Provento da Weg, semana decisiva para a Copasa, notícia da Azul, Sanepar e de outras companhias

30 de novembro de 2025 Por Redação

 

Publicado às 12h11

Notícias corporativas

Semana decisiva para a Copasa (CSMG3)

Esta semana é considerada decisiva para a Copasa (CSMG3). Nesta segunda-feira, 1°, o texto que trata sobre a privatização da companhia mineira será analisado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, última etapa antes de ser votado em primeiro turno.

O projeto de lei que trata sobre a desestatização da Copasa chegou ao plenário na semana passada. Na quinta-feira, 27, parlamentares do bloco de oposição apresentaram 29 emendas ao texto, o que obriga o retorno da proposta do governo mineiro à Comissão de Fiscalização Financeira.

A expectativa é que a comissão deve deixar o projeto pronto para votação em plenário no primeiro turno já na terça-feira, 2.

Na última semana a Copasa notificou municípios para esclarecer dúvidas sobre a possível desestatização. Em 14 de novembro a Copasa aprovou a contratação de assessores para estudos e análises no âmbito de eventual processo de desestatização.

WEG (WEGE3) anuncia pagamento de R$ 1,9 bi em dividendo e JCP

O conselho de administração da WEG (WEGE3) aprovou nesta sexta-feira, 28, o pagamento de dividendos complementares e juros sobre capital (JCP) próprio no valor total de R$ 1 bilhão e 900 milhões.

Os dividendos complementares são no valor de R$ 1,43 bilhão, correspondente a R$ 0,34 por ação, e serão pagos aos titulares de ações em 3 de dezembro de 2025, “ad referendum” da assembleia geral. A partir de 4 de dezembro de 2025 as ações serão negociadas “ex-dividendos”. O pagamento do dividendo complementar ocorrerá em 12 de dezembro de 2025.

Os JCP são no valor total de R$ 466,9 milhões, correspondente a R$ 0,11 por ação, e serão pagos aos titulares de ações em 3 de dezembro de 2025, “ad referendum” da assembleia geral. A partir de 4 de dezembro de 2025 as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio”. O pagamento do JCP ocorrerá em 12 de dezembro de 2025 e será feito pelo valor líquido de R$ 0,09 por ação, já deduzido o imposto de renda na fonte de 15%.

O conselho também aprovou a antecipação do pagamento dos JCP anunciados no dia 23 de setembro de 2025, para o dia 12 de dezembro de 2025. A data anterior era 11 de março de 2026. Tem direito a esses JCP titulares de ações em 26 de setembro de 2025. O valor é de R$ 0,09 por ação.

Azul (AZUL4) registra receita líquida de R$ 1,9 bi em outubro e Ebitda ajustado de R$ 716,4 milhões

A Azul (AZUL4) registrou em outubro receita líquida total de R$ 1,9 bilhão. A informação consta em um fato relevante enviado ao mercado na noite de sexta-feira, 28. O Ebitda ajustado somou R$ 716,4 milhões. O resultado operacional foi de R$ 484,4 milhões. A Azul destacou que os resultados são preliminares e não foram auditadas por seus auditores independentes.

Tupy (TUPY3) extingue vice-presidência estatutária de relações institucionais e sustentabilidade

A Tupy (TUPY3) informou que seu conselho de administração decidiu, com efeito a partir de 1° de dezembro de 2025, pela extinção da vice-presidência estatutária de relações institucionais e sustentabilidade, cujo cargo é atualmente ocupado por Rafael Lemos de Oliveira.

“A decisão tem como premissa ampliar a integração das agendas institucionais e de sustentabilidade com as demais áreas da companhia e a racionalização da estrutura organizacional, com ganhos de eficiência e otimização de recursos”, explicou a Tupy.

Neste sentido, as funções de relações institucionais e sustentabilidade passam a compor a área corporativa não estatutária com reporte direto ao diretor presidente.

Americanas (AMER3): Sebastien Durchon é o novo CFO

O conselho de administração da Americanas (AMER3) aprovou a eleição de Sebastien Durchon para exercer o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores, com mandato que se inicia em 1° de dezembro de 2025.

Sebastien Durchon é um executivo com 27 anos de experiência em finanças. Iniciou sua carreira na auditoria Mazars, fundou a consultoria Consomind e passou por cargos estratégicos na Fives e no Carrefour, onde conduziu o IPO no Brasil e liderou a integração do Grupo Big. Mais recentemente, como CFO e depois CEO do Dia, estruturou e executou um forte plano de turnaround, incluindo a racionalização de 342 lojas e a recuperação da operação.

Em 25 de agosto de 2025 passou a integrar o time da Americanas como vice-presidente financeiro.

“Na posição de diretor financeiro e de relações com investidores da Americanas dará continuidade ao plano de reposicionamento estratégico da companhia, após o período mais intenso de recuperação, com maior foco em crescimento, eficiência, e rentabilidade, fortalecendo relações com todos os stakeholders, e em particular com nossos clientes, fornecedores e bancos”, afirmou a varejista.

Camille Loyo Faria permanecerá assessorando a Americanas em temas relacionados à recuperação judicial, incluindo, entre outros, assuntos envolvendo a condução de processos competitivos para alienação de ativos relevantes.

Sanepar (SAPR11) anuncia destituição de três diretores

O conselho de administração da Sanepar (SAPR4, SAPR11) resolveu destituir Marcos Domakoski do cargo de diretor adjunto de governança, riscos e compliance; Fernando Mauro Nascimento Guedes do cargo de diretor administrativo; e Julio Cesar Gonchorosky do cargo de diretor de meio ambiente e ação social. Foram eleitos Marcos Domakoski para exercer o cargo de diretor administrativo; Fernando Mauro Nascimento Guedes para exercer o cargo de diretor de meio ambiente e ação social; e Robson Augusto Pascoalini para exercer o cargo de diretor adjunto de governança, riscos e compliance. Os diretores eleitos tomarão posse em 1º de dezembro de 2025 e cumprirão mandato unificado até 10 de junho de 2026.

Petrobras: analistas avaliam Plano de Negócios

As ações da Petrobras fecharam em queda na sexta-feira, 28, com o mercado repercutindo o Plano de Negócios da estatal. As ações PETR4 caíram 1,88% e fecharam cotadas a R$ 31,79.

Para a XP, o plano veio amplamente em linha com suas estimativas, apresentando uma curva de produção mais alta e investimentos mais baixos em relação ao plano de negócios anterior (2025-2029). A avaliação é que o plano se concentra em aumentar a resiliência aos preços mais baixos do petróleo, reduzindo o ponto de equilíbrio da Petrobras por meio de duas alavancas principais: economia de despesas operacionais e disciplina de investimentos. Não houve anúncio de dividendos extraordinários, como esperado, destaca o time da XP, e nenhuma mudança na política de dividendos ordinários.

Para 2026, a previsão de dividendos ordinários está em linha com suas projeções, afirma a equipe de analistas, devido a uma combinação de capex ligeiramente mais alto, compensado por um fluxo de caixa operacional mais alto, apesar da produção estar em linha.

A casa de research ressalta em relatório que, mesmo que esteja alinhado com suas estimativas, considera o novo plano positivo, já que o foco na “austeridade mitiga o risco de possíveis cenários negativos”.

A Genial Investimentos avalia que, de forma geral, o novo Plano apresenta um caráter “neutro”, com pontos positivos relevantes, mas também riscos que merecem atenção. A avaliação de seus analistas é que o guidance de produção reforça a resiliência operacional da empresa, com volumes superiores ao plano anterior e foco na exploração da margem equatorial para mitigar a futura queda da produção do pré-sal. Mas, por outro lado, a estratégia de investimentos, embora mantenha valores próximos ao plano anterior, continua a sinalizar incertezas quanto à alocação de capital, especialmente pela maior participação de projetos em avaliação e pelo risco de não materialização em cenários de preços mais baixos, escreve em relatório a equipe da Genial.

Já o BTG Pactual ressalta que a companhia reduziu levemente o capex de 5 anos para US$ 109 bilhões, mas 2026–27 ficaram acima das expectativas, com destaque para pico em 2027. Para o banco, o plano adota premissas macro consideradas otimistas, como Brent de US$ 63 em 2026 e câmbio de R$ 5,80. A combinação de capex elevado, Brent menor e premissas otimistas leva a maior alavancagem em 2026, com FCFE (Fluxo de Caixa Livre para o Patrimônio Líquido) superando dividendos apenas em 2027 sob essas hipóteses. Considerando premissas de mercado atuais, a Petrobras seguiria aumentando alavancagem até 2027, avalia o time de analistas.

Estudo de ações

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, B3sa3, Csmg3, Cyre3, Dirr3, Cury3, Mrve3, Tend3 e de Lavv3. Acesse aqui o vídeo.

Pagam provento ou têm ‘data com’ nesta semana:

Segunda, 1°

Bradesco (BBDC4) paga JCP mensal 

Banestes (BEES3) paga JCP 

Itaú (ITUB4) paga JCP mensal 

Vulcabras (VULC3) paga 2° parcela de dividendo intercalar

Banco do Brasil tem data com para JCP

Azzas (AZZA3) paga dividendo

Terça, 2

Mitre (MTRE3) paga 3° parcela de dividendo intercalar

Allos (ALOS3) paga dividendo intercalar (2° parcela) 

Allos (ALOS3) paga dividendo intercalar

Banco do Brasil tem data com para JCP relativos ao 4T25

Telefônica Brasil (VIVT3) paga JCP declarados no 1T25

Fleury (FLRY3) tem data com para dividendo e juros sobre o capital

Tegma (TGMA3) tem data com para dividendo

São Carlos (SCAR3) tem data com para dividendo

Telefônica Brasil (VIVT3) paga JCP declarado em fev/25 e março/25

Quarta, 3

WEG (WEGE3) tem data com para dividendo e JCP

Quinta, 4

Lavvi (LAVV3) paga dividendo 

Cury (CURY3) paga dividendo 

Camil (CAML3) tem data com para dividendo e JCP

Sexta, 5

Ferbasa (FESA4) paga 1° parte de JCP anunciado em 29 de outubro

Coelba (CEEB5) paga JCP e dividendo

Siga o canal no Whatsapp com notícias de empresas: entre aqui