Moody’s Analytics eleva projeção de crescimento da América Latina para 2025

Publicado às 17h02
A Moody’s Analytics projeta crescimento de 2,2% para a América Latina em 2025, ligeiramente acima dos 2,1% previstos em dezembro. A economia regional cresceu 3,1% no primeiro trimestre, com destaque para Argentina, Brasil e Chile.
- O Brasil mostrou resiliência apesar de desafios fiscais e inflação elevada. O mercado de trabalho sustentou o consumo privado.
- Peru, Chile e Colômbia continuam se recuperando da desaceleração de 2023. Chile e Peru se beneficiaram dos preços altos de metais. A inflação controlada e o mercado de trabalho sólido impulsionaram o consumo no Peru.
- Na Colômbia, o desemprego mais baixo ajudou a economia.
- A Argentina teve queda acentuada da inflação e forte crescimento do crédito.
- O México enfrenta incerteza tarifária e cortes nos gastos públicos. Embora a economia tenha voltado a crescer no primeiro semestre, contrariando a previsão de contração no segundo trimestre, os investimentos continuam em queda e a contratação formal parou.
A Moody’s Analytics estima crescimento de 2,3% da região no segundo trimestre. Apesar do bom desempenho, existe expectativa de desaceleração nos próximos 12 meses devido ao ambiente externo incerto, inflação acima da meta, espaço fiscal limitado e ambiente político e social tenso.
Tarifas dos EUA
A política tarifária dos Estados Unidos continua a dominar o cenário econômico da América Latina. A administração Trump adiou por 90 dias o aumento das tarifas sobre fentanil e migração, oferecendo algum alívio ao México, mas tarifas elevadas seguem em vigor e devem reduzir os fluxos de investimento direto estrangeiro. A exclusão do cobre refinado das novas tarifas favorece Chile e Peru, com impacto limitado sobre o consumo global. Já as tarifas sobre o Brasil representam a maior mudança recente, com uma taxa efetiva estimada em 30%. Como não há expectativa de acordo entre Lula e Trump, a Moody’s Analytics assume que elas permanecerão.
Riscos
Moedas se valorizaram e os preços de commodities superaram expectativas. Os efeitos da guerra comercial foram limitados. A inflação segue acima da meta, mas em trajetória positiva. No entanto, esses fatores podem enfraquecer. A agenda eleitoral e restrições fiscais devem afetar o crescimento. A Moody’s Analytics projeta expansão de 2,1% em 2026, abaixo dos 2,5% previstos em dezembro.
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