Mercados nesta quinta, repercussão do balanço do BB, provento de 3 companhias e resultados de 16 empresas

13 de novembro de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

 

Publicado às 7h57

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)

Alemanha (DAX): -0,37% 

Londres (FTSE 100): -0,41%

Japão (Nikkei 225): +0,44% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): +0,73% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +0,56% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: +0,53% (US$ 63,04). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: +0,50% (US$ 58,7)

Bitcoin futuro: +1,13% (US$ 103.250)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,26% a 772,5 iuanes (US$ 108,6). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h55 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,05% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,05%. Nasdaq futuro caía 0,07%.

Notícias corporativas

Allos (ALOS3) anuncia o pagamento de R$ 96 milhões em dividendo intercalar

O conselho de administração da Allos (ALOS3) aprovou na quarta-feira, 12, o pagamento de dividendos intercalares no valor de R$ 96 milhões. O valor por ação é de R$ 0,192314691. A data de corte (data com) é 18/11/2025. A data ex-direito ao dividendo será em 19/11/2025. O pagamento será realizado em 02/12/2025. O valor do dividendo por ação poderá ser ajustado em razão do programa de recompra de ações da companhia.

Segundo a Allos, com esse montante adicional aprovado nesta quarta-feira e conforme divulgado no aviso aos acionistas de 15 de setembro de 2025, a companhia pagará em dezembro de 2025 o montante total de R$ 146 milhões de dividendos aos seus acionistas, que corresponde a um valor somado de R$ 0,294481870 por ação.

A Allos reportou lucro líquido de R$ 125,8 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), alta de 25,6% em relação ao 3T24 (Proforma). O Ebtida ajustado foi de R$ 502,4 milhões, crescimento de 8,5% na comparação anual. A receita líquida totalizou R$ 679,8 milhões, 6,6% acima da reportada no mesmo período de 2024.

Moura Dubeux (MDNE3) anuncia o pagamento de dividendo

A Moura Dubeux (MDNE3) informou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos no montante total de R$ 50,7 milhões. Esse valor corresponde a R$ 0,60 por ação ordinária. Terão direito os titulares de ações da companhia em 14 de novembro de 2025, respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos na B3 a partir de 17 de novembro. O pagamento será realizado em 26 de novembro de 2025.

A Moura Dubeux (MDNE3) apresentou lucro líquido de R$ 117,57 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), alta de 32,1% em relação ao 3T24. O Ebtida ajustado foi de R$ 130,06 milhões, 42,3% acima do reportado no mesmo período de 2024. A receita líquida totalizou R$ 548, 3 milhões, crescimento de 9,3% na comparação anual.

Banco do Brasil anuncia o pagamento de R$ 410 milhões em JCP

O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a distribuição de R$ 410.587.269,98 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao terceiro trimestre de 2025. O valor por ação é de R$ 0,07192713139. Os valores serão pagos em 11/12/2025, tendo como base a posição acionária de 01/12/2025, sendo as ações negociadas “ex” a partir de 02/12/2025.

Copel (CPLE3) reporta lucro de R$ 383,1 milhões no 3T25, queda anual 

A Copel (CPLE3) teve no terceiro trimestre de 2025 (3T25) lucro líquido de R$ 383,1 milhões no terceiro trimestre (3T25), queda de 68,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (3T24). O Ebitda recorrente somou R$ 1,33 bilhão, alta de 7,8% sobre o terceiro trimestre do ano passado. A receita operacional líquida do 3T25 teve expansão de 18,7% para R$ 6,8 bilhões, segundo o balanço.

Banco do Brasil reporta lucro ajustado de R$ 3,8 bilhões no 3T25, queda anual de 60,2%

O Banco do Brasil informou que teve lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), queda de 60,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (3T24). Já o lucro líquido contábil somou R$ 3 bilhões, redução de 66% na comparação com o 3T24. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) chegou a 8,4%, queda de 12,7 pontos percentuais (p.p) na base anual.

O índice de devedores acima de 90 dias do banco (que mede a relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito) teve alta de 1,6 ponto porcentual na comparação com o 3T24. As provisões subiram 15,5% na base anual de comparação para R$ 35,3 bilhões em perdas previstas no crédito.

O banco estatal divulgou também que reduziu novamente a projeção de lucro para o ano de 2025. Antes, a previsão era atingir um resultado de R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões. No fato relevante divulgado nesta quarta-feira, o BB informou que o lucro pode variar entre R$ 18 bilhões a R$ 21 bilhões até o fim do quarto trimestre.

Na avaliação da XP, o Banco do Brasil apresentou mais um trimestre fraco no 3T25. O lucro líquido recorrente ficou ligeiramente acima da estimativa de seus analistas, devido a despesas tributárias positivas. O desempenho da operação principal permaneceu pressionado com o custo de Crédito aumentando para R$ 7,9 bilhões, impulsionado por uma maior deterioração da qualidade de crédito em todos os segmentos.

A Genial Investimentos destaca que, pressionado pela deterioração da carteira de crédito rural, o lucro trimestral do Banco do Brasil caiu 60%. Seus analistas ressaltam a inadimplência no agronegócio, que seguiu em forte trajetória de deterioração, atingindo 5,34% (+1,85 pp na base trimestral; +3,37 pp na base anual), com concentração nas cadeias de soja e milho na região Centro-Oeste. Embora não tenha ocorrido quebra relevante de safra, a queda acentuada dos preços e a elevada alavancagem dos produtores levaram a um aumento expressivo nos atrasos e pedidos de recuperação judicial.

Auren (AURE3) reverte o lucro e tem prejuízo de R$ 403,7 milhões no 3T25

A Auren (AURE3) teve no terceiro trimestre de 2025 (3T25) prejuízo de R$ 403,7 milhões. Dessa forma reverte o lucro de R$ 197,2 do terceiro trimestre de 2024 (3T24).

A Auren registrou Ebitda Ajustado de R$ 772,7 milhões no 3T25, uma redução de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, essa queda é explicada principalmente pelos efeitos negativos do curtailment e do GSF no trimestre, parcialmente compensada pelo ramp-up dos ativos que entraram em operação em 2024 e pelas sinergias da integração. Em relação ao 2T25, o Ebitda ajustado caiu 21,2%

A receita líquida da companhia no 3T25 somou R$ 3,53 bilhões, alta de 12,8% em relação ao 3T24.

Direcional (DIRR3) reporta lucro de R$ 230 milhões no 3T25, alta de 43%

A Direcional (DIRR3) teve no terceiro trimestre de 2025 (3T25) lucro líquido de R$ 230 milhões, alta de 43,1% na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (3T24). A construtora reportou Ebitda ajustado de R$ 302 milhões, alta de 36% na base anual de comparação. A receita líquida da companhia no 3T25  cresceu 27% e somou R$ 1,2 bilhão.

Ultrapar (UGPA3): lucro de R$ 772 milhões no 3T25

A Ultrapar (UGPA3) teve lucro líquido de R$ 772 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), alta de 11% na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (3T24). A companhia reportou Ebitda ajustado de R$ 1,94 bilhão, crescimento de 27% no ano. O Ebitda recorrente foi de R$ 1,78 bilhão, alta de 18% na base anual. A Ultrapar teve receita líquida de R$ 37 bilhões no 3T25, expansão de 5% no ano.

Hapvida (HAPV3) tem lucro de R$ 338 milhões no 3T25, alta anual

A Hapvida (HAPV3) teve lucro líquido ajustado de R$ 337,7 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), crescimento de 4,1% na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (3T24). O Ebitda ajustado da companhia foi de R$ 746,4 milhões, queda de 2,1% na base anual.

A receita líquida de julho ao final de setembro cresceu 6% no período, para R$ 7,77 bilhões.

Equatorial (EQTL3) reporta lucro líquido maior no 3T25 e anuncia recompra de ações

A Equatorial (EQTL3) apresentou lucro líquido ajustado de R$ 830 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), alta de 4,9% em relação ao 3T24. O Ebitda ajustado totalizou R$ 3,478 bilhões, 18,6% acima do apurado no mesmo período de 2024. A receita operacional líquida foi de R$ 14,145 bilhões, crescimento de 14,4% na comparação anual.

A Equatorial aprovou a criação de novo programa de recompra de ações ordinárias de emissão da companhia. Poderão ser adquiridas até 5,0% das ações em circulação, correspondentes, na presente data, a 62.349.524 ações ordinárias. O programa de recompra 2025 terá vigência de 18 meses, iniciando-se em 13 de novembro de 2025 e encerrando-se em 14 de maio de 2027.

Simpar (SIMH3) reverte lucro no 3T25

A Simpar (SIMH3) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 119 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), revertendo lucro de R$ 160 milhões apresentado no mesmo período de 2024.O Ebitda ajustado atingiu recorde, com alta de 14% na comparação anual, a R$ 3,1 bilhões. A receita líquida foi de R$ 11,4 bilhões, alta de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024.

Randoncorp (RAPT4): lucro líquido menor no 3T25

A Randoncorp (RAPT4) registrou lucro líquido de R$ 23,1 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), recuo de 81% em relação ao 3T24. O Ebitda ajustado foi de R$ 479,8 milhões, 1% acima do apurado no mesmo período do ano passado. A receita líquida subiu 9,9% na base anual, a R$ 3,4 bilhões.

Positivo (POSI3): queda no lucro e revisão na projeção da Receita Bruta

A Positivo (POSI3) apresentou lucro líquido de R$ 1,1 milhão no terceiro trimestre de 2025 (3T25), 36,5% menor que o apurado no 3T24. O Ebitda ficou em R$ 68,1 milhões, 1,5% maior que o reportado no mesmo período de 2024. A receita líquida totalizou R$ 805,6, queda de 1,7% na comparação anual.

A Positivo revisou sua projeção da Receita Bruta para 2025, que passa a ser de R$ 3,9 bilhões a R$ 4,1 bilhões, ante projeção inicial de R$ 4,4 bilhões a R$ 4,8 bilhões, citando a deterioração do cenário econômico e o contingenciamento de despesas promovido pelo governo federal.

Mahle Metal Leve (LEVE3): lucro líquido sobe no 3T25

A Mahle Metal Leve (LEVE3) registrou lucro líquido de R$ 187,3 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), alta de 32,1% em relação ao 3T24. O Ebitda foi de R$ 309,8 milhões, crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período de 2024. A receita operacional líquida somou R$ 1,445 bilhão, 25,6% maior na comparação anual.

Casas Bahia (BHIA3) amplia prejuízo no 3T25

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) registrou um prejuízo líquido de R$ 496 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), 34,4% acima do prejuízo de R$ 369 milhões do 3T24. O Ebitda ajustado totalizou R$ 587 milhões, alta de 19,6% na comparação anual. A receita líquida totalizou R$ 6,868 bilhões, 7,3% acima da apurada no 3T24.

Americanas (AMER3): queda no lucro líquido no 3T25

A Americanas (AMER3) apresentou lucro líquido de R$ 367 milhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), queda de 96,4% na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (3T24). O Ebitda ajustado foi de R$ 561 milhões, crescimento de 152,7% na comparação anual. A receita líquida totalizou R$ 2,69 bilhões, 1% abaixo da reportada no 3T24.

Plano&Plano (PLPL3) reporta lucro de R$ 95,2 milhões

A Plano&Plano (PLPL3) teve no terceiro trimestre (3T25) lucro líquido de R$ 95,2 milhões, queda de 28,7% em relação ao terceiro trimestre de 2024 (3T24).

No 3T25, a companhia reportou Ebitda Ajustado de juros capitalizados, de R$ 129,2 milhões, representando uma diminuição de R$ 35,6 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada atingiu 15,9%, registrando uma queda de 7,1 pp em comparação a 3T24. 

A receita líquida de R$ 814,4 milhões no 3T25, representando um aumento de R$ 95,5 milhões ou 13,3% em relação ao 3T24. 

No terceiro trimestre de 2025, a Plano&Plano atingiu um novo recorde histórico de lançamentos, com 9 empreendimentos e mais de 8,4 mil unidades, totalizando um VGV de R$ 2,1 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 99,0% em relação ao mesmo período de 2024.

A companhia encerrou o terceiro trimestre de 2025 com geração de caixa operacional de R$ 108,3 milhões, refletindo a continuidade dos esforços de eficiência operacional e disciplina financeira. 

Lucro da MRV

A MRV&Co (MRVE3), que reúne MRV, Resia, Urba e Luggo, teve no terceiro trimestre de 2025 (3T25) lucro líquido ajustado e consolidado de R$ 111,1 milhões, alta em relação ao lucro de R$ 17,3 milhões reportado no mesmo trimestre de 2024. A receita líquida consolidada totalizou R$ 2,87 bilhões no 3T25, expansão de 17,9% na comparação anual, impulsionada pela MRV, cuja receita foi de R$ 2,64 bilhões, alta de 14,6%.

A MRV teve lucro líquido ajustado (exclui itens considerados não recorrentes e/ou sem efeito no caixa) de R$ 204 milhões no 3T25, alta de 168% na comparação com o 3T24. Sem ajustes, o lucro foi de R$ 175,1 milhões, crescimento de 236% na mesma base de comparação.

Divulgam resultado nesta quinta, 13:

Banco Inter – antes da abertura do mercado.

JHSF, IRB, Nubank, CPFL, Localiza, Cemig, Grupo Mateus, Cyrela, Unipar, Três Tentos, Orizon, Eztec, Yduqs, Track & Field, Banco Bmg, Light, LWSA, Bemobi, Trisul, Ser Educacional, Alliança, Syn, Qualicorp, Veste, IMC, Dotz, Tecnisa, Gafisa – após o fechamento do mercado.

Tem data com nesta quinta, 13:

Lavvi (LAVV3) 

A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Lavvi anunciado em 5 de novembro, é nesta quinta-feira, 13. As ações da companhia serão negociadas ex-dividendos a partir de 14 de novembro de 2025, inclusive. O valor por ação é de R$ 0,63. O pagamento dos dividendos será realizado no dia 26 de novembro de 2025.

Alupar (ALUP11) 

A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Alupar anunciado em 6 de novembro, é nesta quinta-feira, 13. A partir de 14 de novembro as ações e Units passarão a ser negociadas ex-dividendos. O conselho de administração da Alupar aprovou o pagamento de R$ 98,8 milhões em dividendos intercalares. Esse valor corresponde a R$ 0,10 (dez centavos) por ação ordinária, R$ 0,10 (dez centavos) por ação preferencial, e R$ 0,30 (trinta centavos) por Unit. Os dividendos intercalares serão pagos em parcela única em até 60 dias a contar de 6 de novembro.

Comgás (CGAS5, CGAS3)

A ‘data com’ para ter direito aos juros sobre o capital da Comgás anunciados em 10 de novembro, é nesta quinta, 13 de novembro. As ações da companhia serão negociadas “ex” dividendos a partir de 14 de novembro. Os JCP são no valor bruto de R$ 350 milhões. O valor por ação ordinária é R$ 2,58. E por preferencial é R$ 2,84. O pagamento dos juros sobre capital próprio estará sujeito à incidência de 15% de Imposto de Renda Retido na Fonte. Os dividendos intercalares são no montante de R$ 50 milhões. O valor por ação ordinária é de R$ 0,36 e por ação preferencial é  R$ 0,40. O pagamento será realizado em 26 de novembro de 2025.

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