Índices futuros em forte baixa em NY; petróleo cai: mercado reage ao anúncio de tarifas

Reprodução YouTube
Publicado às 21h55
Assim que terminou o discurso do presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, nesta quarta-feira, 2, começou a reação do mercado. Trump anunciou a imposição de tarifas recíprocas para igualar os impostos cobrados por outros países sobre produtos norte-americanos. O presidente revelou tarifas de 34% para os produtos chineses e 20% para os da União Europeia. O republicano anunciou tarifas de 10% para o Brasil. Logo no começo da fala de Trump, quando Trump disse que as tarifas começariam com uma base de 10% para todos os casos, os índices futuros de ações até chegaram a subir (vale lembrar que o mercado regular já havia fechado). Mas quando o presidente americano entrou nos detalhes e começou a dar exemplos de tarifas significativamente mais altas do que os 10%, os futuros viraram para o negativo. Às 21h50 o quadro era o seguinte: o Dow Jones Futuro caía 2,01%; o S&P 500 futuro recuava 2,97% e Nasdaq futuro afundava 3,74%. O Nasdaq futuro reflete a forte queda das ações de empresas de tecnologia no ‘after market’ (negócios realizados após o pregão regular). Às 21h32 os papéis da Apple (AAPL) desvalorizavam -6,52%; os da Nvidia (NVDA), -4,2%. No segmento de commodities, o preço do barril de petróleo Brent tinha baixa de 1,03% cotado a 72,9 dólares. O barril WTI caía 2,7% a 69,7 dólares. O contrato futuro para setembro de 2025 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, tinha, às 21h55, queda de 0,6% a 744 iuanes (US$ 102,3)
A Bolsa de Tóquio (índice Nikkei 225) operava em queda de mais de 3% no começo do pregão desta quinta-feira, 3 (hora local).
Especialistas ainda avaliam os desdobramentos dos anúncios de Trump. Muitos analistas observam que as tarifas vieram pior que o esperado e pesadas. Para o Brasil, a avaliação é que a tarifa é mínima, mas o impacto é grande. O Brasil não descarta a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço dos Estados Unidos, informaram agora à noite os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, a prioridade do governo brasileiro neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas nesta quarta-feira pelo presidente Trump.
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira, 2, o Projeto de Lei 2.088/2023, que cria a Lei da Reciprocidade Comercial, autorizando o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos do Brasil no mercado global. Agora, o texto segue para sanção presidencial.
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