média é de, aproximadamente, 111 koz de GEO nos primeiros 4 anos e capex inicial total de implementação de aproximadamente US$ 382 milhões, com retorno previsto em cerca de 2,82 anos após o início da operação.
O Valor Presente Líquido (NPV) após impostos de US$ 1.344,5 milhões, considerando o preço médio ponderado de consenso para ouro no período projetado de US$ 3.177 por onça. A taxa Interna de Retorno (IRR) do projeto após impostos, é de 35,6%, utilizando o preço médio ponderado de consenso para ouro no período projetado.
“Estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades locais e órgãos governamentais para avançar com Era Dorada sob os mais altos padrões ambientais e sociais, totalmente alinhados à nossa cultura Aura 360. Este Estudo de Viabilidade é mais um claro exemplo da nossa estratégia disciplinada de crescimento em ação — e temos mais projetos em desenvolvimento”, afirmou Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura.
Leia a íntegra do relatório clicando aqui [6].
Klabin (KLBN11): a avaliação do investor day [7]
Em relatório, o time de analistas do BTG comentou sobre o investor day da Klabin, realizado nesta semana, destacando que a mensagem central enfatizou disciplina de capital e desalavancagem, com foco em capturar os benefícios do ciclo de investimentos anterior, como maiores volumes, melhor mix e menor capex.
A companhia divulgou guidance preliminar de capex e custos para 2026, considerado “razoável” pelo banco. A equipe avalia que há potencial de valorização pelo fluxo de caixa descontado. Mas ressalta que a fraca geração de fluxo de caixa livre, e uma desalavancagem mais lenta, além de dúvidas sobre a lucratividade de longo prazo da indústria, trazem cautela.
O time do BTG salienta que, apesar da qualidade da empresa, a falta de catalisadores de curto prazo, o cenário difícil para commodities e a visibilidade limitada de fluxo de caixa livre, mantêm um tom mais cauteloso, embora ainda veja potencial de alta. Nesse sentido foi mantida a recomendação de “compra” baseada em valuation. O banco tem preço-alvo de R$ 24 para as units.
Vale lembrar que o conselho de administração da Klabin aprovou na segunda-feira, 8 de novembro, a distribuição de dividendos intercalares no montante total de R$ 1,112 bilhão, que representam R$ 0,18 por ação ordinária ou preferencial e R$ 0,91 por unit. O pagamento dos dividendos será realizado em quatro parcelas iguais, no montante total de R$ 278 milhões cada, a serem quitadas nos dias 27 de fevereiro de 2026, 20 de maio de 2026, 19 de agosto de 2026 e 12 de novembro de 2026. Terão direito ao recebimento dos dividendos os acionistas que constarem da base acionária da companhia em 15 de dezembro de 2025, sendo que as ações e units passarão a ser negociadas ex-dividendo a partir de 16 de dezembro de 2025.
O conselho de administração também aprovou um aumento de capital com bonificação de ações, no valor de R$ 800 milhões, com a respectiva emissão de 61.796.819 novas ações, sendo 22.899.014 ações ordinárias, e 38.897.805 ações preferenciais, as quais serão atribuídas gratuitamente aos acionistas, a título de bonificação, na proporção de 1 (uma) nova ação de cada espécie para cada 100 ações da mesma espécie detidas pelo acionista, ou seja, à razão de 1%. Terão direito ao recebimento das ações bonificadas os acionistas que constarem da base acionária da Klabin em 17 de dezembro de 2025, sendo que as ações e Units passarão a ser negociadas ex-direito à bonificação a partir de 18 de dezembro de 2025. O crédito das ações decorrentes da bonificação ocorrerá no dia 22 de dezembro de 2025.
Prio (PRIO3): BTG comenta o investor day da petroleira [8]
Em relatório divulgado nesta semana, o BTG comenta que a Prio (PRIO3) realizou seu investor day detalhando o salto operacional e prioridades de alocação de capital, levando à atualização de modelo do banco com novo preço-alvo de R$ 56 por ação e manutenção de recomendação de “compra”.
A equipe de analistas destaca o crescimento de produção, redução de opex em Peregrino e perspectiva melhor para distribuição aos acionistas. A companhia vê 2026 como potencial catalisador de expansão de múltiplos com entrega de projetos que destravarão geração de caixa no curto prazo, avalia.
Segundo o relatório, em 2026, Wahoo deve alcançar o início de produção, Peregrino passará por um plano de corte de US$ 300 milhões e ocorrerá nova campanha de perfuração em Frade, com meta de superar 200 mil bpd (barris por dia) no fim do ano após licenças e reparos concluídos.
Em 2027, a produção deve se manter estável em cerca de 200 mil bpd, sustentada pelo programa em Albacora Leste, embora dependente de licenças ambientais. A empresa está em ponto de inflexão na alocação de capital, tornando-se mais explícita quanto a política de dividendos, afirmando que novas aquisições só ocorreriam se fossem relevantes, já que não há apetite atual por M&As, salienta o time do BTG, ressaltando que, assim, o excesso de caixa tende a ser direcionado aos acionistas.
Mercado deve acompanhar execução e agenda de eficiência, diz BTG após Motiva vencer leilão de concessão da Fernão Dias [9]
A Motiva (MOTV3) venceu o leilão da concessão da Rodovia Fernão Dias com desconto de 17,05% sobre a tarifa básica, superando concorrentes e assumindo compromissos relevantes de capex e opex até 2040. O BTG avalia que o ativo é considerado estratégico, ligando São Paulo a Belo Horizonte, com elevado fluxo de veículos pesados e menor risco de execução por se tratar de um projeto maduro. Para a equipe do banco, o mercado deve acompanhar de perto a execução do projeto e a agenda de eficiência. Foi mantida a recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 17.
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [10].