Notícia da Vale, Valid, Petrobras, Nubank, Tupy e Weg

19 de agosto de 2025 Por Redação

 

 

 

 

 

 

Publicado às 21h45

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Bancos estudam a possibilidade de pedir esclarecimento sobre a extensão da decisão de Dino, diz jornal

O jornal O Globo divulgou que os bancos brasileiros estudam a possibilidade de pedir um esclarecimento sobre a extensão da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. O ministro determinou que transações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos e transferências para o exterior “dependem de expressa autorização” do STF.

Bancos brasileiros que têm operações no exterior e dependem de provedores de infraestrutura norte-americanos poderão se ver em uma situação delicada: cumprir uma ordem do STF e descumprir uma decisão do governo de Donald Trump, o que pode resultar em sanções pesadas, rescisões e multas.

A situação deixou o mercado em alerta com impacto direto nas ações dos bancos. Os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 6,03% nesta terça-feira, 19, e fecharam cotados a R$ 19,80. As ações PN do Bradesco (BBDC4) tiveram baixa de 3,43% (R$ 15,79); as do Itaú desvalorizaram 3,05% (R$ 36,31) e as units do Santander caíram 4,88% (R$ 25,94). Banco médios como Banrisul, ABC Brasil e Banco Pan também tiveram quedas acentuadas.

Há vários exemplos de instituições financeiras de outros países que já sofreram sanções bilionárias do tesouro norte-americano por violarem determinações do governo em Washington.

Um deles ocorreu em 2014 e envolveu o banco francês BNP Paribas. A instituição financeira aceitou pagar US$ 8,9 bilhões após admitir que processou transações com Cuba, Irã e Sudão entre 2004 e 2012. Além disso, o banco foi proibido temporariamente de realizar determinadas operações em dólar. O BNP Paribas foi o primeiro grande banco condenado criminalmente nos Estados Unidos sob acusação de violar sanções internacionais.

A avaliação do Citi para a Vale

O time de analistas do Citi manteve a recomendação de “compra” para a mineradora Vale (VALE3). A equipe do banco está mais otimista em relação ao desempenho da companhia e destaca que os resultados do segundo trimestre de 2025 deste ano vieram “mais fortes” do que o esperado.

O Citi manteve também a estimativa de produção de 330 milhões de toneladas de minério de ferro para a Vale, o ponto médio da meta da companhia.

A time de analistas da instituição financeira tem preço-alvo de 12 dólares para os American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações negociados em Nova York).

WEG (WEGE3): conselho aprova dois financiamentos  

O conselho de administração da WEG (WEGE3) aprovou a contratação de dois financiamentos. A informação consta na ata da reunião do conselho realizada nesta terça-feira, 19, e divulgada no site da Comissão de Valores Mobiliários. Um deles, no valor de até R$ 130 milhões e prazo de 18 meses, é em favor das controladas Balteau Produtos Elétricos e Weg Turbinas e Solar, utilizando-se de uma linha de crédito do BNDES. O outro financiamento é no valor de até US$ 50 milhões e tem prazo de 36 meses. Esse envolve a controlada Weg Africa.

Trígono Capital atinge participação de 9,97% das ações ordinárias da Tupy

A Trígono Capital informou que, através dos fundos sob sua gestão, atingiu participação de 13.206.400 ações ordinárias da Tupy (TUPY3), a qual representa 9,97% das ações dessa classe. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 19, em um comunicado pela companhia. Essa participação foi atingida no último dia 15 de agosto. Segundo a gestora, a transação “não objetiva alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia, mas atender aos objetivos dos fundos de investimentos sob sua gestão”.

Valid (VLID3) define data para pagamento de 3° parcela de JCP

A Valid (VLID3) informou nesta terça-feira, 19, que realizará no dia 30 de setembro de 2025, o pagamento da terceira parcela dos juros sobre capital próprio anunciados em 18 de fevereiro deste ano. Terão direito acionistas da companhia detentores de ação em 13 de março de 2025. O valor da parcela é R$ 0,39387731000 por ação.

BTG eleva recomendação para o Nubank (ROXO34)

O BTG Pactual elevou a recomendação de Nubank para “compra” pela primeira vez desde o IPO em 2021, com preço-alvo revisado para R$ 16,50. O time de analistas destaca que a decisão reflete a melhora dos indicadores operacionais, recuperação do crédito no Brasil, aceleração do TPV em cartões e avanço consistente da operação no México.

“Apesar de 2025 ser considerado um ano de transição, com crescimento mais moderado e incertezas no mercado brasileiro, destacamos sinais de retomada: maior originação no crédito pessoal, reaceleração do uso do Pix financiado e recuperação de participação em cartões”, escrevem os analistas do BTG em relatório, ressaltando que a expansão internacional, especialmente no México, tornou-se um dos principais pilares da tese de investimento, já mostrando tração e reforçando o potencial de diversificação geográfica.

O lucro líquido projetado para 2025 foi ajustado para R$ 2,6 bilhões (+32% na base anual), com estimativas de R$ 3,4 bilhões em 2026 e R$ 4,3 bilhões em 2027. Para a equipe de analistas do BTG, embora a concentração em clientes de massa no Brasil traga riscos cíclicos, o Nubank segue como forte candidato a ser o grande vencedor fintech da região, ao lado do Mercado Livre.

Petrobras paga nesta quarta, 20, 1° parcela de provento

A Petrobras paga na quarta-feira, 20, a primeira 1° parcela do dividendo e JCP anunciado em 12 de maio. Essa primeira parcela, no valor de R$ 0,45 por ação ordinária e preferencial, será paga em 20 de agosto de 2025, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio. A data base para ter direito foi 2 de junho para os detentores de ações. As ações da Petrobras passaram a ser negociadas ex-direito na B3 desde 3 de junho. Vale lembrar que a segunda parcela, no valor de R$ 0,45 por ação ordinária e preferencial, será paga em 22 de setembro, sendo R$ 0,30 sob a forma de dividendos e R$ 0,14 sob a forma de juros sobre capital próprio.