Ibovespa futuro, dólar, aquisição da TIM, notícia da Bradespar e outros destaques

27 de novembro de 2025 Por Redação

 

Publicado às 9h36 – atualizado às 9h46

O Ibovespa futuro (INDZ25 contrato com vencimento para 17 de dezembro) abriu em queda nesta quinta-feira, 27. Às 9h45 caía 0,26% aos 159.830  pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Os mercados estão fechados nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 27, devido ao feriado de Ação de Graças. Por isso, a expectativa é de que a liquidez em mercados emergentes como o Brasil seja menor nesta quinta, com reflexos também na sexta-feira. Vale lembrar que na sexta, o encerramento do mercado acionário norte-americano será mais cedo, às 13h.

Dólar

Às 9h44 o dólar comercial tinha alta de 0,25% cotado a R$ 5,349 na venda.

Petróleo e minério

Às 9h30 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,27% (US$ 62,7). O Brent é referência para a Petrobras.

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,44% a 799,5 iuanes (US$ 112,9). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Notícias corporativas desta manhã:

Carf profere decisão ‘parcialmente favorável’ à Bradespar (BRAP4) 

A Bradespar (BRAP4) divulgou nesta quinta-feira, 27, que a Câmara Baixa do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) proferiu em 26 de novembro de 2025 “decisão parcialmente favorável” à Bradespar, exonerando a companhia de parte da multa exigida no auto de infração da Receita Federal do Brasil que questionou a dedutibilidade de despesa incorrida no exercício de 2018, para fins fiscais, relacionadas à Transação Extintiva de Litígio firmada pela companhia e a Elétron. Em relação ao mérito, por maioria de votos, o Carf manteve o questionamento da dedutibilidade fiscal da despesa incorrida em relação à Transação Extintiva de Litígio. 

A Bradespar ressaltou que a decisão não é definitiva. Em relação à exoneração de parte da multa, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional poderá submeter Recurso Especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais do Carf. 

Quanto ao mérito, a Bradespar apresentará recurso à Câmara Superior do Carf no prazo regulamentar. 

“A companhia reafirma o seu entendimento de que a dedutibilidade fiscal da despesa incorrida em razão da Transação Extintiva de Litígio foi realizada regularmente, em estrita conformidade com a legislação fiscal”, afirmou a Bradespar em um comunicado enviado ao mercado.

TIM (TIMS3) fortalece estratégia B2B com aquisição da V8.Tech por R$ 140 milhões 

O conselho de administração da TIM (B3: TIMS3; NYSE: TIMB) aprovou a celebração de contrato para aquisição de 100% do capital social da V8 Consulting (V8.Tech), pelo valor de R$140 milhões a serem pagos no fechamento da transação. Este valor poderá ser acrescido de pagamentos adicionais (earn-outs) até o limite de R$ 140 milhões, mediante o cumprimento de determinadas condições, em um prazo de 6 anos.

Fundada em 2014, a V8.Tech é uma empresa de tecnologia especializada na integração de soluções digitais e serviços gerenciados, com forte atuação em transformação digital, computação em nuvem (multicloud, privada e híbrida) e inteligência artificial.

Atualmente, conta com cerca de 380 colaboradores e apresentou receita líquida aproximada de R$ 235 milhões nos últimos 12 meses (até setembro/2025), apresentando um CAGR (taxa anual de crescimento composta) de 17% entre 2021 e 2024, além de manter mais de 100 clientes ativos distribuídos em diversos setores da economia.

“A operação reforça a estratégia da TIM voltada para o B2B, ampliando significativamente a capacidade da companhia de oferecer soluções completas de transformação digital”, afirmou a empresa em um comunicado.

A integração dos serviços de cloud e digitais ao portfólio da TIM permitirá a entrega de projetos end-to-end, com o suporte de equipes altamente especializadas e reconhecidas pelo know-how no setor.

O fechamento da operação está condicionado à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), bem como à verificação de outras condições usuais para transações dessa natureza.

A TIM também confirmou a evolução organizacional com a criação de uma nova vice-presidência focada no B2B, sob a liderança de Fabio Costa. O executivo atuou em posições de alta liderança na Salesforce, Microsoft e Oracle para o mercado brasileiro e América Latina.

Fleury (FLRY3) anuncia pagamento de dividendo e juros sobre o capital

O conselho de administração do Fleury (FLRY3) aprovou nesta quinta-feira, 27, o pagamento de juros sobre o capital (JCP) e dividendos. O valor total da distribuição dos JCP será de R$ 128  milhões, correspondente ao valor bruto de R$ 0,23485747618 por ação. O pagamento dos JCP aos acionistas ocorrerá em 19 de dezembro de 2025.

Os dividendos serão no valor de R$ 362 milhões, correspondente ao valor bruto de R$ 0,66420132870 por ação. A companhia explicou que R$ 220 milhões, correspondente a R$ 0,40 por ação, serão pagos em maio de 2026. O valor de R$ 71 milhões, correspondente a R$ 0,13 por ação, em setembro de 2026; e R$ 71 milhões, correspondente a R$ 0,13 por ação, em setembro de 2027.

Terão direito ao pagamento dos JCP e dividendos, acionistas da companhia no fechamento do pregão de 2 de dezembro de 2025. As ações serão negociadas na condição “ex-juros sobre o capital próprio” e “ex-dividendos” a partir de 3 de dezembro de 2025 (inclusive).

“No entendimento da administração da companhia, a distribuição de dividendos é benéfica para os acionistas da companhia, os estudos e análises realizados indicam que a projeção de caixa da companhia comporta tal distribuição de dividendos, e a distribuição de dividendos não trará qualquer prejuízo aos projetos e atividades”, afirmou o Grupo Fleury.

Notícias da noite de quarta, 26:

Copasa (CSMG3) diz manter diálogo com municípios para esclarecer dúvidas sobre possível desestatização 

A Copasa (CSMG3) informou que mantém diálogo institucional com os municípios que atende com o objetivo exclusivo de esclarecer dúvidas e prestar informações técnicas relacionadas ao processo de desestatização em estudo pelo acionista controlador, o governo mineiro.

Nesse contexto, a Copasa está iniciando o envio de notificação aos municípios explicando que, caso o referido processo venha a ser aprovado e implementado, os instrumentos jurídicos atualmente vigentes poderão ser convertidos em novos contratos de concessão.

“Tais contratos observariam as diretrizes do Novo Marco do Saneamento Básico, incluindo metas de universalização, indicadores de qualidade e demais obrigações regulatórias aplicáveis”, explicou a companhia, ressaltando que, para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema Copasa, é importante que os contratos tenham suas vigências equalizadas para uma mesma data de término, tendo como referência o ano de 2073.

Na notificação foi destacado, ainda, que nos municípios em que a companhia é responsável atualmente apenas pelo abastecimento de água, o processo de desestatização traz a possibilidade de ampliação dos atuais contratos para que passem a contemplar, também, os serviços de esgotamento sanitário, conforme as diretrizes do Marco Legal de Saneamento Básico.

“As informações fornecidas não configuram ato de desestatização, tampouco representam decisão definitiva sobre o tema. Qualquer avanço permanece condicionado às autorizações legislativas específicas, aos procedimentos formais previstos na legislação e às deliberações do acionista controlador”, afirmou a Copasa.

Engie Brasil (EGIE3): Asa Branca inicia operação comercial do primeiro trecho 

A Engie Brasil (EGIE3) informou que o Sistema de Transmissão Asa Branca obteve autorização do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o início da operação comercial do trecho Morro do Chapéu II – Poções III, localizado no centro-sul do estado da Bahia, a partir de 26 de novembro de 2025. Este trecho representa 33% da Receita Anual Permitida (RAP) do projeto, caracterizando o marco inicial de operação.

A obra no Trecho Morro do Chapéu II – Poções III teve início em agosto de 2024 e consistiu na implantação de uma linha de transmissão de 500kV com 334 quilômetros de extensão, além da ampliação de duas subestações associadas, percorrendo 19 municípios.

Asa Branca, arrematado no leilão de transmissão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho de 2023, com uma RAP contratada de R$ 282,7 milhões (base junho/25), segue em implantação, contemplando a construção de aproximadamente 1.000 km de linhas de transmissão, conectando os estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, além da ampliação de cinco subestações associadas.

A Receita Anual Permitida é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários.

Squadra reduz participação no Grupo Mateus (GMAT3)

Fundos geridos pela Squadra reduziram sua participação no Grupo Mateus (GMAT3) para 106.063.380 ações ordinárias de emissão da companhia. A referida participação representa aproximadamente 4,72% das ações ON. Do total informado, 6.135.634 ações ordinárias de emissão da companhia encontram-se doadas em empréstimo. Os investidores detêm, ainda, 3.656.082 direitos de subscrição de ações ordinárias do Grupo Mateus. As informações foram divulgadas na noite de quarta-feira, 26.

STF suspende todos os processos sobre atraso e cancelamento de voos

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) deve mexer com as ações das companhias aéreas nesta quinta-feira, 27. O ministro Dias Toffoli determinou na quarta-feira, 26, a suspensão de todos os processos judiciais que tratam da responsabilização de empresas aéreas por danos decorrentes de cancelamento, alteração ou atraso de transporte em tramitação no país. A medida atende a pedido da companhia aérea Azul (AZUL4), autora do recurso, e da Confederação Nacional do Transporte (CNT), admitida como interessada no processo.

Entre outros argumentos, elas alegavam que a matéria tem gerado entendimentos divergentes no Poder Judiciário, com decisões que aplicam o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e outras o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA). O resultado é o tratamento desigual em casos idênticos, “comprometendo a isonomia e sobrecarregando o sistema de Justiça com demandas repetitivas”. Além disso, sustentam que o alto índice de litigância relacionada ao transporte aéreo compromete a segurança jurídica e a competitividade do setor.

Na decisão, Toffoli considerou que, diante do cenário apresentado nos autos, a suspensão nacional de processos até o julgamento definitivo do recurso extraordinário pelo STF é uma medida “conveniente e oportuna”.

O caso concreto teve início em uma ação movida por um passageiro contra a Azul, após atraso e mudança no itinerário contratado. A Quinta Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), com fundamento no CDC, condenou a empresa a indenizar o passageiro por danos materiais e morais. A companhia recorreu ao STF, que reconheceu a repercussão geral da matéria, ou seja, a tese a ser fixada valerá para os demais processos semelhantes no Judiciário.

No julgamento de mérito, ainda sem data prevista, o Plenário decidirá se a responsabilidade do transportador aéreo pelo dano decorrente de cancelamento, alteração ou atraso do transporte contratado deve ser regida pelo Código Brasileiro de Aeronáutica ou pelo Código de Defesa do Consumidor, considerando os princípios da livre iniciativa e as garantias de segurança jurídica, proteção ao consumidor e reparação por dano material, moral ou à imagem.

Coelba (CEEB5) define data de pagamento de JCP e dividendo

A Coelba (CEEB5) informou que, a partir de 5 de dezembro, será realizado o pagamento dos juros sobre capital próprio aprovados por seu conselho de administração em 29 de setembro de 2025, no valor de R$ 0,52 por ação ordinária, R$ 0,52 por ação preferencial classe A e R$ 0,57 por ação preferencial classe B, com base na posição acionária de 2 de outubro de 2025. Desde 3 de outubro de 2025, as ações passaram a ser negociadas ex-JCP.

Também em 5 de dezembro será realizado o pagamento de dividendos. A companhia paga os dividendos aprovados em assembleia geral ordinária realizada em 10 de abril 2025, no valor de R$ 0,33 por ação ordinária, R$ 0,33 por ação preferencial classe A e R$ 0,36 por ação preferencial classe B, com base na posição acionária de 10 de abril de 2025. Desde 11 de abril de 2025, as ações passaram a ser negociadas ex-proventos.

Também paga em 5 de dezembro os dividendos intermediários aprovados pelo conselho de administração em 24 de outubro de 2025 no valor de R$ 3,86 por ação ordinária, R$ 3,86 por ação preferencial classe A e R$ 4,25 por ação preferencial classe B, com base na posição acionária de 29 de outubro de 2025. Desde 30 de outubro de 2025, as ações passaram a ser negociadas ex-direito a esses dividendos.

Banco Pine (PINE4) vende participação na BYX e amplia participação na AmigoZ 

O Banco Pine (PINE4) divulgou que seu conselho de administração aprovou a transação envolvendo suas investidas no segmento de Varejo Colateralizado.

A estrutura da transação compreende a alienação da participação de 33,01% do Pine na BYX Capital; o recebimento, pelo Pine, de R$ 100 milhões em caixa, sujeito a ajustes não significativos; 37,65% de quotas adicionais da AmigoZ detidas pela BYX, atingindo 87,87% do capital; e parcela variável (earn-out) vinculada à valorização futura da BYX.

“A transação reforça o posicionamento estratégico do Pine ao ampliar sua participação na AmigoZ, um dos canais escaláveis de seu ecossistema digital no varejo colateralizado”, explicou o Pine. Também evidencia que o ciclo de investimento na BYX foi concluído com expressiva geração de valor para as partes.

Ainda segundo o banco, a transação contribuirá positivamente para os resultados e está alinhada à estratégia do Pine de gestão ativa de portfólio, alocação eficiente de capital e fortalecimento do modelo de crédito colateralizado.

A conclusão da Transação está sujeita a condições usuais, incluindo aprovações regulatórias aplicáveis, tais como do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil (Bacen).

BRB (BSLI3): Banco Central aprova Nelson de Souza no cargo de presidente

O Banco Central do Brasil autorizou a posse e o exercício de Nelson Antônio de Souza no cargo de presidente do BRB (BSLI3). A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 26. O Banco Central também aprovou o exercício de Nelson Antônio de Souza como membro do conselho de administração do BRB.

Nesta quarta-feira a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou os ratings de depósitos bancários de longo prazo em moeda local e estrangeira do BRB de B1 para B3. Os ratings e avaliações foram colocados em revisão para possível novo rebaixamento.

Agenda de provento desta quinta, 27:

Taesa (TAEE4, TAEE11) 

A Taesa paga nesta quinta-feira, 27, a segunda parcela do dividendo anunciado em 19 de março. O valor é de R$ 110,9 milhões. O valor por ação PN e ON é R$ 0,10 por ação. O valor por unit TAEE11 é R$ 0,32. A Taesa também paga na quinta-feira, 27, dividendos intercalares e JCP anunciados em agosto. O valor é de R$ 299,4 milhões ou R$ 0,86 por Unit TAEE11, sendo R$ 220,1 milhões (R$ 0,63 por Unit) a título de JCP e R$ 79,3 milhões (R$ 0,23 por Unit) em dividendos intercalares. O valor por ação ON e PN dos dividendos intercalares é R$ 0,07 e dos JCP é R$ 0,21.

Banco Pine (PINE4) 

O Banco Pine (PINE4) paga nesta quinta, 27, os JCP anunciados em 13 de outubro no valor bruto por ação de R$ 0,25. O crédito considera a posição acionária do dia 16 de outubro de 2025. Desde 17 de outubro as ações são negociadas “ex-direitos aos JCP.

Vulcabras (VULC3) 

A ‘data com’ para ter direito a terceira parcela do dividendo intercalar da Vulcabras anunciado em 14 de agosto, é nesta quinta, 27.  O valor por ação é de R$ 0,125 e o pagamento será em 29/12/2025.

Cury (CURY3)

A ‘data com’ para ter direito ao dividendo anunciado em 24 de novembro, é nesta quinta, 27. A partir de sexta, 28, as ações serão negociadas ex-dividendo. A Cury aprovou a distribuição de dividendos intercalares no montante total de R$ 250 milhões, esse valor corresponde a R$ 0,85 por ação ordinária. O pagamento será realizado em 4 de dezembro de 2025.

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