Jalles Machado (JALL3): avaliação do resultado do 2T25

Publicado às 14h41
Analistas do BTG Pactual escrevem em relatório que a Jalles Machado (JALL3) iniciou o ano-safra enfrentando desafios climáticos, com chuvas intensas no início do trimestre e impacto residual da seca do ano anterior. A área colhida foi parecida com a de 2024, mas a produtividade menor reduziu a moagem de cana em 10% ano/ano e a produção de ATR em 13% no ano. As vendas de ATR subiram 15% na base anual de comparação, com aumento nos volumes de açúcar e etanol, ajudando o Ebitda ajustado a ficar estável em R$ 270 milhões, apesar da queda de 11% no Ebitda unitário, afetado por custos mais altos, afirma o banco. O prejuízo líquido foi de R$ 14 milhões, mitigado por ganho não caixa de R$ 232 milhões em hedge. O consumo de caixa livre foi de R$ 87 milhões, levando a alavancagem para 2,4x dívida líquida/Ebitda, na avaliação do BTG. A companhia reduziu o guidance, projetando moagem de 7,5 milhões de toneladas (-5% ano/ano e vs. previsão anterior), menor mix de açúcar e queda nas métricas de produtividade.
A Jalles divulgou que as tarifas do governo americano tem impacto direto na redução da competitividade do açúcar orgânico no mercado norte-americano, com perda financeira estimada entre R$ 20 e R$ 25 milhões, em razão da necessidade de reclassificação de parte do volume originalmente destinado à exportação, entre 15 e 20 mil toneladas, como açúcar cristal para comercialização no mercado interno, com menor valor agregado.
“A Jalles segue avaliando alternativas estratégicas e comerciais que permitam mitigar os efeitos da medida tarifária sobre suas operações, ao mesmo tempo em que mantém o foco na excelência operacional e na disciplina de execução, mesmo diante de um ambiente geopolítico mais desafiador”, afirmou a companhia em um comunicado divulgado em 13 de agosto.







