Ibovespa futuro, dólar, notícia da MRV, Frasle e de outras companhias

Publicado às 9h19 – atualizado às 9h51
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Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDQ25 contrato com vencimento para 13 de agosto) abriu em queda nesta sexta-feira, 11. Às 9h50 caía 0,55% aos 137.850 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
A sessão é marcada pela aversão ao risco nas Bolsas com o presidente americano Donald Trump voltando a intensificar sua guerra comercial. Trump anunciou na noite de quinta-feira tarifa de 35% sobre o Canadá, com início previsto para 1º de agosto. O republicano também disse que planeja impor tarifas gerais de 15% ou 20% à maioria dos parceiros comerciais dos Estados Unidos.
Dólar
Às 9h49 o dólar comercial tinha alta de 0,50% cotado a R$ 5,571 na venda.
Petróleo e minério
Às 9h10 o preço do barril de petróleo Brent subia 1,12% (US$ 69,4). O Brent é referência para a Petrobras. Nas negociações diurnas, o contrato futuro para setembro de 2025 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,79% a 764 iuanes (US$ 106,48). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. Esse dado foi obtido no link: http://www.dce.com.cn/DCE/Products/Industrial/Iron%20Ore/index.html
Futuros de ações em Nova York
Às 9h10 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,58% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,50%. Nasdaq futuro caía 0,42%.
Notícias corporativas desta sexta:
MRV (MRVE3) atualizará guidance de geração de caixa da Resia de US$ 270 milhões em 2025, para R$ 493 milhões até o final de 2026
Em um fato relevante enviado ao mercado nesta sexta-feira, 11, a MRV (MRVE3) informou que, no âmbito da revisão estratégica de sua subsidiária Resia, nos Estados Unidos, definiu quais imóveis estariam contemplados no plano de desinvestimento e, portanto, seriam classificados como “disponíveis para venda”, iniciando estudos para a realização, conforme aplicável, do impairment.
Diante das informações recebidas e análises efetuadas baseando-se em estudos realizados para cada ativo, características mercadológicas de onde cada ativo está localizado, e laudos contratados por empresas especializadas no mercado de real estate norte americano, a MRV reconheceu a redução no valor contábil na recuperabilidade dos ativos classificados como “disponíveis para venda” de até US$ 144 milhões, que restará refletida, após avaliação por empresa de auditoria independente, nas informações financeiras da companhia relativas ao período encerrado em 30 de junho de 2025. “Ao final do período de execução deste plano, a companhia terá gerado aproximadamente US$ 493 milhões de caixa, reduzindo sua alavancagem em US$ 365 milhões após retornar US$ 128 milhões de capital aos investidores dos projetos”, explicou a MRV.
Com a atualização do plano estratégico da Resia e as projeções mencionadas nesse documento, a companhia atualizará seu guidance de geração de caixa da Resia de US$ 270 milhões em 2025, para R$ 493 milhões até o final de 2026, correspondentes a uma redução da dívida líquida de US$ 365 milhões.
Frasle (FRAS3) precifica ação em R$ 24 em sua oferta de ações
Em um fato relevante enviado ao mercado nesta sexta-feira, 11, a Frasle (FRAS3) reportou que seu conselho de administração aprovou o preço por ação de R$ 24 e o efetivo aumento de capital da companhia, bem como a sua homologação, mediante a emissão de 10.318.748 ações ordinárias, perfazendo o total de R$ 247.649.952,00. Essa oferta pública de distribuição primária de ações foi anunciada em 30 de junho.
A totalidade dos recursos líquidos provenientes da oferta primária será destinada para projetos de expansão orgânica e inorgânica e melhoria da estrutura de capital da companhia.
Em razão do aumento do capital social da companhia no âmbito da oferta, o novo capital social da Frasle passará a ser de R$ 1,477 bilhão. As ações objeto da oferta passarão a ser negociadas na B3 a partir de 14 de julho de 2025, e a liquidação física e financeira das ações ocorrerá no dia 15 de julho de 2025.
Destaques da noite de quinta:
Santander Brasil (SANB11) anuncia pagamento de R$ 2 bi em juros sobre o capital
O conselho de administração do Banco Santander Brasil (SANB11) aprovou a proposta da diretoria executiva de distribuição de juros sobre o capital próprio. O valor bruto é de R$ 2 bilhões, que, após deduzido o valor relativo ao Imposto de Renda Retido na Fonte, resulta no valor líquido de R$ 1,7 bilhão. O valor líquido por unit SANB11 é R$ R$ 0,45549803166. Esses juros sobre o capital próprio aprovados serão pagos a partir do dia 8 de agosto de 2025.
Direcional (DIRR3): vendas líquidas no 2T25 atingiram R$ 1,7 bilhão
A Direcional (DIRR3), uma das maiores incorporadoras e construtoras do Brasil, com foco no desenvolvimento de empreendimentos populares e de médio padrão e com atuação em diversas regiões, divulgou seus resultados operacionais referentes ao 2º trimestre do exercício de 2025 (2T25).
No 2º trimestre de 2025 o valor geral de vendas (VGV) lançado pelo Grupo Direcional foi de R$ 1,9 bilhão (R$ 1,4 bilhão % companhia), representando um crescimento de 111% em relação ao 1T25 e de 40% quando comparado ao 2T24. Esse foi o maior patamar já lançado em um trimestre pela Direcional. Os produtos da marca Direcional tiveram representatividade de 56% do VGV lançado, e os projetos da Riva, de 44%.
As vendas líquidas do trimestre atingiram R$ 1,7 bilhão (R$ 1,3 bilhão % companhia). Esse desempenho marcou um crescimento de 26% sobre o trimestre anterior e de 4% sobre o mesmo trimestre de 2024. No período, os produtos da marca Direcional representaram 59% do mix de vendas, enquanto os produtos Riva responderam por 41%.
No 2º trimestre de 2025, houve geração de caixa no montante de R$ 395 milhões. Vale ressaltar que desse total, R$ 251 milhões referem-se ao montante líquido recebido pela Direcional em razão da entrada de um novo sócio, com 9,98% de participação no capital da Riva. O montante total gerado no acumulado do ano até junho foi de R$ 380 milhões. Com isso, dado o volume de caixa gerado no período, o Grupo Direcional encerrou o 2T25 com posição caixa líquida.
Acesse aqui a íntegra do release com mais detalhes.
Lavvi (LAVV3) divulga a prévia operacional do 2T25
A Lavvi (LAVV3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre de 2025 (2T25). No 2T25, a companhia realizou o lançamento de dois empreendimentos que juntos, totalizam R$ 1,2 bilhão de valor geral de vendas (VGV) no % Lavvi, líquido de comissão e permuta. As vendas líquidas contratadas no 2T25 totalizaram R$781 milhões na visão total, alta de 8% vs. 2T24.
Mitre (MTRE3) divulga a prévia operacional do 2T25
A Mitre (MTRE3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre de 2025 (2T25). As vendas líquidas somaram R$ 291,2 milhões, queda de 22,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Os distratos totais no trimestre tiveram uma redução expressiva de 29,6% em relação ao 2T24. No segundo trimestre, a Mitre destacou que manteve o foco na comercialização dos empreendimentos em andamento, buscando otimizar as vendas, ao mesmo tempo em que avançou no planejamento dos próximos lançamentos.
Telefônica Brasil (VIVT3) aumenta participação na FiBrasil com investimento de R$ 850 milhões
A Telefônica Brasil (VIVT3) anunciou a aquisição da totalidade das ações de emissão da Fibrasil Infraestrutura e Fibra Ótica detidas pelo Caisse de dépot et placement du Québec, representando 50% do capital social total da Fibrasil, mediante o pagamento de R$ 850 milhões. Após a conclusão da transação, a Telefônica Brasil deterá ações representando 75,01% do capital social total da Fibrasil, sendo que a Telefónica Infra S.L. Unipersonal permanece com o percentual de 24,99%. Com o movimento, a Telefónica S.A., passa a controlar, indiretamente, 100% da FiBrasil. A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Anatel.
Em 2024, a FiBrasil alcançou 4,6 milhões de domicílios, em 151 cidades de 22 estados. Com a aquisição, a Telefônica Brasil amplia sua flexibilidade para avaliar novas oportunidades de expansão no mercado de fibra. Hoje, a companhia cobre cerca de 30 milhões de domicílios e empresas, distribuídos em 444 cidades, e conta com 7,2 milhões de clientes conectados.
Méliuz (CASH3) anuncia que está em fase final de listagem de suas ações na OTC Markets
O Méliuz (CASH3), primeira Bitcoin Treasury Company do Brasil e da América Latina, informou na noite desta quinta-feira, 10, que está em fase final para listar suas ações na OTC Markets (EUA) – estimativa de até 4 semanas, dependendo dos trâmites regulatórios e do processo decisório interno da OTCQX. A operação não envolverá emissão de novas ações nem captação de recursos. Como parte dessa listagem, operadores de mercado poderão adquirir ações já existentes da companhia na B3 e as disponibilizariam para negociação nos Estados Unidos por meio de um ticker específico – a ser divulgado -, denominado em dólares americanos, com um mecanismo de liquidação e entrega alinhado aos padrões locais de mercado. A listagem será realizada no segmento OTCQX Markets, o mais alto nível de governança e compliance entre os segmentos da OTC Markets Group. Essa iniciativa faz parte da estratégia da companhia de fortalecer a proximidade com investidores internacionais, ampliando a visibilidade de suas ações e potenciais operações financeiras na região, além de acelerar sua estratégia como Bitcoin Treasury Company, focada no aumento do número de Bitcoin por ação (Bitcoin Yield positivo) ao longo do tempo. O OTCQX é voltado para empresas consolidadas, com foco em investidores dos Estados Unidos e do exterior. O Méliuz explicou que optou pelo OTCQX por sua compatibilidade com os padrões financeiros já seguidos pela companhia no Brasil, além da presença de empresas brasileiras e de outras Bitcoin Treasury Companies globais. A listagem no OTCQX não impacta a negociação das ações no Brasil (B3).
Renova (RNEW11) assina contrato de uso do sistema de transmissão
A Renova Energia (RNEW11) assinou contratos de uso do sistema de transmissão (CUSTs) junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico, para contratação de acesso às instalações de transmissão integrantes do Sistema Interligado Nacional no montante de uso total de 81 MW. A celebração de referidos CUSTs viabiliza a implantação de projetos que permitem a operação de centrais de processamento de dados (data centers), junto a sua infraestrutura de conexão com a rede básica. Os data centers serão operados por empresas especializadas, cabendo à Renova a responsabilidade da infraestrutura elétrica e fornecimento de serviços para funcionamento ininterrupto, incluindo tecnologia de comunicação de dados. A conexão será realizada por meio da infraestrutura de rede existente do Complexo Eólico Alto Sertão III, aproveitando a capacidade instalada e os ativos de transmissão da companhia já em operação, nos termos do parecer de acesso emitido pelo Operador Nacional do Sistema – ONS. “Com previsão de energização estimada para até dezembro de 2025, tal iniciativa reafirma a posição da Renova Energia na busca por soluções inovadoras, alinhando-se à sua estratégia de diversificação das fontes de receita e de inserção no segmento de infraestrutura de conexão ao Sistema Interligado Nacional”, afirmou a Renova, destacando que, além de contribuir para o fortalecimento do setor digital no Brasil, a implantação de data centers estimulará a geração de empregos e de renda na região, promovendo o dinamismo da economia local e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico do semiárido baiano.







